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Copa América Centenário, Quartos III

Messi serviu um Malbec à ‘Vinotinto’, foi argentina a classe vinícola.

Martino volta à forma inicial depois do descanso no terceiro jogo mas Messi é titular pela primeira vez e, por isso, é Gaitán a flectir para a esquerda, com o ‘génio’ do Barcelona a partir da direita.
Dudamel também regressa à formação original, apenas obrigado a ter González na direita, face à lesão de Rosales.

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Entrada avassaladora da Argentina, com Messi a exibir tremenda ‘fome de bola’. A Venezuela com dificuldade para se ajustar às movimentações argentinas e travar as investidas sucessivas.
Depois de tentar penetrar, Messi refugia-se na linha direita, descobre Higuain na área e o ‘Pepita’ a marcar como se pede a um ponta-de-lança, todo esticado no chão a concretizar.

O golo dá fôlego à Venezuela, que responde aos 11 minutos e está perto do golo, mas Romero mostra-se seguro.

A Argentina continua a controlar e a Venezuela a evidenciar dificuldade nas marcações, contudo equilibra o encontro. Messi parece ser derrubado na área aos 22 minutos mas o árbitro dá ordem de seguir o encontro e no minuto seguinte é Gaitán a ganhar a linha na esquerda, passar atrasado para um remate de primeira de Higuain, que um defesa venezuelano bloca.

Augusto Fernández é o médio encarregado de cobrir a liberdade de Messi, estando mais preocupado no apoio a Mercado e fecho na direita.

Antes da meia hora Ángel dá em Figuera, virado para a baliza, e o médio defensivo da ‘Vinotinto’ realiza um passe atrasado infantil, para ninguém, com Higuain a limitar-se a recolher, contornar Dani Hernández e bisar na partida. Isto pouco depois de Gaitán ser amarelado, o que o deixará fora da meia-final.

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Romero revela-se eficiente em várias ocasiões. Aos 34 minutos Mascherano é desarmado e é o guardião a impedir o golo a Salomón Rondón. Aos 39 o avançado volta a ter uma oportunidade, ganha de cabeça e bola vai ao ferro.

Venezuela fecha a primeira parte por cima. Feltscher tem um remate aos 40 minutos, este bate num argentino e Romero volta a sobressair com um enorme golpe de rins. A perda de bola de Mascherano a deixar a ‘Albiceleste’ intranquila.

Finalmente, aos 42 minutos, a insistência venezuelana traz frutos e ganha grande penalidade, desta feita com uma saída a destempo de Romero. Seijas marca o penalti à ‘Panenka’ e Romero limita-se a agarrar a redondinha. Depois do amarelo logo aos quatro minutos, Seijas candidata-se a ficar no balneário ao intervalo.

Argentina entra veloz na segunda parte, Messi novamente no papel de ‘10’, encontra Gaitán na esquerda, este ataca o espaço vazio, entra na área, dá atrasado em Higuain que, desta feita, falha a concretização. Apesar da infantilidade, Seijas permanece no terreno, não há alterações ao intervalo, mas é o primeiro a sair, antes dos 10 minutos da segunda metade, para dar lugar ao excitante Juanpi e depois de mais uma perda de bola.
Tomás Rincón cresce no jogo, foi ele que catapultou a equipa para diante e é novamente o médio ‘vinotinto’ quem dá bola à Venezuela na segunda parte. Josef Martínez tem estado discreto neste encontro.
A Venezuela podia ter relançado o encontro ao intervalo, mas é a Argentina que ‘mata’ o encontro à hora do desafio. Mais um passe errado na zona defensiva venezuelana, recuperação de bola, Messi dá em Gaitán, este devolve ao capitão e Messi faz o seu quarto da Copa 100. O capitão argentino ‘pintou a manta’ e recebe o troféu de homem do jogo.

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Rondón já merecia e aos 70 minutos vê uma bola a voar alta vinda direita, assistência primorosa de Tomás Rincón, eleva-se muito bem e raspa para o golo depois de bater no poste. A ‘Vinotinto’ nem celebra pois na resposta Lamela recebe de Messi, remata e Dani Hernández tem uma abordagem menos feliz, permitindo o 4-1 aos argentinos.

Expectativas goradas na entrada de Juanpi Añor. O jovem formado no Málaga não teve uma bola para tentar desequilibrar ofensivamente e quando a teve não deu sequência, perdendo-a facilmente.
Acabou por ser um triunfo fácil da Argentina, no entanto condicionado pelos momentos acima notados, nomeadamente a infantilidade na marcação do penalti por Seijas, que levaria o jogo para o intervalo com 2-1 caso tivesse concretizado. Face ao jogo reactivo e na expectativa dos EUA, será um duelo bastante curioso entre argentinos e norte-americanos, até para perceber como Klinsmann colmatará as baixas por suspensão e condicionará os desequilíbrios que Messi promete fazer. Nota para as cerca de 48 horas extra de recuperação dos EUA face à Argentina.

https://www.youtube.com/watch?v=nhPjH76xurY

Autor: António Valente Cardoso

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