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Fortuna do Maravilhoso perfume africano na Jupiler Pro League

Bailes de Debutantes, Fortuna do Maravilhoso perfume africano na Jupiler Pro League

A Jupiler Pro League belga é um palco privilegiado de transição para ligas de maior dimensão. São muitos os jovens formados localmente ou nas vizinhas França e Holanda que agora brilham ao mais alto nível, continuando a Jupiler Pro League a oferecer Bom Futebol e novidades!

De África continuam a chegar talentos, além de que muitos de raízes africanas nasceram e cresceram na Bélgica, um mosaico semelhante ao que se observa em França, num país dividido entre os ‘Flamengos’ e os ‘Valões’.

O nosso Baile de Debutantes belga reflecte essa forte influência africana, mas traz outros representantes de comunidades no país.

As gerações que neste momento inundam a selecção belga e o futebol europeu resultam de mudanças fundamentais na metodologia de treino, nas academias, na mentalidade, percebendo-se nesta equipa nacional um potencial ainda maior face aos fantásticos ‘Diabos Vermelhos’ dos anos 70 e 80.

Apesar de ter perdido algum fulgor no que toca ao peso europeu, a Jupiler Pro League permanece um mercado bem apetecível para as ligas de maior dimensão. França, Alemanha, Inglaterra ou Holanda têm imensos observadores atentos não apenas à Jupiler Pro League, mas igualmente aos escalões jovens. A qualidade é-lhes facilmente reconhecida e são bastantes os adolescentes e pré-adolescentes a deixarem a Bélgica por aventuras futebolísticas nos países acima citados.

DANNY VUKOVIC

O trintão Vukovic nasceu em Sydney, tem raízes jugoslavas, uma das grandes comunidades na Austrália, e esta é a sua terceira aventura fora da A-League, depois de duas curtíssimas estadas, quer nos turcos do Konyaspor, quer nos nipónicos do Vegalta Sendai, em ambas as ocasiões a optar por se desligar dos emblemas num espaço de poucos meses (um na Turquia, em pré-época, menos de três na J-League).

Danny Vukovic estreou-se no futebol sénior no Parramatta Power, passando logo para os White Eagles e aos 20 anos a entrar nos quadros do Central Coast Mariners. Internacional jovem pelos australianos, já esteve por várias ocasiões nos trabalhos da selecção principal, todavia ainda não se estreou oficialmente.

Nos Mariners foi sempre suplente, até à sua derradeira temporada no clube, onde realiza uma boa época e se muda para a formação neozelandesa do Wellington Phoenix, mas ganha o estatuto no Perth Glory e chega perto do título. Segue-se Melbourne Victory e finalmente o título em 16/17 ao serviço do Sydney FC, antes de se mudar para a Bélgica e reforçar os quadros do Genk.

A época do Genk não tem sido extraordinária, marcada por demasiados empates, contudo Vukovic finalmente mostra as suas qualidades no futebol europeu, dando nota de competência, espetacularidade q.b., a ganhar espaço para poder marcar presença no Mundial de 2018 como alternativa ao guardião a quem sucedeu no Genk, Matthew Ryan, actualmente a alinhar no Brighton da Premier League inglesa.

STELIOS KITSIOU

Formado no PAOK Salónica, Kitsiou tem 24 anos, é um lateral direito ofensivo, já internacional pela Grécia, que andou num vaivém de utilização do seu Bom Futebol no histórico do norte helénico, Huub Stevens e Georgiadis apostaram de forma reiterada em 13/14, porém 14/15 voltou à condição de alternativa, perdendo ainda mais espaço nas temporadas seguintes, razão que terá estado na origem da mudança.

Kitsiou chegou por cedência do PAOK ao STVV, Sint Truiden, com opção de aquisição por 1,2 milhões de euros. No início o espanhol Tíntín Marquéz até o posicionou na lateral esquerda, mas Kitsiou logo se fixou como o lateral direito titular, com Casper De Norre, de 20 anos, a assumir a esquerda defensiva do STVV.

Como acima observado, Kitsiou envolve-se bastante ofensivamente, é bom na marcação, raramente desiste, mesmo quando é ultrapassado, perfila-se como um natural sucessor de Torosidis na selecção helénica, continue a exibir-se de forma consistente e evolutiva.

NÚRIO FORTUNA

Um dos estranhos contos do futebol português. O jovem luso-angolano Núrio surgiu em plano interessante no Sporting Braga, depois de ter passado pela formação de Benfica, Sporting CP e Real Massamá, lançado por Jorge Paixão, com resposta à altura para um jovem de 18 anos em duelos face a FC Porto ou Benfica, por exemplo, mas os sucessores não viram no lateral uma opção para a primeira equipa, mantendo-se três épocas na ‘B’ até decidir novos rumos e viajar para Chipre, onde alinhou no Bom Futebol do AEL Limassol, o que valeu os olhares belgas e uma mudança para as ‘Zebras’ do Charleroi.

Os cerca de 500 mil euros que os belgas terão pago ao Sporting Braga pelo seu passe no último defeso estão a render bem, pois o Charleroi é vice-líder e tem em Núrio uma das boas figuras desta bela campanha.

Muito ofensivo, ainda com alguns excessos na abordagem aos lances, defensivamente falando, o esquerdino nascido em Angola pode muito bem ser o dono da posição nos ‘Palancas Negras’ e a liga belga parece ser um mero degrau rumo a patamares de mais alta ambição e mediatismo. Tem uma boa aceleração e é um daqueles laterais perfeitos para uma linha atrasada de três, sabe defender, mas tem um pulmão tremendo. Ainda tem bastante para aprimorar, contudo, aos 22 anos, o futuro é risonho.

DYLAN BRONN

É bastante comum verem-se futebolistas sem relevo em França, estagnados e/ou relegados para um Bom Futebol de segunda, terceira ou quarta linha, saltarem para o primeiro galarim com a viagem para a vizinha nordestina belga e sua liga. Esse é o caso do central Dylan Bronn, de 22 anos.

Bronn entrou para as escolas do Cannes aos quatro anos e fez toda a sua formação no clube, com uma época de excepção. A um par de meses de completar 19 anos estreia-se na primeira equipa do Cannes, no quarto escalão gaulês, CFA. A histórica formação – onde Zidane se estreou e defrontou, igualmente em debute, o Salgueiros na Taça UEFA – foi despromovida administrativamente, porém o franco-tunisino manteve-se fiel ao clube.

Em 2016 muda-se para Niort, onde estava destinado a integrar a equipa CFA, a ‘B’, porém Denis Renaud vê-lhe qualidades para o plantel principal e rapidamente Bronn se impõe na Ligue 2 Domino’s, ao ponto de chamar a atenção dos belgas do Gent, para onde se muda no último defeso.

Em dois anos Bronn passa do ‘Federale’, o distrital gaulês, para a Jupiler Pro League belga e, agora, a selecção da Tunísia, estreado por Kasperczak. Um central que evoluiu de forma estrondosa e tem no milhão de euros despendido pelo Gent um valor que até pode ser considerado pechincheiro face àquilo que ainda pode crescer.

Na Bélgica os treinadores, já houve mudança no comando técnico do Gent, optam por o ter como defesa direito, ficando ainda para avaliar onde Bronn terá melhor rendimento.

DYLAN BATUBINSIKA

Outro nome a chegar dos escalões secundários franceses é Batubinsika, mais um produto da academia PSG que deixou a ‘B’ do clube da ‘cidade-luz’ para se aventurar na Bélgica, assinou pelo Antuérpia, regressado à Jupiler Pro League, e vai fazendo parte do Bom Futebol que o corrente 4.º da tabela está a oferecer.

De origens congolesas, Batubinsika é um ‘armário’, possuidor de uma força bem notória, não deixando, contudo, de ser bem ágil para o seu perfil corporal. É outro nome jovem com margem de evolução elevadíssima. Tem 21 anos, é internacional francês de sub20 e sub21, todavia não espantará que integre a selecção do Congo no futuro.

UCHE AGBO

Histórias de vida, quase inacreditáveis, envolvem muitos aspirantes a futebolistas, sendo Agbo uma das excepções face a tantos que procuram o sonho, mas terminam noutros locais, desde a construção civil até à venda na rua e à mendicidade. No caso do internacional nigeriano, o amor pelo Bom Futebol sobrepôs-se às proibições dos pais e Uche Agbo acabou por vingar no ‘Belo Jogo’ apesar da expressa vontade dos seus progenitores para que estudasse.

Passou por vários emblemas na Nigéria até chegar ao Enyimba e daí saltar para a Europa via Udinese e família Pozzo, que o colocou no ‘satélite’ espanhol Granada e posteriormente no outro ‘parente’, o inglês Watford.

Esta temporada, os ‘Rouches’ de Sá Pinto pagaram aos ingleses 2,5 milhões de euros pelo concurso do jovem médio defensivo nigeriano, depois de uma boa época – apesar da descida – no Granada, por empréstimo, tendo pegado de estaca no Standard, onde partilha o miolo com o romeno Marin depois da grave lesão nos ligamentos cruzados de Bokadi.

MARVELOUS NAKAMBA

Jogadores do Leste de África não são tão comuns no futebol europeu, surgem alguns, mas nem tantos quanto o valor/potencial que por lá existe.

Nakamba é zimbabueano, tem 23 anos, é médio centro e entrou na Europa através da segunda equipa do Nancy, em 2012. Sem oportunidades nos gauleses, rumou ao Vitesse, onde faz a primeira época pelas reservas, mas se impõe em 15/16, reforçando essa presença em 16/17 e por quem o actual líder da Jupiler Pro League, Club Brugge, não teve problemas em concordar com três milhões de euros para contar com os seus serviços.

Nakamba honra o nome, é uma maravilha de ver, muito mais do que um médio defensivo, tem projecção, sabe lidar com a redondinha e não se esconde do jogo, sendo já dado como alvo concreto do Liverpool, que teve um famoso compatriota de Marvelous nas suas redes, Bruce Grobbelaar, que nasceu na África do Sul, porém defendeu as redes do Zimbabué.

Marvelous Nakamba tem Bom Futebol para ir bem longe no futebol mundial!

RYOTA MORIOKA

Têm sido vários os nipónicos de desempenho brilhante no futebol europeu 17/18. Já mencionámos um par deles em Bailes de Debutantes anteriores, mas na Jupiler Pro League há mais um, Morioka, outro criativo de talento superior.

Morioka tem 26 anos, tem uma altura acima da média para o protótipo japonês e o seu Bom Futebol está a maravilhar não somente os adeptos do Waasland-Beveren, mas igualmente a restante Jupiler Pro League.

Foi no Vissel Kobe que Morioka surgiu e onde ganhou dimensão, particularmente depois da descida do clube à J2, sendo vibrante em 2013 para o retorno do clube à J1 League, mantendo o nível no regresso ao ponto de ser chamado e internacionalizado pela selecção do ‘Sol Nascente’, os ‘Samurai Blue’.

No inverno de 2015 mudou-se do seu arquipélago natal para a aventura polaca, onde realiza um ano e meio de alto nível no Slask Wroclaw, dose que consegue ainda ultrapassar nesta primeira fase de Jupiler Pro League, onde Morioka já conta com sete golos e nove assistências, apenas a um tento do seu recorde estabelecido na LOTTO Ekstraklasa 16/17.

De drible curto, Morioka tem visão de jogo típica de ‘10’, que envergava no Japão, o seu último passe é habitualmente letal. Apesar de irreverente, sabe seguir instruções e integrar-se nas dinâmicas defensivas da equipa. A qualidade do seu jogo já o associou a uma alteração interna rumo ao ‘gigante’ belga, o Anderlecht.

TAIWO AWONIYI

Mal completou 18 anos o jovem avançado nigeriano Awoniyi deixou a Imperial Academy para rumar aos suecos do Kalmar FF, logo saltando para as reservas do Liverpool, numa mudança que suscitou alguma polémica face a um pré-acordo entre o Kalmar e a Imperial para a mudança do dianteiro logo após cumprir a maioridade, situação resolvida com os ‘Reds’ a acordarem uma indemnização de cerca de 500 mil euros.

Em 2015/16 foi cedido pelo Liverpool para exibir o seu Bom Futebol nos alemães do FSV Frankfurt e na época passada foi emprestado aos holandeses do NEC Nijmegen, somando agora uma terceira cedência, desta feita ao belgas do Mouscron.

Nas várias selecções jovens da Nigéria Awoniyi revela veia de golo, porém na Europa ainda procura adaptar-se às exigências e a moldar o seu estilo. Na Bélgica leva quatro golos e três assistências e está a ajudar o Royal Mouscron a tentar entrar nos seis primeiros que disputarão o título e ficarão automaticamente salvos da descida.

AKRAM AFIF

Afif perfila-se para disputar o título de melhor futebolista qatari da história, afirmação ousada para um menino de somente 21 anos, todavia este polivalente ala-extremo-avançado-médio ofensivo demonstra qualidades que o elevam a um patamar de grandeza em potencial não visto em nenhum outro compatriota nascido no país.

Integrado no KAS Eupen, adquirido pela Aspire Academy do Qatar, Afif esteve nas tentativas de subida do clube, conseguida, pouco alinhou na passagem pelo Sporting Gijón, na época passada, regressando ao Eupen, agora na Jupiler Pro League, para se confirmar no futebol europeu.

Tem Bom Futebol para dar o salto. Mais do que falarmos e o descrevermos, aconselhamos uma vista de olhos pelos desafios do Eupen para aquilatar da qualidade técnica de Akram Afif!

PETER OLAYINKA

Avançado alto, nigeriano, Olayinka entrou no futebol europeu pelo seu mais pobre país, a Albânia. Acompanhamos a sua chegada ao Bylis, de onde saiu em diferendo com o clube, o que o levou a alinhar no campeonato do Chipre do Norte, pois esteve impedido pela FIFA de alinhar em competições sob sua égide durante um ano, regressando à Albânia para marcar em catadupa no Skenderbeu, escrevendo-se em alguns locais que haviam surgido ofertas avultadas, FC Porto incluído, aquando da sua passagem pelo Bylis.

O Gent contratou-o por 1,1 milhão de euros no mercado invernal de 15/16, mas uma lesão impediu-o de dar o contributo à equipa, sendo cedido aos checos do Dukla Praga na época passada. Numa liga onde os golos são mais ‘caros’ face a outras, conseguiu seis, um registo razoável.

Esta época Olayinka está cedido pelo Gent ao Zulte-Waregem, onde tem alinhado mais descaído nos flancos, o que não o impediu de já ter concretizado cinco tentos e realizado sete passes decisivos, quatro dos quais no seu jogo de estreia na Jupiler Pro League!

O avançado chegou a ser contactado para representar a selecção albanesa, acabando por ser chamado para os sub23 nigerianos, sem se estrear oficialmente, o que deixa algumas dúvidas sobre o seu futuro, pois a Albânia continua a piscar-lhe o olho para integrar a equipa nacional.

Apesar das ‘pernas-alicate’, Peter Olayinka tem poder de choque e Bom Futebol para chegar bem longe, ainda tem apenas 22 anos e uma margem para progredir tremenda, é outro elemento que merece a pena seguir atentamente no futuro.

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