-- ------ Euro 2016 - Oitavos de Final II - Bom Futebol
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Euro 2016 – Oitavos de Final II

Euro 2016

Oitavos de Final

País de Gales 1 – 0 Irlanda do Norte

Parc des Princes – Paris

1.1

 

Em pleno Parque dos Príncipes, na cidade de Paris, o árbitro Martin Atkinson deu início para o segundo jogo dos oitavos de final às 17h portuguesas, em que estiveram frente a frente País de Gales e Irlanda do Norte. Uma partida inédita entre estas duas selecções britânicas em fases finais do Europeu, bem como pela primeira vez ambas as equipas chegaram a esta fase de um Europeu, sendo que somente uma delas iria ultrapassar a barreira dos oitavos de final.

País de Gales partia para este jogo com maior favoritismo, tendo em conta a prestação na fase de grupo que finalizou em primeiro lugar no grupo B. Para esta partida de carácter decisivo, Chris Coleman fez alinhar a seguinte equipa: Hennessey a ser novamente o dono da baliza galesa; uma linha de 3 defesas centrais composta por Chester, Williams e Davies, sendo que os alas foram Gunter (direito) e Taylor (esquerdo); um trio de médios centros composto por Allen, Ledley e Ramsey; sendo que na frente a dupla Gareth Bale e Sam Vokes.

1.2

Figura 1 – País de Gales em 5-3-2.

Michael O’Neill tinha a dura tarefa de orientar e liderar os seus jogadores, contra uma adversário de valor e com individualidades que têm-se apresentado a alto nível nesta competição, como o caso de Bale e Ramsey. Apesar de o apuramento para esta fase já ser considerada um prémio para a Irlanda do Norte, a ambição e dedicação continua alta nas fileiras irlandesas, pois o sonho continua vivo até ao fim do apito do árbitro. Afim de continuarem a sonhar, O’Neill fez alinhar a seguinte equipa: McGovern a ser o guarda-redes escolhido para defender a baliza norte irlandesa; um quarteto defensivo por Hughes, Mcauley, Cathcart e Jonny Evans; no sector intermédio, bem composto por 5 jogadores, alinharam Jamie Ward como médio ala direito, Steven Davis, Corry Evans e Norwood como médios centros, e Dallas a médio ala esquerdo; na frente de ataque o irrequieto, combativo e sempre perigoso Kyle Lafferty.

1.3

Figura 2 – Irlanda do Norte em 4-5-1.

Ambas as equipas na fase de grupos demonstraram uma forma de jogar que privilegiava darem o controlo de jogo e iniciativa ao adversário, apostando em defender bem para depois saírem em fortes transições defesa/ataque. Desta vez as duas equipas não poderiam ter a mesma postura. Foi o País de Gales quem mais assumiu o jogo e tentou controlá-lo, mas a equipa norte irlandesa nunca fugiu de, quando tinham a posse de bola, procurar atacar a baliza adversária com perigo. Tal mentalidade e atitude, tipicamente britânica, deu origem a um jogo aberto desde o primeiro minuto e a uma fantástica mentalidade do que se quer no jogo de BOM FUTEBOL!

A primeira equipa a demonstrar maior sucesso com a sua estratégia de jogo foi a equipa da Irlanda do Norte. Aos 9 minutos, numa saída em ataque rápido pelo corredor direito, Ward serve um colega à entrada da área para Norwood, com este a lateralizar para a esquerda ou surge Dallas a rematar de primeira de pé esquerdo para uma boa defesa de Hennessey. A Irlanda do Norte a dar sinal aos galeses que o caminho para os quartos de final não seria fácil.

Aos 18 minutos, o País de Gales reagiu e ameaçou desfazer o empate inicial, quando Sam Vokes correspondeu bem a cabeceamento vindo da esquerda, desviando a bola para onde se encontrava Ramsey com este a colocar a bola dentro da baliza mas com o golo a ser bem invalidado por fora de jogo do médio do Arsenal.

1.4

Foto 1 – Ramsey a colocar a bola no fundo da baliza, mas em fora de jogo. Fonte: uefa.com.

Pouco depois seria novamente a equipa da Irlanda do Norte a estar mais perto do golo. Aos 21 minutos de jogo, Lafferty a fazer um bom remate de longe, obrigando Hennessey a desviar para canto. A estratégia da Irlanda do Norte dava mais frutos que o do País de Gales.

O jogo tornou-se muito equilibrado até ao intervalo, com muita disputa de bola na zon a central do terreno, sem que nenhuma equipa tivesse capacidade de criar maior ascendente sobre a outra, e ambas as equipas demonstraram estarem bem capacitadas e preparadas defensivamente para anularem os pontos fortes ofensivos dos adversários. Assim chegou-se ao intervalo com um empate sem golos, que demonstrava o equilíbrio que se assistiu em campo.

1.5

Foto 2 – O equilíbrio nas disputas de bola foram uma constante ao longo do jogo. Fonte: uefa.com.

Para  segunda parte a primeira equipa a cria perigo foi o País de Gales. Aos 52 minutos, Ramsey a fazer um passe longo para as costas da defesa, onde surge Vokes sozinho nas costas dos dois defesas centrais a cabecear fraco e ao lado da baliza do guarda-redes norte irlandês. Pouco depois Coleman decide retirar o desinspirado Vokes, fazendo entrar para o seu lugar Hal Robson-Kanu.

Aos 57 minutos surge pela primeira vez Gareth Bale a criar perigo. Num livre a alguma deistância, mas ao jeito do seu fantástico pé esquerdo, Bale bate a bola na sua peculiar forma, fazendo esta um arco por cima da barreira e rapidamente a começar a cair mas o guarda-redes McGovern a voar para uma fantástica defesa.

1.6

Foto 3 – Defesa de McGovern a livre de Bale. Fonte: uefa.com.

Aos 63 minutos Coleman decide arriscar, retirando o médio defensivo Ledley e colocando mais um avançado, neste caso Jonathan Williams, alargando a frente de ataque para três jogadores, Bale, Robson-Kanu e Williams.

Michael O’Neill decide responder às mudanças de Coleman, fazendo entrar Washington para o lugar do desgastado Ward, isto aos 69 minutos de jogo.

Numa segunda parte em que a equipa do País de Gales esteve mais tempo no meio-campo adversário e mais perto da área adversária, finalmente o nulo foi desfeito. Após uma combinação directa entre Ramsey e Robson-Kanu o médio faz a bola chegar a Bale no corredor esquerdo com este a cruzar tenso de primeira, só que ânsia de evitar que a bola chegasse a Robson-Kanu McAuley acaba por fazer introduzir a bola na sua própria baliza. Com uma dose de felicidade mas também resultado do seu trabalho e insistência, aos 75 minutos de jogo o País de Gales chegava ao 1-0.

1.7

Foto 4 – Infelicidade de McAuley ao fazer auto-golo. Fonte: uefa.com.

O seleccionador O’Neill procurou rapidamente reagir e decide aos 79 minutos retirar o médio Norwood, entrando para o seu lugar o avançado McGinn de forma a alargar a frente ataque e ter mais jogadores para um jogo mais directo na parte final do jogo.

Sem conseguir tirar os respectivos dividendos, O’Neill volta a arriscar e retira o defesa central McAuley e coloca em campo Magennis. Infelizmente para as suas intenções a equipa do País de Gales mostrou uma capacidade defensiva muito forte, fosse no jogo aéreo, como com mudanças do centro de jogo através de passes longos, conseguindo anular todas as tentativas da Irlanda do Norte de chegar no minímo ao empate.

Ao quarto minuto de compensação, numa final em que todas as equipas presentes em campo eram britânicas, o inglês Martin Atkinson apitou para o fim do jogo, oficializando a vitória do País de Gales e a sua respectiva passagem aos quartos de final.

1.8

Foto 5 – Equipa do País de Gales a celebrar em união, a passagem para os quartos de final. Fonte: uefa.com.

Como podemos verificar pelas estatísticas apresentadas, este foi um jogo equilibrado, em que ambas as equipas sabiam como anular os pontos fortes uma da outra, acabando o País de Gales chegar à vitória num lance infeliz do adversário. Não foi um jogo de fino recorte técnico e tático, mas como qualquer jogo em que se apresentam duas equipas britânicas, foi um jogo emotivo, disputado a um ritmo intenso e com um grande ambiente de festa, alegria e fair play nas bancadas.

1.9

Foto 6 – Estatística Ofensiva de País de Gales (azul) e da Irlanda do Norte (amarelo). Fonte: uefa.com.

2.0

Foto 7 – Estatística Geral de jogo de País de Gales (azul) e da Irlanda do Norte (amarelo). Fonte: uefa.com.

2.1

Foto 8 – Estatística Defensiva de País de Gales (azul) e de Irlanda do Norte (amarelo). Fonte: uefa.com.

Destaque individual para a nomeação de Gareth Bale como melhor jogador em campo. Apesar de não ter sido um jogo em que tenha estado em tanta invidência individual como nos restantes, Bale foi sempre um foco de perigo para a baliza adversária e um dos maiores dinamizadores do ataque galês.

2.2

Foto 9: Gareth Bale, Homem do Jogo. Fonte: uefa.com.

Autor: Ricardo Freitas

 

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