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WSC 2017 – Uma conversa com Deco

WSC 2017 – Entrevista a Deco

O BomFutebol teve a oportunidade de colocar umas breves questões a Deco, ex-internacional Português, que se destacou no FC Porto, FC Barcelona, Chelsea e Fluminense, entre outros. É agora intermediário de vários atletas, sendo que foi responsável pela transferência de Raphinha, Tiquinho Soares ou Murillo e abordou a questão de como é a transição entre jogador e intermediário, como é o dia a dia e ainda se o mercado brasileiro continua a ser uma fonte segura de bons valores.

O Deco terminou a carreira em 2014 num jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Barcelona. Como é que foi a passagem de jogador para intermediário e quais as principais diferenças?

As diferenças é que primeiro se sofre do outro lado (risos) e não se pode ajudar nada, isso mais complicado.

Por outro lado, a pessoa faz a jogada e isso é outro nível. Agora, a diferença é basicamente trabalhar o outro lado, que é o lado racional, o lado pessoal, o lado que envolve emoção, trabalhando com jogadores é impossível não querer que ele ganhe.

Como é o dia a dia de um intermediário?

O dia a dia muitas vezes, passa muito por jogadores que já trabalhamos há algum tempo, acompanhar, almoços e jantares, reuniões nos clubes, há que preparar o mercado de transferências e os jogadores que precisam. Como eu falei ali, que se faça bem e que se tenha sucesso. Trabalha-se muito, tem um caracter de poder gerir o tempo e horas, é um trabalho que é difícil, mas no final é gratificante.

E o mercado brasileiro sendo tão grande o que ainda há para explorar? Se há alguma coisa ainda por explorar? Projetos para o futuro no Brasil?

Há, por exemplo, o Raphinha (ndr.: Vitória SC) veio do Avaí quando era sub20, há 2 anos, de Florianopolis; temos o Fabinho (ndr.: Mónaco), vindo de um clube chamado Paulínia. Quero dizer que são exemplos, como o próprio Murillo, do Tondela, veio do Mirassol e isso só prova que ainda é possível ter jogadores de qualidade dentro da realidade de Portugal, para depois, a seguir, darem o salto e isso é como disse. Depende de trabalho e os clubes, como o mercado brasileiro é o principal fornecedor de Portugal, têm que ser o mais preciso possível.

 

 

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