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A Degradação do Futebol em Portugal

A Degradação do Futebol em Portugal

“Todos os dias, jornada após jornada somos invadidos com discussões vergonhosas sobre as atuações dos árbitros, esmiuçadas até ao mais pequeno “frame”, batalhas campais em direto nos canais generalistas por “entendidos do futebol” que não sabem o que é uma simples transição e que querem apenas falar mais alto que o outro, denúncias anônimas , casos de possível corrupção, atos terroristas de adeptos contra os próprios jogadores do seu clube. Não há um dia em que o futebol português não seja arrastado para a lama e não existem os mínimos esforços para o retirar de lá.”

O Início

Foi em Inglaterra, em cerca de 1863 que foi criado e regulamentado um desporto que consistia basicamente em 11 jogadores e duas balizas de cada lado, em que o principal objetivo era o de colocar a bola na baliza adversária. Tão simples, mas tão complexo. Assim era, é e será o futebol.

Desde a sua criação, a evolução do Futebol foi repentina e cresceu a nível mundial sendo jogado de uma ponta à outra do globo, tornando-se o desporto-rei, aquele que movimenta mais praticantes, adeptos e dinheiro.

A Rivalidade em Portugal

Em Portugal o futebol chega no início do Sec. XX, época em que são criados os considerados três maiores clubes em Portugal: Futebol Clube do Porto, Sport Lisboa e Benfica e Sporting Clube de Portugal e posteriormente outros clubes importantes no contexto nacional como Sporting Clube de Braga e Vitória Sport Clube. Com a criação destes clubes o desporto em Portugal ganhou um grande protagonismo e sobretudo uma grande rivalidade entre os principais intervenientes.

Ao longo dos anos e de campeonatos disputados a paixão e a rivalidade dos adeptos portugueses aumenta. O Sporting CP e SL Benfica, clubes da mesma cidade e separados por apenas uma estrada conquistam a maior parte dos campeonatos, com destaque para os anos 40 e 50 dos “Leões” e para as duas décadas seguintes em que as “águias” conquistam campeonatos nacionais e o bicampeonato europeu (1961 e 1962), sendo este o período áureo do clube encarnado.

Mais tarde, a partir da metade dos anos 80, o FC Porto dá início à sua conquista desenfreada de vitórias, tanto nacionais como internacionais vencendo a prova máxima a nível europeu (1987 e 2004) e praticamente todos os anos as competições internas, apenas com algumas interrupções do SL Benfica. Desponta assim outra grande rivalidade no nosso futebol que continua até aos dias de hoje.

Nos últimos cinco anos o SL Benfica tem sido o clube mais vitorioso, tendo ganho quatro campeonatos consecutivos, série que foi interrompida pelo FC Porto. Tempos diferentes, a mesma rivalidade.

O Atual Estado do Nosso Futebol

Atualmente, o futebol em Portugal está num estado lamentável. Num país recentemente campeão europeu pela primeira vez o jogo em si, aquilo que realmente interessa, passou para segundo plano e os temas mais discutidos pelos mídia, isto é, jornais, televisões, rádios são aqueles que não interessam ao verdadeiro adepto do Futebol, aquele que é realmente apaixonado pelo jogo, pela sua essência, pela sua complexidade.

Todos os dias, jornada após jornada somos invadidos com discussões vergonhosas sobre as atuações dos árbitros, esmiuçadas até ao mais pequeno “frame”, batalhas campais em direto nos canais generalistas por “entendidos do futebol” que não sabem o que é uma simples transição e que querem apenas falar mais alto que o outro, denúncias anônimas , casos de possível corrupção, atos terroristas de adeptos contra os próprios jogadores do seu clube. Não há um dia em que o futebol português não seja arrastado para a lama e não existem os mínimos esforços para o retirar de lá.

Não há um dia em Portugal em que o futebol seja analisado por aquilo que nos fez a todos apaixonar por este desporto magnífico. Em vez da análise exaustiva aos lances polémicos prefiro um “slow-motion” àqueles golos que nos fazem ficar boquiabertos, em vez de discutir os bastidores do jogo de interesses, prefiro saber mais sobre os bastidores dos grandes jogos, no lugar de estratégias de comunicação prefiro analisar as estratégias das equipas e a suas tácticas, ao invés da exacerbada atenção dada aos dirigentes prefiro todos os holofotes virados para os reais intervenientes, e acima de tudo em vez de mortes e motins, desejo a união, o respeito e a festa… a festa do futebol.

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