-- ------ Este país não é para craques - Bom Futebol
Bom Futebol

Este país não é para craques

Este país não é para craques

Num país tão pequeno e que tão aleatoriamente trata a formação no futebol, regendo-se muitas vezes por critérios próprios da idade da pedra, chega a ser surpreendente que, ainda assim, se consiga ir tirando perolas dos escalões de formação numa quantidade assinalável.

No entanto, mesmo os melhores enfrentam dificuldades várias para terem verdadeiras oportunidades de afirmação nos planteis principais dos seus clubes.

Depois de Bernardo Silva e de Rúben Neves, chega a vez de Francisco Geraldes emigrar sem que nos seus clubes de formação se tenha percebido a qualidade que estava de baixo do nariz.

Não sei se é medo ou cegueira, o facto é que estes 3 jogadores saem dos 3 grandes sem que tenham podido oferecer-lhes o proveito desportivo que a sua qualidade permitiria, sendo enviados (e esta é a parte mais estranha) para patamares competitivos superiores aos que encontrariam por cá.

O caso de Francisco Geraldes é tanto mais incompreensível quanto o quão bem se encaixaria nas ideias preconizadas pelo treinador que comanda os destinos da equipa. Se houve jogador que imaginei poder beneficiar da chegada de José Peseiro ao Sporting, era exatamente o prodígio Geraldes. Capaz de dar à equipa, em organização ofensiva e pensamento associativo, o que nenhum outro dos atuais médios consegue dar, é-me completamente impercetível a razão que está na origem desta “dispensa”.

Se em causa estivesse uma transferência semelhante à de Dalot (outro craque que sai sem nos brindar em pleno do seu futebol), isto é, envolvendo valores e, sobretudo, um clube de topo mundial, estas saídas seriam, apesar de tudo, aceitáveis. Mas como o que está em causa não é nada disso, a conclusão a que temos que chegar é a de que por cá, quanto pior… melhor.

Deixe o seu comentário

bomfutebol
Cópia não permitida! Conteúdo protegido por direitos de autor.