-- ------ Coisas que o VAR nunca vai resolver (Parte II) - Bom Futebol
Bom Futebol

Coisas que o VAR nunca vai resolver (Parte II)

Coisas que o VAR nunca vai resolver (Parte II).

Na sequência do primeiro artigo relativo a este tema, será dada uma visão ampla do que o VAR pode (ou não) resolver.

-> Fora de jogo

Este caso é como um copo, que pode ser visto como meio cheio ou meio vazio. Ou seja, resolve alguns casos, mas deixa outros por resolver. Mas porquê?

Porque não é permitido, seja pelo VAR ou pelo árbitro principal, uma análise calma e sensata do lance em questão. Se já é difícil uma pessoa, em casa, saber se existe fora de jogo com várias repetições e linhas feitas por “experts”, é fácil imaginar a pressão da equipa de arbitragem de tomar uma decisão em poucos segundos. Sendo que o árbitro tem a opção de ver o lance em questão, este não o faz devido a esta enorme pressão.

Porque o VAR não tem a linha “mágica”. O que é algo de estranhar, pois basta contratar uma equipa de profissionais, com o objetivo de fazer a tal linha, para que este trabalho seja muito mais fácil.

Concluindo, há que melhorar a atuação neste tipo de lances, para que a atuação do VAR seja justa e unânime.

 

-> Anti-jogo

Este tema já é muito discutido há demasiados anos, mas nunca é de facto resolvido, pois só quando prejudica o nosso clube é que vale a pena manifestar o descontentamento sobre esta forma de jogar. Ou melhor, de não jogar.

Para conseguir uma verdadeira solução sobre este assunto tem que se conceder o devido tempo de compensação perdido no jogo. E caso haja ainda mais anti-jogo durante esse tempo, não ter receio de dar ainda mais tempo. Só assim se consegue lutar contra este flagelo que tanto prejudica o futebol português.

Isto permite que todas as equipas trabalhem para aprender a defender e atacar, em vez de se aprender a perder tempo a simular lesões, entre outros.

 

-> Luta pela verdade desportiva

O objetivo do VAR é a luta pela verdade desportiva, mas isso não tem sido a mensagem passada por todos os membros das Direções dos respetivos clubes. Quando o VAR contribui para isto mesmo não há qualquer agradecimento. Aliás, existem até represálias por este não ser usado num jogo x contra o clube y. Quando, pelo menos para já, o VAR nunca vai ser perfeito.

Um dos casos aconteceu no jogo entre Sporting e Feirense. Existiu uma falta marcada pelo árbitro, com recurso ao VAR, mas como o defesa do Feirense tocou posteriormente e, por isso, já não correspondeu ao ataque que deu o golo, já não se pode marcar a falta. Se com o uso do VAR, por acaso, consegue ver-se uma falta por marcar, porque não marcar a mesma? O objetivo do VAR é a verdade desportiva. Logo, nesse lance não haveria golo, mas o que se discute é a lei e não a verdade desportiva. Num outro jogo, houve a dúvida se existiu um eventual penalty, ou não, e o árbitro marcou pontapé de baliza. Usou-se o VAR e viu-se realmente que não era penalty, mas sim pontapé de canto. Já que se usou o VAR, porque não marcar pontapé de canto?

VAR Vídeo-Árbitro

Este tipo de burocracias está a interferir com a verdade desportiva, que supostamente é o principal objetivo da criação desta nova equipa de arbitragens.

-> Conclusão

O VAR tem muitas formas de melhorar, seja pela definição de regras mais rigorosas (“bola na mão”), ou dando melhores meios para uma mais fácil análise aos lances. Mas isto tudo só funciona se toda a gente (adeptos, jogadores, staff, clubes, liga e federação) permitir que isso aconteça, pois este meio não soluciona todos os problemas.

O maior problema somos nós, que desculpamos as más exibições com os árbitros. Não é uma má decisão do árbitro que torna impossível uma vitória nos restantes 90 minutos.

Enquanto houver este pensamento, é impossível o VAR funcionar em Portugal.

 

Deixe o seu comentário

bomfutebol