-- ------ Euro 2016 - Quartos-de-Final IV - Bom Futebol
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Euro 2016 – Quartos-de-Final IV

Euro 2016

Quartos-de-Final 

França 5 – Islândia 2

Stade de France – Paris

Árbitro : Bjorn Kuipers ( Holanda )

Dois sonhos em confronto no Stade de France, onde se procurava o ultimo semifinalista do Europeu 2016. A equipa da casa em busca de novo titulo conquistado em casa, e os Islandeses a viver um autêntico conto de fadas em terras gaulesas, tentavam subir mais um degrau e defrontar a Alemanha na meia-final de Marselha.

A Islândia que já tinha surpreendido na fase de qualificação (a Holanda que o diga), fazia o quinto jogo e repetia o mesmo onze , frente a uma França em crescendo e que tinha Sissoko como novidade no onze no lugar do castigado N`Golo Kante.

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Figura 1 – Onze Francês frente à Islândia num 4-2-3-1

Deschamps mostrava levar o adversário bem a sério, a ausência de Kante foi também sinal de alteração da estrutura da equipa, com Matuidi e Pogba a assumirem a luta do meio campo a dois, Griezmann a derivar para o corredor central e jogar no seu território mais natural nas costas de Giroud. Payet e Sissoko eram mais dois nomes a pisar terrenos ofensivos, numa França com outra abordagem ao jogo e com mais jogadores nas acções ofensivas.

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Figura 2 – o 4-4-2 Islandês com os mesmos 11 guerreiros

Os Vikings Islandeses repetiam o onze pela quinta vez consecutiva, a frescura já não foi a mesma e o factor surpresa estava já eliminado depois da fase de grupos, e principalmente com a vitória frente à Inglaterra na eliminatória anterior.

O jogo começou com um ambiente extraordinário no Estádio com grande apoio do público das duas selecções. A França mostrou desde cedo ter a lição bem estudada, a forma como abdicou de pressionar a primeira fase de construção islandesa, sabendo que o adversário iria procurar a bola longa. Griezmann a vaguear nas costas de Giroud com movimentos bastante assertivos que procuravam dificultar a organização segura da Islândia. No centro do terreno cedo se percebeu que Pogba e Matuidi iriam travar duelos intensos com Sigurdsson e o capitão Gunnarsson. Os Islandeses procuravam que o jogo decorresse em terrenos que pudessem ter sob controlo, mas depois de dez minutos de estudo mutuo Matuidi descobriu Giroud, no limite do fora de jogo, e o avançado do Arsenal não perdoou de pé esquerdo e adiantou os gauleses. O golo não descansou  nenhum francês, a Islândia tinha estado em desvantagem com Portugal e Inglaterra e conseguiu em ambas ocasiões voltar ao jogo. Mas o golo de Giroud acrescentou confiança aos franceses que estavam seguros no jogo e claramente preparados para os pontos fortes que o adversário tinha vindo a exibir ao longo do Torneio. Com as bolas longas controladas e os lançamentos de linha lateral de Gunnarsson a não conseguirem criar perigo foi sendo notório o maior domínio francês. Na passagem do minuto 19 um canto batido por Griezmann encontrou a cabeça de Pogba que,nas alturas descobriu o caminho para o segundo golo.

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Paul Pogba festeja o segundo golo Francês ( fonte uefa.com )

O sonho Islandês parecia ruir perante a força que a França ia demonstrando, os nórdicos muito formatados para jogar no seu estilo pareciam não encontrar o antídoto para contrariar a dinâmica ofensiva francesa com um super Griezmann a baralhar tudo e todos no bloco sempre compacto Islandês.  O plano de jogo delineado por Deschamps parecia estar a resultar em pleno e a Islândia estava agora numa situação delicada e pela qual ainda não tinha passado no Europeu, quando a sua dupla de treinadores já suspirava pelo intervalo para tentar corrigir algumas coisas, a França resolveu a partida com os golos de Payet e Griezmann. Os golos ao cair da primeira parte não foram surpresa tal era a enxurrada de futebol ofensivo que os gauleses iam exibindo no relvado, constantes movimentações e trocas de bola cada vez mais confiantes foram culminadas com os dois golos. Payet aproveitou mais um passe de Griezmann e rematou de fora da área e pouco depois foi mesmo Griezmann a aproveitar da melhor maneira a movimentação nas costas de Giroud para com classe, picar a bola sobre Halldórsson e fazer o 4-0 com que se chegava ao intervalo .

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Quarto golo Francês antes do intervalo ( Fonte uefa.com )

As equipas iam para os balneários com sensações bem distintas, a França já com a Alemanha no pensamento e a Islândia a saber que estava muito perto o final do seu percurso de sonho no Europeu 2016. No regresso ao relvado tivemos um jogo de cariz bem distinto, a França que tinha terminado a primeira parte com esmagadores 67% de posse de bola, vinha agora com um ritmo mais baixo e com menor intensidade nas acções. Os Islandeses pareciam mais soltos e dispostos a continuar a lutar até ao apito final. A postura nórdica fez com que assistíssemos a uma segunda parte entretida, com ambas as equipas a terem e consentirem mais espaços para se jogar.

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Islandeses festejam primeiro golo ( Fonte uefa.com )

O golo de Sightorsson ao minuto 59 fez explodir a festa na claque Islandesa, mas a reacção gaulesa foi imediata, livre de Payet e cabeça de Giroud a antecipar-se ao guardião Islandês e a repor a vantagem em quatro golos. Os minutos decorriam já sem a carga emocional da duvida sobre quem seguiria em frente, mas a Islândia continuou a mostrar bons argumentos e disposta a ser eliminada de cabeça bem erguida, Deschamps mexia na equipa já a pensar na meia-final e no terreno de jogo os seus jogadores pareciam também já dosear as forças para a dura batalha da próxima quinta-feira. A seis minutos do final, Bjarnason fez o segundo golo da Islândia, ele que tinha sido o primeiro jogador da sua selecção a marcar ( frente a Portugal) era também o ultimo a por os adeptos e o pais inteiro a festejar.

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Giroud bisou na partida ( Fonte uefa.com )

Final da partida e a lei do mais forte imperou, a forma séria e concentrada com que a França encarou o adversário, aliada à maior qualidade individual e colectiva foram determinantes no apuramento para a meia-final. Griezmann foi determinante ao longo da primeira parte a, supremacia da dupla Pogba e Matuidi foi crucial perante um adversário que na dimensão física do jogo tinha sido imperial ao longo da competição.

Estatísticas da partida:

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Estatísticas do jogo ( Fonte uefa.com)

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Homem do jogo ( Fonte: uefa.com)

Giroud foi eleito homem do jogo pela UEFA, o avançado do Arsenal bisou na partida e foi importante na forma como lutou e se movimentou na frente de ataque gaulesa.

A França segue para a meia-final que é uma autentica final antecipada com a Alemanha e a Islândia regressa para casa, onde a espera certamente uma nação inteira orgulhosa do extraordinário percurso que a sua selecção fez. Os Islandeses foram uma das sensações da prova, a forma corajosa como defrontaram os adversários,a harmonia demonstrada com os seus adeptos e o seu famoso Haka Viking, fazem dos nórdicos uma das figuras do Torneio e ficarão certamente no coração de todos os amantes da modalidade. A equipa da casa prossegue a sua luta pelo titulo Europeu e tem na próxima quinta-feira um duro teste frente aos campeões do mundo Alemanha.

Meia-Final : Alemanha vs França – Quinta-Feira 7 de Julho

Autor : Carlos Soares

 

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