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Ásia, um Novo Mundo? – Antigamente… O Mundo era a Duas Velocidades!

Mundo do Futebol: Liverpool e os seus adeptos chineses.

ÁSIA, UM NOVO MUNDO? – ANTIGAMENTE… O MUNDO ERA A DUAS VELOCIDADES!

É consabido que o futebol nasceu em Inglaterra, fruto de uma divergência se a bola poderia ser jogada ou não com as mãos. E tal, levava à separação de duas modalidades, que, hoje, fazem delícias de milhares de fãs: o futebol e o rugby.

Futebol esse que, fruto dos colonos europeus, chegaria rapidamente à América do Sul, levando, inclusivamente, a que o primeiro Mundial de Futebol fosse disputado no Uruguai.

E aí era consensual que o Mundo girava em torno do velho Continente e da parte Sul da América.

E tal realidade, não obstante as furtivas investidas do desporto-rei na América, com um campeonato mais exótico que competitivo, em que Pelé, Eusébio, Cruyff ou Chinaglia serviram de atracção, a verdade é que o futebol girava a duas velocidades… e a Taça Intercontinental, ainda que disputada em Tóquio, demonstrava isso: o que interessava para o Mundo era saber se a melhor equipa era europeia ou sul americana.

AOS POUCOS…TUDO FOI MUDANDO!!

Porém, tal realidade, fruto do meritório trabalho da FIFA – e há que reconhecer, quando a Confederação Mundial trabalha bem –  foi paulatinamente alterando-se.

A atribuição do Mundial de 1994 aos Estados Unidos da América e o de 2002 à Coreia do Sul funcionaram, paulatinamente, como um verdadeiro dínamo propulsor relativamente à paixão do futebol.

Criaram-se campeonatos devidamente organizados, começou-se a trabalhar na formação e construíram-se as infra-estruturas devidas para os jovens jogadores serem desenvolvidos, bem como os adeptos que se pretendiam conquistar sentissem o devido conforto e entusiasmo pelo espectáculo desportivo.

E o impacto foi imediato!

Actualmente, a MLS é a sexta liga com mais espectadores nos estádios, com uma média de 21692 espectadores por jogo e atrás de um neo colosso asiático, a China, que, inclusivamente, já ultrapassou os americanos!

A ÁSIA, A EFERVESCÊNCIA DE UM ENTUSIASMO…

Todavia, os asiáticos, fruto da sua economia efervescente e da necessidade de afirmação dos seus multimilionários foram mais além.

Não se bastaram com o desenvolvimento do espectáculo, mas quiseram assumir um papel interventivo no mesmo, chamando alguns dos principais jogadores e treinadores mundiais para integrarem as equipas que comandavam.

Tais nomes, como Scolari, Lippi, Erikson e jogadores dotados de excelso talento demonstraram a ambição dos asiáticos em assumirem um papel determinante no equilíbrios de forças mundial no panorama futebolístico.

O ENCANTAMENTO…

Porém, não só intramuros o fascínio asiático, e mais propriamente o chinês, exerceu a sua força.

Atentemos na força do dinheiro chinês que entrou decisivamente no futebol europeu, chegando a assumir, inclusivamente, a propriedade de alguns históricos do futebol europeu, como o Milan, Inter, WBA ou Southampton, ou assumindo-se como parceiro de referencia do Atlético de Madrid e obtendo o naming do novo estádio, entre outros exemplos.

E tal, abriu, indiscutivelmente, os horizontes dos clubes europeus para um novo mundo que pretende abraçar o futebol em toda a sua plenitude.

E tal levou a uma verdadeira operação de charme destes ao novo mercado que se abriu, de modo a tornar tal encantamento em realidade… e, ainda para mais, com a anuência, desejo e receptividade da parte seduzida.

AS MANOBRAS DE CHARME!

E assim, começaram as digressões asiáticas dos principais clubes europeus na sua pré época… apareceram as megastores dos principais clubes na China… as escolas de futebol europeias… os estágios dos principais jogadores do país na Europa… os acordos de interacção entre clubes de ambos os lados, para enviar treinadores europeus para ensinarem os melhores atletas!

E tal tem-se revelado um êxito… as Ligas Europeias são seguidas, discutidas e geram entusiasmo! Inclusivamente, o último derby de Milão principiou mais cedo para poder ser transmitido em horário nobre na China! As camisolas das principais estrelas europeias apresentam um maior volume de vendas do que na própria Europa e uma relação com um clube ou investidor chinês demonstra um passo em frente na projecção do futuro!

O CAMINHO A SEGUIR…

As declarações de Paulo Futre, há cerca de seis anos, sobre as potencialidades do mercado chinês parecem ter sido no século passado.

A verdade é que o facto de terem sido glosadas e alvo de chacota levaram à descredibilização das propostas… e olhou-se muito mais à forma do que ao conteúdo!
Porém, a abertura a um mercado pujante, apaixonado e que gera entusiasmo poderá ser um modo alternativo de gerar mais valias a ter pelos principais clubes europeus…sigamos essa epopeia com o devido interesse!

Autoria: A Economia do Golo

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