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CP – Série E – Leões de Faro dominam quase sem reparo

Campeonato de Portugal – Série E – Leões de Faro dominam quase sem reparo.

Farense lidera Série E do Campeonato de Portugal com apenas quatro golos sofridos!

O histórico Farense, sob égide do antigo médio Rui Duarte, realizou uma 1ª volta da Série E quase imaculada, apenas um empate e uma derrota, quatro golos consentidos, antecipam um rápido retorno à Ledman LigaPro. Porém, os perseguidores não estão longe.

Como já antes sublinhámos, os dados compilados assentam não somente na nossa própria observação, mas igualmente do disponibilizado pelos sítios zerozero.pt, foradejogo.net e fpf.pt, os ajustes nos mais utilizados não significam modelos de jogo replicados, antes uma adaptação dos futebolistas com mais minutos às suas posições, daquilo que se conhece.

A Série E será a que possui uma maior clivagem ao virar o turno, os cinco primeiros parecem situar-se num campeonato bem distinto dos restantes, prevendo-se uma renhida disputa pela manutenção entre os restantes emblemas.

Aquilo que os ‘Leões de Faro’ estão a realizar defensivamente é realmente extraordinário, zero golos sofridos fora de casa, apenas com pário nos ‘Gansos’, que no Pina Manique apenas consentiram um tento na 1ª volta!

A média de golos da Série E, após 15 rondas, está pouco acima dos 2,5 golos por encontro, um quarto dos jogos terminaram em empate e a percentagem de vitórias casas está ligeiramente sobre os 62 por cento.

Algo que se notará de forma mais pormenorizada na tabela estatística e na abordagem a cada clube é que nesta Série E há vários jovens em idade formativa, ou seja, com idade júnior ou juvenil, a alinharem nos plantéis seniores, das cinco séries pertencentes ao Campeonato de Portugal 17/18 é a que mais apostas apresenta neste ponto em concreto, seja pelas dificuldades financeiras, seja por opção, correcta, directiva. Um exemplo a seguir, apesar dos clubes que pesam na balança em favor dessa utilização se encontrarem no fundo da tabela, salvo os investimentos fortes – algo ainda para ver de forma consistente em Portugal – que realmente cheguem para catapultar imediatamente os clubes/SAD para patamares profissionais ou os utilizem, mas com salvaguarda clara de todo o clube, como plataforma giratória para promoverem talentos e os transferirem.

Farense

Foi há 4ª jornada da Série E que o Sporting Farense perdeu os primeiros pontos e sofreu golos, uma derrota caseira na recepção ao Casa Pia por 1-2. Foi necessário aguardar até à 10ª, no São Luís novamente, diante do grande rival Olhanense, para os ‘Leões de Faro’ sofrerem novo tento, desta feita em gorda vitória por 4-1. Mérito ao Olímpico Montijo, a única formação a manter a baliza virgem perante o líder incontestado da Série E, na ronda 12. O quarto golo sofrido pelo Farense aconteceu na jornada seguinte, em recepção aos também algarvios do Almancilense.

Rui Duarte mostrou-se em Os Belenenses e no Estrela Amadora, contudo a sua carreira levou um rumo a sul e é no Algarve que está há uma década. Tudo começou com um empréstimo dos ‘Tricolores’ ao Olhanense, clube onde permaneceu até meio da época 14/15, quando faz a transição para a vizinha Faro e para o Farense, onde pendura as chuteiras e inicia de imediato o trajecto banco/directivo. Depois de ser adjunto nos ‘Leões de Faro’, Rui Duarte assumiu o comando técnico, com o sucesso que se está a ver, esta é a temporada de ‘baptismo’, na época passada foi solução de recurso.

Hugo Marques enche a baliza. O angolano que nasceu na pitoresca localidade de Fão, em pleno Minho litoral, tem 32 anos e faz parte do amplo núcleo de futebolistas lusos sem oportunidades a sério de se afirmarem nas ligas profissionais. Depois dos ‘Lobos do Mar’, trocou Varzim por FC Porto nos juvenis, a tempo de chegar às selecções jovens portuguesas. Esteve na ‘B’ portista durante a 2ª experimentação ‘B’, chamemos-lhes assim, em Portugal, no derradeiro ano desta (2006).

No União Lamas, ano de estreia de Pedro Martins como treinador, foi segunda opção, cenário que não se alterou com a mudança a meio da temporada para o Vila Meã. Em Barcelos não foi diferente, apenas alinhando de forma consistente na cedência pelo Gil Vicente ao Tirsense, onde no banco estava Quim Machado e Hugo Marques entrou para suprimir a ausência de outra das estrelas do Campeonato de Portugal 17/18, Pedro Albergaria, que sofreu uma séria lesão no joelho em 08/09.

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A Angola ancestral, das raízes familiares, chamou-o e Hugo Marques voou para brilhar no Kabuscorp e no 1º Agosto. Depois do Mundial de sub17 de 2003 com as ‘Quinas’ ao peito, Hugo Marques participou na Taça Africana das Nações 2012 pelos ‘Palancas Negras’.

Na época passada retornou para defender a baliza serrana do Sporting Covilhã e joga agora no Farense, onde apenas concedeu quatro golos.

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Outros reforços para 17/18 na defesa foram o brasileiro Pedro Kadri, oriundo do Louletano, e Bruno Bernardo ‘Sapo’, de volta ao clube que ajudou a subir da III à IIB em 11/12, depois de ter estado na histórica subida do Cova da Piedade à Ledman LigaPro, onde também esteve o almadense André Ceitil, ele igualmente novidade no plantel farense desta época.

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Também bastante saudado foi o regresso de Alvarinho, após a sua prolongada aventura polaca, quatro épocas, ao clube onde se formou, claramente a trazer mais-valias para os ‘Leões de Faro’ e a valorizar a Série E.

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Os ultra-veteranos Jorge Ribeiro, Neca e Livramento garantem imensa experiência de ‘Primeira’ e o Bom Futebol Farense pode ser visto a cada jornada. O brasileiro Jorginho está com um golo a cada 74 minutos, é outro nome bem rodado nesta equipa. O goleador é, contudo, Fábio Gomes, ainda a seguir na excelente forma que apresentou no Operário durante a época passado, ele que também já passou por Faro há um par de épocas atrás.

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O São Luís tem sido um excelente exemplo de como a ligação do clube à sua cidade pode ser construída, reabilitada, renascida, num estádio que tem estado quase sempre muito bem composto para os encontros do seu Farense. Este documentário realizado pelos jovens da Escola de Tecnologias, Inovação e Criação do Algarve diz algo sobre o que é o Farense.

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A par da experiência, o plantel liderado por Rui Duarte tem alguns jovens a despontar. Ceitil, Kadri ou Tavinho já são conhecidos no Campeonato de Portugal, mas são elementos de valia e potencial ainda a desenvolver.

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A experiência é chave e os mais utilizados superam os 30 anos de idade em média, num plantel onde já jogaram 21 elementos, com os lusitanos a estarem na casa dos 62 por cento e sete das onze caras novas se encontram entre os mais usados.

Pinhalnovense

Em Pinhal Novo há um accionista maioritário chinês com o propósito de colocar o Pinhalnovense nas ligas profissionais, enquanto continua a procurar promover e trabalhar vários jovens futebolistas chineses no Campeonato de Portugal, não apenas na Série E, mas noutras também.

O plantel mudou de gestão técnica, algo que tem sucedido amiúde no clube, acabando por virar a sete pontos da frente em virtude da clara derrota em Vila Real de Santo António a fechar a 1ª volta.

Pedro Felício Santos iniciou a temporada no banco, mas sucedeu-lhe Ricardo Cravo, de volta a Portugal após a experiência irlandesa no Athlone Town, que iniciou com um empate a sua estada no clube, vencendo posteriormente todos os desafios na Série E, sete, até à derrota no final da 1ª volta.

O Pinhalnovense conta com vários futebolistas experimentados no futebol português, dos quais se destaca o central formado em Alvalade Miguel Ângelo, antigo internacional em todas as categorias jovens lusas. O sadino luso-francês Alain Pilar é outro nome rodado, assim como o abono ofensivo Diego Zaporo, mas longe daquilo que se observa em Faro.

De entre os jovens ainda em fase de crescimento e desenvolvimento, o sénior de primeiro ano Miguel Sousa está a ter bons minutos, mas a nota principal segue para o criativo Fábio Arcanjo, para o lateral Miguel Pinéu, para José Lúcio ou para Rogério Mesquita, todos ainda com margem de progressão elevada e a aspirarem a um salto.

Para a segunda parte da época o Pinhalnovense sofreu uma baixa importante, Ely Fernandes. O cabo-verdiano foi contratado pelos romenos do Gaz Metan Medias, não desperdiçando a chance de se estrear num primeiro escalão, apenas mais uma prova da qualidade que inunda todo o Campeonato de Portugal, não somente a Série E. Ely surgiu nos seniores do Sport Lisboa e Marinha, ajudou a equipa a subir da II para a I Distrital de Leiria e os seus golos levaram-no ao Marinhense, onde continuou a marcar. Esteve na Segunda Liga ao serviço de Oliveirense, Santa Clara e Gil Vicente, regressando à zona da Grande Lisboa para o projecto do Vilafranquense, que ajudou a voltar aos Nacionais e que trocou esta época pelo Pinhal Novo. São seis golos, no entanto a sua saída abre espaço e mais tempo de jogo para o luso-angolano Sócrates Pedro.

No Pinhalnovense foram usados 20 futebolistas, com taxa de lusos nos 70 por cento, idade média do plantel em cima dos 25 anos, dos onze mais a subir consideravelmente, para perto dos 27,5 anos, 14 caras novas, das quais nove entram nos onze mais e dois futebolistas feitos no clube.

Casa Pia

Ao fim da 1ª volta na Série E, Casa Pia e Pinhalnovense estavam empatados com 33 pontos. Duas derrotas dos ‘Gansos’, diante dos de Pinhal Novo e em Olhão viram mudanças classificativas, contudo os casapianos mantêm-se firmes na luta pelos primeiros lugares.

Antigo defesa, Tiago Zorro deixou de jogar em 2010 e iniciou-se nos escalões formativos do Alverca, realizou uma época em cada escalão e transitou para os seniores do Alverca em 15/16, saltando para o Casa Pia na temporada passada. Com 37 anos apenas, Tiago Zorro é mais um treinador para acompanhar atentamente no futuro, promete.

Apesar das muitas novidades (14), o Casa Pia apresenta-se, como os rivais, com bastante experiência, Rafael Marques tem sido um pilar na baliza, apenas com 10 tentos consentidos. Deixou o Oriental para assumir preponderância nas redes dos ‘Gansos’.

Casa Pia x Moncarapachense

Rodrigo Moitas está a ter um debute sénior impressionante. Cedido pelo Real Massamá aos casapianos, o jovem lateral esquerdo prova a necessidade de tempo de jogo na transição júnior-sénior. Para seguir.

Casa Pia x Estrela Vendas Novas

Abel Pereira é outro nome a trocar o Oriental pelo Casa Pia em 17/18. Defesa polivalente, já esteve a usufruir do belo sol cipriota, sendo mais um nome forte na linha defensiva dos ‘Gansos’. Bruno Lourenço, antigo formado do Vitória sadino, cimenta o seu espaço no Casa Pia, esta temporada a somar já três golos, um máximo de carreira.

Andrezinho, oriundo do Alverca, bem conhecido de Zorro, bem apoiado por Coito, Ganhão, Tom e mais recentemente Vasco Varão, calcorreia espaços rumo a um lugar acima na pirâmide do Bom Futebol.

Casa Pia x Armacenenses

Este Casa Pia pode ser seguido, pelo menos no Pina Manique, através da plataforma mycujoo.tv, o que permite observar de forma mais atenta os futebolistas e as ideias de Tiago Zorro e respectiva equipa técnica.

Olhanense

A aposta dos algarvios era para logo retornarem à Ledman LigaPro, mas a concorrência está fortíssima e a equipa necessita de melhorar nos desempenhos fora de casa para manter a perseguição e apertar a liderança.

Bruno Saraiva deixou o clube à 10ª jornada e entrou Nilton Terroso, luso-franco-canadiano de 38 anos com várias temporadas a trabalhar no Cardiff City. A entrada deste coincidiu com a primeira e única derrota caseira dos de Olhão, no entanto depois apenas somou vitórias até à viragem (4).

Apesar da ampla remodelação de plantel, o Olhanense tem equipa para disputar a subida, como está a fazer, contando com os experientes Ivo Nicolau e Daniel ‘Materazzi’ no centro da defesa, com Mouhcine Hassan, filho de Nader Hassan, cedido pelo Vitória Setúbal, no ataque, Tiago Jogo, cuja saída do Feirense ainda é algo por compreender – para nós, no miolo, os cabo-verdianos Mailó e Léléco, André Dias na lateral esquerda.

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Além destes, em debute etário sénior estão Jefferson Encada e Pedro Albino, que se assenhorou da lateral direita. No grande ‘derby’ algarvio – Farense, Olhanense e Portimonense são os principais emblemas da região mais a sul de Portugal Continental, os do José Arcanjo foram vergados por 4-1 no São Luís.

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Rúben Fidalgo e Rodrigo Parreira, de volta a Portugal depois de uma curta passagem pela III Divisão espanhola, têm-se mostrado em bela condição nos ‘rubro-negros’. Depois de duas temporadas de bom nível no Pinhalnovense, Fidalgo ruma ao Algarve em busca de mais, porém tem o ex-clube como rival directo na procura da subida, Parreira fez-se entre Benfica e Belenenses, brilhou no Operário e busca mais do que a escassez de tempo de jogo que conseguiu no Atlético CP na Segunda Liga.

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Em Olhão já foram utilizados 22 futebolistas, acima de 71 por cento de primeira nacionalidade lusa, idade média do plantel de 26,32, subindo ligeiramente para 26,36 nos onze mais, 10 dos quais reforços e um formado no clube. O Olhanense é a equipa mais admoestada nos da frente. O clube já utilizou um júnior.

Oriental

O histórico do Carlos Salema fecha o quinteto do topo, sendo que entre 2º e 5º distam apenas dois pontos nesta viragem de turno.

‘Mourinho dos Pobres’ é o homem que está ao leme do Oriental desde Novembro de 2016. António Pereira tem 61 anos e este é o seu 15º clube na condição de treinador, numa carreira de mais de duas décadas, sempre entre a III Divisão e a II Divisão B, sem praticamente oportunidades para se mostrar nas ligas profissionais.

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Depois da inesperada derrota face ao Castrense e na ronda seguinte em Faro, o Oriental obteve cinco triunfos e dois empates para permanecer na rota da subida.

No plantel estão nomes muito rodados como Marco Bicho, João Vicente, Laurindo, o brasileiro Sandro Silva e Hugo Machado, todos com experiência internacional, no caso de João Vicente ao serviço da selecção cabo-verdiana, os restantes em clubes, com natural realce para Hugo Machado, que esteve mais de uma década no estrangeiro, com uma passagem pela Naval 1º Maio pelo meio, regressando esta época de Creta, onde alinhava no OFI.

Em contraponto surge a brilhante época de Bura, cobiçado por emblemas de todo o lado depois de explodir neste Oriental. Um guineense de 22 anos, que se mostrou no Estrela Negra e no Bissau e Benfica antes da tentativa no distrital Vilanovenses, onde foi resgatado por alguém de belo olho no Engenheiro Carlos Salema.

Diogo David é outro nome a olhar atentamente, ele que regressou a Portugal após uma passagem pelos lituanos do Stumbras, projecto de Mariano Barreto, assim como Gonçalo Tavares, Ivan Dias e o guardião David Grilo.

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Bem orientado, este Oriental promete animar a luta até final pelo acesso aos lugares de promoção.

António Pereira recorreu a 22 jogadores na 1ª volta, numa média de idades de 26,20, subindo um ano se limitada aos onze mais utilizados. Mais de dois terços dos futebolistas são novidades para 17/18, nove dos quais a entrarem directamente nos mais utilizados, somente um formando do Oriental.

Armacenenses

O antigo guardião Ivo Soares é o responsável pela equipa de Armação de Pera, que segue em posição intermédia entre o quinteto do topo e a restante vaga de clubes que, em teoria, lutará pela manutenção na Série E do Campeonato de Portugal.

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É uma equipa quase inteiramente nova, chegaram vários elementos, entretanto, num plantel quase dividido entre portugueses e não-portugueses, com diversos colombianos e brasileiros.

Wyner Daniel Rodríguez é um dos ‘cafeteros’ que vai dando que falar no flanco direito da formação algarvia. Miguel Bandarra, Yan Mosquera, Leandro Ary, Márcio Meira, Elvis Mendes e o gigante Yuran Lopes são outros nomes com perfume nos relvados da Série E, a acolherem notas dos observadores dos jogos do Campeonato de Portugal.

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Ivo já chamou 29 futebolistas distintos para a Série E, 55 por cento portugueses, numa média de idade pouco inferior a 25 anos, contudo os onze mais utilizados baixam essa média para 23,71. São 22 as caras novas nesta segunda temporada do emblema nos Nacionais depois da histórica subida e manutenção na época transacta. Nenhum dos onze mais usados transitou da época anterior.

Olímpico Montijo

Herdeiro do Montijo, o Olímpico foi criado em 2007, estreou-se nos Nacionais em 2011, então na III Divisão, voltando a sagrar-se campeão de Setúbal e novamente a ingressar nos Nacionais, desta feita no terceiro escalão, Campeonato de Portugal, Série E.

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David Martins, antigo médio que fechou a carreira nas areias, é o homem que traz novamente o Montijo, terra de fama em termos de futebolistas e não só, para o palco nacional, ele que apenas está no seu terceiro ano de banco depois de se iniciar no Amora, acumulando com o apoio ao Sporting CP – Futebol Praia, e se ter sagrado campeão sadino ao leme do Olímpico.

A equipa é bastante jovem, tem ambição e ousadia, procurando os montijenses manter-se na Série E.

Nota para os jovens da casa como Marcelo Castro, figura do clube desde tenra idade, que permanece ligado ao Olímpico, no entanto pode chegar mais longe.

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O sadino Rui Dabó, presente na histórica estreia da Guiné-Bissau numa fase final da Taça Africana das Nações, é uma das novidades e assegura a baliza.

Dabó com 23 anos, Bruno Saraiva de 20, Nuno Cunha de 22, Leonardo Ferreira com 24 e o totalista Pedro Batista de 25 fazem uma linha defensiva bem jovem no Olímpico. A idade média do plantel utilizado situa-se abaixo dos 23 anos, subindo para 24,40 quando contabilizados somente os onze mais.

Moura

Tiago Raposo iniciou a temporada, foi substituído pelo antigo avançado Rui Maside, passando depois Raposo a orientar o Lusitano Moncarapachense no lugar de João Manuel Pinto, que se mudou para o Lusitano Vila Real Santo António.

Quatro empates e uma vitória nos últimos cinco desafios da 1ª volta na Série E tiraram o Moura da zona de despromoção, mas o cenário é bastante apertado para todos os que se encontram na disputa da permanência.

Infamara ‘Drogba’ Camara chegou esta época a Portugal vindo do Lagartos de Bambadinca, um avançado de quase dois metros, bissau-guineense, mas não de Bissau, com 22 anos, que poderá ser bem burilado para atingir outros patamares

Moura x Olímpico Montijo

Moura x Moncarapachense

O extremo Miguel Lopes tem sido outra das sensações no emblema alentejano. Depois de findar a formação no Restelo, o jovem rumou à Holanda, mas não ‘calçou’ no FC Eindhoven, regressou a Portugal para alinhar no Eléctrico Ponte de Sor, aí também sem grandes oportunidades, o que finalmente surgiu na época passada ao serviço do Malveira, onde apontou 14 golos. Tem faro de golo, bate bolas paradas, é um futebolista para dar o salto, tenha cabeça e crença.

Moura x Sporting Ideal

Menos de metade dos futebolistas utilizados são portugueses, idade média a aproximar-se dos 26 anos, subindo para perto dos 28 quando cingida aos onze mais usados.

Metade das caras novas (12) faz parte dos onze mais utilizados no Moura, onde se estreou um júnior de primeiro ano (Ricardo Machado). O brasileiro Lucas Santos é totalista da equipa.

Almancilense

Em Almancil também já existiu mudança técnica, aqui por duas vezes. Luís Moreira começou a temporada, Filipe Sousa sucedeu-lhe e no final da 1ª volta chega o brasileiro Eduardo Húngaro, de volta a Portugal oito anos depois de um trabalho interessante na Sertã.

A Sociedade Recreativa Almancilense viu-se ameaçada de extinção no final de 2016, no entanto surgiram novos investidores na SAD. O propósito é rivalizar com os históricos algarvios e guindar Almancil para o futebol profissional, mas não se afigura nada fácil esse propósito.

Dois empates e três derrotas fecharam a 1ª volta nesta Série E para o Almancilense, deixando a formação algarvia em zona periclitante da tabela.

Casa Pia x Almancilense

Foram utilizados 27 futebolistas, somente 37 por cento dos quais portugueses. O nigeriano Adewale Sapara tem sido uma das figuras da equipa, já com seis tentos apontados na Série E do Campeonato de Portugal. O plantel sofreu várias remodelações e promete mudanças para a 2ª volta, a par de Húngaro chegaram do Brasil vários outros reforços. Edinho Júnior, filho do brasileiro Edinho, que brilhou no Vitória Guimarães, faz parte do lote de bons valores que o Gaz Metan Medias veio buscar, e bem, ao Campeonato de Portugal para enfrentar a segunda parte da liga romena. Para a equipa romena foram Ely, Diogo Rosado e Mário Rondón, apresentados há um par de semanas pelo clube.

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O guardião Ravi rumou ao União Madeira e Ivan Silva reforçou o rival da Série E Armacenenses. Ao clube chegou o veterano médio defensivo brasileiro Diogo Melo, que estava no Recreio Águeda, o seu compatriota Bruno Torres, que chegou do Moura e o menino Gabriel Oliveira, sénior de primeiro ano, formado entre Atlético Paranaense e Internacional Porto Alegre, a quem Eduardo Húngaro incumbiu de substituir Ravi na baliza para fechar a 1ª volta.

Sporting Ideal

A Ribeira Grande, em São Miguel, tem o seu Sporting Ideal a segurar posição na Série E, mas a manutenção começa a parecer cada vez mais complicada, sendo de realçar a aposta no talento local.

Luís Roquete abandonou o comando do clube onde estava há algum tempo, entrando o jovem André São Miguel, de somente 28 anos, que acompanhou Jorge Simão nas várias empreitadas deste, Mafra, Belenenses, Paços Ferreira, Chaves e Sporting Braga, agora a estrear-se como treinador principal, numa árdua tarefa de manter o Ideal pela quarta época seguida nos Nacionais.

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Xexé, João Grilo, ambos formados no clube, Rafa Benevides, Hélder Arruda, também açorianos, ou Bertrande Valentão vão-se mostrando no Ideal, procurando vencer os custos da insularidade e ganhar dimensão mediática para que o seu futebol suba para outros patamares competitivos.

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Matheus Troche, formado entre Santos e Fluminense, deixou o Brasil no ano passado para alinhar no secundário sueco Angelholms, a chegar esta época ao Ideal para disputar um lugar na linha defensiva. O jovem brasilo-paraguaio de 21 anos procura um lugar ao sol.

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A equipa não deixa de ter rostos com muitos anos de futebol, como o sejam Hugo Santos, Artur Santos, Marco Aurélio e Paulo Dinarte, já tendo sido utilizados 21 futebolistas, 19 dos quais lusos, numa média de idades perto dos 26 anos, subindo em quase um ano quando apenas se contabilizam os onze mais.

Moncarapachense

João Manuel Pinto liderou o regresso, mais de quatro décadas depois, do Lusitano Moncarapachense aos Nacionais, desta feita directamente para o terceiro escalão, Série E, uma vez que a III Divisão (quarto escalão) foi extinta pela FPF há alguns anos, deixando Portugal como o país com futebol de primeira linha a ter menos divisões nacionais na Europa.

O antigo central trocou Moncarapacho por Vila Real de Santo António e ao Moncarapachense chegou Tiago Raposo, que havia começado a temporada no Moura.

A equipa terminou a 1ª volta com uma derrota, porém esta sucedeu a um empate e dois triunfos, que relançaram o clube na luta pela permanência.

Este é outro plantel com diversas entradas e saídas já em plena temporada, onde está Márcio Sousa, o menino ‘Maradona’ que sucumbiu à própria alcunha. Estrela das selecções jovens, campeão europeu de sub17 em 2003, numa altura em que tinha João Moutinho como seu ‘suplente’, mas a não conseguir dar azo a todo o seu talento potencial na transição para sénior e fez carreira nos escalões secundários, agora a deixar o centro do país, ele que é vimaranense de berço, para experimentar os ares do Algarve.

Outro nome com forte passado é Pedro Neves, internacional luso sub20 e sub21 no Alverca primodivisionário, também a não conseguir, depois dos alverquenses, exprimir todo o seu talento e manter o estatuto, fazendo idêntica carreira à do criativo de Guimarães, nos escalões secundários.

Também o flaviense Lameirão tem um passado de algum nome, com várias épocas no segundo escalão luso, a experimentar o terceiro clube, algarvios todos, em duas épocas, depois de Armacenenses e Almancilense na temporada transacta.

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João Rosa chegou do Olhanense para um debute sénior com bastantes minutos, mas nomes como Fábio Marques, Fábio Teixeira ou Diogo Romeiro têm sido os mais decisivos no Moncarapachense.

Em 27 futebolistas utilizados na 1ª volta a idade média supera os 28 anos, é o plantel mais experiente a par do líder Farense, ainda que distante deste na tabela, repetindo-se a mesma situação nos onze mais, acima dos 30 anos. Das 15 caras, várias a chegarem durante a época, cinco fazem parte dos mais utilizados.

Castrense

Carlos Machado, conhecido enquanto jogador como Calú, entrou no clube de Castro Verde em Novembro de 2014, depois de uma carreira realizada no Algarve, formado no Portimonense, onde iniciou carreira sénior, passando posteriormente por Imortal, Louletano, Olhanense e fechando o ciclo no Silves, onde se iniciou como técnico e pelo qual conquistou a Taça da AF Algarve, 2011, mudando-se de seguida para o Lagoa, passando pelos juniores do Portimonense e retornando ao Lagoa, de onde saiu para assumir o Castrense, que já levou duas vezes ao título bejense e à consequente promoção aos Nacionais. Na temporada passada foi tripla conquista, campeonato, taça e supertaça da AF Beja para o antigo defesa luso-angolano.

Conquistada nova entrada na Série E do Campeonato de Portugal, o objectivo passa naturalmente pela manutenção, com muitas entradas, entre as quais o brasileiro André Tonon, um dos desequilibradores da equipa. O goleador Yaggo Gomes, também ‘canarinho’, mudou-se para Os Armacenenses, deixando a equipa órfã do seu poder de fogo. Para compensar essa baixa chegou o experiente Fábio Martins, ex-Almancilense, também oriundo de ‘Terras de Vera Cruz’.

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Outro nome interessante no plantel é o luso-sul-africano Michael Habib, algo que se aplica também ao jovem lateral Miguel Silva, chegado do Gafetense depois da formação entre Belenenses e Casa Pia. Também o são-tomense Lúcio Oliveira, ex-júnior do Portimonense e que Calú orientou no Lagoa e trouxe para Castro Verde, mostra potencial a ser burilado.

Casa Pia x Castrense

A equipa já não vence desde a jornada 7, somou cinco empates e três derrotas até ao final da 1ª volta, estando obrigado a encontrar novamente o caminho dos triunfos, sob pena de voltar ao distrital bejense em 2018.

Apesar das mudanças e das baixas, o Castrense apenas recorreu a 19 jogadores para os 15 encontros da 1ª volta na Série E.

Louletano

Clube sobejamente conhecido pela sua secção de ciclismo, chegou a ser o segundo emblema algarvio, apenas atrás de Farense, mas passa agora por uma fase de menor fulgor, o que levou a equipa de Loulé a olhar para dentro e apostar na prata da casa, o que ajuda fortemente a que esta Série E seja a que teve mais futebolistas ainda com idade formativa a pisarem relvados.

Sander Guerreiro iniciou a época, depois do bom trabalho no Armacenenses, mas acabou demitido à 11ª jornada, sucedendo-lhe Fanã, Fernando Pires, de regresso a Loulé 13 anos depois, ele que na última década tem passado mais anos no Médio Oriente (Omã, Kuwait e EAU) do que em Portugal, para tentar uma salvação de uma queda no distrital algarvio, algo que não acontece desde meados dos anos 80.

Três derrotas e um empate iniciaram este regresso de Fanã a Loulé, será preciso muito mais para escapar à despromoção. O último triunfo do Louletano ocorreu na jornada 6 da Série E, até término da 1ª volta.

Bruno Lúcio e Hugo Faria, dois dos formandos do clube, regressaram ao clube esta temporada, oferecendo a necessária experiência, a par de Bruno Carvalho, contrabalançando com os promissores da ‘cantera’ como Rodrigo Vilela ou Raul Carminho, com natural destaque para o ainda júnior Filipe Garcia. O Louletano parece ter queda para trabalhar esquerdinos em qualidade.

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Moura x Louletano

Em Loulé já se usaram 30 futebolistas, a média de idades está nos 24,35, subindo para mais de 26,5 nos onze mais. O fundo da tabela, com a excepção do Olhanense, está directamente ligado à disciplina, aqui estão os clubes com mais cartões exibidos, onde se inclui o Louletano, que tem 17 novidades, mas dez jogadores formados no clube, um número aproximado do que se anteciparia encontrar em boa parte dos emblemas do Campeonato de Portugal, no entanto bem longe disso.

Gonçalo Teixeira estreou-se na primeira equipa do Louletano a fechar a 1ª volta com golo. O jovem que completou 18 anos no passado mês de Novembro convenceu Fanã e promete continuar a somar minutos e a mostrar-se.

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Lusitano VRSA

Foi o italiano Carmine Esposito a liderar no banco mais um projecto algarvio com capitais estrangeiros, procurando desde a época passada a subida à Ledman LigaPro, porém longe desse propósito.

A mudança técnica ocorreu à 9ª jornada, passando João Manuel Pinto de Moncaparacho, em Olhão, para a fronteira sul com Espanha, Vila Real de Santo António, acumulando o clube desde aí duas vitórias, duas derrotas e dois empates até ao final da 1ª volta.

Este projecto, associado a, pelo menos, um representante de futebolistas, trouxe para o Lusitano vários jovens, colombianos, brasileiros, italianos, sendo o núcleo português utilizado 35 por cento do total.

A figura, contudo, tem sido lusa, o avançado vimaranense Zé Pedro, autor de seis golos na 1ª volta da Série E, nesta sua estreia sénior, ele que concluiu a formação entre Sporting CP, Varzim e Gil Vicente, depois de ter trocado o Vitória Guimarães por Alcochete na transição juvenil/júnior. Com 1,90 m está a mostrar-se um finalizador, como se pede do ponta-de-lança.

O local Valter Fernandes é outro nome a seguir de forma mais atenta, também sénior de primeiro ano, mas que já se havia estreado pelo Lusitano VRSA na época passada, nesta temporada a saltar do banco imensas vezes e já com dois golos, um ala que quer chegar mais longe. Olho ainda em Lucas Leite, lateral esquerdo, formando do Sporting Braga, primeiro ano de sénior, a regressar agora ao Minho para representar o Merelinense.

Entretanto, João Manuel Pinto sentiu a necessidade de ter reforços e chegaram novidades, o avançado nigeriano Adelaja, ex-Fafe, de volta ao Algarve, e o médio Wanderson, ex-Felgueiras, ambos bem rodados no futebol português.

A média de idades do plantel e dos onze mais praticamente não varia, 23.75, sendo o quarto plantel mais fustigado com cartões na Série E.

Operário Lagoa

A equipa de Lagoa mantém-se nos Nacionais desde 1991, esta época está, contudo, a revelar-se complicada, mas André Branquinho, já figura emblemática do banco Operário, mantém-se ao leme da equipa. Aos 34 anos está no sexto ano como técnico principal da equipa, depois de ter passado de adjunto a principal durante a temporada 12/13. Faz sentido que assim seja, é sinónimo de consistência de projecto e de ideias. As únicas razões para mudar prendem-se com a perda do balneário ou inconsistência de jogo, pouca solidez, construção.

O Operário necessita de consolidar prestações, pelo menos, em casa, onde conta somente com um triunfo, sendo de sublinhar os juniores lançados por Branquinho. No plantel estão vários sul-coreanos

Oriental x Operário

Patrício Coelho, formado no Operário, Gonçalo Reyes, antiga promessa de Benfica e Vitória Setúbal, o cabo-verdiano Ariano ou o também local Dani Sousa são alguns dos nomes ainda bem jovens e com margem de progressão, ficando a curiosidade para perceber o que dará Manuel Câmara, ainda júnior de primeiro ano, mas já a fazer parte do plantel sénior do Operário e a alinhar na Série E.

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Botelho é um nome conhecido na baliza, assim como o central Paulo Renato, antigo internacional jovem luso formado no Sporting CP. Hugo ‘Chileno’ é outro jogador já bem experimentado. João Brum parece perder algum fulgor. Aos 22 anos, Brum é outro futebolista a seguir para perceber até onde pode evoluir.

O Operário utilizou 24 jogadores, numa média de idade 24.70 para 27.12 dos onze mais. Recordista de vermelhos, seis, o que eleva os cartões para o topo, a rivalizar com o Olhanense, porém com mais expulsões face aos ‘rubro-negros’, apenas atrás de Estrela Vendas Novas.

Estrela Vendas Novas

Com a retoma dos seniores em 2014, Paulo Mendes, então com 35 anos, foi o escolhido para tomar conta dos destinos da equipa. Foi no clube que se iniciou bem jovem como futebolista, aqui também terminou a carreira e traz a formação do Campeonato Carmim, na Associação de Futebol de Évora, para os Nacionais novamente, procurando evitar a descida da Série E de regresso ao campeonato eborense.

Rui Modesto, no flanco direito, e Rui Pereira, na defesa, são ainda juniores a entrarem na primeira rotação. António Podstawski acompanhou o irmão Tomás na viagem rumo à Margem Sul e neste seu primeiro ano de sénior vai ganhando muito tempo de jogo na lateral esquerda do Estrela.

Canina soma quatro golos e, a par do veterano Serginho, vai ‘tapando’ espaço ao nipónico Takeshi Hosaki, ao luso-guineense Tigana e a Gonçalo Serrano, mas há competitividade pela frente, ainda que faltem mais alguns golos, nomeadamente às alternativas.

Casa Pia x Estrela Vendas Novas

Casa Pia x Estrela Vendas Novas

Paulo Mendes recorreu a 23 jogadores, mais de quatro quintos portugueses, na quinta mais jovem média de idades da Série E. O clube tem nove produtos da casa, o que acaba por contrariar justificativas de falta de qualidade ‘local’, tem mais a ver com a vontade em trabalhar, desenvolver, acreditar e fazer acreditar os jovens do próprio clube.

Estrelas

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