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Copa América Centenário, Meia-final I

Nova obra-prima esculpida a pé esquerdo rumo à final! Argentina ao ritmo do tango a desconcertar os norte-americanos!

Messi passou a ser o maior goleador (55) de sempre com a camisola da Argentina – e fê-lo através de um livre maravilhoso, descaído sobre a meia esquerda, bate a sobrevoar cruzado para a esquerda – e lado – do guarda-redes Guzan, com a bola a entrar perfeita no canto superior da baliza.

Klinsmann, com as várias baixas por castigo, foi obrigado a mexer e fê-lo erradamente. Andar toda uma competição sem um avançado centro clássico a alinhar e, face a uma equipa que tem no miolo e das linhas para o meio a sua maior força, retirar poder ao meio-campo para posicionar essa referência foi ouro para a entrada de rompante da ‘albiceleste’. Wondolowski falhou completamente na utilização também. Jogar com Beckermann e Bradley a defenderem em linha, soltando-se o capitão mais ofensivamente, depois de já se ter habituado a alinhar a ‘6’ sozinho antes, também não resultou, percebendo-se problemas em se ajustarem nos posicionamentos e coberturas.

Incrivelmente, até por ter Zardes na direita e Zusi na esquerda, os ‘centrais-laterais’ Mercado e Rojo funcionaram mais como extremos, acabando por encostar os alas norte-americanos bem perto dos laterais e conseguindo desequilibrar, pois quer Lavezzi, quer ainda mais Messi deambulam pelo interior, deixando as linhas abertas.

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Logo aos três minutos um canto batido de forma curta vê Lavezzi dar em Messi e este, em décimas, a picar, devolvendo para um Lavezzi já isolado perante Guzan a abrir o marcador.

O jogo tornou-se mais físico, o único terreno onde a ‘Stars and Stripes’ leva vantagem. A Argentina soube baixar o ritmo, procurando circular a bola até surgir a oportunidade de desmarcação. Com controlo da partida.

Bradley perde uma bola no miolo, Higuain dá em Messi, este cavalga ofensivamente e somente Guzan impede o segundo tento. Nos primeiros 15 minutos os argentinos têm 70/30 em posse de bola! Avassaladores.

À passagem da meia hora é Wondolowski a derrubar Messi a uns 30 metros da baliza e o capitão argentino encarrega-se de fazer valer e dobrar o avanço. Golo para ver, rever e voltar a ver.

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Mercado e Rojo sobem rapidamente e Mascherano baixa para o meio dos centrais para iniciar a organização.

A Argentina entra a controlar totalmente a segunda parte. Lavezzi descobre Higuain que domina, remata, Guzan ainda bloca, e ‘Pepita’ recarga para o 3-0.

Pulisic, entrado ao intervalo no lugar de Wondolowski, tenta remar contra a maré. O adolescente do Borussia Dortmund ganha a linha mas não consegue cruzar dentro das quatro linhas. A Argentina baixou completamente o ritmo e começa a desconcentrar-se um pouco. O miúdo entra para a esquerda e Zardes assume, finalmente, uma posição mais central no ataque.

O tango argentino fica estragado aos 62 minutos. Lavezzi apenas com olhos na bola, não dá conta dos placards publicitários, apenas focado no domínio da bola, acabando por virar completamente desamparado, de costas, sobre os braços, com fractura do braço direito.

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Messi assusta a cada aceleração. Entra pela meia direita, acompanhado de Mascherano, assiste o parceiro do Barcelona, mas este arranca atrasado. Pouco depois, recuperação em canto norte-americano e nova situação de perigo com canto obtido.

Um passeio argentino, sem deixar de atacar, já a pensar no fim do encontro e na final.

Boa jogada norte-americana pela direita aos 76 minutos, linha ganha, bola atrasada, mas sem conseguir finalizar. Klinsmann ‘acorda’ para Darlington Nagbe apenas aos 78 minutos do quarto encontro, um desperdício não usar o jovem nascido na Libéria e que é um dos ‘mais’ da MLS. Pedia muito mais minutos, até a titularidade, particularmente neste jogo com os vários castigados.

Messi volta a desenvolver e a assistir Higuain para o 4-0, numa altura em que os EUA até equilibravam. A perda de bola na cabeça da área resulta numa alta probabilidade de se sofrer o golo.

Os argentinos terminam o encontro com quase dois terços da posse de bola e com mais do triplo dos passes completados (625-191)! Não é necessário escrever mais nada.

Não faltaram nomes grandes na antecâmara do encontro, como é o caso do trota-mundos Milutinovic, de uma família de futebolistas, antigo internacional jugoslavo, avançado goleador, mas que fez nome posterior como técnico, recordista de presenças em Campeonatos do Mundo com diferentes selecções (cinco), a par de Parreira.

Nas bancadas houve colorido e beleza, festa e animação de parte-a-parte.

Uma terceira abordagem à pérola de Messi, desta feita com a narração argentina.

Os argentinos já somam 18 golos no torneio.

Pode rever o jogo completo aqui

https://www.youtube.com/watch?v=J3Xv93BuIOc

Autor: António Valente Cardoso

 

 

 

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