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Aboubakacabar com a malapata – Camarões conquista CAN

Aboubakacabar com a malapata

El Hadary sonhou até bem perto do fim em, aos 44 anos, erguer novamente um troféu que já venceu por três ocasiões, contudo foi o avançado ex-portista Aboubakar a sacar um movimento genial, pleno de magia, a um minuto dos 90, para confirmar remontada e ver finalmente os Camarões a derrotarem o Egipto numa final continental, o seu quinto título.

Esta selecção camaronesa foi um risco enorme. À semelhança de outras, noutros países, em edições anteriores teve problemas para compor o plantel, foram mais de meia dúzia as recusas em representar os ‘Leões Indomáveis’ e a renovação já existente foi ainda mais forçada, para a obtenção de um título que não se esperava.

Ondoa brilhou num lugar que seria de Onana ou Ndy Assembe, Teikeu e Ngadeu não tiveram problemas em fazer face à recusa de Matip, Fai superou na perfeição a escusa de Nyom e ninguém se lembrará de Choupo-Moting depois das exibições de Ndip Tambe e Aboubakar, assim se faz uma selecção, uma equipa, verdadeira, na adversidade.

O Egipto entrou na CAN como natural favorito, apesar de ausente nas últimas três edições. Cúper foi excessivamente cauteloso e a selecção jogou melhor quando coabitaram no relvado Kahraba e Trezeguet, eles que quase se desafiam mutuamente para brilhar mais alto, criar magia.

Ainda assim, saiu melhor o Egipto, aproveitando com eficácia a ocasião de que dispôs num primeiro tempo com muito mais posse para os Camarões. A jogada colectiva dos ‘Faraós’ é de ver e rever, Elneny, Warda, Salah e o jovem médio do Arsenal a concretizar de forma superior.

A formação liderada por Hugo Broos entra ainda mais pujante na segunda metade e o empate acaba por ser inevitável. A sustentação aérea de Nkoulou é soberba e só assim consegue desviar para o empate.

Continua a dar mais Camarões e finalmente… Aboubakar tem um momento mágico, tal como no encontro de ontem – no caso de livre, a definir a partida através de uma iniciativa que dará muito que falar, pela qualidade, velocidade de execução, percepção de espaço, tempo, adversários, baliza… um golo sumptuoso a coroar a ‘Football Party’ que é sempre a Taça Africana das Nações!

Autor: António Valente Cardoso

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