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Damiano Tommasi e #cambiamoilcalcio

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Quando uma Candidatura Só Faz Sentido Por os Adeptos terem Voz…

O futebol é talvez o desporto mais democrático de todos. Pode ser jogado por todos, chama a si adeptos de todos os credos e religiões e qualquer local é óptimo para uma animada discussão sobre o desporto que mais paixões arrasta.

Contudo, verdade seja dita, apesar do escopo lucrativo, obviamente, necessário para que o jogo continue, pois se os clubes não tiverem lucros não poderão prosseguir a sua actividade, cada vez mais os clubes e as suas estrelas estão afastadas do comum dos adeptos.

E esse afastamento é reflexo óbvio de uma política de “separação de águas” entre clubes, jogadores e adeptos.

Ora, tal afastamento será, quanto a nós, um cruel erro, pois traz em si o risco da identificação entre os fãs e os seus espelhos (ou seja, ídolos) desvanecer-se… com resultados dramáticos nas bancadas!

Fruto disso, Damiano Tommasi, antigo internacional italiano que se destacou na Roma, e hoje, para além de presidente da Associação de Jogadores Italianos, candidato a presidente da FIGC (Federazione Italiana Giuoco Calcio), pretende levar ao jogo a sua essência, que são os adeptos!

Adeptos esses que serão a pedra basilar nessa candidatura a presidente da Federação de Futebol italiana, após a demissão de Carlo Tavecchio, caído em desgraça após a eliminação da “Squadra Azurra” às mãos da Suécia, no play-off de apuramento para o mundial da Rússia.

O Desporto-Rei é feito para os Adeptos

Assim, o antigo médio centro giallorosso sugeriu a todos os tifosi que enviassem para as suas páginas pessoais nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) três ideias para mudar o futebol italiano, caído em descrédito após a famigerada derrocada ocorrida em San Siro. Sob a hashtag #cambiamoilcalcio, o candidato, que pretende ser o representante de um movimento global no futebol transalpino, comprometeu-se já, em caso de vitória, em colocar em prática as três propostas que receberão maior consenso entre os elementos da sua lista.

E a adesão tem sido brutal…os adeptos italianos, verdadeiros apaixonados pelo desporto rei, não têm cessado de sugerir mudanças ao candidato, numa demonstração que o futebol é pensado por quem tem poder para mandar, mas também na tranquilidade dos lares de cada um existem boas ideias para fazer mais e melhor!

Assim, desde a redução do número de equipas na Série A (o principal campeonato italiano tem 20 equipas), ao modelo inglês na Taça de Itália sem cabeças de série, à criação de equipas B, bem como à redução dos estrangeiro nas equipa “Primavera”, sinónimo dos nossos juniores, tudo isso já foi proposto ao candidato, sendo, inclusivamente, as propostas com maior consenso.

Independentemente das que se destaquem, a verdade é que se trata de um sinal que o desporto-rei é feito para os adeptos e só existe em consonância com eles…caso contrário, entraríamos em dimensões paralelas em que o essencial do futebol estaria cada vez mais longe de ser integrado no próprio desporto…com todas as consequências funestas que daí adviriam!

Autoria: Vasco André Rodrigues (A Economia do Golo)

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