-- ------ Euro 2016 - Grupo E, Jornada 3 - Bom Futebol
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Euro 2016 – Grupo E, Jornada 3

Jornada final do Grupo E, com o primeiro lugar do grupo já decidido depois das duas vitórias da Itália frente a belgas e suecos, mas com as restantes três equipas a entrarem em campo com hipóteses de seguir em frente na competição – quer fosse pela via do segundo lugar ou então sendo o melhor terceiro classificado que restava apurar.

Itália vs Républica da Irlanda – 0-1 ( Brady)

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Onze iniciais – Fonte: http://lineupbuilder.com

Em Lille, os italianos entravam em campo como vencedores antecipados do grupo, sendo que a extrema competência revelada nas jornadas anteriores dava a possibilidade aos transalpinos de encararem o derradeiro jogo com tranquilidade e com a possibilidade de descansar os jogadores mais utilizados. E foi isso mesmo que o selecionador italiano fez, com apenas Bonucci e Barzagli a sobreviverem no onze inicial. Os irlandeses, empurrados pelos seus fantásticos adeptos, acreditavam ainda no apuramento, mas precisavam de vencer a favorita Itália. Martin O`Neill voltou à formula de dois avançados, com Long a ter, desta vez, a companhia de Murphy no ataque à baliza, esta noite à pertença de Sirigu. Apesar de situações distintas na abordagem ao jogo, as duas equipas foram fieis ao seu estilo, onde os italianos, mesmo tranquilos, fizeram por prevalecer a organização, e os  irlandeses jogaram como sempre com muita alma e um enorme coração enorme.

Italy v Republic of Ireland - Group E: UEFA Euro 2016

Martin O´Neil no banco, esta noite em Lille – Fonte: uefa.com )

Nos primeiros quarenta e cinco minutos, o equilibrio foi nota dominante, com a Irlanda a tentar encontrar caminhos seguros para atacar, mas o bloco italiano, sempre muito coeso, a não permitir que existissem linhas de passe boas para existir progressão no ataque irlandês. As melhores ocasiões de golo na primeira parte foram um cabeceamento de Murphy na sequência de um pontapé de canto, que Sirigu defendeu, e um bom remate do meio da rua de Immobile que passou perto do poste da baliza de Randolph.

A etapa complementar trouxe uma partida algo diferente, pois os italianos procuraram ter mais bola e controlo do jogo em posse, mas a Irlanda continuou a dar tudo na procura no golo que lhes daria o apuramento. O sonho irlandês quase caia por terra quando, aos 77 minutos, o recém entrado Insigne rematou ao poste, após uma brilhante jogada individual. Sempre com um apoio monumental vindo das bancadas, a Irlanda, com mais coração do que com cabeça, partiu em busca do golo salvador e, a cinco minutos do final, Robbie Brady desviou de cabeça um soberbo cruzamento de Hoolahan e colocou em delírio toda uma nação.

O resultado final estava feito e as duas equipas seguem em frente na prova, os Italianos já sabiam antes do jogo que teriam pela frente a bi-campeã europeia em título Espanha, quando na próxima segunda-feira, o Saint Dennis em Paris reedita a final do último europeu. Os Irlandeses são a surpresa do grupo ao superar a Suécia e ainda garantirem uma vaga no conjunto dos melhores terceiros e no próximo domingo, em Lyon, defronta os anfitriões França, em mais um duro teste ao imenso coração irlandês.

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Melhor em campo – Fonte: uefa.com

Suécia vs Bélgica – 0-1 ( Nainggolan )

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Onze iniciais – Fonte: http://lineupbuilder.com

Em Nice, tudo estava por decidir, onde a Bélgica a precisar apenas de empatar para garantir imediatamente o apuramento e a Suécia a ter forçosamente de vencer para continuar por terras gaulesas. No lançamento do jogo, o capitão e estrela maior da Suécia, Zlatan Ibrahimovic, confirmava que o último jogo da equipa no Europeu seria também o seu último com a camisola Sueca. Estava assim lançado mais um dado para o decisivo jogo desta noite.

De facto, o carácter decisivo do jogo pareceu pesar na cabeça das duas equipas na grande maioria do tempo. A Bélgica assumiu uma posição de maior controlo das operações, não parecendo disposta a correr muitos riscos nem a acelerar demasiado o ritmo do jogo. Os Suecos a quererem mais, mas a aparentarem sempre muita incapacidade e talento individual para desiqulibrar e alimentar da melhor maneira o avançado de excelência que habita na sua frente de ataque. Foram raras as oportunidades de golo nos primeiros 45 minutos, onde Berg proporcionou uma grande defesa a Courtois na fase inicial do jogo na sequência de uma segunda bola após um livre lateral, e, perto do intervalo e também de bola parada, o lateral Meunier quase desviava de cabeça para golo um belo cruzamento de De Bruyne.

A segunda metade não alterou muito o cariz do jogo, a equipa de Marc Wilmots continuava a apostar em rápidas transições ofensivas aproveitando o talento e velocidade dos seus homens da frente, e a Suécia esperava e desesperava por um momento de inspiração do seu número 10. À passagem dos minuto 62 esse momento parecia ter chegado, Ibra fez golo, mas o árbirtro da partida anulou o lance por alegada falta de Berg no lance imediatamente anterior.

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Lukaku perto do golo – Fonte: uefa.com

O lance pareceu despertar o jogo que teve até ao final mais espaço para as equipas puderem atacar. Os Suecos, sem nada a perder, arriscaram mais e os Belgas tiveram então a oportunidade que esperavam para criar perigo através de rápidos ataques. De Bruyne deixou Lukaku na cara de Isaksson à passagem do minuto 72, mas o guardião sueco foi mais forte, no minuto seguinte lance idêntico, mas o avançado belga estava em posição irregular. Era a melhor fase da partida, com Zlatan Ibrahimovic a obrigar Courtois a defesa apertada num livre directo frontal ao minuto 75. Quatro minutos, Mertens acabado de entrar, quase desfaz a igualdade, para poucos segundos depois De Bruyne salvar em cima da linha de golo um cabeceamento de Johansson. Finalmente aos 83 minutos o nulo seria desfeito, rápido contra-ataque belga conduzido por Hazard, que encontrou Nainggolan à entrada da area de onde rematou para o fundo das redes suecas.

A Suécia estava fora do Euro e Zlatan Ibrahimovic encerrava em Nice o seu fabuloso trajecto ao serviço da sua selecção. A selecção europeia melhor colocada no ranking FIFA, a Bélgica, seguia em frente na prova onde no próximo domingo em Toulouse defronta a Hungria, vencedora do grupo de Portugal.

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Ibra no hora do adeus à sua selecção – Fonte: uefa.com

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Melhor em campo – Fonte: uefa.com

Classificação final do Grupo

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 Topo da jornada:

A qualidade dos dois jogos não foi elevada, mas o que faltou nesse campo sobrou em emoção, com à entrada para os últimos dez minutos finais dos dois jogos, três das equipas do grupo ainda estarem em plena luta pelo apuramento. E foi mais ao menos ao mesmo tempo que os golos apareceram nos dois estádios, Nainggolan e Brady desataram as amarras que imperaram nos dois jogos e fizeram a festa para as sua respectivas selecções.

Fundo da jornada:

A Suécia sai de França com apenas um ponto e um golo marcado (que até foi um auto golo). Muito pouco para uma equipa que se esperava capaz de se intrometer entre os favoritos Itália e Bélgica na luta pelos primeiro lugares do grupo. O último lugar do grupo e a perda do seu capitão e melhor marcador de sempre será certamente uma oportunidade para os Suecos repensarem o seu futebol e apostar definitivamente na geração que em 2015 se sagrou campeã da Europa em sub-21.

Autor: Carlos Soares

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