-- ------ Alemanha vence Confederações e reforça estatuto... Mundial (Alemanha 1 x Chile 0)
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Alemanha vence Confederações e reforça estatuto… Mundial

Alemanha vence Confederações e reforça estatuto… Mundial.

Alemanha vence Confederações e reforça estatuto… Mundial. Detentora do Campeonato do Mundo reforça o seu status e leva de vencida a prova (mais uma). Mesmo com segundas linhas, Low e a sua Alemanha dominam Taça das Confederações, lançando séria candidatura à reconquista do Mundial 2018.

1.ª Taça das Confederações para a mannschaft

A velha máxima “no futebol são 11 contra 11 e no final ganha a Alemanha” voltou a fazer lei. Desta feita, na Taça das Confederações. Com este triunfo histórico, os alemães conquistam o único troféu que lhe faltava a nível de Seleções.

Imagem 1 – Histórico dos vencedores da Taça das Confederações. Alemanha estreante, Brasil à cabeça com 4 troféus.

1.ª parte de Chile total, mas de golo alemão

Low e Pizzi apresentaram ‘onzes’ sem surpresas, com a inclusão dos jogadores (e coletivo) em maior evidência até aí.

Imagem 2 – Mustafi foi a única novidade no onze titular alemão para a grande final (em relação à meia-final, Henrichs não jogou).

 

Imagem 3 – Juan Antonio Pizzi apresentou onze titular sem quaisquer surpresas, no seu também habitual esquema.

Os sul-americanos entraram muito bem e, logo ao minuto 5, Ter Stegen evita o golo por intermédio de uma defesa sensacional, por instinto, a remate de Arturo Vidal. Estava feito o aviso por parte dos pupilos de Pizzi…

Logo a seguir, Vidal, de longe, tentou novamente a sua sorte. Desta feita, fácil para Marc-André ter Stegen. Nem a baliza conseguiu visar o médio do Bayern Munique.

Não desarmava o Chile, confirmando início de jogo absolutamente loco. Numa grande jogada de envolvimento coletivo, Charles Aránguiz apareceu na área e, vendo que já estava desenquadrado com a baliza, deu toque para trás, onde apareceu… Vidal (quem mais?!) a permitir nova defesa de Ter Stegen, idêntica ao do lance do 5.º minuto. Vidal vs Marc-André ter Stegen  foi o filme mais visto nos primeiros 7 minutos da partida. Com vantagem, claro, para o keeper alemão, que levou a melhor em todas.

Os chilenos não desarmavam e a pressão no último terço do campo surtia efeito. Vargas, por duas vezes, fruto dessa pressão alta (e bem sucedida), obrigou Ter Stegen a trabalhos redobrados.

Numa altura em que os germânicos já sacudiam mais a pressão, foi, ainda assim, o Chile a voltar a gerar problemas na baliza contrária. Vidal, uma vez mais, coloca a figura central alemã à prova (uma vez mais a levar a melhor sobre o médio chileno) e, na recarga, Alexis não consegue a emenda. Mais uma desperdiçada para o Chile. Não cessava…

Até que aparece finalmente o golo… mas da Alemanha. Marcelo Díaz perde o controlo do espaço e, bem pressionado por Timo Werner, perde a bola. O dianteiro alemão só teve que dar de bandeja a Lars Stindl para este abrir o marcador. Inacreditável o erro do médio defensivo chileno! Como se não bastasse ao Chile não marcar, depois de oportunidades atrás de oportunidades, ainda foi, a partir de um erro crasso de um jogador seu, a permitir a Seleção Germânica de se adiantar no placar. 1-0 aos 20′, completamente contra a corrente do jogo.

Imagem 4 – Stindl acaba de marcar o primeiro e último tento do desafio que decidiu o vencedor da Taça das Confederações 2017. Jara, Bravo e Aránguiz impotentes perante o falhanço de Marcelo Díaz. Fonte: cloudfront.net

O Chile, compreensivelmente, «abanou», e o jogo equilibrou mais a partir daí. Mais oportunidades até final do 1.º tempo, três, todas elas germânicas: remates de Goretzka e um de Draxler. 1-0 no final dos primeiros 45 minutos, castigando erro de Díaz e oportunidades desperdiçadas em catadupa por banda dos chilenos.

 

2.º tempo de novo desacerto chileno e de maior acerto alemão

À entrada do 2.º tempo, tendência tal e qual como concluíra o 1.º: equilíbrio como nota dominante. Os germânicos, esses, continuavam a ostentar as melhores oportunidades de golo. Aos 55′, Draxler «picou» bem por cima de Bravo mas o esférico não tomou o rumo certo. Respiravam, uma vez mais, os chilenos. Mais uma grande oportunidade para os germânicos poderem aumentar a contagem.

Segundos 45 minutos menos intensos, com menos oportunidades. La roja, derivado ao resultado negativo, mais com alma do que com cabeça, tinha cada vez mais dificuldades em transpor a linha defensiva adversária. Alemães mais concentrados e a conseguirem bloquear de forma mais coesa ação dos sul-americanos, jogava no contra-ataque, à espera de erro (fatal). Por isso, só aos 75′ voltou a surgir algo de palpável no que a ocasiões diz respeito. Para (não) variar, Vidal, aproveitando bola que sobrou na área, rematou por cima da baliza. O desperdício do médio não tinha fim à vista…

Mas foi aos 84′ que aconteceu a melhor delas todas. Puch vai buscar uma bola aparentemente perdida, «confunde» Ter Stegen, passa atrasado, mas Sagal corresponde mal à oferta do companheiro, atirando (muito) por cima. Isto quando “só” tinha defesas pela frente. Oportunidade soberana para colocar a sua Seleção na rota do prolongamento, que não mais deu mostras do que quer que fosse. A falta de finalização dos chilenos foi uma constante, tendo desvirtuado por completo as suas pretensões ao longo da partida.

Triunfo alemão, que colocou pedrinhas de gelo quando o jogo «exigiu», soube, tão simples e só, marcar e… ganhar, como tem sido hábito. Germânicos são, na atualidade, Reis e Senhores do futebol mundial.

Na cidade mais cultural da Rússia (São Petersburgo), a cultura do futebol continua entregue à… Alemanha. Dixit.

 

Autor: André Rodrigues

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