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Euro 2016 – Meias-Finais II

Euro 2016 – Meia-Final

Estádio : Vélodrome – Marselha

Alemanha-0 vs França-2

inicio

Imagem 1: Cenário à partida para a meia-final de Marselha ( fonte uefa.com)

Jogo grande na segunda meia-final do Euro 2016, Alemanha e França procuravam garantir lugar na Final do próximo Domingo, em Paris frente a Portugal. Duelo histórico entre duas potencias do futebol europeu e mundial, de um lado os actuais campeões do Mundo e crónicos candidatos ao titulo Europeu e do outro a equipa da casa que queria repetir as vitórias caseiras do Europeu de 1984 e do Mundial de 1998. Os franceses tentavam a vingança da eliminação sofrida nos quartos-de-final no Mundial do Brasil, onde o golo de Hummels afastou o sonho gaulês de seguir em frente no mundial brasileiro. Hummels que era uma das baixas germânicas para o jogo de hoje,o amarelo visto no jogo com a Itália tirava do jogo o experiente central, que se juntava às baixas de Mário Gomez e Khedira por lesão.

Onze da Alemanha :

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Joachim Low fez entrar Draxler, Schweinsteiger e Emre Can, que se estreava neste Campeonato da Europa, e arrumou a equipa num 4-3-3, diferente do esquema de três defesas que apresentou na partida contra a Itália.

Onze da França:

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Deschamps repetiu a fórmula do jogo com a Islândia, apostando em Griezmann no corredor central, nas costas do avançado Giroud e na dupla de médios todo o terreno Pogba e Matuidi.Na defesa o jovem Umtiti ganhou definitivamente o seu espaço, e fazia novamente dupla com Koscielny.

O jogo começou electrizante, com as duas formações a darem mostras de querer disputar o jogo pelo jogo e cada centímetro do relvado era espaço de duras batalhas pela posse de bola. Numa fase ainda de estudo Griezmann começou a fazer das suas e depois de tabelar com Matuidi, entrou na área e obrigou Neuer a uma defesa apertada, com um remate rasteiro com o pé direito. A Alemanha reagiu pouco depois, com Muller a rematar ao lado e pouco depois Can a obrigar Loris a defesa apertada. Parecia que iríamos ter um jogo de parada e resposta, mas paulatinamente os alemães foram impondo a sua força, com os seus laterais Hector e Kimmich a darem grande largura ofensiva ao seu jogo, surgindo depois Ozil e Draxler em zonas interiores,onde a Alemanha conseguia ir trocando a bola e avançando com perigo, pecando apenas no ultimo passe ou na finalização.

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Imagem 2 : momento ofensivo alemão na primeira parte( fonte uefa.com)

À passagem da meia hora os alemães tinham 70% de posse de bola e controlavam uma França que vivia das arrancadas de Griezmann, mas sem ligar o seu jogo de forma a importunar Neuer, a não ser em livres frontais de Payet e Progba que não causaram problemas de maior. Nos últimos dez minutos da primeira parte os gauleses conseguiram respirar um pouco, mas quando tudo parecia indicar que teríamos um nulo ao intervalo, no período de descontos um canto batido por Griezmann para a cabeça de Evra encontrou a mão do capitão Schweinsteiger, num lance idêntico ao lance de Boateng nos quartos de final. Griezmann bateu para um lado, Neuer atirou-se para o outro, e a França levava uma preciosa vantagem para os balneários, depois de ter estado em dificuldades ao longo de grande parte dos primeiros quarenta e cinco minutos.

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Imagem 3 – lance da grande penalidade em cima do intervalo ( fonte uefa.com)

O golo antes do intervalo mexe sempre com as equipas, quem marca ganha um bálsamo importante e quem sofre tem dez minutos difíceis de encaixar nas cabines. O reatamento trouxe um jogo de cariz algo diferente, a França voltou a entrar com grande intensidade e Giroud e Griezmann podiam ter ampliado a vantagem gaulesa. A Alemanha não estava tão dominadora e algo precipitada, e a França foi ganhando confiança com o passar dos minutos. E se o primeiro golo tinha surgido de um erro individual alemão, à passagem do minuto setenta Kimmich domina mal a bola em plena área e Progba depois de fazer de Mustafi o que quis, cruzou, Neuer sacudiu para a frente e o oportuno Griezmann empurrou para dentro da baliza. Estava feito o segundo golo Francês e a final de Paris estava a um pequeno passado para a equipa da casa. O golo intranquilizou ainda mais a Alemanha e colocou o jogo ao jeito das transições rápidas francesas, que com a entrada de Kanté fechou de vez os caminhos para a sua baliza. Os campeões do Mundo tentaram reduzir, mas sempre mais com coração do que com a organização e princípios que a caracterizam.

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Imagem 4-Festejos do segundo golo francês ( fonte uefa.com )

Foi um belo jogo de futebol a meia-final de Marselha, duas equipas que procuraram vencer o jogo com as suas armas, a França chega a mais uma final em casa, com uma dose de felicidade à mistura, a mão de Schweinsteiger e o erro de Kimmich deitaram tudo a perder para a equipa de Joachim Low, que mostrou mais uma vez a força dos seus argumentos, a ausência de Hummels, Khedira e Mário Gomez também condicionaram o jogo alemão. A França soube sofrer e levar o jogo para terrenos que a favoreceram, tem talento de sobra e um Griezmann a fazer um torneio de grandíssimo nível.

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Imagem 5 – o contraste no relvado no final do jogo ( fonte uefa.com )

Antoine Griezmann foi naturalmente o homem do jogo para a UEFA, marcou os dois golos e foi sempre dele que surgiu o maior perigo para a baliza de Neuer. A sua passagem para zonas mais centrais deu um novo fulgor ao jogo ofensivo da França neste Europeu. É o melhor marcador com seis golos e respira confiança por todos os poros.

homem do jogo

Imagem 6: homem do jogo ( fonte uefa.com )

Final – Domingo, 10 de julho, 20h (Paris – Stade de France)

Portugal vs França

Autor: Carlos Soares

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