-- ------ Bailes de Debutantes, o outro Miranchuk, uma Rússia de renovação
Bom Futebol

Bailes de Debutantes, o outro Miranchuk, uma Rússia de renovação

Bailes de Debutantes, o outro Miranchuk, uma Rússia de renovação

Em ano de Mundial, histórico para os russos, notam-se finalmente algumas mudanças nos quadros da Superliga local, onde os nomes parecem eternizar-se e os jovens custam a terem oportunidades de afirmação em pleno. O Bom Futebol de nomes como Miranchuk surge finalmente, mesmo que a conta-gotas.

Não tem sido nada fácil a evolução recente do desporto russo. Uma cruzada dirigida especificamente às federações russas, em total contraponto com o que sucedeu no caso Balco, em que todas as instâncias norte-americanas estiveram envolvidas, mas nem por isso foram suspensos os atletas e as federações, está a dificultar a contínua afirmação da Rússia como potência desportiva mundial, num claro braço-de-ferro ao estilo da Guerra Fria entre EUA e Rússia, percebendo-se quem domina as instâncias internacionais face à dualidade de tratamento e critérios na abordagem.

No futebol também está a ser uma temporada de algum câmbio. A torneira monetária fechou-se e os muitos milhões investidos em anos recentes rumaram à China e a essa liga, quer no que toca a quadros técnicos, quer a futebolistas, vendo-se, no entanto, a entrada de futebolistas menos mediáticos, mas de elevadíssimo potencial e claro Bom Futebol.

Depois da dicotomia Zenit-CSKA, intermediada pelo Rubin de Berdiev, novos-velhos contestantes ao título ressurgiram, Spartak Moscovo e Lokomotiv Moscovo, Krasnodar continua em busca da estreia, abrindo a disputa do título a cinco emblemas, importante para manter a pujança e ascensão europeia por parte dos russos.

O Zenit, agora de Mancini, virou-se em força para o mercado argentino e, não fossem as limitações de um futebolista por equipa, bem podia colocar vários debutantes neste nosso baile.

ARTUR NIGMATULLIN

Nigmatullin é uma das nossas excepções, já se estreou na liga russa ao serviço do Volga Nizhny Novgorod, realizando três partidas em 13/14, porém é somente nesta época que se assume como primeira real opção, com as cores do Amkar Perm, depois de ter sido fundamental para a promoção do Tosno, debutante no máximo escalão.

Nascido sobre o Pacífico, na longínqua e fascinante Vladivostok, Nigmatullin completou o seu processo formativo na capital, ao serviço do CSKA Moscovo. Internacional jovem pela Rússia, falhou um controlo anti-doping em 2010, que lhe custou perto de um ano de paragem, por suspensão.

Passou por Mordovia Saransk, Ural, Khimki, até chegar ao Volga Nizhny Novgorod, onde se estreou na Superliga russa e desceu. A meio da temporada 15/16 trocou o Volga pelo Tosno, dos arredores de S. Petersburgo, onde realiza uma segunda época fantástica, sofre 26 golos em 36 encontros e mantém as redes virgens em 16 desafios!

No Amkar Perm encaixou 19 golos em 20 partidas, uma ‘cota’ que apenas subiu bastante nos últimos dois desafios antes da pausa invernal, com seis tentos sofridos, ainda assim é a sexta melhor defesa, um feito para o clube que é 13.º, faltando-lhe capacidade ofensiva, pois defensivamente exibe-se bem.

Ágil no chão, não é muito fiável nas saídas pelo ar, mas revela-se bem forte debaixo dos postes. Sabe usar todo o corpo nas saídas pelo chão, o que o sobredimensiona na baliza, dificultando o remate aos opositores. Está finalmente, aos 26 anos, a demonstrar o potencial que o levou à academia do CSKA em tenra idade.

OLEG DANCHENKO

Ucraniano de 23 anos, estrela dos sub21, Danchenko é um lateral-médio-ala capaz de jogar pelas duas bandas formado no natal Metalurg Zaporizhya

A sua alcunha de ‘Tanque Ucraniano’ diz muito sobre a sua capacidade de jogo, mas defende e ataca de forma contundente.

Em 2012 Danchenko rumou ao Chornomorets Odessa, onde se mostrou bem ao ponto do Shakhtar Donetsk ver nele um substituto de Srna. Ainda sem espaço no clube que agora alinha entre Kiev e Lviv, Danchenko manteve-se no Chornomorets na época passada e em 17/18 foi cedido pelo Shakhtar ao clube do Daguestão. É em amarelo que brilha neste momento, pelo Anzhi Makhachkala. Apesar do clube estar em penúltimo lugar da liga russa, Danchenko tem sido dos melhores na equipa.

No Anzhi Danchenko já alinhou na lateral direita, lateral esquerda, ala direita, ala esquerda e como médio mais posicional, o que diz quase tudo sobre a sua polivalência, mesmo que se perceba ser o flanco o seu habitat natural. Os dois golos que apontou na liga russa, todavia, mostram que sabe surgir na posição de ‘segundo ponta’ ou médio mais ofensivo, faz uma conclusão sobre o guardião e outra à entrada da área. Um curioso caso de Bom Futebol ainda para se lhe descobrir a posição onde renderá mais.

GIORGI NAVALOVSKI

Navalovski é georgiano, mas possui igualmente passaporte russo, tem 31 anos e passou quase toda a carreira no segundo escalão russo. Nascido no Cáucaso, estreou-se bem cedo no Dínamo Tbilisi, tapado na selecção por Kaladze, alinhou também pelo Rustavi antes de rumar ao outro lado da fronteira para reforçar o secundário Anzhi Makhachkala. Em 2008 ajuda o clube do Daguestão a subir à superliga russa, mas mantém-se a alinhar na 1.ª Divisão, segundo escalão da Rússia, agora ao serviço do Volga Nizhny Novgorod, repetindo o feito e prosseguindo no degrau abaixo da superliga, desta feita no Khimki. Vai perdendo alguma dimensão, divide a época 2012 entre o Novokuznetsk e o SKA Khabarovsk, com quem disputa o playoff de subida, algo que repete no Tosno, em ambas as ocasiões sem o conseguir.

Em 2016 regressa à Geórgia para alinhar no Dila Gori. Na temporada passada dividiu-se entre a Grécia, Veria, e os azeris do Neftchi, retornando à Rússia para a terceira passagem pelo Pacífico, no SKA-Energiya Khabarovsk, agora a estrearem-se ambos na superliga russa.

Lateral esquerdo dotado de boa técnica e bastante ofensivo, Navalovski está no pico da sua carreira, aos 31 anos, sobrevivendo às longas viagens que dificultam esta estreia do SKA-Khabarovsk e o seu Bom Futebol, a cada ‘quinze dias’ tem uma viagem de um dia quase, com vários fusos horários, tal como sucedeu antes com o Luch Vladivostok, que estariam bem mais confortáveis numa liga como a chinesa, japonesa ou sul-coreana.

STOPPILA SUNZU

Cedido pelo Lille ao Arsenal Tula, com opção de aquisição, o central zambiano Sunzu tem-se exibido de forma razoável no clube de Tula, a fechar a primeira fase da época precisamente a meio da tabela da superliga russa.

Sunzu chegou cedo à Europa, entrando pelo secundário gaulês Châteauroux, cedido pelo Zanaco, pouco depois de ter aparecido com os ‘Chipolopolo’ no Mundial de sub20 de 2007. Em 2010 muda-se para o TP Mazembe, onde ganha dimensão internacional, vence a Liga dos Campeões Africanos e conquista a Taça Africana das Nações, naquela fantástica campanha de Renard ao leme dos ‘Chipolopolo’ a recordar e homenagear a tragédia que vitimou a selecção da Zâmbia em 1993, perto de 20 anos antes, na mesma região onde se disputou a CAN de 2012.

Em 2014 Sunzu volta a França para defender as cores do Sochaux, que o acolhe a troco de um milhão de euros e o transfere um ano depois para a China por três milhões de euros, regressando a meio de 2015 a França, emprestado pelo Shenhua ao Lille e definitivamente nos ‘Dogues’ em 2016, mas cedido no início de 2017 ao Arsenal de Tula, onde vem alinhando de forma consistente e se revelou importante na manutenção do clube na superliga russa. É outra excepção nossa aos debutantes absolutos, no caso russo por falta de alternativas válidas.

EMANUEL MAMMANA

Os elementos ofensivos argentinos do Zenit têm-se exibido de forma estrondosa, porém é necessário um equilíbrio e ter uma linha defensiva que também ilustre o Bom Futebol que a liga está a oferecer durante esta temporada, onde Mammana se encaixa na perfeição.

Mammana iniciou-se no Los Santos de Merlo, sua cidade natal, onde o River Plate o recrutou. Nos ‘Milionários’ foi-se afirmando, venceu uma Sudamericana, uma Libertadores e chamou a atenção do Olympique Lyon, que se adiantou a outros concorrentes europeus e levando o Bom Futebol do jovem argentino, de passaporte também italiano, para a Ligue 1 por 8,5 milhões de euros. Não foi titular absoluto no OL, em virtude de algumas lesões, mas tal não impediu Mancini, empossado como treinador do Zenit, de convencer a direcção da equipa de S. Petersburgo a oferecer 16 milhões de euros para contar com os seus serviços.

No Zenit vai jogando amiúde, apesar da limitação de uso de estrangeiros, o que obriga a uma forte rotação face ao elevado número de não-russos ou ‘afins’ no plantel.

Forte no jogo aéreo e na marcação, Mammana é claramente candidato a entrar nos 23 da Argentina para o Mundial 2018. A renovação defensiva da ‘albiceleste’ é uma obrigatoriedade e nomes como este já deveriam ter mais desafios na selecção. Esta mudança para a Rússia, de Mammana e compatriotas, associa-se facilmente ao próximo Mundial, pois os elementos do Zenit já estarão ambientados aos estádios, temperaturas, saiba o seleccionador argentino e restantes responsáveis, raciocinar e compreender a importância de tal, pois a qualidade destes também está a ser comprovada. Paredes, Kranevítter, Driussi e Rigoni são os seus nomes, para os mais desatentos.

MACIEJ WILUSZ

Central já feito, 29 anos, internacional polaco, Wilusz trocou a LOTTO Ekstraklasa pela Rússia, reforçando os quadros do Rostov.

Esquerdino, Wilusz formou-se no Slask Wroclaw, principal equipa da cidade onde nasceu. Aos 16 anos ruma à Holanda, o seu potencial foi precocemente detectado. Os anos holandeses podem ter sido bons na aprendizagem, mas acabaram por atrasar o seu processo evolutivo, não alinhou em qualquer encontro de equipa principal no Heerenveen ou no Sparta Roterdão, nem sequer no RBC Roosendaal.

Wilusz regressa à Polónia a um par de meses de completar 22 anos sem um desafio de futebol profissional realizado, apenas partidas pelas reservas, ou seja, a ida para os Países Baixos quase findava o seu Bom Futebol em potencial. A chegada não foi nada fácil, assina pelo Kluczbork, mas a equipa desce do segundo ao terceiro escalão polacos, contudo os seus desempenhos captam a atenção do GKS Belchatow, para onde ruma no mercado invernal 11/12. Em 2014 estreia-se na selecção polaco, mas vê o GKS Belchatow descer da Ekstraklasa, contudo ajuda o clube a regressar com o título da I Divisão na temporada seguinte.

Muda-se para o Lech Poznan, onde somente na terceira época se torna primeira opção, pelo meio um empréstimo ao Korona Kielce, e agora a mudança para Rostov-na-Don. Forte e ríspido na marcação, no choque, trabalha melhor quando lhe dão um homem para acompanhar, tem alguma saída de bola, mas opta pela simplicidade, um atributo num central. É daqueles futebolistas a quem se via potencial para ir mais longe.

MARIO PASALIC (1)

As escolhas são tudo e a opção Chelsea em 2014 revelou-se pouco ajuizada para Pasalic, um craque croata em potencial que tem tido cedências em demasia e a experimentar ideias diametralmente distintas para poder crescer de forma mais uniforme, tendo, no entanto, a vantagem de estas experiências lhe permitirem futuramente ser um médio ainda mais completo na leitura do jogo, percepção de movimentos, de condução e mesmo na sua adaptação a diferentes estilos. Aos 22 anos Pasalic ainda tem imenso para oferecer e a trajectória ascendente prosseguirá, mas aquele adolescente que brilhou com a camisola do Hajduk Split, irreverente, cheio de golo, com excelente leitura posicional, a encher cada campo através da sua leveza, vai-se perdendo. Veremos se consegue um lugar nos 23 da Croácia para o Mundial 2018.

A cedência ao Spartak Moscovo aproxima-o e dentro do fortíssimo miolo croata, Pasalic oferece soluções diferenciadas. Numa selecção onde a ideia de médio defensivo não existe, todos os médios contribuem ofensivamente – esperemos que tal continue e não regresse o médio-central, que já existiu no passado, Pasalic pode funcionar como o mais recuado, com Modric-Brozovic-Rakitic e dois dianteiros.

MARIO PASALIC (2)

Dentro do habitual quadro qualitativo dos futebolistas ex-jugoslavo, Pasalic mostra uma panóplia de soluções e recursos que o tornam num médio completo, capaz de defender, a envolver-se habitualmente no ataque, a saber cobrir, desdobrar, como se viu nos vários emblemas por onde passou, tenha tido mais ou menos tempo de jogo. Fê-lo num Elche curto para o seu futebol, no Mónaco, onde apenas um problema dorsal o impediu de dar mais contributo a Jardim, falhando os últimos 11 jogos, onde os

perderam tantos encontros quantos os que haviam cedido até então. Mesmo assim, quando esteve disponível, o seu talento podia ter sido ainda melhor aproveitado pelo madeirense, mesmo que possa ter ajudado a alterar um pouco da abordagem ao jogo por Leonardo Jardim, que é campeão a colocar o Mónaco a jogar de forma distinta face à época anterior, mais ousado, ofensivo, algo que Pasalic oferece.

Montella também não se sentiu muito convencido por Pasalic e no Milan o croata começou por quedar-se pelo banco, mas depois agarrou lugar, repartindo-se entre o miolo defensivo e o papel de ‘regista’. Sem a devida liberdade, contudo, algo que Montella deveria repensar, pois uma das razões do seu falhanço enquanto treinador é a ‘prisão’ dos médios.

Carrera tem-no dividido entre o papel de duplo-pivô e o espaço criativo, vai-se revezando com Fernando ao lado de Glushakov ou aparece como alternativa a Samedov, mantendo-se a inconstância de utilização por parte dos técnicos, apesar de Pasalic garantir qualidade ofensiva e defensiva, ter golo, ter passe longo/visão de jogo, capacidade periférica, acaba refém da sua própria qualidade face a treinadores com ideias conservadores para os seus médios-centro.

ANTON MIRANCHUK

Aleksey é a estrela da família, provavelmente o melhor craque a surgir no futebol russo depois de Dzagoev, mas Semin tem apresentado em 17/18 os gémeos no terreno e Anton denota um Bom Futebol genético para se impor tal como o mais famoso irmão.

A temporada de empréstimo ao Levadia Tallinn da Estónia, em 2016, serviu para Anton Miranchuk ganhar calo e experiência além das reservas do Lokomotiv Moscovo, agora partilha o miolo com o gémeo Aleksey, com Manuel Fernandes, com Maciej Rybus, adiante do habitual par de médios de cobertura, o veterano Denisov e o também já experimentado Kolomeytsev.

Os oito pontos de avanço na pausa invernal e os sete passes decisivos de Anton, num tridente ofensivo, atrás de um avançado, bastante móvel, prova a razão de Semin em o colocar, finalmente, na primeira equipa e a Rússia bem poderá ter novo par de gémeos em fase final do ‘seu’ Mundial, depois dos Berezutski.

Éder e Manuel Fernandes conhecem bem o Bom Futebol dos gémeos Miranchuk e estes prometem dar muito que falar no futuro, são eles a imagem da próxima geração de futebolistas russos.

LÉO JABÁ

Tem somente 19 anos, fez-se no Corinthians e o Terek Grozny, cujo governador da Chechénia resolveu renomear de Akhmat, em memória do seu pai, Akhmat Kadyrov, assassinado em 2004, numa altura em que era o presidente da República Autónoma da Chechénia, adquiriu o seu passe por dois milhões de euros, uma pechincha face aos números actualmente pedidos por internacionais jovens brasileiros, como é o caso.

A sua adaptação tem sido muito positiva e os desempenhos que vem realizando já despertaram a cobiça dos emblemas de Moscovo e de formações das ligas mais mediáticas da Europa Ocidental.

Não é o mais estético ao olho, corpulento, um pouco trapalhão, Léo Jabá tem, mesmo assim, várias qualidades e uma margem de progressão que lhe permitem sonhar até com a selecção brasileira – ou outra – no futuro. Continua a pecar na noção de posse e passe, agarra-se à bola em demasia, mas os duros defesas russos já o ensinaram a libertar-se de forma mais lesta.

WANDERSON

Filho de Wamberto, antiga estrela jovem do futebol brasileiro que ainda adolescente para o Seraing belga e passou por Standard Liège e Ajax, clube onde teve maior projecção, Wanderson nasceu no Maranhão mas cedo rumou ao futebol jovem belga, formando-se entre o Standard e o Beerschot.

Mostrou todo o seu Bom Futebol no Lierse e em 15/16 rumou aos espanhóis do Getafe, subindo novo patamar na época transacta ao mudar-se para o Red Bull Salzburgo, onde somou nove passes decisivos e três golos, só na Bundesliga.

Habitualmente extremo esquerdo, Wanderson tem 23 anos e é agora um dos nomes em razoável desempenho, ajudando o FC Krasnodar a manter-se ligado à luta pelo título e Europa.

Wanderson trabalha melhor com espaço, mas tem nas recepções orientadas uma das suas melhores facetas, isso e a sua capacidade de aceleração. O clube não parece nada arrependido dos oito milhões de euros que terá custado o passe do jovem extremo brasilo-belga.

ANTON ZABOLOTNYI

Fabulosa estreia do avançado Zabolotnyi na superliga russa, com um Bom Futebol tal que o Zenit já o requisitou para a segunda metade da época, garantindo o concurso do homem de Lipetsk por 1,5 milhões de euros ao Tosno, onde Zabolotnyi muito contribuiu para a inédita ascensão até ao primeiro escalão local.

A estreia sénior de Zabolotnyi faz-se nas reservas do CSKA Moscovo, mas é na cedência ao Volgar Astrakhan que começa a exibir os seus dotes concretizadores, situação que repete no ano seguinte, repartido entre Ural e Dínamo Bryansk. Faz duas épocas no Ufa e em 14/15 desce ao terceiro escalão para trazer novamente o Fakel Voronezh para o futebol profissional russo. A meio da época 15/16 troca o Fakel pelo Tosno, onde marca 16 golos na temporada passada para se revelar preponderante na subida do clube e estreia na principal liga russa.

Esta mudança para a vizinha S. Petersburgo poderá revelar-se um retrocesso evolutivo, pois não é crível que Zabolotnyi vá somar os minutos que tinha no Tosno ou, sequer, tenha a dimensão que possui no humilde, mas extraordinário, clube do noroeste russo, porém a vingar no Petrovskiy – agora não na condição de terreno ‘emprestado’, o Tosno alinha lá – pode mesmo ser surpresa na convocatória final da Rússia. Vale a pena seguir as pisadas do avançado ao serviço do Zenit, se confirmará o que vem exibindo em emblemas mais modestos.

 

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