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Campeonato de Portugal 2017/18 – Balanço da Temporada

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Campeonato de Portugal 2017/18 – Balanço da Temporada

O terceiro escalão do futebol português, entre o profissional e o amador, dos sonhos à realidade, análise à temporada.

Findou a fase regular da edição 2017/18 do Campeonato de Portugal, o principal campeonato organizado directamente pela Federação Portuguesa de Futebol, porém um dos vários parentes pobres de uma instituição que segue agarrada a uma demagogia desajustada da própria realidade e daquilo que, enquanto instituição de interesse público, deveria defender, todo o futebol.

Esta fase de transição vem destruindo a base piramidal do futebol, aumentando o fosso entre clubes e criando claros vazios competitivos que necessitam de preenchimento. O grande mal, ainda com a anterior direcção, relacionou-se com a reformulação da III Divisão Nacional, cujas séries de 16 ou 18 clubes tinham polos de interesse, muitas subidas e descidas, uma componente regional sustentável para a maioria dos emblemas, o que desapareceu com a redução destas séries para 12 ou 10 clubes, instituição de quatro voltas e, finalmente, a extinção, que colocou os distritais lusos com somente um escalão intermédio para as ligas profissionais.

Se é verdade que os clubes têm razões para as lamentações que têm publicado, face a um prematuro fim de competição, em Abril ainda, não deixa de o ser também que o calendário foi há muito conhecido e estas alterações que se foram realizando pela FPF tiveram o aval dos emblemas, através dos seus representantes, cada uma delas, a remodelação e extinção da III Divisão, todas as alterações na II Divisão B e sua redução, o que lhes retira espaço de protesto. Infelizmente, é comum em Portugal trabalhar-se somente no imediato e reagir no imediatismo, sem visões a médio e longo prazo, sem reais análises, sem inquirições e sem abertura a terceiros e a propostas fora da caixa, mas claras mais-valias, como se observou durante a temporada passada, quando enviámos diversas sugestões e alertas para as caixas de correio electrónico de clubes, de associações distritais, da FPF e do, então, patrocinador, Prio, sem retorno, apenas com comentários de dois clubes a isso mesmo.

Existiu uma espécie de congresso no Algarve, abordou-se esta nova redução e alteração, entre outras, e deveria ter sido aí o local de rejeição ou, pelo menos, protesto face às medidas anunciadas, não depois de finda a competição.

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