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Burnley – A Surpresa da Premier League mostra como se faz muito com pouco!

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Burnley – A Surpresa da Premier League mostra como se faz muito com pouco!

O melhor exemplo, na presente época, que se pode fazer muito com pouco é o Burnley, que actua na Premier League Inglesa.

Os Clarets, apesar de em 1888 terem sido um dos doze fundadores da Football League, jamais tiveram um lugar de destaque no desporto rei da Velha Albion, ainda que tenham sido campeões por duas ocasiões, nos longínquos anos de 1921 e de 1960.

Porém, nos últimos anos, o clube tem experimentado o elevador das promoções e consequentes despromoções. Aconteceu, assim, em 2010, 2014 e por fim em 2016 anos em que o clube ascendeu à Premier League.
Contudo, esta última subida parece trazer consigo um projecto de maior estabilidade.

Depois de na passada temporada, o clube ter-se salvo da descida por uma margem confortável de seis pontos, deixando atrás de si equipas com maiores recursos financeiros como os desprovidos Hull City, Middlesbrough e Sunderland, bem como o Watford da família Pozzo, esta temporada tem tido um toque de surpreendente, que nem sequer o adepto mais optimista que se senta no Turf Moor (estádio do clube) poderia alvitrar.

Efectivamente, a equipa orientada por Sean Dyche ocupa um estrondoso sexto lugar na tabela classificava, só atrás dos colossos de Manchester, do Chelsea, do Tottenham e do Liverpool…clubes com outros orçamentos e, obviamente, outras ambições. Mas, que estamos perante o fenómeno mais semelhante à fabula do Leicester de Ranieri, ninguém duvide!

Contudo refira-se que este clube, ainda, consegue ser bem modesto que os “Foxes”, sendo inclusivamente um dos poucos clubes do escalão principal inglês, de propriedade exclusiva de cidadãos britânicos: Mike Garlick e John Banaszkiewicz.

Refira-se que o primeiro assume algo pouco visto no mediático e competitivo campeonato inglês: é adepto do clube que é dono e assume que o negócio está atrás da paixão. Refere, em várias entrevistas, que o “seu” Burnley só mudaria de mãos para alguém que apresentasse um projecto sólido e sustentado em garantias de sucesso, para que no futuro ninguém lhe pudesse assacar culpas de ter vendido o grande amor de uma pequena cidade a aventureiros ou visionários capazes de conduzir o emblema à ruína.

E tal paixão aliada à racionalidade, depreende-se facilmente da política desportiva, baseada no realismo, em ter os “pés bem assentes no chão”. Tanto assim é, que falamos de um plantel extremamente experiente, com média etária de quase 29 anos, sendo a maioria dos jogadores britânicos, à excepção do guardião dinamarquês Lindergaard, do norueguês Ulvestad, do nosso bem conhecido Steven Defour e do neozelandês Chris Wood. Ou seja, nada das grandes estrelas que habitam nos relvados da Liga principal inglesa!

E esses dons de experiência e humildade têm as grandes armas de uma equipa construída com a perfeita consciência das suas limitações, mas também das suas virtudes.

Ipso modo, seguindo as indicações dadas pelo site Transfermarkt, ficamos a saber que o jogador mais valioso da equipa é, precisamente, Chris Wood, avaliado em 12 milhões de euros, um montante inalcançável para a maioria dos clubes portugueses, mas “verdadeiros trocos” para o inebriante mundo do futebol inglês.

Entretanto, jogo a jogo, a equipa vai desmentindo os prognósticos de ser uma das mais fortes candidatas à desproporção…se a surpresa se concretizará com um apuramento europeu ainda é cedo para sabermos…mas, que o mérito de fazer muito com poucos recursos esse já ninguém tira aos “Clarets”!

A Economia do Golo

Autoria: Vasco André Rodrigues (A Economia do Golo)

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