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CAN 2017 – Grupo C – Jornada Final

O regresso da maldição do campeão

Por mais de 10 ocasiões anteriores o detentor da Taça das Nações Africanos em título caiu na fase de grupos, uma quase constante nos anos 70, 80 e 90, que se ‘perdeu’ com a passagem para 16 selecções, mas repetida há quatro anos, quando a Zâmbia se ficou pelo grupo no ano seguinte ao título. Tal como os ‘Chipolopolo’, a Costa do Marfim – vencedora anterior com Renard – fica-se pela fase de grupos após perder com Marrocos em encontro onde estava obrigada a vencer e enfrentava o ex-técnico, precisamente Hervé Renard.

Marrocos entrou melhor no encontro, trazendo uma defesa bem sólida. Os primeiros minutos foram de estudo, mornos, prudentes. Fajr mostra-se o mais inconformado, dois livres, primeiro com defesa fácil de Gbohouo, depois com a bola a bater estrondosamente na barra, de seguida assiste em canto Benatia e Gbohouo desvia para impedir a inauguração do marcador.

A Costa do Marfim apenas responde nos últimos 10 minutos da primeira metade, mas Munir ou o ferro resolvem e o nulo subsiste ao descanso, Marrocos mantém-se virtualmente apurado.

As bolas paradas continuam a dar fôlego a Marrocos e a causar arrepios aos ‘Elefantes’. Benatia testa novamente Gbohouo a partir do canto. Cada vez mais individualistas, os marfinenses não conseguem ultrapassar a bem montada teia marroquina.

Aos 64 minutos Aliou desencanta um enorme remate e os ‘Leões do Atlas’ adiantam-se no marcador. O campeão estava com pé e meio fora da competição. Depois do golo é Marrocos a criar mais apuros a Gbohouo. A Costa do Marfim foi sôfrega, mas não incomodou verdadeiramente Munir e sai de prova logo na fase de grupos.

Os ‘Leopardos’ mantêm o bom momento, vencem o Grupo C e dão cada vez mais lastro a Ibenge, novamente a observar a sua escolha pessoal, Kabananga, marcar, o ‘cazaque’ já lidera a lista de goleadores e fez abanar as redes adversárias em todas as partidas.

Mesmo continuando sem contar com Zakuani, Maghoma e Ikoko, o seleccionador da RD Congo está a apresentar muito futebol. Já Le Roy deixou mesmo o veterano Agassa no banco, entregando a baliza a Tchagouni. As coisas não correm nada bem ao guardião do FC MARMANDE, lesionado cedo, a não aguentar e substituído por Mensah aos 23 minutos.

A República Democrático do Congo está muito confortável no contra-golpe e é assim, em passe de Mbemba, que Kabananga inaugura o marcador. O Togo estava melhor, finalmente Adebayor deu ar da sua graça, Ayité tentava, mas foram os ‘Leopardos’ a marcar. Kabananga está perto do segundo em cima do intervalo.

Mubele dobra a vantagem antes dos 10 minutos do segundo tempo, chapelando Mensah depois de uma belíssima desmarcação, qualidade e velocidade em acção. Antes da hora de jogo é o ’10’ Kebano a ter duas boas chances. Bolingi ainda marca mas é dado fora-de-jogo ao lateral Mutambala.

Laba reduz para 1-2 após ganho de Abebayor e boa triangulação para o jovem avançado surgir e concretizar de primeira. O esfuziante Matampi nega a igualdade ao consagrado avançado togolês pouco depois.

A RD Congo volta a criar ocasiões, Mbemba e Bolingi atiram ao lado, mas Mpoku, num livre praticamente perfeito, a bater no interior da trave e no chão, vê confirmado o 3-1. Era a confirmação de liderança final do Grupo C e o adeus ‘Epervier’ à competição.

Classificação Final do Grupo C

Autor: António Valente Cardoso

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