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Campeonato de Portugal  2017/18 – Serie A

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Campeonato de Portugal  2017/18 – Serie A

Defesa de betão a pensar na promoção

A regularidade foi o factor determinante no sucesso de Vizela e Vilaverdense na Série A. Carlos Cunha e António Barbosa mantiveram-se da época anterior e as equipas atingiram os propósitos ambicionados, chegar ao play-off de subida, o máximo a que podiam aspirar na fase regular.

Como acima sublinhado, o Mirandela de Rui Borges realizou uma 2ª metade de temporada fantástica, venceria a Série A caso apenas fosse contabilizada esta. Apesar da forte quebra, com menos de metade dos pontos realizados de uma parte da época para a outra, a Juventude de Pedras Salgadas garantiu mais um ano de Nacionais, isto com um plantel totalmente novo.

A média de futebolistas utilizados por plantel aproximou-se dos 27 (26,88), de 27 nacionalidades, com 10 por cento oriundos do Brasil. Angola, Alemanha, Argentina, Burkina Faso, Cabo Verde, Camarões, Chile, China, Colômbia, Costa do Marfim, Espanha, EUA, França, Gana, Guiné-Bissau, Guiné-Conakry, Itália, Moçambique, Nigéria, Senegal, Suíça, Turquia, Ucrânia, Uruguai e Venezuela completam um lote bastante diversificado e onde a União Europeia é quase inexistente.

Vilaverdense é o campeão em casa, apenas cedendo três empates nas 15 partidas no Cruz do Reguengo, situação replicada pelo campeão da A, Vizela, na condição de visitante.

A divisão dos emblemas da Madeira e dos Açores por séries distintas, no caso dos madeirenses incluídos um em cada série, é outra perturbante escolha federativa. Uma visão economicista e prática colocá-los-ia juntos numa série, preferencialmente com o perímetro geográfico mais próximo dos aeroportos, para facilitar – a todos os níveis – a vida a todos os intervenientes, até porque há ajudas de custo a considerar e convém ser-se prático. Ao invés deste modelo muito mais dispendioso e cansativo, seria útil que a FPF agilizasse os reembolsos aos clubes, o que findaria com as reclamações.

Câmara de Lobos e Camacha acabam despromovidos com dois modelos completamente distintos, os campeões distritais madeirenses assentaram o plantel na prata da casa, muito contidos, enquanto a Camacha formou uma SAD, mais uma, com investimento do antigo internacional português Maniche, que redundou num rotundo falhanço e acusações de incumprimento de parte a parte, isto em apenas meses de coabitação ou não.

Apesar da força do plantel, com muitos madeirenses, mas a maioria bem rodada nas ligas profissionais e no estrangeiro, a Camacha viu-se inesperadamente relegada para o distrital, provando-se que o modelo SAD-investidores continua longe daquilo que o deveria caracterizar – e caracteriza noutros países, não tendo necessariamente a ver com o ser estrangeiro ou não, antes com uma completa falta de rigor e controlo ao modelo, por parte do Estado e da Federação Portuguesa de Futebol.

Os cinco campeões distritais de 2017 que integraram esta Série regressam às suas competições de distrito em 2018.

A média de golos baixou de forma clara da 1ª (2,63) para a 2ª volta (2,45) para uma média global de 2,54.

Foram diversos os jovens a surgirem, mas detalhar-se-á isso nas tabelas posteriores e na análise a cada equipa.

Voltamos a explicar que os dados compilados e partilhados assentam na comparação das fichas de jogo disponibilizadas pelos diários A Bola e O Jogo – o Record deixou de entender como importante/relevante essa informação – e pelos sítios foradejogo.net, zerozero.pt e pela Federação Portuguesa de Futebol, fpf.pt. Pelas possíveis gralhas que possam existir em face disso – fonte de informação errada e truncada, além da que detectámos e corrigimos nos nossos próprios dados, pedimos desde já desculpa.

 

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