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Entrevista Exclusiva a Ricardo Barros – Leixões Sport Clube
- Criado a: 13 Agosto, 2018
Entrevista Exclusiva a Ricardo Barros – Leixões Sport Clube
“(…) em Portugal, existem cada vez menos pontas de lança puros e isso depois espelha-se na seleção, que tem sempre grande dificuldade em utilizar um ponta de lança com alguma consistência.”
1. Com que idade deste os teus primeiros toques na bola?
Ricardo Barros: Comecei muito cedo a jogar futebol, tinha 7 anos.
2. Entraste no clube da terra, Clube Desportivo de Paços de Brandão, com que idade?
Ricardo Barros: Entrei para o clube da minha terra, Clube Desportivo de Paços de Brandão, com os mesmo 7 anos. Foi lá que tudo começou.
3. Quem era esse miúdo de 7 anos de Paços de Brandão?
Ricardo Barros: Um miúdo reguila, sem faltar ao respeito a ninguém, mas sim gostava muito de brincar e rir, faceta que mantenho hoje.
4. Em formação, experimentaste diferentes posições ou especializaste-te como Ponta de Lança?
Ricardo Barros: Joguei em várias posições, só nos juniores é que me fixei a ponta de lança.
5. Sentes que, em formação, é importante experienciar diferentes posições no terreno para um melhor entendimento do jogo?
Ricardo Barros: Penso que mais importante que as diversas posições que se possa experimentar, o fundamental é ensinar as dinâmicas do futebol.
6. Voltando ao teu percurso, depois de teres feito toda a tua formação no Clube Desportivo de Paços de Brandão seguiu-se uma curta experiência sénior no vizinho Sporting Clube de Espinho, como recordas esse momento?
Ricardo Barros: Momento bastante importante, visto que vinha de uma realidade completamente diferente. Encontrei uma equipa muito experiente onde aprendi bastante, comecei a ver o futebol de uma forma mais especializada.
7. Para no ano seguinte, com 21 anos, teres finalmente a oportunidade de provar o teu valor, com 30 jogos ao serviço do São João de Ver. Esse ano correu bem, não correu Ricardo?
Ricardo Barros: Sim, correu muito bem. Joguei sempre e fiz golos. No São João de Ver tinha vários jogadores que já conhecia, era uma família em campo, conseguimos a reviravolta em 12 jogos, isso demonstra a união que existia.
8. Naturalmente despertas a atenção de clubes de maior nomeada e é o Marítimo que te vai buscar. Como correu experiência pessoal e futebolística na Madeira?
Ricardo Barros: Não correu como esperava, em termos futebolísticos, por vários motivos. Mas cresci muito como pessoa nesse ano. Pela primeira vez fui viver para longe da minha família e isso amadurece-te muito. Tens que te desenrascar sozinho.
Por obra do destino fiquei a morar com o Ricardo Alves (actualmente meu companheiro de equipa), criamos uma grande amizade que a partilhamos ainda hoje.
9. De regresso a Aveiro, voltas ao São João de Ver para, de novo, demonstrares produtividade efetiva e voltas a chamar a atenção, desta feita do Feirense, como surgiu essa oportunidade de jogares na segunda liga e logo num plantel recheado de qualidade?
Ricardo Barros: Depois de uma experiência menos boa no Marítimo regresso para um clube onde me sentia em casa e feliz, então, naturalmente, voltei a fazer uma boa época e despertei a atenção do Feirense.
10. Os 3 golos marcados em 35 jogos realizados pelo Feirense, aparentemente, não foram suficientes para convencerem os responsáveis para a tua permanência em Santa Maria da Feira. Seguiram-se duas experiências, uma mais curta, no Benfica de Castelo Branco e outra mais efetiva, no Sertanense. Conta-nos um pouco sobre esse período da tua carreira.
Ricardo Barros: Nas primeiras 4 jornadas no Feirense fiz 2 golos, depois perdi algum espaço, talvez um pouco injusto na altura, porque sentia que ia fazer grande temporada. Depois segui para o Benfica de Castelo Branco, onde fui muito bem recebido e fiz amizade com a maioria das pessoas.
Mas, contudo, achei que não seria o projecto para me relançar novamente e decidi mudar-me para o Sertanense. Clube onde encontrei o Mister Sérgio Gaminha e a sua equipa técnica que, em conjunto com a extraordinária equipa que tínhamos, na maioria jovens, fizemos uma grande temporada, num clube pequeno com algumas dificuldades, mas que, todos os anos projecta jogadores para campeonatos profissionais e nesse aspecto devo realçar o trabalho do presidente que faz de tudo para manter o clube no patamar que está.
11. E assim foi, a boa performance no Sertanense projeta-te, em 2015/2016, para Matosinhos, onde fazes uma das tuas melhores temporadas de sempre, a nível individual, 12 golos em 50 partidas realizadas. O Leixões marcou-te, desde logo, naquela altura, apesar de um 18º lugar, num campeonato a 24 equipas?
Ricardo Barros: Sim, o Leixões marca todos os jogadores que passam por lá, é sem duvida um clube diferente no qual me identifico. Foi uma decisão acertada na altura, confiaram em mim e dei o melhor de mim para realizar uma grande temporada.
Foi uma época de grande sacrifício, visto que tínhamos um orçamento baixo e tínhamos como objectivo a manutenção, conseguimos no último jogo, um jogo que nunca irei esquecer.
12. Na temporada seguinte, várias propostas surgiram, mas o projeto Cova da Piedade era de facto aliciante. Como tudo aconteceu? Como foi viver a experiência de treinar e jogar com Silas e companhia?
Ricardo Barros: Sim, tive várias propostas, mas o projecto do Cova da Piedade cativou e decidi aceitar. O director desportivo na altura André Dias contactou o meu empresário Nuno Correia e apresentou todas as condições do clube e o projecto em si, decidi arriscar. Foi ótimo, fiz grandes amizades no clube.
Quanto ao Silas, foi uma dessas amizades que ainda mantenho contacto com muita regularidade, já com 40 anos de idade, foi dos jogadores mais talentosos que tive o prazer de jogar, agora como treinador acredito que irá ter muito sucesso porque vive o futebol com muita paixão e inteligência quando assim é o sucesso está mais próximo.
13. Antes do inicio de Março surge uma proposta tentadora, financeiramente falando, para seguires viagem para a Coreia do Sul. Primeira aventura fora do país, como sentes, agora mais distante, que correu essa experiência a nível pessoal/humano dadas as grandes diferenças culturais?
Ricardo Barros: Experiência enriquecedora mas difícil. Culturas completamente diferentes, estilos de vida diferentes, basicamente tudo diferente, não me adaptei e decidi voltar para iniciar a época novamente em Portugal.
14. O que teve mais impacto sobre ti? O estilo de vida, a mentalidade, os hábitos, a gastronomia ou os métodos de treino?
Ricardo Barros: Todas tiveram o seu impacto visto que difere bastante para o nosso país, lógico que, por exemplo, a gastronomia é mesmo muito diferente. Tinha amigos que não tinham problema nenhum em comer uma malagueta grande à dentada, isso fazia parte da refeição.
Estilo de vida difere um pouco de Portugal, começam o dia mais cedo e por volta das 18h jantam, 22h já anda pouca gente na rua. Mentalidade rigorosa e exigente.
Quanto aos métodos de treino era parecidos com os de Portugal.
15. Regressando ao futebol propriamente dito, chegas em Março, jogas os únicos 56 minutos na segunda jornada do campeonato, és suplente não utilizado na terceira jornada e mais tarde vem a lesão. Não correu de facto bem, a nível futebolístico, a experiência no Gwangju FC, certo Ricardo?
Ricardo Barros: Sim, não correu bem, e depois lesionei-me. Não me adaptei ao país e quando assim é o melhor é mesmo regressar a “casa”.
16. E assim foi, regressas a uma casa onde tinhas sido feliz, ao Estádio do Mar. No entanto, mais uma lesão, esta mais grave, impede-te de brilhar ainda mais. Uma lesão que te tornou mais forte para enfrentares esta nova temporada ao serviço dos Bébés do Mar?
Ricardo Barros: Sim, regresso para a casa onde fui mais feliz e onde me sinto bem. Comecei o campeonato muito bem, com 3 golos em 4 jogos e tenho uma lesão grave que me leva ao bloco operatório. Ultrapassada essa barreira, sinto-me bem fisicamente e estou pronto para fazer uma grande temporada e ajudar a equipa.
17. Com o plantel renovado e reforçado, quais são as expetativas coletivas e individuais para esta nova época no Leixões?
Ricardo Barros: As expetativas colectivas passam por ganhar cada jogo que disputamos, se assim for estamos mais perto do sucesso. Em termos individuais é trabalhar todos os dias para melhorar e a cada jogo que disputar dar o melhor de mim para ajudar a equipa.
18. Com o futebol em constante mutação os pontas de lança, para além dos “10 clássicos”, são os que mais têm sofrido. Concordas com isso?
Ricardo Barros: Sim, concordo com isso, porque, em Portugal, existem cada vez menos pontas de lança puros e isso depois espelha-se na seleção, que tem sempre grande dificuldade em utilizar um ponta de lança com alguma consistência.
O clássico número 10 é uma discussão que tenho várias vezes porque sou um defensor nato. Passo a explicar, quando tens um jogador que transborda magia só tens que lhe dar liberdade para que possa colocar isso em campo e te ajude nos objectivos. Logicamente que podes moldar e corrigir um jogador desses, mas agora estamos tão fixados nas tácticas padrão que acabamos por limitar esses jogadores.
19. Sentes que as tuas caraterísticas de força, combatividade e constante apoio à construção de jogo da tua equipa são pouco valorizadas pelo comum dos adeptos, que acabam, somente ou maioritariamente, por valorizar o golo?
Ricardo Barros: Depende, tudo é uma questão de visão. Porque se gostas dessas características vais valorizar se preferes um jogador que faça um finta mesmo que essa finta não dê objectividade nenhuma não vais gostar dessas tais que referiste.
Mas, logicamente, que o golo modifica tudo, se os fazes está tudo bem se não começa a criar-se uma desconfiança. O futebol é mesmo assim, tens que aprender a viver com isso, senão tens que escolher outra posição. 



20. Concordas com a velha máxima que diz: “O importante não é estar na área, mas sim, surgir na mesma no momento certo”?
Ricardo Barros: Não, penso que se estás bem posicionado estás mais perto do golo e, maioritariamente, os golos são feitos na área. Depois existem as fases. Por vezes parece que a bola vai ter contigo, noutra fase ela anda sempre a “fugir”. É aí que tens que a procurar mais. Também está muito relacionado a questões confiança.
Perguntas de resposta rápida:
1. Melhor/es Momento/s Desportivo?
Ainda está para vir.
2. Ídolo /Jogador referência?
A Minha Mãe/Zlatan.
3. Melhor jogador com quem jogaste?
Podia dizer alguns que já terminaram a carreira, mas vou dizer um nome de um talento puro que pode vir a jogar em grandes clubes, Dieguinho (Cova da Piedade).
4. Jogador que mais dificuldades te causou?
Joguei contra vários bons centrais, mas não consigo destacar um que acho que me tenha assustado.
5. Melhor Treinador?
Todos me ajudaram a evoluir.
6. Melhor Golo?
Feirense vs Leixões 15/16.
7. Melhor Assistência?
Leixões vs Benfica B 15/16.
8. Filme Favorito?
Amigos Improváveis.
9. Série Favorita?
Prison Break.
10. Música Favorita?
U2 – With or Without You.
11. Algo que não dispensas diariamente?
Família e Amigos.
André DiasBenfica de Castelo BrancoBom FutebolClube Desportivo de Paços de BrandãoCoreiaCoreia do SulCova da PiedadedestaqueDieguinhoEspinhoFeirensefutebolGwangju FCLeixõesMadeiraMarítimoNuno CorreiaPaços de BrandãoPonta de LançaRicardo AlvesRicardo BarrosSão João de VerSérgio GaminhaSertanenseSilasSporting Clube de EspinhoZlatan Ibrahimovic
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