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Copa América Centenário – Final

Novo Bravo título da ‘roja’ e uma maldição ‘messi(ânica)’

1.1

Martino tem Di María disponível para a final, sendo novamente titular. Biglia estreia-se como primeira escolha. O interessante médio ocupa a vaga de Fernández.

Do lado da ‘roja’ está de volta Arturo Vidal, depois do castigo, assim como a âncora Marcelo Díaz, que completam o excelente trio do miolo a par de Aranguiz. Fuenzalida volta a alinhar como ala direito, em apoio a Isla, sendo Beausejour a tomar conta de todo o flanco esquerdo.

Antes dos 20 segundos Messi rouba a bola, dá em Banega e este remata à baliza. A Argentina a começar com pressão alta e forte, um pouco como o havia feito no encontro de abertura. A importância de impedir o meio-campo chileno, na máxima força, de poder pensar é compreendida e explicada por Martino. Começo de jogo bem acelerado.

Cinco minutos promissores de ambas as equipas. O metro quadrado está ao preço do Ipanema, ou seja, caríssimo. Se passa a bola, não passa o jogador. Alexis e Di María já o sentiram nas pernas.

1.2

Depois do bom arranque, seguem-se cinco minutos de faltas sucessivas, de parte a parte. A Argentina, depois de tentar um roubo para um golo madrugador, baixa o ritmo do jogo para a velocidade em que se sente mais confortável, acelerando quando chega a Messi. Este baixar da velocidade beneficia a Argentina pois o Chile tem maior intensidade no meio campo.

Bravo muito presente no jogo da equipa, a oferecer linhas de passe e ser o primeiro construtor, em contraponto com Romero, com dificuldades no jogo de pés e a desentender-se com os seus defesas, já por duas ocasiões, na abordagem à bola.

Messi com nova arrancada, a sacar amarelo a Díaz, obrigado a travá-lo em falta. Livre perigoso para a Argentina, descaído para a meia-direita, a fazer lembrar o da meia-final. A bola, desta feita, sai curta e Bravo recolha facilmente. Alexis exagera no individualismo, é desarmado por Biglia que lança Higuain na direita, mais um bom desenvolvimento ‘albiceleste’. O Chile está com alguma dificuldade em encontrar linhas de passe no miolo ofensivo.

Em cima dos 20 minutos Alexis vira o flanco em Fuenzalida, que procura logo Vargas, mas o avançado não compreende a rapidez de pensamento e execução do lateral-médio direito. O Chile está a tentar as bolas longas.

Medel comete um erro, não domina um passe fácil, vê Higuain isolar-se mas Bravo volta a ser imperador a fechar ângulo e baliza. O central arreganha-se em demasia com a bola já a rumar a canto e podia ter-se magoado a sério no poste.

Nova falta sobre Messi, bola bem colocada em Otamendi, que cabeceia à malha lateral. Está a ser mais perigosa a Argentina. O Chile não consegue trocar a bola no meio-campo, a sua maior valia. A pressão argentina a resultar. Díaz a não conseguir executar bem hoje. O condicionamento físico poderá estar a ditar este menor fulgor e risco do médio mais defensivo do Chile. Messi volta a atacar o espaço frontal, em nova recuperação de bola anormal no Chile, Jara batido em velocidade e Marcelo Díaz faz obstrução com segundo amarelo exibido. Aos 28 minutos o Chile fica com menos uma unidade no relvado. O ‘10’ argentino a fazer a diferença individualmente.

Di María procura surgir no encontro, remate do futebolista do PSG aos 32 minutos. Por enquanto, o Chile tenta reorganizar-se do ponto de vista defensivo.

Primeiro burburinho aos 35 minutos. O Chile procura levar o encontro para o físico. Vidal e Mascherano admoestados. Depois do bom começo de encontro, este baixo de nível, subiram os confrontos físicos, houve a expulsão e também contam-se já demasiadas perdas de bola. O Chile a pressionar o árbitro constantemente em busca de cartões. Messi tenta forçar o penalti e leva amarelo.

Rojo expulso aos 42 minutos por entrada violenta sobre Vidal, o médio chileno consegue retirar o defesa do jogo. A partida chega ao intervalo com 10 para 10. A pressão chilena sobre o juiz brasileiro a compensar. A Argentina não soube potenciar a vantagem numérica. Di María, que não tem estado bem ofensivamente, acaba a primeira parte como lateral esquerdo. Martino e Pizzi vão trocando argumentos nos bancos e a pressionarem a equipa de arbitragem.

O Chile fecha em cima da Argentina, Isla e Beausejour finalmente a subirem – e ao mesmo tempo. A ‘roja’ ataca a toda a largura do terreno.

Recomeço sem alterações. A Argentina parece menos preparada face à expulsão. O Chile ganhou dimensão com a entrada no jogo físico, do ‘empurra’, da pressão e está a prevalecer no relvado neste arranque de segunda metade. Funes Mori é agora o defesa esquerdo com Mascherano a recuar para o centro da defesa, Biglia toma a posição central do meio-campo, o pivô.

O Chile foi trocando a bola com calma, mas perde-a e a Argentina tenta carregar. Novo livre sobre Messi, Beausejour com duas faltas quase seguidas, levou amarelo na primeira, terá de se cuidar para não ser igualmente expulso do encontro. Martino enche o miolo, retira Di María, ausente, dando entrada a Kranevitter, que se junta a Biglia e Banega no centro do terreno.

O Chile terminou com 53 por cento de posse de bola ao intervalo e aumenta para 57 à hora de jogo.

O Chile está a ter o domínio colectiva da segunda metade mas Messi é quem vai fazendo a diferença individual, a sacar amarelo atrás de amarelo. A Argentina não está a tirar o melhor partido das bolas paradas hoje. Alexis tenta imitar o astro argentino mas não consegue, está a pecar pelo excesso de individualismo o avançado do Arsenal.

Vargas ganha em velocidade, entra na área e remate para bloco de Romero. Bola bem virada da esquerda para a direita. Vargas perto do golo aos 80 minutos. O Chile ganha ânimo no final do jogo. Pressão para resolver dentro do tempo regulamentar. Este é o único desafio da competição a poder ir a prolongamento em caso de empate ao apito final do árbitro.

Kun Aguero a exibir pontaria bastante desafinado, os dois remates que o avançado tentou foram bem por cima. A Argentina continua a obter faltas nas imediações da grande área, contudo desperdiça ocasião atrás de ocasião.

Excelente jogada na esquerda, em cima dos 90 minutos, Vargas a descobrir Beausejour, este consegue penetrar na área, dá perfeito em Alexis, mas este falha o golo, esta era uma bola de encostar apenas. Otamendi no bloco.

Assim como em 2015, a final da Copa América entre Chile e Argentina não fica resolvida no tempo regulamentar. Parte-se para 30 minutos de tempo extra.

Primeira grande situação no prolongamento. A Argentina ganha a posse, Jara chega primeiro, lança no espaço Puch ganha em velocidade, centra perfeito em Vargas e é Romero a voar para agarrar a bola. Vargas podia ter feito um pouco melhor no cabeceamento.

Na resposta Messi bate um livre e Aguero na zona de penalti quase consegue ‘chapelar’ Bravo, mas o guardião chileno tem mais uma parada formidável.

1.3

É novamente Bravo a receber o prémio de melhor no relvado.

Os treinadores guardaram substituições para o prolongamento, percebendo-se facilmente que ainda não estão dentro da regra da quarta substituição, permitida em caso de prolongamento e que entra em vigor pela primeira vez nesta prova.

A Argentina melhor na segunda metade do prolongamento. Alguma aflição para o Chile.

Novamente o caminho e o troféu serão definidos a partir dos 11 metros.

Vidal é o primeiro a bater, Romero dá umas corridas na linha de baliza, toca nos postes, bola pouco desviada e Romero consegue parar. O tempo de espera de Vidal, com o juiz a falar com o guardião, foi muito favorável ao guarda-redes argentino.

Messi, na resposta, bate por cima da trave. Confirma-se a falha de pontaria dos argentinos. Bravo estava batido mas a bola sai muito por cima.

O jovem Nico Castillo, um dos entrados no prolongamento, não vacila, forte na direita de Romero, que voa para o outro lado. Mascherano imita Castillo, Bravo cai na esquerda, bola na direita.

O patrão Aranguiz nem deixa Romero se mexer, bola na esquerda do guardião em força. ‘Kun’ Aguero é o seguinte. Remates durante o jogo completamente falhados, paradinha, Bravo adivinha mas a bola vai rasteira na esquerda para a malha lateral interior.

Beausejour tem a responsabilidade do quarto, Romero cai na esquerda mas o esquerdino bate fácil na direita do argentino. Biglia não pode falhar, é o quarto penalti para a ‘albiceleste’. Bravo antecipa-se, voa para a direita e consegue parar o remate do médio argentino.

Francisco Silva tem a taça no pé direito. Parece pressionado mas não falha, Romero cai para a esquerda, a bola vai rasteira para a direita.

O Chile volta a vencer a Copa América. Até 2015 nunca haviam vencido e agora somam um improvável bis, fazem história com o título do centenário e, depois da polémica sobre o detentor, a defesa, a ida à Confederações de 2017, nem precisavam de tal, os chilenos dobram o triunfo e duplicam a legitimidade de defenderem a honra sul-americana na Taça das Confederações.

Messi parece carregar uma maldição com a selecção. No espaço de dois anos perde a final do Mundial no prolongamento, perde a Copa América 2015 nas grandes penalidades, sendo o único a concretizar dos 11 metros, perde novamente a Copa América, desta feita a de 2016, da marca do penalti, desta feita falhando redondamente, quando Vidal já havia falhado o seu, perdendo a oportunidade de dar vantagem aos argentinos logo no início da marcação. A ‘quente’ anunciou a despedida da selecção, ficando por saber se confirmará a decisão.

Os golos do Chile durante todo o torneio.

Os responsáveis do torneio têm idêntica visão à nossa e Claudio Bravo obtém a ‘Golden Glove’ de melhor guarda-redes da prova.

1.4

Esta é a eleita equipa do torneio pelos organizadores, apenas com argentinos e chilenos.

1.5

Alexis Sánchez é eleito o melhor jogador do torneio.

1.6

Vargas assegurou pleno chileno nos prémios individuais com a bota de ouro.

1.7

Para a Argentina vai o prémio fair-play.

1.8

Terminada a prova fica a nossa, sempre subjectiva, escolha dos melhores da edição 2016, num modelo habitual no leste da Europa, a eleição de 33 futebolistas, três equipas, para sermos diferentes (no caso, do Ocidente).

Nós temos as nossas próprias ideias e visão, que abaixo partilhamos.

A nossa equipa ideal

1.9

A segunda equipa:

2.0

A terceira equipa:

2.1

Autor: António Valente Cardoso

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