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A lenta Vitesse até ao tão almejado título

A lenta Vitesse até ao tão almejado título – KNVB Beker.

A duas semanas de completar 125 anos de existência, o Vitesse conseguiu finalmente um título de relevância no futebol holandês, a Taça da Holanda. Finalista em 1912, 1927 e 1990, vice-campeão holandês em cinco ocasiões, todas há mais de 100 anos, o SBV Vitesse de Arnhem, pertença de um russo, da esfera de influência de Abramovich, desde 2013, foi necessário aos ‘Vitas’ 124 anos de vida até que festejassem um ambicionado troféu, uma lenta e longa espera.

A festa do debutante título do Vitesse. Fonte: Telegraaf

Um dos milhares de nativos do Suriname, ainda holandês, a rumarem aos Países Baixos aquando da independência da nação sul-americana, Henk Fraser foi um central de relativa qualidade, internacional holandês num período áureo da ‘Laranja Mecânica’, o segundo, ainda sob influência de Gullit, Van Basten, Rijkaard e afins, na era pré-bebés de Amesterdão. Alinhou no Sparta Roterdão, Utrecht, Roda JC e Feyenoord, aos serviço dos dois últimos atingiu o estatuto internacional e participou no Mundial de 1990, altura em que trocou Kerkrade pelo regresso a Roterdão.

Fraser passou pelo ADO Den Haag como adjunto, assumiu o clube de Haia entre 2014 e 2016, mudando-se no Verão passado para o Vitesse.

A final jogou-se na Banheira de Roterdão e o oponente foi o AZ Alkmaar, quatro vezes ganhador da prova.

Até ao jogo decisivo o Vitesse eliminou o De Dijk por 2-7, o RKC Waalwijk por 4-1, o Jordan Boys por 4-0, Feyenoord por 2-0 e Sparta Roterdão por 1-2.

Num jogo equilibrado, o nulo manteve-se até aos 80 minutos. Já se antecipava o prolongamento… mas surgiu Ricky Van Wolfswinkel. O avançado que deixou marca em Alvalade resolveu o encontro com um bis e é agora o maior herói de Arnhem, garantiu ao Vitesse o primeiro título de sempre do clube.

Ricky van Wolfswinkel foi o herói do Vitesse, Fonte: Football Oranje

Capitaneados pelo central Ron Vlaar, o AZ alinhou com Tim Krul nas redes, o norueguês Svensson na direita, van Eijden, substituído aos 83 minutos pelo nigeriano Fred Friday, emparceirou no eixo defensivo com Vlaar, Haps na lateral esquerda, Luckassen, o belga Wuytens e van Overeem, deu lugar a Seuntjens aos 67 minutos, compuseram o trio de meio-campo, enquanto na frente foram titulares o iraniano Jahanbakhsh, o internacional jovem holandês de sangue caboverdiano Dabney dos Santos, saiu aos 79 por Bel Hassani, e o dianteiro centro Weghorst. No banco van den Brom.

Também central, o georgiano Kashia foi o capitão do Vitesse na final. Room foi o guardião, Leerdam saiu lesionado aos 85 minutos, dando espaço a Diks, Kruiswijk, reinventado lateral, fechou à esquerda e o jovem norte-americano Miazga foi o companheiro de retaguarda de Kashia. Do Zimbabwe Nakamba, a jovem promessa inglesa Baker e Foor, substituído nos descontos por van der Werff, trio do miolo, o albanês-kosovar Rashica, o brasileiro Nathan, que abriu espaço ao holandês-marroquino Tighadouini, e o avançado van Wolfswinkel completaram o leque de finalistas utilizados por Fraser.

O resumo da final da Taça da Holanda aqui

Os fumos aurinegros da festa. Fonte: Diário AD

O vídeo da caminhada do Vitesse rumo ao De Kuip, numa compilação da televisão do clube, para ver aqui

Um cliente habitual das competições europeias, o Vitesse enfrentou já Sporting CP, Sporting Braga e Beira-Mar nas suas anteriores presenças na Europa.

A anterior final de taça perdida também tem relação com Portugal. Uma grande penalidade convertida por Stan Valckx, que posteriormente viria a representar o Sporting CP, na Banheira de Roterdão, viu o PSV bater o Vitesse por 1-0 em 1990.

Depois de alguns anos complicados, tendo a própria relação de proximidade com o Chelsea motivado penalizações europeias ao clube, eis que finalmente chega a maior alegria a Arnhem.

A beleza de Arnhem. Fonte: Flickr/Koos de Wit

A viagem de autocarro aberto pela cidade para ver aqui

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