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Caldas tranquilas num(a) Albergaria imbatível

Caldas tranquilas num(a) Albergaria imbatível.

O Bom Futebol do Campeonato de Portugal chegou à metade de fase regular e na Série A está a ser um autêntico passeio para o Vizela. A formação das Caldas de Vizela, orientada por Carlos Cunha, soma 10 pontos de vantagem sobre o 2.º e 12 para o 3.º, o que lhe dá uma margem confortável para assegurar o lugar nos playoff de subida.

A média de golos na 1.ª volta para a Série A foi de 2,67 por partida, com as equipas da casa a vencerem quase dois terços dos encontros. O Vilaverdense em casa é avassalador, com mais de 3,5 golos por desafio, chegando quase aos três/jogo na média total. A diferença entre Vizela e Vilaverdense faz-se fora de casa, pois no reduto de ambos apenas cederam um empate.

Realce para a Associação Desportiva de Fafe, que ainda não perdeu na condição de visitante!

Apesar de não ter o pior ataque ou a pior defesa, os ‘Mineiros’ de Argozelo não conseguem deixar a última posição, com somente um triunfo e muitas derrotas pela margem mínima. Ainda no contexto forasteiro, nota para os três golos consentidos pelo Merelinense, que rivaliza com o Vizela nesse patamar em específico.

Os dados compilados e partilhados assentam na comparação das fichas de jogo disponibilizadas pelos diários A Bola e O Jogo – o Record deixou de entender como importante/relevante essa informação – e pelos sítios foradejogo.net e zerozero.pt, face à impossibilidade de seguir ao pormenor todos os encontros e ao facto de a maioria dos emblemas não partilhar as mesmas, mesmo em resumos escritos desses, nem a FPF ter, como seria de esperar, essa informação actualizada em tempo útil. Pelas possíveis gralhas que possam existir em face disso – fonte de informação errada e truncada, pedimos desde já desculpa.

Vizela

Pedro Albergaria, veterano guardião formado no Bessa, outrora enorme promessa, mas que nunca teve a oportunidade de se mostrar na máxima divisão, assegura uma defesa quase inexpugnável, quatro tentos encaixados em 15 partidas é obra, dá um golo sofrido a cada 338 minutos. O guarda-redes maiato de 37 anos já não encaixa um golo há 670 minutos!

O Vizela ainda não perdeu, apenas contabilizando um empate em casa e uma divisão de pontos extramuros. Esses empates foram consecutivos, em Merelim S. Pedro e na recepção ao Vilaverdense, 3.ª e 4.ª jornadas da prova.

Além de Albergaria, somente o jovem central João Cunha é totalista da equipa. Prestes a completar 22 anos, João Cunha dividiu a sua formação entre FC Porto e Rio Ave, sendo certamente um dos jovens valores do Campeonato de Portugal a ser observado pelos olheiros profissionais.

Se o criativo André Pinto, produto da casa, já faz parte dos cadernos, o avançado João Paredes está a revelar-se letal. Na pouca utilização que lhe tem sido dada já leva quatro golos, demonstrando boa eficiência na relação minutos jogados/golos conseguidos. Por outro lado, Carlos Fortes retornou a Portugal depois da experiência turca para procurar revitalizar a carreira. O início foi de adaptação, todavia já engrenou, a bisar nos dois últimos desafios para levar já sete concretizações pelos vizelenses.

Entre os mais utilizados, nota para dois futebolistas formados no Vizela, João Pedro e André Pinto, e cinco novidades no plantel, numa clara mescla entre juventude e experiência em todos os sectores.

Perante o aflito e promovido Atlético dos Arcos, a forma continuou e a equipa das Caldas de Vizela goleou por 4-0, aqui com o resumo, cortesia da Federação Portuguesa de Futebol.

 

É comum dizer-se desportivamente que uma equipa está ‘on fire’ ou ‘in the zone’, isso parece caracterizar na perfeição a forma com que se apresenta o Vizela, com 11 vitórias de enfiada e a não dar indícios de abrandar.

Vilaverdense

Dois empates nos últimos quatro encontros viram os de Vila Verde deixarem fugir o Vizela para uma margem quase inalcansável, todavia a equipa de António Barbosa sabe que a 2ª posição também pode garantir a progressão para o playoff e esse é o foco actual.

O vimaranense e vitoriano Pedro Freitas é mais um exemplo de um guarda-redes visto com belo potencial nas camadas formativas, mas que nunca teve uma oportunidade a sério no topo do futebol português. A posição de guarda-redes é a que menos chances oferece aos formados localmente e o guardião de Guimarães segue a sua carreira no Campeonato de Portugal.

No melhor ataque da Série, o dianteiro José Pedro, 25 anos, com formação dividida entre Boavista, FC Porto e Sporting Braga, está a mostrar-se, soma já 10 golos e é um dos elementos seguidos neste plantel que está a atrair bastantes atenções.

Rafa Miranda lidera a cobiça, no dealbar dos seus 21 anos, cedido pelo Rio Ave ao Vilaverdense, vem apresentando Bom Futebol para dar e vender, ele que dividiu a sua formação entre os rivais Varzim e Rio Ave. Apesar de se estarem já a associar substitutos de Rúben Ribeiro, oriundos do estrangeiro ou dos ‘grandes’, Miguel Cardoso bem podia olhar para este jovem minhoto que pertence aos quadros do Rio Ave.

As partidas do Vilaverdense podem ser seguidas em directo, ou vistas em qualquer altura, no canal que o clube criou na plataforma mycujoo.tv.

Vilaverdense x AD Oliveirense

Bragança x Vilaverdense

O veterano luso-cabo-verdiano Nené e os ‘Conquistadores’ Pedro Lemos, aquisição para 17/18, e Rafael Vieira, outro elemento muito requisitado, foram o trio de totalistas do Vilaverdense até ao momento na prova. O senegalês Latyr Fall, médio de 23 anos, o também médio André Salvador, uma das boas alternativas, ou o lateral esquerdo barcelense Henrique Gomes completam um lote de jovens valorosos e ansiosos por dar o salto rumo a paragens ‘profissionais’.

Fafe

Em Fafe há um par no Campeonato de Portugal e a formação com mais história, a AD Fafe, segue no encalço do 2.º lugar, a distar somente dois pontos. Acabam por ser os desafios em casa a ditarem o atraso, pois os fafenses ainda não conhecem o sabor da derrota fora.

A mudança de treinador foi extremamente precoce, dando ideia de desinteligências entre a direcção e o treinador, mas Ivo Castro substituiu Manuel Monteiro e conseguiu ajustar a equipa rumo ao sonho da subida.

Rui Nibra, na baliza, tem sido uma das boas surpresas. Formado entre Boavista e Salgueiros, o guardião ‘roubou’ o lugar ao experiente Rui Faria e assume qualidade aos 23 anos.

Também recém-chegado ao clube, o lateral Zé Pedro é outro dos bons nomes na Série A do Campeonato de Portugal. Tem Bom Futebol o jovem de 20 anos que se formou entre o Vitória vimaranense e o Vizela.

A eficácia defensiva tem sido uma marca nos de Fafe, segunda melhor defesa da Série A. Além de Rui Nibra e Zé Pedro, o polivalente cabo-verdiano Adilson Vaz, Chico e o ganês Ofori têm sido os mais utilizados, com o apoio constante d açoriano Nené e da antiga promessa benfiquista Leandro Pimenta.

O ataque é ‘estrangeiro’, os brasileiro Nei e Felipe Martins e o espanhol, já com costela bem lusa, Eder Díez, têm sido os mais usados, a somarem 12 golos em conjunto, cinco por Nei, quatro por Felipe Martins, três pelo espanhol.

Merelinense

Depois de um empate e duas derrotas, que fizeram o clube cair da zona de pré-subida, o Merelinense fechou a 1.ª volta com triunfo, mantendo a formação dos arredores de Braga a aspiração a subir mais um par de degraus e fechar nos dois primeiros lugares.

André Cunha substituiu Bruno Pereira logo no início da prova, fazendo assim a estreia no futebol sénior depois de orientar os juniores do Gil Vicente, ele que tem experiência de futebolista da Primeira Liga.

Os experientes Pedro Pereira, Beck, Cadú, Vítor Hugo, Rui Rego e o já quarentão Hélder Sousa dão muita quilometragem à equipa, onde Jaime Pinto, irmão de Yazalde, filho de Jaime Graça, chegou cedido pelo Rio Ave, mas ainda não foi potenciado pelo treinador. Já Agdon tem-se mostrado de forma consistente no ataque e soma cinco golos.

Apesar da imensa experiência nos mais utilizados, realce para o central Rodrigo Borges, primeiro ano de sénior, totalista, que chega dos juniores do Benfica, para onde rumou em iniciado oriundo do Vitória SC. Um nome que não deverá permanecer muito tempo em Merelim S. Pedro.

São Martinho

Agostinho Bento, bastante ligado à AD Fafe, assumiu o São Martinho no lugar do antigo central Rui Orlando e leva quatro vitórias e um empate, catapultando a equipa ‘jesuíta’, a segunda representante do concelho de Santo Tirso, depois do Aves, para lugares de disputa da subida.

Do guarda-redes Bruno Pinto até Pedrinho ou Martin Luther King (entretanto transferido para a 2.ª B espanhola, ao serviço da ‘praça’ hispano-marroquina de Ceuta), a equipa é bem jovem, mas não dispensa o Bom Futebol. Diogo Silva, Diogo Bianchi, Manuel Pedro, James Arthur ou Damien Furtado são alguns outros exemplos, compensados pela imensa experiência do avançado brasileiro Bobô.

O propósito do clube é garantir a permanência de forma mais célere possível, algo que esta recente sequência de bons resultados está a ajudar de sobremaneira.

AD Oliveirense

Esperava-se um pouco mais da formação de Emanuel Simões, que corre por fora para tentar a subida. Os muitos empates fora de casa, cinco, acabaram por contribuir para a actual posição, mas o 2.º lugar está a apenas sete pontos.

A potência e potencial do Bom Futebol ganês de Caleb Gomina, cedido pelo primodivisionário Moreirense, tem sido o principal destaque da formação vimaranense, levando já nove tentos no Campeonato de Portugal, mas Apolo Silva, médio defensivo que deixou os juniores do Vitória SC para agarrar lugar de âncora nesta AD Oliveirense, também pede olhares atentos. O luso-angolano Aldair, Miguel Palha – a pedir meças ao experiente Paulo Ribeiro, Miguel Ângelo ou Júlio Sambú são outros jovens em busca de espaço no futebol luso e que vão brilhando de forma relativamente consistente em Oliveira de Santa Maria.

Como se percebe facilmente, a maioria dos futebolistas é novidade, 10 dos 11 mais utilizados são reforços para a época, confirmando a aposta da SAD em tentar subir a um degrau nunca antes atingido.

Sem constar deste lote, nota também para o marfinense Mohamed Touré, sénior de segundo ano, emprestado pelos espanhóis da Cultural Leonesa, promovidos à Liga 1,2,3, segundo escalão espanhol, nesta época, com formação na Academia Aspire, um pioneiro exemplo edificado no Qatar para o trabalho dos vários desportos.

Pedras Salgadas

A Juventude de uma das bonitas localidades transmontanas, terra de excelentes águas, situa-se no limbo da tabela, está na parte superior da tabela, porém apenas detém cinco pontos de margem sobre a zona de descida, complicado numa época de transição – mais uma – que volta a baixar o número de emblemas do futebol português em competições nacionais seniores masculinas.

O mais jovem treinador da Série A, até à entrada de Ivo Castro na AD Fafe, trocou Felgueiras pela água das pedras e tenta trazer Bom Futebol do lado de lá do Marão.

Toda a Juventude Pedras Salgadas é novidade, contudo não faltam os artistas a comporem uma interessante orquestra futebolística.

Mais um vídeo realizado por Filipe Fernandes, este a procurar mostrar a ideia de jogo de Ricardo Silva.

Nomes como o guineense Lane Nhaga, o central amarantino Carlitos, o avançado Miguel Teixeira ou o extremo Miguel Lima são alguns dos jovens talentos que Ricardo Silva e sua equipa técnica têm em mãos. Fábio Carvalho é o ‘super-suplente’, ainda não entrou de início, mas já foi utilizado em 13 ocasiões.

O lateral esquerdo-médio Hélder Mota, vimaranense, trocou o Pedras Salgadas pelo Felgueiras de Ricardo Silva na temporada passada, voltando agora ao clube das águas com o seu treinador e a mostrar-se importante na equipa.

Torcatense

Sete vitórias e sete derrotas fazem com que os comandados de Francisco Branco estejam em 8º lugar, a equipa apenas empatou por uma ocasião e tem uma margem de quatro pontos sobre os lugares de descida. O grosso do plantel é formado entre o Vitória SC, o Vizela e o Moreirense.

O central vizelense Fábio Vieira, de 20 anos, é um dos reforços a exibir qualidade e potencial para outros patamares. Pedro Garcia, Pedro Campos ou o carioca Felipe Sousa também exibem Bom Futebol para aspirarem a outros voos.

Algo comum nesta Série – e no Campeonato de Portugal – é uma presença excessivamente escassa, para clubes que vivem quase todos a ‘contar tostões’, de elementos formados no próprio clube, mas isso será detalhado em tabela no final desta peça.

No Torcatense, a título de exemplo, somente foram utilizados dos futebolistas formados no clube durante a 1.ª volta, Nené e Ângelo Benigno.

Mirandela

Rui Borges procura adiantar a formação do Mirandela na tabela, numa luta desenfreada pela manutenção. Sem jogadores formados no clube usados na 1.ª volta, com mais estrangeiros do que portugueses, a equipa da cidade das alheiras. Corunha, Bruno Magalhães, Vítor Pereira e Pedro Fernandes dão o tom de veterania e rodagem aos mirandelenses, onde Mangas, Miguel Tavares, Sanussi, Cláudio Tavares ou Yerson Pacheco procuram a afirmação neste progresso dos juniores para os seniores.

As duas referências mais notadas nesta época vêm da África lusófona, o cabo-verdiano Kelvin Medina e o guineense Grinood. Grinood evoluiu no Odemirense, de onde se mudou para a Sertã na época passada e teve os seus golos a convencerem o Mirandela a ir buscá-lo. Também da Sertã chegou Kelvin Medina, que antes havia passado por Oeiras e Alcanenense, um médio todo-terreno, de alta performance física.

Montalegre

Com seis descidas garantidas, o Montalegre segue um ponto acima da linha de água num embate que promete dar muito que falar na volta de retorno.

Viage procura soluções em nomes como Aliu Ronaldo Cassamá, Bruno Carvalho, Bruno Lourenço, Prince Bonkat, Baba Sow, Iuri Gomes, em termos ofensivos, mas os defesas Bruno Morais, Yann e Fábio Pais são igualmente jovens com imenso potencial, acompanhados pelo experiente João Fernandes, todos a pedirem alguma argamassa, para que o talento individual que possuem seja transportado para uma perfomance colectiva de maior eficácia e, preferencialmente, com pontos.

Arões

De volta aos nacionais depois da curta experiência há um par de anos, o Arões pretende manter-se desta feita no Campeonato de Portugal, prorrogando o derby fafense nos nacionais por mais anos.

Apesar da subida do Distrital de Braga para o Campeonato de Portugal, o Arões optou – e bem – por manter o Bom Futebol que trazia da Pró-Nacional, mantendo o grosso do plantel que conquistou esta ascensão para a disputa da Série A.

Rui Rampa, a quem nos faltou identificar como reforço, é totalista no centro da defesa, o único da formação fafense.

Frederico Lopes, Miguel Ribeiro, Gutti ou Rui Lopes são alguns dos elementos ainda com clara margem de progressão no plantel, mas nota para Fausto Peixoto, a evoluir entre a III Divisão e o Distrital de Braga, que apresenta muito boas notas nesta sua estreia no Campeonato de Portugal. Um extremo de 27 anos que dá mostras de ter Bom Futebol para ainda chegar a outros patamares.

Bragança

Ká, defesa esquerdo ou central de 22 anos, formado no Sporting Braga, é outro exemplo de um futebolista sem oportunidades nas ligas ditas profissionais que se estabiliza no Campeonato de Portugal e procura cimentar e exibir boas competências. É o totalista da equipa.

Infeliz na mais recente partida, Agostinho Carvalho partilha habitualmente o eixo com Serginho, ambos nascidos em 93, tal como o lateral direito Bosingwa e o médio Landinho, que entretanto trocou os brigantinos por Fafe. A Bragança chegou, vindo do Minas Argozelo, o criativo Miguel Diz, outro jovem de 24 anos.

Nixon Guylherme, avançado brasileiro de 22 anos, soma quatro golos e é um dos futebolistas com interessados. Emprestado pelo Vizela, o nigeriano Francis Okoli está no primeiro ano de sénior e acumula minutos e calo no Bragança, com naturais aspirações a retornar ao clube detentor do seu passe ou a dar o salto para outras paragens.

Câmara de Lobos

Depois de anos a fio a ‘penar’ entre a ‘C’ e a ‘B’ do Marítimo, o guardião Marco Jesus chegou esta temporada ao Câmara de Lobos para ser totalista do clube na prova.

Os insulares surgem no inverso à maioria dos clubes do Campeonato de Portugal, possuindo um bom número de futebolistas formados no próprio clube, sendo por isso importante relevar isso, como surge com o ‘10’ Huguinho, que reflecte Bom Futebol ensolarado pelos ares da Madeira.

Além de Huguinho, Inácio Teles e ‘Xudi’ são elementos em ascensão dentro do clube e a procurarem certamente olhos acima para darem o salto. A par destes há muita experiência em José Adriano, Nélio Santos, Valter Santos, Ângelo Henriques ou Celsinho. Nota-se esta dicotomia em boa parte dos plantéis da Série A – e restantes, juntam-se elementos com muitos anos de futebol a jovens ainda em plano de ascensão, afirmação ou confirmação.

Atlético dos Arcos

A família Rego mantém-se bem presente no futebol do Alto Minho e Fernando Rego é o treinador que traz novamente Arcos de Valdevez para os nacionais. A equipa tem pecado nos jogos em casa, onde tem um goal-average de 5-5 e cinco empates, o que o deixa sete ponto abaixo da linha de água. Fora de casa apenas um triunfo e um empate, porém se os resultados em casa tivessem mais dois ou três triunfos o Atlético estaria na linha de manutenção, um objectivo para a 2.ª volta.

Esta situação não impede a equipa de ter nomes que captam atenções, como sucede com Tiago Letras, Zé Nando, , mas especialmente Ivan Machado, já associado a emblemas dos segundo e primeiro escalões portugueses e espanhóis. Extremo oriundo de Monção, Ivan fez-se entre o Centro SP Moreira, o Barroselas, Rio Ave e faz o derradeiro ano de júnior no Boavista, cedido na temporada passada ao Pedras Rubras, onde se mostrou, agora a regressar ao seu Alto Minho natal para continuar o seu trajecto afirmativo.

Mondinense

Sete derrotas consecutivas é a forma como os de Mondim de Bastos fecham a 1ª volta. Depois de baterem o São Martinho apenas coleccionaram desaires, o que não abona muito em favor de António Almeida, substituto de Rui Luís à 7ª ronda. A salvação da despromoção afigura-se como uma tarefa complicada, mas a esperança é a derradeira a desaparecer.

A equipa é jovem, tem nomes como o central local Tuca, os avançados André Martins, João Padi e ‘Rooney’, os médios Diogo Alves, Dani Gonçalves e Lamine Embaló, agora reforçada por dois colombianos, com vista a garantir pontos e subir na tabela.

Pior ataque e pior defesa da Série A, o Mondinense necessita de Bom Futebol para obter mais pontos e tem miúdos para o fazer.

Murta é o rosto da experiência no plantel.

Minas Argozelo

Os ‘mineiros’ estão a ter uma época complicada, demasiadas derrotas pela margem mínima e apenas três pontos nos 15 desafios disputados. A direcção mantém Forneiro ao leme, o homem das subidas, pois é realmente preferível prosseguir com uma ideia, um projecto firme e consistente, do que andar a saltar de treinador.

Cláudio Macedo faz a estreia sénior em Argozelo, central formado entre Ribeirão e Famalicão, Ivo Amorim, de Ponte da Barca, vai-se mostrando no flanco esquerdo, os brasileiros Matheus Silva, Luís Tissi ou Gedson Júnior procuram vingar no futebol europeu, enquanto Nuno Ramos procura mostrar-se como o pêndulo do miolo, outra novidade no plantel, antigo formando do Padroense.

O Minas de Argozelo está, à partida, condenado ao regresso ao Distrital, mas tem uma 2.ª volta onde poderá exibir-se sem pressão face ao atraso classificativo e causar surpresas a rivais.

 Fizemos uma colectânea de ‘estrelas’, uma por clube, para engalanar esta peça com o seu Bom Futebol. A maioria das escolhas relaciona-se com jovens ainda com enorme margem de progressão, limitada a um elemento por plantel.

Ao todo, o Bom Futebol do Campeonato de Portugal, no que à Série A diz respeito, já viu nos seus relvados durante a 1ª metade de 17/18 futebolistas de 24 nacionalidades distintas. Além de Portugal, que perfaz quase três quartos dos jogadores utilizados, Angola, Argentina, Brasil, Burkina Faso, Cabo Verde, Camarões, Chile, China, Colômbia, Costa do Marfim, Espanha, França, Gana, Guiné-Bissau, Guiné-Conakry, Itália, Nigéria, Senegal Suíça, Turquia, Ucrânia, Uruguai e Venezuela são os restantes países de origem ou de passaporte, para os luso-africanos, nesta Série A.

Como habitual, o ‘chicote psicológico’ já estalou em vários emblemas, no entanto a média de idade dos treinadores utilizados continua bastante baixa, inferior a 43 anos.

Abaixo mais alguns dados estatísticos sobre a Série A do Campeonato de Portugal.


Legenda da Tabela: JU – Jogadores Utilizados; Nac – Percentagem de Portugueses Utilizados; Id – Idade Média dos Futebolistas Utilizados; Id XI – Idade Média dos Jogadores Mais Utilizados; Am – Média de Amarelos por Jogo; V – Média de Vermelhos por Jogo; Alt – Média de Altura dos Futebolistas Usados; Ref – Reforços para 17/18 Utilizados; Ref XI – Reforços nos onze mais utilizados; HG – Futebolistas utilizados formados no próprio clube; Sub23 – Jogadores nascidos em 1995 e 1996 utilizados; sub21 – Jogadores nascidos em 1997 e 1998 utilizados; sub19 – Jogadores nascidos em 1999 e 2000 utilizados; sub17 – Jogadores nascidos em 2001 e 2002 utilizados.

Como facilmente se constata, o aproveitamento e lançamento de jovens ainda em idade formativa é raro, o que denota uma falta de ligação na pirâmide do clube, na estrutura, ou uma clara desvalorização dos jovens feitos no clube, mesmo que esses sejam sempre uma mais-valia, pelo imensamente menor custo, pelos adeptos que habitualmente trazem atrás, entre familiares, vizinhos e amigos, pelo ‘amor à camisola’, até pela penetração que podem permitir localmente ao clube, no desenvolvimento de estratégias de marketing e comunicação.

É igualmente preocupante que clubes do Campeonato de Portugal tenham cerca de metade do plantel utilizado estrangeiro. Isso explica-se pela associação a empresários/representantes de futebolistas, que arcam com os custos – ou boa parte deles – no sentido de tentarem projectar os seus representados para patamares profissionais, no sentido da divisão dos campeonatos, mas também pela falta de vontade de alguns em se deslocarem para o interior e os valores cobrados para transferências e assinaturas internas, algo que a FPF deveria também rever. Aliás, o que não faltam são situações às quais a Federação Portuguesa de Futebol necessitaria de olhar atentamente, pois este é que é o principal campeonato tutelado directamente por si, não as ligas profissionais, cuja gestão é autónoma dentro da pirâmide futebolística lusa.

Nota para Arões e Bragança, cujos onze futebolistas mais utilizados perfazem uma média etária mais baixa do que a totalidade dos jogadores que já envergaram as camisolas dos emblemas oficialmente em jogo no Campeonato de Portugal 17/18, algo não muito comum, o mais habitual é o onze de maior utilização ser mais ‘rodado’, mais maduro em termos de idade.

É pena que o Bom Futebol praticado nestes relvados tenha tão pouca relevância mediática, todavia há que salientar o crescente interesse por parte de emblemas da Liga NOS e da Ledman LigaPro, numa iniciativa motivada acima de tudo por escassez líquida, dos ou nos cofres, mas com uma resposta superior. Praticamente todos os futebolistas contratados no Campeonato de Portugal nos últimos três/quatro anos têm vingado na Liga NOS, mostrando-se não apenas alternativas, mas primeiras opções, o que até deveria levar a que mais equipas observassem os encontros que proliferam ao domingo à tarde.

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