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Copa América Centenário, Quartos IV

E ao sétimo… o Chile descansou! Maior derrota da história do México, maior vitória chilena de sempre!

ADAS

O México mantém os dois centrais, agora com Araújo e Moreno, abdicando da ideia de partida na prova – e que a ‘Tri’ já vem utilizando habitualmente há bastantes anos, com Aguilar na lateral direita, Layún à esquerda e Dueñas a segurar a posição de médio mais defensivo. ‘Chicharito’ Hernández é titular na frente e o miúdo Hirving Lozano, de 20 anos, também conquistou lugar após a exibição no terceiro encontro.

Pizzi tem Fuenzalida na posição de Isla, Beausejour na lateral esquerda e é Puch quem entra no onze.

Começo de encontro veloz para os dois lados. O Chile a conseguir criar as primeiras oportunidades, no entanto a finalizar de forma menos conseguida. Puch sem pressão, a entrar muito bem na partida, belo entendimento com Fuenzalida, é ele que consegue o primeiro brua no estádio, lançado por Vidal, o toque num mexicano é que impede um quase certo golo.

O México tenta responder mas vai falhando no último passe.

Edson Puch a marcar o primeiro. Permuta de posições no ataque, Alexis abre na direita, domina a bola, protege-a dos adversários, aguarda a chegada de Díaz à entrada da área, remate forte do médio, Ochoa palma e Edson Puch, na esquerda, a compensar e entender a movimentação de Alexis, encosta para o 1-0.

Chile baixa o ritmo e finalmente, aos 20 minutos, o México consegue ter alguma construção de jogo. Equilíbrio de jogo, no entanto continua a ser o Chile a criar mais perigo. Puch a revelar-se o ‘duracell’ da equipa, fortíssimo e muito veloz ofensivamente e muito bem a fechar a subida de Layún na primeira parte. Pelo contrário, do outro lado Lozano parece sentir a responsabilidade do jogo e as exigências de uma bancada maioritariamente mexicana.

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Excelente desenvolvimento chileno com Vargas a segurar primeiro, esperar pela equipa, dar atrás em Puch, envolvimento de Vidal e Alexis, bola a bascular da direita para a esquerda, desmarcação, contudo Vargas ligeiramente adiantado.

Uma entrada a destempo de Vidal vale-lhe amarelo e deixa-o fora das meias-finais.

Depois do trabalho mais pela direita na primeira meia hora, o Chile vira para a esquerda, bem oleada, e é daqui que surge o segundo golo. Puch primeiro numa decisão precipitada na direita, a partir de uma bola que já havia iniciado na esquerda, o ressalto leva a bola para a lateral, Beausejour combina bem com Alexis, bola em Vargas, que se desmarca dentro da área e em suplesse bate facilmente Ochoa. O Chile chega ao intervalo totalmente por cima do jogo, inesperada superioridade da ‘roja’.

Dueñas não conseguiu de todo, também por falta de apoio de Guardado e Herrera, travar o poderio do miolo chileno, onde Díaz-Aranguiz-Vidal combinam muito bem. Osorio retira Dueñas e o jovem Lozano ao intervalo, colocando Peña e Raúl Jiménez, que entra de rompante na segunda metade.

Uma perda de bola de Herrera no miolo defensivo vê o Chile romper rapidamente e apontar o terceiro aos 49 minutos, Vidal vital na recuperação e combinação com Alexis, a parelha que tão bem se dá no relvado.

O Chile não reduz velocidade, nova recuperação de bola e 4-0. O principal prato da refeição que compunha os quartos-de-final apresenta uma enorme surpresa na sua evolução, que se antevia bem equilibrada e até com favoritismo mexicano à partida.

Osorio deverá estar arrependido por ter abdicado do sistema de três centrais, que ainda acumulou um outro central (Reyes ou Rafa Márquez) na posição ‘6’.

Novo envolvimento colectivo chileno de alto nível pela esquerda, Beausejour, Vidal e Alexis, com o extremo reconvertido em lateral a dar atrasado e Vargas a fazer o hat-trick, assumindo a liderança da tabela de goleadores da Copa 100.

Aos 61 minutos, já com o ‘estalo’ (5-0) no marcador, o México tem a melhor oportunidade com Peña perto de marcar depois de Jiménez ter saído bem pela direita, ganho a área, na linha, e assistido Peña, mas a bola bate num chileno e sai para canto.

As piores derrotas em toda a história do futebol mexicano foram um 8-0 de Inglaterra num particular em 61, 7-1 de Espanha no Torneio Olímpico de Amsterdão em 1928, 6-0 da Alemanha no Mundial de 1978 e cinco ‘estalos’, Itália em 66 e 84, ambos particulares, Alemanha em 66 e Brasil em 92, igualmente em amigáveis, e os 5-0 do Brasil no Mundial de 1954. O primeiro desaire de Osorio à frente do México já entra para os livros, é a maior derrota de sempre em jogos oficiais para os mexicanos.

Para o Chile, é necessário ir à Copa América de 1979 (7-0 à Venezuela) para ver um resultado mais volumoso, em 1955 na Copa América também, foram 7-1 ao Equador, em jogos oficiais. Em 1997 o Chile bateu a Arménia por 7-0 num particular e iguala os 6-0 à Venezuela na qualificação rumo ao Mundial de 1998 e a mesma meia dúzia aplicada ao Iraque num amigável em 2013, ou seja, um 7-0 que iguala o maior resultado de sempre do futebol chileno.

Mark González entra para o lugar de Beausejour e na primeira intervenção ganha a linha, vê Puch atirar no ferro e Vargas, com ângulo fechado consegue um poker.

Nota ainda para Alexis Sánchez que, com o golo obtido, igualou Iván Zamorano como o segundo maior goleador de sempre da ‘roja’, 34 golos, agora a somente três do líder, Marcelo Salas. Com o ‘poker’ deste encontro, Eduardo Vargas já tem 31 tentos, é o 4.º e ameaça tornar-se no maior goleador da história do Chile, quem diria.

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A ‘roja’ de Pizzi está em crescendo e o encontro diante da Colômbia é bastante prometedor. A final de 2015, que passou a pouco provável após a cinzenta entrada chilena, ganha todo um colorido novamente e pode mesmo repetir-se.

Que destruição!

Autor: António Valente Cardoso

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