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Duelo de Castelos entre o Branco e o de Leiria com Recreio a espreitar

Duelo de Castelos entre o Branco e o de Leiria com Recreio a espreitar.

O Bom Futebol da União Leiria de Rui Amorim sofreu um abalo depois da primeira derrota na era do treinador portuense, contudo a formação leiriense retomou trilho e, com três triunfos seguidos após a derrota em Castelo Branco, para fechar a 1.ª volta a recuperar a liderança da Série C do Campeonato de Portugal.

Há uma evidente clivagem entre os nove primeiros e os sete últimos, com seis a descerem. São sete pontos entre Marinhense e Mortágua, porém ainda há muito que jogar e as alterações nos plantéis têm sido bastantes em todas as séries do Campeonato de Portugal 17/18, mais do que habitual e com muitos guarda-redes e mudarem de cores.

A média de golos por partida ronda os 2,5 e as vitórias dobraram os empates na 1.ª volta, com enorme equilíbrio entre vitórias caseiras e forasteiras. União de Leiria e Benfica e Castelo Branco fazem da sua casa real castelo, ainda sem conhecerem a derrota e a cederem somente dois empates, os leirienses, uma igualdade, os albicastrenses.

Já o Fornos de Algodres deverá ter o destino traçado, com oito derrotas em casa e apenas dois empates fora.

União Leiria

Rui Amorim chegou a Leiria com uma aura de vitórias, apesar da breve e pouco conseguida experiência em Ponta Delgada ao leme do Santa Clara. No Campeonato de Portugal, em 16/17, não conheceu a derrota, nem no Salgueiros, onde iniciou a temporada, nem na União Leiria, o que se manteve por 17/18 até ao desaire na Madeira, face ao Marítimo B, voltando a perder em Castelo Branco, em cujo estádio havia estado como treinador em 15/16, mas a recuperar a liderança da Série C com Bom Futebol no final da 1.ª volta.

Águias do Moradal x União Leiria, a fechar a 1.ª metade de temporada regular.

Águias do Moradal x União Leiria

A União Leiria é um dos emblemas ‘mycujoo.tv’, ou seja, costuma transmitir os seus desafios, seniores e de formação, no canal criado nesta plataforma desenvolvida por portugueses entre a Suíça e a Holanda.

Um derby leiriense face aos ‘Vidreiros’ do Marinhense, como habitual, jogo emitido no canal da União Leiria na plataforma mycujoo.tv.

União Leiria x Marinhense

Nas redes assegura Wilson Soares, um formando da casa que também passou pelas camadas jovens do Portomosense e apenas consentiu oito tentos na 1.ª volta. Ricardo Neves foi expulso logo na ronda inaugural e ‘perdeu’ o lugar, entretanto rumando ao Cinfães, da Série B do Campeonato de Portugal, para colmatar a baixa até final da temporada por lesão de Diego Silva. O luso-moçambicano Ricardo Campos realizou uma partida, incólume.

O central/médio defensivo Tony Correia e o lateral esquerdo vizelense Kaká são os totalistas da equipa, onde Leandro Souza volta a assumir estatuto de goleador e o Bom Futebol de nomes ainda com progressão como Pepo Santos, Adriano Castanheira, Afonso Caetano, Antwi, Brigues ou Martusevich guinda os leirienses na perseguição do sonho de promoção.

O local João Vieira segue na sua competência concretizadora, fazendo valer as oportunidades de que dispõe. O dianteiro leiriense não teve oportunidades na primeira equipa do Marítimo, tal como não as teve em Moreira de Cónegos, ajudando o Feirense à subida na segunda metade de 15/16. Em Torres Vedras foi um goleador de eleição, em Chaves esteve naquele frenético final de temporada 2015, com três clubes igualados a 80 pontos na Segunda Liga, falhando os flavienses a subida, mas onde João voltou a exibir capacidade de marcar. De volta a Leiria após uma passagem aquém do aguardado em Vizela, João Vieira procura recuperar os índices de confiança e mostrar as qualidades com a União nas ligas profissionais.

Afonso Caetano é um dos mais promissores a sair da academia da União de Leiria recentemente e espera-se bastante dele. Pepo Santos também, quem sabe se não reencontra Carlos Daniel, que se estreou nos seniores leirienses quando ainda tinha idade juvenil, mas cuja passagem pelo Marítimo se tem esgotado na equipa ‘B’, aos 23 anos já deveria ter deixado os maritimistas.

Sérgio Duarte estreou-se no Nacional Madeira aos 19 anos, contudo tem tido dificuldades de afirmação em Leiria, depois de uma sequência de boas temporadas em Mirandela, Viseu (Lusitano) e no Salgueiros. Sobre Adriano Castanheira, é um jogador de potencial bem alto, está claramente abaixo do ‘seu nível’ de jogo, mesmo que a União Leiria não suba é de esperar que o extremo de 24 anos volte às ligas profissionais a breve trecho.

A formação leiriense tem um onze de mais utilizados com idade média ligeiramente inferior à do total dos 22 elementos já com minutos no Campeonato de Portugal 17/18. Quase 60 por cento dos futebolistas utilizados não são portugueses, de primeira nacionalidade, há quatro formados no clube e 10 novidades, cinco delas a ter lugar no onze de maior utilização. Nove futebolistas já marcaram golos, com realce particular para o brasileiro Leandro Souza, para Adriano Castanheira e, claro, o 12º mais utilizado, João Vieira.

Benfica e Castelo Branco

Ricardo António, ‘conquistador’ de nascimento e formação, criou em terras albicastrenses, onde se estreou como sénior, o seu local de afirmação. Apesar de ter passado por emblemas como Paços de Ferreira, onde ganhou a maior dimensão mediática, Vila Real, Caldas de Vizela, Torres Novas, Covilhã, Lagoa em São Miguel e Espinho, foi no Benfica e Castelo Branco que fechou o seu ciclo de futebolista, uma década depois de ali ter debutado como sénior regressou para praticamente 10 anos entre a III Divisão e a II Divisão B, passando aí para o banco, em 11/12, deixando o clube no final de 14/15, mas retomando o curso na época 16/17, sempre com boas campanhas, agora novamente a disputar o acesso à Ledman LigaPro.

Este Benfica e Castelo Branco não só tem Bom Futebol, como vai promovendo alguns nomes. Esta temporada é Kikas a brilhar, um avançado que se iniciou nas escolas do clube, passou pelo Desportivo Castelo Branco e em juvenil rumou ao Vitória Guimarães, de onde chegou esta época para brilhar com muitos golos e garantir desde já um contrato com Os Belenenses a partir da próxima Primavera/Verão.

Uma análise ProScout ao adolescente albicastrense com elevadas capacidades de finalização.

Os experimentados Dani Matos e Patas Moreno asseguram o miolo da equipa, enquanto Gazela recupera o fôlego após a muito mediatizada, mas pouco conseguida, passagem pelo Sporting CP B.

João Manuel, ex-suplente do Estoril-Praia, havia agarrado as redes albicastrenses, porém mudou-se para a Sertã e Ricardo António confia agora em André Caio, antigo formando do Olival, mas ele próprio um albicastrense de nascimento e que alinhou no Desportivo local até aos juvenis, quando rumou ao FC Porto.

A partida Benfica e Castelo Branco x União Leiria, à altura segunda derrota leiriense e mudança de líder na Série C do Campeonato de Portugal, para (re)ver no canal dos leirienses na plataforma mycujoo.tv.

Benfica Castelo Branco x União Leiria

O plantel é bem experiente, mas nota para Bruno Simões, que depois de se dividir entre Salgueiros e Lusitano Vildemoinhos na época transacta, chega a Castelo Branco para se confirmar, após surgir em muito bom plano no Trofense. Além de Bruno Simões, o central Diogo Costa, que deixou os gaienses do Coimbrões depois de ser o único clube que conheceu como sénior, seis épocas, para se aventurar no interior profundo, e o lateral esquerdo poveiro Zezinho, são dois outros jovens de potencial nesta equipa.

Ricardo António utilizou, até ao momento, 19 futebolistas e a média de idade do plantel usado até é inferior ao do líder União Leiria, todavia quando se olha para os onze mais usados a diferença média supera um ano. Os albicastrenses têm igualmente um número médio de amarelos consideravelmente mais elevado.

Recreio de Águeda

Sob a égide do veterano José Rachão, de regresso e bem ao banco, os ‘Galos do Botaréu’ perseguem a dupla da frente e sonham ainda com um tão almejado regresso às ‘ligas profissionais’ – ou estreia, a equipa aguedense já conheceu o sabor de alinhar na Primeira Divisão.

O Bom Futebol do Recreio tem em Marcelo Santiago um prolífico goleador, provavelmente o melhor goleador do distrito de Aveiro, já com duas experiências no exterior, a primeira logo na transição dos juniores do Candal, onde terminou a época 06/07, iniciada no FC Porto, na formação B do Pontevedra, a segunda nos sérvios do Jagodina, depois de ter ajudado o Tondela a subir da IIB para a Segunda Liga. Na Naval e no Feirense, na Segunda Liga, dispôs de escassas oportunidades para fazer valer o seu instinto, os minutos de jogo são essenciais à confiança, mas mostra-se no Campeonato de Portugal.

 

Entre os mais jovens, nota para Pedro Santos, que vai somando minutos e calo de jogo no centro da defesa, mas já pede um regresso ao Feirense, seu ‘clube-mãe’, algo que se espera suceda na próxima temporada, pois centrais é o que os ‘fogaceiros’ têm recebido a cada novo ano e quer Flávio, quer Briseño, são alvos apetecíveis e com interessados.

Metade dos jogadores utilizados por Rachão são portugueses, a média de idades do plantel já com minutos é consideravelmente inferior aos dois da frente, porém o onze mais usado revela-se mais idoso na mesma comparação. Em termos de cartões, o Recreio leva os mesmos que o Benfica e Castelo Branco, voltando aqui a salientar-se que estes dados são compilados com base nas fichas de jogo presentes nos diários desportivos O Jogo e A Bola e nos sítios foradejogo.net e zerozero.pt, também as da FPF que, contudo, apenas recentemente passou a tê-las disponíveis em tempo útil, ou seja, quaisquer erros que possam existir, nos minutos, nas utilizações ou na disciplina podem dever-se a gralhas informativas que não detectámos, as muitas reparadas (é incrível a quantidade de gralhas que surgem e a falta de cuidado no trato desta informação por parte dos media) foram corrigidas.

Sertanense

Um dos concelhos mais assolados pelos terríveis incêndios do Verão e do Outono, assim como Oleiros, Oliveira do Hospital, Soure, Sátão, a Sertã – como os anteriormente mencionados – é um dos concelhos interiores representados na Série C do Campeonato de Portugal e o seu principal emblema, Sertanense, está a realizar uma bela época.

Um dos técnicos mais reputados deste escalão, Filipe Moreira, muito comparado a Jorge Jesus até pela aparência, assumiu o desafio, ele que nos habituou mais a orientar emblemas da Grande Lisboa, particularmente na Região do Oeste, passando a orientar o clube na época passada, esta temporada a remodelar de forma profunda a equipa e a posicionar-se na peugada dos lugares que dão acesso à subida ao segundo escalão nacional de futebol.

O encontro entre União Leiria e Sertanense pode ser (re)visto na plataforma mycujoo.tv, no canal dos líderes da prova.

União Leiria x Sertanense

Um dos jovens a dar nas vistas é o nigeriano Akinbule, 21 anos, avançado de quase 1,90 m, que leva seis golos no Campeonato de Portugal, é o perfume africano que se junta ao cabo-verdiano Ká na frente de ataque, tendo ainda Jorginho, outro ‘Tubarão Azul’, a surgir habitualmente pela esquerda.

https://www.youtube.com/watch?v=rSL7y9dxxxI

Os seis primeiros da Série C do Campeonato de Portugal exibem Bom Futebol aproximado e nos duelos entre eles esse equilíbrio observa-se bem, como sucedeu na visita do Sertanense a Viseu para enfrentar o Lusitano.

Pouco tempo antes de completar 19 anos Djibril chegava a Portugal oriundo do Étoile Filante, um dos mais representativos emblemas do Burkina Faso. Entrou em Portugal pela Naval 1.º Maio, rumou alguns meses depois ao Sporting Braga B, esteve cedido ao Moreirense e em 2015 mudou-se para Penafiel, reforçando o Sertanense para esta época. Djibril é um médio defensivo de 23 anos, já foi chamado aos trabalhos dos ‘Étalons’ (Garanhões), cognome da selecção burquinabê, optando por descer novo degrau na pirâmide futebolística portuguesa, mas com mira no rápido regresso às ligas profissionais.

Gilson Correia é um central, que também pode alinhar a médio defensivo, para acompanhar atentamente. Tem 20 anos, é luso-guineense e começou no Ferroviário de Vendas Novas, passou por Estoril-Praia e Os Belenenses, no derradeiro ano de júnior, fazendo a estreia sénior na Gafanha da Nazaré, rumando aos Mineiros de Aljustrel a meio da temporada, agora a confirmar calo no Campeonato de Portugal Série C com a camisola do Sertanense. Outro reforço luso-guineense de jovem idade, acabou de fazer 22, é Darson Silva, também ele central ou médio de contenção, este a fazer a formação no Real Massamá.

Filipe Moreira já chamou a jogo 24 futebolistas, na 1.ª volta, com quase 60 por cento de não-portugueses como primeira nacionalidade, ainda que vários, como acima citado, possuam dupla nacionalidade, nomeadamente os oriundos da África lusófona. A idade média do plantel supera em pouco os 23 anos, bastante inferior aos concorrentes acima na tabela, com a idade média dos onze mais usados a ‘queimar’ os 24. No que diz respeito às admoestações, o Sertanense tem sido bem mais brindado com cartões face aos clubes que fecham adiante de si nesta 1.ª volta.

Gafanha

A ambição que continua a residir na Gafanha coloca a formação orientada pelo jovem André David a lutar pelo tão ansiado acesso às ligas profissionais. Os mais utilizados são todos novidades no clube para 17/18 e jovens como o totalista minhoto Zé Oliveira, o lateral David Carvalho acompanham o local Luís Breda no potencial de saltarem para outros patamares.

Esperava-se mais tempo de jogo para os cedidos Tiago Palancha e David Iduitua, mas a equipa vai-se renovando, já saíram alguns elementos, chegou o ex-arouquense Tucka e estes poderão ganhar ainda maior espaço na primeira equipa.

Miguel Anjos é outro ex-júnior do clube a somar tempo de jogo neste seu debute sénior, enquanto a Nuno Rodrigues estão a faltar os golos que garantiu em temporadas anteriores noutros clubes. Aos 23 anos, o criativo de Tábua andou a espalhar Bom Futebol com a camisola do Oliveira do Hospital, que ajudou a regressar ao Campeonato de Portugal em 2014, no seu primeiro ano sénior e que na época passada, ao serviço do Pedras Salgadas, confirmou a qualidade, é mais um elemento de valia, que poderá dar o salto para outras paragens, sendo o estrangeiro uma boa possibilidade em caso de portas enclausuradas em Portugal.

Gafanha x Sertanense

André David utilizou na 1.ª volta 22 elementos, com mais de dois terços portugueses. A idade média rondou os 23.5, enquanto nos mais utilizados cifrou-se em perto de 25.5. O Gafanha utilizou já 15 novos recrutas, 11 dos quais foram os mais usados na primeira metade da fase regular.

Lusitano Vildemoinhos

A histórica formação da cidade de Viseu continua a procurar atingir os escalões profissionais e fecha o sexteto que parece mais próximo do propósito. Tiago Calila, Silla, Jaquité, Pedro Rodrigues, Márcio Santos, Baldé acompanham o ‘outro’ Paulo Oliveira numa formação de Bom Futebol sólido, defensivamente forte, montado por outro técnico ainda bastante jovem, Rogério Sousa.

Os resumos de alguns dos encontros do Lusitano Futebol Clube

 

Ruca, Calico e Hélder Rodrigues equilibram a maior juventude, também eles ainda bem novos, mas já com bastante rodagem de Campeonato de Portugal.

O ‘carioca’ Lucas Klysman, luso-brasileiro formado no Vitória vimaranense, traz golo a Viseu.

Rogério Sousa apenas contou oficialmente com 18 futebolistas para o Campeonato de Portugal, quase três quartos dos quais portugueses. A idade média dos utilizados aproxima-se dos 25 anos. Já no que concerne aos mais utilizados, a idade sobre para pouco acima dos 25. Rogério Sousa já chamou ao terreno um júnior, o médio Edgar Lopes, três ocasiões titular e uma a entrar, com um golo obtido no Campeonato de Portugal 17/18.

Marítimo B

A única formação ‘B’ dos ‘profissionais’ a resistir desde a segunda tentativa de implantação das segundas equipas em Portugal, o Marítimo B está a ter uma menor relação B->A comparativamente com o passado recente, não se assistindo a promoções e notando-se uma equipa ‘envelhecida’, para ‘B’, com uma média de idades próxima dos 23 anos, o que tapa claramente a progressão dos jovens que sobem dos escalões formativos.

Carlos Daniel continua estranhamente a regredir na equipa B, já seria de sair caso o clube/equipas técnicas não entendam que tem a qualidade necessária para integrar o plantel principal, algo que se aplica a outros elementos do plantel ‘B’. Nem um futebolista em idade formativa, ou seja, que possa ainda alinhar por juniores ou juvenis, utilizado, poucos seniores de primeiro ano e nenhum com relevância para integrar os mais usados. André Teles já poderia ter dado o salto para a primeira equipa, Rick Sena e Nandinho, contratados esta temporada, também se mostram com qualidade para a equipa principal, com o segundo a ver regressar Rúben Ferreira ao clube e a ter agora três laterais esquerdos à sua frente, o que poderá ditar um retorno ao continente em breve.

O veterano Ludgero Castro tem visto passarem diversos técnicos pela equipa ‘B’, permanecendo entre a formação e o apoio a esta, várias vezes a assumir interinamente ou transitoriamente até final de algum ciclo a posição, agora como treinador principal da segunda equipa maritimista, procurando gerir o plantel de que dispõe e o que vai recebendo.

Já foram utilizados 26 elementos, algo banalíssimo numa equipa ‘B’, é precisamente esse o seu propósito, rodar elementos, observar jovens, aquilatar as suas qualidades para a equipa principal. A média de idades dos onze mais usados ultrapassa os 23 anos.

Anadia

Nuno Pedro regressou ao Anadia por alturas natalícias para substituir Ricardo Sousa com a equipa a posicionar-se a meio da tabela na Série C do Campeonato de Portugal.

Um dos jogadores que prometia animação era Jorge Monteiro, mas a estrela de Chipre, que também alinhou na Grécia, foi pouco utilizada por Ricardo Sousa e retornou a Chipre, onde alinha na principal divisão e é referência.

O plantel do Anadia conta com alguns sul-coreanos, pouco utilizados, mas a nota vai para Bruno Almeida, alcunhado de Bruno ‘Messi’, criativo de 21 anos, de quem se esperam ainda grandes situações, Bom Futebol certamente.

Também Rúben Alves, cedido pelo Sporting Braga, tem jogado menos do que previsto. Avançado, preferencialmente pelo flanco, o gaiense foi internacional jovem luso, mas tem faltado o salto afirmativo nesta transição, aos 22 anos já deveria ter mais calo sénior face ao potencial apresentado e antecipado nos escalões de formação.

Veremos como o Anadia superará a baixa de diversos elementos neste fecho de 1.ª volta, nomeadamente o guarda-redes Nuno Rafael, que encaixou somente sete tentos em 12 partidas. Aos 22 anos, formado entre Sacavenense e Sporting CP, este guardião pode chegar longe, apesar de lhe faltar ‘altura’, olhando para os critérios correntes no enquadramento dos guarda-redes, tem 1,81 m.

Marinhense

Na Marinha Grande Pedro Solá recebeu recentemente um naipe de mais-valias, Nikiema, Leandro Tatu, Douglas Takeda, Óscar Barros num plantel que já conta com a experiência de João Paulo, central, internacional jovem e olímpico português, com passagens por Sporting CP e FC Porto, além da União Leiria, onde brilhou bem alto e captou esse interesse maior, a retornar à sua zona de crescimento depois de várias temporadas em Chipre.

Além destes há um jovem nigeriano a mostrar-se goleador, Silas Onyekachi, que chegou a Portugal para os juniores do Boavista e esteve nas duas temporadas passadas, as primeiras como sénior, ao serviço do Gondomar. Na época passada concretizou oito golos, nesta já leva sete.

O brasileiro Luiz Fernando também tem ajudado nas finalizações, já contando quatro, um bom pecúlio para o avançado de 21 anos. No miolo estão dois outros jovens ‘canarinhos’, Yan Victor, central/médio defensivo, como João Paulo, e Caio Prado, reforços de 2017 com vista a outros voos na Europa.

Os ‘Vidreiros’ têm-se exibido bem, procurando atingir a tranquilidade da manutenção rapidamente, algo que parece facilmente ao alcance dos comandados de Pedro Solá, que deverão ter um papel importante na decisão da subida, pois apresentam-se capazes de bater qualquer oponente do Campeonato de Portugal. Pedro Solá era o coordenador da formação da União Leiria, fazendo nesta época a estreia como treinador principal sénior no Campeonato de Portugal.

Solá utilizou 29 elementos na 1.ª volta, dois terços portugueses, a experiência nota-se na média de idades, 26.40, ao nível dos dois primeiros da Série C do Campeonato de Portugal, uma média que, no caso do Marinhense, mal varia entre a totalidade de futebolistas experimentados e os onze com mais tempo de jogo. Apesar do elevado número de novidades (19), nos mais utilizados entram sete, menos que em concorrentes com uma quantidade inferior de novas caras usadas.

Mortágua

Maná segue no Mortágua. Antigo médio com passagens por clubes da região de Coimbra, particularmente a União Coimbra, onde fechou o ciclo de futebolista e iniciou o percurso de treinador. Depois de duas temporadas ao leme dos juniores da União, Maná ruma a Mortágua, em 2009, para aí permanecer até agora, com subidas e descidas, mas dando lastro àquilo que deveria envolver as decisões dos clubes, ter uma ideia, um projecto de continuidade, que deve assentar numa estabilidade, o que se nota neste emblema, pelo menos a nível técnico.

São vários os elementos com formação na Académica e João David Correia, Miguel Rodrigues ou Miguel Gomes, reforço formado no Beira-Mar, oriundo do Gafanha, no seu segundo ano sénior, que pediria mais minutos face à escassez de golos do Mortágua na época, a equipa necessidade de maior ousadia ofensiva para procurar escapar da zona perigosa. Gil Pereira está no primeiro ano de sénior e é outro jogador para analisar em termos evolutivos.

O grosso do plantel mantém-se, sendo Diogo Rola um desses nomes. Formado entre Académica e Tocha, foi neste que se estreou no futebol sénior, entre a lateral esquerda e o meio-campo, passou pelo Febres em 13/14, altura em que ruma a Mortágua, onde continua a exibir o seu Bom Futebol.

Maná utilizou 21 futebolistas, numa média de idades de 25 anos, subindo para perto dos 27 quando se observa a média obtida nos onze mais. A equipa tem quase três amarelos por jogo, apenas sete caras novas, três das quais com lugar nos onze mais utilizados.

AD Nogueirense

Não está o clube do ‘centro’, o Oliveira do Hospital, mas o concelho permanece representado no Campeonato de Portugal pela Associação Desportivas Nogueirense, de Nogueira do Cravo, não a de Oliveira de Azeméis, mas a de Oliveira do Hospital, procurando assegurar a permanência, numa luta que se prevê renhida.

O médio madeirense Henrique Leça Gonçalves tem sido uma das boas referências da equipa, formado no Marítimo, com uma temporada de iniciado em Alcochete e a derradeira de juniores na Académica, em razão da sua entrada universitária, o jovem de 20 anos estreou-se no futebol sénior na Académica, versão ‘universidade’, reforçando esta época os quadros nogueirenses. O criativo Zito Mascarenhas, David Brás, Beato ou Arlen são alguns dos jovens rostos que João Pires tem ao seu serviço, além do já experiente goleador Samuel Garrido.

Pires fez uso de 21 futebolistas na 1.ª volta, com uma média de idade de 25,5 anos, excepcionalmente a ter uma média dos mais utilizados a rondar, por defeito, os 25 anos. A AD Nogueirense utilizou nove novidades, três das quais fazem parte dos mais usados, contando com dois jogadores formados no próprio clube, mas meia dezena nascida no concelho e mais alguns oriundos de Coimbra.

Oleiros

A recepção ao Sporting CP para a Taça de Portugal colocou Oleiros no mapa futebolístico, infelizmente o concelho tem sido motivo de notícias quase sempre pelo lado trágico, pois é habitualmente assolado por incêndios, o que se repetiu em diversas ocasiões no ano de 2017.

Depois de várias temporadas como preparador físico do Sertanense, Natan Costa faz o debute ‘a sério’ como treinador principal, algo que experimentou de forma temporária na Sertã.

O plantel conta com um par de ex-juniores, nomeadamente Alexandre Verdade, guarda-redes da ‘Briosa’ que, entretanto, rumou ao Anadia, com alguns jovens chineses, um sul-coreano, recebeu um camaronês, também sénior de primeiro ano, no final da 1.ª volta, e tem vários brasileiros na busca pela manutenção. A luta será bem acesa pela fuga à descida na Série C do Campeonato de Portugal.

Djodjo e Ivan Fidalgo são algumas das novidades. O avançado conimbricense, formado entre Académica e Marialvas, vai coleccionando temporadas de golos no terceiro escalão nacional, mesmo no Mafra, na Segunda Liga, soube concretizar, o que deixa indicações claras de que tem Bom Futebol para chegar além do Campeonato de Portugal.

No centro de Oleiros utilizaram-se 22 futebolistas, com cerca de 45 por cento a serem portugueses, a média de idades entre o total e os onze mais usados variou pouco, a rondar os 24,5, mas também na ARCO a média etária dos ‘titulares’ é inferior à do total. Dos 12 novos recruta, seis integram o onze mais utilizados.

Águias do Moradal

Num concelho com pouco mais de cinco mil habitantes há dois emblemas no Campeonato de Portugal, existindo outros concelhos portugueses com 20 ou 40 vezes a população de Oleiros a não terem nenhum ou um, Seixal, Cascais, Odivelas, Loures, Valongo são alguns desses exemplos, o que dá ainda mais valor àquilo que ARCO e Águias do Moradal têm procurado fazer no interior profundo de Portugal.

No Estreito reside o técnico mais jovem da Série C do Campeonato de Portugal, Francisco Pires, que completará 30 anos apenas no próximo mês de Abril, que pegou no clube em 2016 para o fazer regressar aos nacionais em 2017 e segue neste seu ‘berçário’ de banco. Um dos muitos bons treinadores para seguir no futuro.

Um dos elementos mais atípicos do plantel é o guardião mais utilizado, o grego Psychos Além de ser pouco comum ver futebolistas helénicos no futebol português, muito menos o é no Campeonato de Portugal.

E se a baliza é exótica, o que dizer de Kuittinen, extremo polaco-finlandês que também alinha no Águias do Moradal. No plantel está ainda um indo-canadiano e três são-tomenses, o que é um excelente sinal para a selecção dos ‘Falcões e Papagaios’, a ter neste momento uma linha ofensiva de qualidade para disputar as eliminatórias africanas de nações, algo que São Tomé e Príncipe falhou a maioria das ocasiões desde a sua independência.

O lateral esquerdo Elton Tavares, de 20 anos, rumou a Espanha e o defesa-médio Ricardo Bouças reforçou os quadros do Salgueiros, mas veremos o que Gil Eanes e Jessi Tati conseguem na segunda metade de temporada.

Francisco Pires chamou 23 elementos na 1.ª volta, cerca de 70 por cento portugueses, a que acrescem os luso-africanos detentores de dupla-nacionalidade, a idade média é semelhante à da ARCO, 24.5, mas a média sobe para os 25 quando são notados os onze mais utilizados.

Sourense

Depois de Vigor Mocidade, Rafael Silva assumiu o Sourense e trouxe o clube novamente para os nacionais. O treinador de 41 anos contribui para uma média geral na Série C do Campeonato de Portugal 17/18 de 43.21, claramente inflacionada pelos decanos Ludgero Castro (62 anos) e José Rachão (65 anos), sendo Rafael Silva mais uma das muitas caras novas nos bancos do terceiro escalão português para 17/18.

 

O clube reforçou-se em força e tem no médio ‘estudante’ Rui Barreto um debutante sénior de alto valor, excelentemente acompanhado pelo figueirense Sandro Moço e pelo seu companheiro na Académica Diogo Mingachos, com pinta de craque, um trio que Rafael Silva tem utilizado recorrentemente e, apesar da posição periclitante do Sourense na tabela, tem respondido da melhor forma. Caso a formação de Soure desça estes jovens deverão permanecer no Campeonato de Portugal, isto se não subirem à Ledman LigaPro.

O gabonês Steffield, o camaronês Ndongo ou a antiga promessa leonina Antoninho Silva, luso-guineense que continua aquém do que se antecipava na carreira, mesmo em Soure a alinhar bem menos tempo do que esperado no arranque de temporada, são outros nomes de valor, ainda bastante jovens, tal como o guardião Rodrigo Murta, outro ex-Académica e sénior de primeiro ano, a pedir meças ao titular Vítor Nogueira.

Rafael Silva já utilizou 27 elementos, com uma média etária de 25.76. A média baixa, contudo, para 24.24 nos onze mais usados, algo não muito normal, mas que se observa em vários emblemas nesta Série C do Campeonato de Portugal.

Ferreira de Aves

Representante do concelho de Sátão, o Ferreira de Aves está na frenética luta pela permanência. Depois de um razoável começo de temporada, a formação orientada por Rui Almeida perdeu oito dos últimos nove desafios na Série C do Campeonato de Portugal e vira na penúltima posição da tabela, apenas adiante do ‘condenando’ Fornos de Algodres.

O marfinense Kokora é uma das figuras da equipa, autor de quase metade dos tentos obtidos até ao momento. Na sua estreia sénior, Pedro Marado encontrou no Ferreira de Aves um bom espaço de crescimento, situação que se aplica igualmente ao seu companheiro de formação nos juniores do Tondela Diogo Abdul.

Com 22 utilizados, mais de dois terços portugueses, a média do plantel é a mais madura da Série C do Campeonato de Portugal, acima dos 27 anos, todavia a média baixa drasticamente para abaixo dos 25 anos nos mais utilizados, o que reforça a ideia inversa do normal nesta Série C, no que às idades médias dos planteis e dos mais utilizados diz respeito.

Fornos de Algodres

De volta aos nacionais pela mão de Pedro Azevedo, o Fornos de Algodres somente obteve dois pontos na 1.ª volta, o que ‘condena’ o clube ao regresso ao distrital da Guarda, por um lado, mas liberta-o para uma 2.ª volta de nível, por outro.

De entre os 23 utilizados, o clube conta com seis seniores de primeiro ano, entre os quais os dois guarda-redes, sendo que o luso-canadiano Matthew Nogueira rumou ao Recreio Águeda no final da 1ª volta.

O Fornos de Algodres é a equipa mais jovem da Série C, mesmo competindo face a uma ‘B’.

Um dos jovens a procurar o seu espaço no futebol português é o luso-guineense Malaine Camará, segundo ano de sénior, médio todo-terreno.

O luso-angolano Ézio Pinto, que faz todo o corredor esquerdo, é outro sénior de segundo ano no Fornos de Algodres que procura um lugar ao Sol no futebol português.

Como acima notado, o Fornos de Algodres já utilizou 23 futebolistas e a média de idade dos mais utilizados supera em pouco os 23 anos, é a segunda mais jovem, apenas acima de Marítimo B, condicionado pela utilização limitada de jogadores acima dos 23 (que deveria ser ajustada nas ‘B’ para os 21, que equivalem aos três anos formativos máximos que um futebolista deve passar numa equipa secundária, já assim exagerados, um ano de adaptação, um de afirmação/confirmação, para saltar ou não para a ‘A’ ou para outro emblema, mas isto são temas para aprofundar noutros textos). No que concerne à disciplina, apenas a União Leiria tem uma média de amarelos inferior ao Fornos de Algodres.

O emblema da Guarda é o que mais jogadores nascido em 97 e 98 utilizou, uma dezena!

11/16 Estrelas

Tal como nas anteriores Séries já analisadas, ao naipe de jovens aspirantes a vingar no universo do futebol profissional junta-se um ou outro elemento com enorme carisma, com peso e tradição, como sucede aqui através do ‘vidreiro’ João Paulo e do finalizador Marcelo Santiago.

As origens formativas acabam por ser relevantes, até certo ponto, seja pela ligação que existirá sempre entre atletas e técnicos, seja pela associação aos clubes locais, ou pela importância que os media tradicionais/nacionais não dão aos emblemas de menor projecção mediática, procurando sempre associar os futebolistas, de forma hiperbolizada e excessivamente reiterada, aos três clubes que parecem estar sempre na ponta da boca da minoria falante.

Ézio Pinto, por exemplo, iniciou-se no Sporting CP, mas passou por iniciados do Alverca, por juvenis de Casa Pia e Os Belenenses e por juniores dos ‘Gansos’, do Tondela e do Torreense.

Diogo Mingachos iniciou-se no Lousanense, passou por infantis do Sporting CP, mas iniciados, juvenis e juniores fizeram-se na Académica Coimbra, com o primeiro ano de juvenil no Eirense.

Gil Eanes andou no Lousanense, na AD Poiares, na Académica, no União Coimbra e no Carapinheirense.

João Paulo começou no Portomosense e fez o resto da formação na União Leiria.

Leandro Silva fez a formação, tal como Nandinho, no Feirense, mas no caso de Leandro rumou nos iniciados ao Fiães e fez o último ano júnior na Sanjoanense.

Zé Oliveira começou no local Âncora Praia, passou por Vitória Guimarães, Ancorense e Gil Vicente.

Paulo Oliveira deixou o formativo O Crasto nos juvenis para fechar a formação no Sporting Braga.

Tito Júnior começou no Ouriquense e nos iniciados foi para o Cartaxo, onde fez a restante formação.

Wilson Soares tem um caminho idêntico ao de João Paulo, o guardião começou em Porto de Mós, passando para a União Leiria, no seu caso, quando saltou de iniciado para juvenil.


Legenda da Tabela: JU – Jogadores Utilizados; Nac – Percentagem de Portugueses Utilizados; Id – Idade Média dos Futebolistas Utilizados; Id XI – Idade Média dos Jogadores Mais Utilizados; Am – Média de Amarelos por Jogo; V – Média de Vermelhos por Jogo; Alt – Média de Altura dos Futebolistas Usados; Ref – Reforços para 17/18 Utilizados; Ref XI – Reforços nos onze mais utilizados; HG – Futebolistas utilizados formados no próprio clube; Sub23 – Jogadores nascidos em 1995 e 1996 utilizados; sub21 – Jogadores nascidos em 1997 e 1998 utilizados; sub19 – Jogadores nascidos em 1999 e 2000 utilizados; sub17 – Jogadores nascidos em 2001 e 2002 utilizados.

Na Série C já foram utilizados futebolistas com passaportes de 31 nacionalidades distintas, da Zâmbia à África do Sul, de São Tomé e Príncipe à Índia, do Japão a Angola, passando por Mali, Moçambique, Nigéria, RD Congo, Senegal, Rússia, Coreia do Sul, Suécia, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Grécia, Gana, Polónia, Gabão, França, China, Costa do Marfim, Camarões, Burkina Faso, Colômbia, Canadá, Austrália, Argentina, Brasil e, claro, Portugal.

A média de jogadores utilizados por plantel está perto dos 23 e os pormenores sobre cada um deles estão dissecados de forma mais ampla em cada nota sobre o clube.

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