-- ------ SC Braga: Análise ao Hoffenheim - ProScout - Bom Futebol
Bom Futebol

SC Braga: Análise ao Hoffenheim – ProScout

SC Braga: Análise ao Hoffenheim – ProScout

Equipa orientada pelo jovem Treinador Julian Nagelsmann que na época passada terminou na 4ª posição da competitiva Bundesliga e que disputou o play-off de acesso à Fase de Grupos da Liga dos Campeões frente ao Liverpool mas sem sucesso. Já esta época na Bundesliga soma 2 vitórias, a última frente ao Bayern Munchen, e 1 empate frente ao Bayern Leverkusen. Foi possível verificar também algumas melhorias na equipa no último jogo frente ao Bayern Munchen.

Assim, iremos analisar de seguida a organização da equipa tendo em conta os 2 últimos jogos. Frente ao Bayern Leverkusen a equipa apresentou-se num sistema táctico 1-5-2-3 onde os laterais tinham funções essencialmente defensivas e os extremos no momento defensivo a baixar no terreno para formar uma linha de 4 médios. Já frente ao Bayern Munchen o sistema táctico foi 1-5-3-2, com 3 médios centro e 2 avançados mais móveis na frente. Posto isto, a equipa poderá abordar o jogo em qualquer um destes dois sistemas. De referir que o 1-5-3-2 permitiu uma organização defensiva mais consistente e com melhores procedimentos em vez de o 1-5-2-3 frente ao Bayern Leverkusen. Contudo as ideias base em ambos os sistemas são ceder a iniciativa do jogo ao adversário e no momento da transição ofensiva explorar os ataques rápidos e contra ataques.

Organização Ofensiva

Na 1ª Fase de Construção poderá existir a tentativa de saída curta pelos 3 centrais, no entanto, se o adversário condicionar esta opção então recorrem à saída longa para os corredores laterais ou para a referência Sandro Wagner e preparar a 2ª bola. A 2ª Fase de Construção também não é muito elaborada e é muito mais objectiva e vertical na tentativa de chegar imediatamente ao meio campo adversário, aqui o papel dos médios centros é muito importante uma vez que revelam capacidade para construir em passe ou conduzir. Os 3 centrais mantêm-se em cobertura ofensiva e como apoios, no entanto revelam muitas dificuldades quando pressionados, excepto Nordtveit. Os laterias dão largura e funcionam essencialmente como apoios e não para progredir em condução.

Já na Fase de Criação, normalmente apenas 1 dos laterais surge em apoio pelo corredor, os 3 médios são também muito participativos e ofensivos e com chegada à área, juntamente com os 2 avançados mais móveis, sendo Sandro Wagner com mais capacidade para proteger a bola e jogar em apoio, já Kramaric e Uth dão mais mobilidade nas alas. Tendo em conta os 2 últimos jogos a frente de ataque poderá ser a 3 ou 2, assim como os médios.

 

Transição Defensiva

Neste momento a equipa pode optar tanto pela pressão na zona da bola como optar por baixar e compactar. Se houver condições do ponto de vista numérico realizam a primeira opção na tentativa de recuperar a bola rapidamente e aqui poderão libertar algum espaço a ser explorado no corredor lateral oposto. Se a equipa se encontrar em inferioridade numérica na zona da bola então optam por baixar e compactar no meio campo defensivo.

 

Organização Defensiva

Digamos que é essencialmente neste momento que a equipa assenta o seu jogo, cedendo a iniciativa do jogo ao adversário e mantendo-se na expectativa defendendo à zona.

A equipa permite a construção curta por parte do adversário, posicionando-se essencialmente no meio campo e organizada em 3 linhas, a primeira com 2 avançados, a segunda com 3 médios e a terceira com 5 defesas.

Em zona defensiva, por vezes existe espaço entre a linha média e linha defensiva, os defesas centrais poderão ser arrastados para fora da posição ao acompanhar o adversário e deixar espaço para o adversário explorar entre DC-DL.

 

Transição Ofensiva

Neste momento a equipa procura realizar sempre a transição em direcção da baliza adversária, verticalizando o jogo. A mesma poderá ser feita em passe e condução no mesmo corredor ou no corredor com mais espaços livres, procurando os atacantes, os médios a apoiarem e a avançarem no terreno e um dos laterais envolvido, neste caso Zuber.

 

Canto Ofensivos

Cantos com curva na direcção da baliza em direcção à entrada da pequena área onde aparecem 5 ou 6 jogadores, 3 ou 2 ficam à entrada da área e um destes pode ir ao canto curto. De salientar que apenas 1 jogador fica na retaguarda, ficando muito espaço para a equipa contra atacar após o canto

Procuram marcar rapidamente os lançamentos de linha lateral, assim como as faltas de modo a tirar partido de desorganização defensiva adversária naquele momento, assim marcaram os golos ao Bayern Munchen.

Cantos Defensivos

Defesa à zona com duas linhas de quatro jogadores mais dois jogadores à entrada da área, estes para serem os primeiros a explorarem a possibilidade de ataque rápido ou contra ataque. Revelam mais dificuldade em controlar bolas colocadas ao 2ºposte.

Autoria: Luís Lalanda (ProScout)

Deixe o seu comentário

bomfutebol
Powered by Live Score & Live Score App