-- ------ Antevisão da Taça das Confederações - Bom Futebol
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Antevisão da Taça das Confederações

Taça Confederações

Antevisão da Taça das Confederações

A competição, que serve de antecâmara para o Campeonato do Mundo, irá decorrer na Rússia de 17 de Junho a 2 de Julho. A competição junta os campeões das 6 confederações de futebol, juntamente com o anfitrião e o atual Campeão do Mundo. Divididos em 2 grupos de 4 equipas, sendo que os 2º primeiros classificados são apurados para as meias-finais e seguidamente a final e jogo de apuramento de terceiro e quarto lugar.

Grupo A

Rússia

Anfitrião do Mundial de 2018 e, consequentemente, desta competição. Está, de momento, na 55ª posição do ranking da FIFA, sendo a 3ª equipa com pior posição na competição. O seu desempenho no Euro 2016 foi muito desapontante, ficando em último num grupo com Inglaterra, Eslováquia e País de Gales e sendo considerada como uma das piores equipas da competição. Desde então, Stanislav Cherchesov, ex-treinador do Légia de Varsóvia e com carreira, como jogador, em vários países do bloco de leste, e como treinador em clubes Áustria, Rússia e a já referido Polónia, conseguiu recuperar a equipa com 2 vitórias, sobre a Roménia e a Hungria, empatando com a Bélgica a 3 e o Chile, que também está nesta competição, a 1 bola e perdendo apenas com a Costa do Marfim. Terá do seu lado o factor casa, pelo que poderá ser uma das surpresas da competição.

Goleador russo Smolov

Goleador russo Smolov

Nova Zelândia

A menos cotação seleção de toda a competição. Chega como campeã da Oceânia, após a Austrália passar para a federação asiática. Venceu a competição de 2016, que se realizou na Papua Nova-Guiné, com um registo de 4 vitórias e um empate e 10 golos marcados e 1 apenas sofrido. Seria de esperar que tivesse um domínio sobre a competição, mas foi apenas a 5 vitória em 10 edições. Nos últimos jogos, tem registado um empate contra os EUA, ainda em 2016. No apuramento para o Mundial de 2018, tem como registo uma vitória e um empate contra a Nova Caledónia, e duas vitórias contra as Fiji. Realizou, entretanto, mais 2 amigáveis, ambos resultaram em derrota por 1-0 contra a Irlanda do Norte e a Bielorrússia. Não se espera muito desta frágil seleção, mas essa ausência de pressão pode funcionar como ponto positivo a jogar contra seleções teoricamente mais fortes e pode ser decisivo para “roubar” pontos aos mais cotados.

Chris Wood - A esperança dos All Whites

Chris Wood – A esperança dos All Whites

Portugal 

Um dos 3 estreantes na competição, juntamente com a Rússia e o Chile. Chega como o campeão europeu, após vencer o Euro 2016. Estando em 2º lugar no grupo de apuramento para o Mundial, apenas atrás da Suíça, que foi uma das duas seleções, juntamente com Suécia, a derrotar Portugal após o final do Euro, espera-se ver, nesta competição, se tem equipa e futebol para vencer novamente uma competição de seleções sénior ou se a vitória em França foi obra de esforço, circunstâncias e alguma sorte. Apenas no jogo contra a Suiça é que Portugal não marcou 2 ou mais golos, pelo que, apesar de ter defrontado equipas como Andorra, Gibraltar ou Ilhas Fároe, dever-se-á esperar muitos golos e um apuramento para, pelo menos, as meias-finais da competição.

A estrela da competição

A estrela da competição

México

Apurado como crónico representante da Concacaf, após vencer a Golden Cup. Será a 7ª presença, pelo que é a seleção com mais participações em prova. Tendo vencido em 1997, espera-se que o México apresente um BomFutebol a que nos tem habituado, apesar de falhar em momentos chave, como se tem visto nos Campeonatos do Mundo ou mesmo a última Copa América, onde participou como convidado. Vitórias contras Trinidad e Tobago, Republica da Irlanda e Honduras contraste com um recente empate contra o rival EUA e uma derrota contra a Croácia. Espera-se um apuramento para, pelo menos, as meias-finais da competição, sendo que o primeiro jogo contra Portugal poderá ajudar a definir bastante de como ficará a classificação final no grupo.

Herrera destaca-se pela seleção do México

Herrera destaca-se pela seleção do México

Grupo B

Camarões

O representante africano foi apurado ao vencer a CAN 2017, sendo que será a 3ª presença, tendo sido vice-campeão em 2003, última vez que participou. Desde que venceu o Egipto na final da CAN, os resultados não têm sido brilhantes, vencendo a Tunísia e Marrocos mas perdendo com a Guiné e com a Colômbia. Este último jogo ficou marcado por uma pesada goleada por 4-0, como teste final para a competição. Ainda para ver qual será o potencial deste jovem elenco, com Aboubakar à cabeça como principal destaque.

Aboubakar é cabeça de cartaz nesta seleção

Aboubakar é cabeça de cartaz nesta seleção

Chile

O Chile tem-se revelado uma potência do futebol Sul-americano e a forma como venceu a Copa América, que lhe garantiu a presença nesta competição, é prova disso mesmo. Uma equipa recheada de estrelas mas que tem tido resultados um pouco irregulares, que lhe permitem estar apenas na 4ª posição do grupo de apuramento para o Mundial de 2018. É também um dos estreantes nesta competição e espera-se que dispute a qualificação com os Camarões e uma rejuvenescida Alemanha, com Alexis Sanchéz, Vidal e Bravo como cabeças de cartaz.

Estrela maior desta forte seleção

Estrela maior desta forte seleção

Austrália

Apesar de ser a 4ª presença na competição, é a primeira como representante da Federação Asiática de Futebol ao vencer a Taça Asiática em 2015. Será, à partida, uma das mais fracas equipas da competição mas tem provado que o seu futebol tem melhorado, com boas prestações nos Campeonatos do Mundo e vencendo a competitiva Taça Asiática. A sua principal estrela já tem 37 anos mas Tim Cahill ainda estará pronto para disputar, quem sabe, a sua última competição. Na fase apuramento para o Mundial está apenas em 3º lugar do grupo, mas a apenas um ponto dos Japão e com os mesmos que a Arábia Saudita. Os resultados estão longe de brilhantes, com 2 recentes empates contra a Tailândia e o Iraque, com vitórias sobre os Emiratos Árabes Unidos e a Arábia Saudita e uma pesada derrota contra o Brasil.

Exemplo perfeito que a forma é temporária mas a classe é permanente

Exemplo perfeito que a forma é temporária mas a classe é permanente

Alemanha

Segundo apurado, depois da anfitriã Rússia, quando venceu o Campeonato do Mundo de 2014. Com um elenco jovem e renovado, onde ficaram de fora algumas das estrelas como Neuer, Hummels, Muller, Kroos, Özil ou Khedira, será um teste a vários elementos, sobretudo jovens com imenso potencial. A dúvida será a capacidade de conseguir replicar os resultados obtidos em 2014 pois, apesar do potencial, o corte com o elenco anterior foi bastante acentuado. Desde a eliminação do Euro 2016, às mãos da França, tem conseguido manter-se invicta, apesar da maior parte dos adversários serem bastante acessíveis. Quando a fasquia subiu, os empates contra a Itália e a Dinamarca e uma vitória por 1-0 sobre a Inglaterra deixa boas perspetivas. Uma coisa é certa, com este elenco, nesta competição ou já no Mundial de 2018, os germânicos têm o futuro garantido.

Uma cara a memorizar

Uma cara a memorizar

 

Os jogos da fase de grupos serão realizados de 17 a 25 de Junho, com as meias finais a realizar-se a 28 e 29 de Junho e a grande final a 2 Julho, juntamente com o jogo de apuramento do 3º e 4º classificado.

A competição começou de forma oficiosa, organizada pela Arábia Saudita como a Taça Rei Fahd nas edições de 1992 e 1995. Em 1997, a FIFA pegou na competição e tornou-a oficial. A partir de 2009, passou a ser organizada no ano anterior ao Campeonato do Mundo, como antecâmara e a reunir apenas seleções campeãs das suas respetivas confederações. É a primeira vez, desde que a FIFA organiza a competição, que o Brasil não participa. Aliás, o Brasil conta com 4 vitórias em 7 participações, com a França a vencer noutras 2 ocasiões, em 2001 e 2003, e o México a conquistar em casa em 1999. Menção ainda para a Argentina e a Dinamarca que venceram ainda como Taça Rei Fahd.

Apesar de apenas 3 vencedores em 7 edições, a final já disputada por equipas das 5 confederações, com Japão (2001), Austrália (1997), ainda na OFC, México (1999), Brasil por 5 ocasiões e ainda Espanha, EUA e França.

Marc Vivien-Foé faleceu durante a meia-final entre os Camarões e a Colômbia, na edição de 2003

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