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Diário de um Treinador – Parte 1

Diário de um Treinador

Diário de um Treinador – Parte 1

“Eu sou um treinador, não sou o Harry Potter. Ele é um mágico, mas no mundo real não existe magia. A magia é ficção e o futebol é real!” – (José Mourinho)

Quando comecei a praticar desporto, desconhecia o potencial papel e valor do treinador. Hoje, depois de vários anos em que ganhei um pouco mais de experiência nos treinos e competições, e depois de estar do outro lado, reconheço que tive excelentes treinadores, estes que são sem dúvida a minha fonte de inspiração. Percebo como pode ser difícil transformar em treino tudo aquilo que se pesquisa e trabalha em laboratório. Além de preparar o treino para que o atleta melhore, o treinador é responsável pela inspiração e suporte emocional que a maioria dos jogadores necessita.

SER TREINADOR (1)

Hoje sou treinador de jovens o que me obriga a grandes responsabilidades, pois o treinador tem influência sobre o seu desenvolvimento desportivo e ainda no seu desenvolvimento pessoal. O treinador tem que desempenhar vários papéis: dirigir, orientar, ensinar, demonstrar, corrigir, aprovar, estimular, motivar e ainda ser sensível às realidades de cada jovem. Não basta desenvolver os jovens desportivamente. É, sim, fundamental desenvolver as capacidades e qualidades inerentes a um ser humano.

Ser treinador é muito mais do que tirar um curso e orientar duas dúzias de jogadores em treino ou em jogo. Ser treinador é uma constante busca por excelência. É ter persistência para manter a nossa honra e humildade para assumir as nossas falhas. É ter paciência para fazer as coisas resultarem sem sentir falta de motivação para trabalhar.

É ter uma garra que vem de dentro e entusiasma os nossos atletas, e os lidera para uma superação sem igual. É ter vontade para abrir a mente, aceitar partilhas dos colegas e partilhar com eles, sem medo, as nossas convicções.

SER TREINADOR (2)

Ser treinador não tem a ver com saber treinar os jogadores para colocar o autocarro à frente da área para defender o resultado, ou dar aquele “chutão” para o ar! Cumpre ao treinador a criação  de um clima de trabalho onde permanentemente estejam presentes os valores fundamentais que dão origem à criação das chamadas equipas vencedoras. Desde o primeiro momento, perante as primeiras oportunidades. Que tal como um Engenheiro civil que avalia, estuda, estrutura a obra, forma a equipa e os alicerces para que no fim o edifício seja de excelência.

Mesmo que dizer que só ganham as equipas cujos alicerces de construção foram cimentados cuidadosamente em valores como: a ambição, a disciplina, a intensidade de trabalho, o aprender sempre, o executar bem, o altruísmo, a disciplina, a organização, o respeito mutuo, o não ter medo de perder mas uma vontade insaciável de ganhar.

A vida de treinador, é muito bonita. Mas, só quem a vive na primeira pessoa compreende as motivações. As nossas decisões nunca são as ideais. Parece que deveríamos ser mágicos, mas no mundo real não existe magia!

 

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