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Europeu Feminino 2017, quem desafia a Alemanha?

Europeu Feminino 2017, quem desafia a Alemanha?

O logótipo oficial do Europeu Feminino 2017. Fonte: UEFA

A Alemanha obteve sete das oito edições UEFA do Europeu Feminino de futebol, apenas falhando em 1995, ano em que se quedou pela 4.ª posição e viu coroada a Noruega. O alargamento para 16 equipas nacionais sublinha o desenvolvimento do futebol feminino e espera-se que França, Inglaterra, Suécia ou a sempre perigosa Noruega desafiem este avassalador domínio germânico.

Serão sete as cidades holandesas a acolherem esta debutante edição a 16, Enschede, Breda, Roterdão, Utrecht, Deventer, Doetinchem e Tilburg.

Fonte: Sítio oficial da prova

Grupo A:

Holanda

A anfitriã Holanda aponta a uma boa prestação e tentar surpreender . As Oranje Leeuwinnen estrearam-se numa fase final em 2009 – e com estrondo – somando logo uma posição de pódio, 3.º lugar, quedando-se pela fase de grupos em 2013. Imitar a estreia será um sonho para as ‘Leoas Laranjas’.

Antiga futebolista, Sarina Wiegmann é a primeira mulher a orientar a equipa nacional holandesa, depois de já o ter feito em 2015 de forma interina, sucedeu definitivamente a Arjan van der Laan em 2017 e está nos seus ombros a tarefa de um bom desempenho em casa.

A renovação é notória, com várias jovens de 20 anos nesta lista final.

Para a baliza as opções são Van Veenendal, guardiã do Arsenal; a mais veterana das convocadas, Loes Geurts, do Paris-SG, e Angela Christ, parte do plantel do PSV Eindoven.

Fonte: UEFA

No alinhamento defensivo surgem a consagrada Anouk Dekker, actualmente nas francesas de Montpellier, Van Lunteren, Van der Gragt, Van der Most e Zeeman do Ajax, Van den Bergen joga na formação inglesa do Reading, Kika Van Es é do Twente, Dominique Janssen é do Arsenal.

Para o meio-campo as escolhas recaíram em Spitse do Twente, Van de Donk é do Arsenal, a estrela Lieke Martens está no Barcelona, Jill Roord no colosso Bayern Munique, Groenen é sua rival de liga no 1.FFC Frankfurt, Folkertsma acresce ao lote do Ajax e Van den Bulk está na Suécia ao serviço do Djurgarden.

Fonte: UEFA

Para o ataque a equipa da casa tem Van de Sanden do Liverpool, a fabulosa Vivianne Miedema, com somente 20 anos ainda, agora no Arsenal, Renate Jansen faz parte do Twente, Lewerissa do PSV e Beerensteyn, mais um prodígio contratado pelo Bayern.

A equipa holandesa culminou as preparações com um magro triunfo face a Gales, com o resumo para ver aqui.

Bélgica

A estreia absoluta das ‘Red Flames’ numa fase final dá-se quase em casa, na vizinha Holanda, cujo sorteio emparelhou logo na fase de grupos.

Depois de uma curiosa experiência de uma liga feminina partilhada entre Bélgica e Holanda, que potenciou e elevou a qualidade de ambos os lados, desentendimentos sobre salvaguardas, finanças e afins levou ao fim da BeNe League e a um reatar dos campeonatos independentes em Holanda e Bélgica, contudo os anos desta liga catapultaram algumas futebolistas para outros patamares.

A  opção do seleccionado belga foi enfrentar alvos mais complicados, fechando o ciclo com um importante triunfo sobre a Rússia, todavia o ciclo preparatório incluiu embates com Japão, Espanha e França, empate e derrotas que serviram para aprimorar o colectivo e ganhar calo competitivo.

A foto de família. Fonte: Twitter Oficial da Selecção Feminina da Bélgica, @BelRedFlames

Odeurs, que foi companheira de Dolores Silva e de Laura Luís na última temporada, faz parte dos quadros das alemãs do Jena, tendo como concorrência para a baliza belga Nicky Evrard do Twente e Lemey do Anderlecht, um trio muito jovem na baliza.

A linha defensiva tem como opções Philtjens do Ajax, Jaques e Deloose do Anderlecht, Coutereels nas francesas do Lille, Van de Putte, que está nas suecas do Kristianstad, Courtois do Standard Liège, também conhecida pelas suas presenças cinematográficas e televisivas, e Van Wynendaele do Gent.

Para o meio-campo Ives Sarneels chamou De Cagny, Van Grop, De Neve e Van den Abbeele, todas do Anderlecht, onde partilharam balneário com Solange Carvalhas, a melhor marcadora do campeonato português, não convocada por Francisco Neto, Onzia do Twente, Yuceil do PSV e Biesmans do Standard Liège.

Para o ataque estão Wullaert, das alemãs do Wolfsburgo, Zeler do Anderlecht, Cayman, que alinha nas gaulesas do Montpellier, a adolescente Vanmechelen do Standard Liège, de 17 anos, uma das mais jovens da prova, Daniels, que está no Bristol City de Inglaterra, e Coryn das gaulesas do Lille.

Noruega

O Grupo A é muito aberto, será o habitualmente alcunhado de ‘grupo da morte’ face ao equilíbrio teórico. Às duas formações do Benelux acrescem as fortes nórdicas Noruega e Dinamarca.

As norueguesas são ‘somente’ finalistas de 2013, numa altura em que o futebol feminino local já estava em regressão, comparativamente com as concorrentes Suécia, Alemanha ou França. A liga foi outrora forte, mas hoje em dia é secundária e perde mesmo para a vizinha dinamarquesa, a inglesa ou a espanhola, além das acima notadas.

Apesar do declínio do campeonato local, a verdade é que a Noruega foi finalista em 2005 e 2013 e semifinalista em 2001 e 2009, ou seja, tem estado constantemente na decisão do Europeu, sendo ainda a única a ter destronado a Alemanha.

Fonte: Sítio oficial da Federação Norueguesa de Futebol www.fotball.no

Fonte: Sítio oficial da Federação Norueguesa de Futebol www.fotball.no

Martin Sjogren tem um naipe de futebolistas sediadas na liga norueguesa, contudo várias das estrelas, nomeadamente do miolo para diante, alinham em equipas de topo no estrangeiro e são vedetas aí.

A eterna Ingrid Hjelmseth do Stabaek continua a dominar a baliza, sendo secundada por Cecilie Fiskerstrand, sua aprendiz no Stabaek, que deixou em 2015 para ganhar tempo no Lillestrom. Oda Marie Bogstad do Klepp é uma ainda debutante na primeira selecção.

Maria Thorisdottir, Klepp, Nora Holstad Berge, do Bayern Munique, Stine Pettersen Reinas e Frida Maanum, Stabaek, Anja Sonstevold, Lillestrom, e Kristine Leine, Roa, são as escolhas para a defesa.

No miolo Sjogren optou por Wold, Spord e Reiten, Lillestrom, Tuva Hansen, Klepp, Maren Mjelde, que partilhou balneário com Ana Borges nas inglesas do Chelsea, Schjelderup das suecas do Eskilstuna United, Andrine Hegerberg das inglesas do Birmingham, Minde, companheira de Cláudia Neto no Linkoping, Isaksen, Stabaek.

Para o ataque surgem as estrelas Elise Thorsnes, Avaldsnes, Ada Hegerberg, a mais jovem e mais famosa das irmãs, ‘sucessora’ de Lotta Schelin no Olympique Lyon, Caroline Graham Hansen das alemãs do Wolfsburg, acompanhadas por Lisa-Marie Utland do Roa e Emilie Haavi, actualmente nas norte-americanas do Boston Breakers.

Dinamarca

Depois do 3.º lugar em 91 e 95, das meias-finais em 2001 e 2013, as dinamarquesas quedaram-se pela fase de grupos nas restantes fases finais do Europeu Feminino. Num grupo tão equilibrado será vital um bom começo sob pena de voltarem a ficar pela fase preliminar desta competição.

Os desafios preparatórios não deram as melhores indicações, derrotas face a Inglaterra e Áustria, mas a sério é que se avaliará a qualidade colectiva da selecção da Dinamarca.

Stina Lykke Petersen do Kolding deverá ser a dona da baliza, tendo como alternativas Maria Lindblad Christensen do Fortuna Hjorring e Line Geltzer Johansen do Vejle.

Fonte: Sítio oficial da Federação Dinamarquesa de Futebol/Anders Kjærbye/www.fodboldbilleder.dk

Na linha defensiva estarão Line Roddik Hansen do Barcelona, Janni Arnth Jensen, parceira de Cláudia Neto no Linkoping, Simone Boye Sorensen, das suecas do Rosengard, a extravagante Theresa Nielsen, das norueguesas do Valerenga, Frederikke Skjodt Thogersen e Luna Norgaard Gewitz do Fortuna Hjorring, Mie Leth Jans do Manchester City, Cecilie Sandvej das germânicas do 1.FFC Frankfurt e Stine Ballisager Pedersen do Skovbakken.

Maja Kildemoes, outra colega da capitã portuguesa no Linkoping, Nanna Christiansen,  uma das ‘resistentes’ do Brondby, que perdeu recentemente várias figuras, Sanna Troelsgaard Nielsen e Sofie Junge Pedersen das suecas do Rosegard, Katrine Veje das gaulesas do Montpellier,  Line Sigvardsen Jensen. que alinha nas norte-americanas de Washington Spirit, e Sarah Hansen do Fortuna Hjorring compõem o leque de escolhas para o centro do terreno.

A extraordinária Nadia Nadim, uma nativa do Afeganistão que brilha pela Dinamarca, para onde emigrou criança, actualmente a alinhar no Pacífico pelas Portland Thorns, Pernille Harder, a alinhar na Bundesliga pelo Wolfsburg, Stine Larsen, ainda no Brondby, e Nicoline Sorensen, de 19 anos mas já a alinhar no Linkoping de Cláudia Neto, são quatro estrelas para o ataque da Dinamarca.

A Dinamarca espera bastante das suas ‘flechas’ da frente.

Grupo B:

Alemanha

Inevitavelmente, a Alemanha é a grande favorita a nova conquista. A baixa de Popp por lesão tem boas salvaguardas e este será um desafio de fogo a Steffi Jones, na sucessão ao brilhante período de Silvia Neid, 11 anos de triunfos que obrigam a germano-norte-americana a manter esta linha.

Fonte: Colagem fotográfica da Federação Alemã de Futebol DFB.de

Para a baliza, na sucessão a Nadine Angerer, estarão como escolhas Almuth Schult do Wolfsburg, Laura Benkarth do Freiburg e Lisa Weiss do SGS Essen, onde está há 10 anos e teve algumas companheiras lusas no passado.

Josephine Henning das francesas do Olympique Lyon, Hendrich do 1.FFC Frankfurt, Maier e Demann do Bayern, Babett Peter, Isabel Kerschowski e Anna Blaesse do Wolfsburg, Carolin Simon do Freiburg e a polivalente Tabea Kemme do Turbine Potsdam fazem o lote de defensoras à disposição de Steffi Jones.

Para o meio-campo surgem as vedetas Goessling do Wolfsburg, Marozsan do OL, Daebritz do Bayern, Magull do Freiburg, e as alternativas Dallmann e Doorsoun do SGS Essen.

A consagrada Anja Mittag, no Rosengard, Mandy Islacker do Bayern, Lena Petermann do Freiburg, Svenja Huth do Turbine Potsdam e Hasret Kayikci também do Freiburg, são as soluções para o ataque.

O particular diante do Brasil serviu de tubo de ensaio para o Europeu.

Suécia

A par de Alemanha, a Suécia é favorita ao apuramento neste grupo. A selecção do ‘quase’, vencedora do Europeu em 1984, ainda antes da ‘oficialização’ da prova pela UEFA.

Pia Sundhage regressou à Suécia há alguns anos, após a passagem pelo comando dos EUA, mas a equipa nacional continua a não conseguir confirmar no relvado a qualidade que sempre se lhe reconheceu. Falta mais ousadia, dar abertura ao talento para fazer a diferença e cravar vitórias com confiança, não triunfos por margem mínima apenas.

As escolhas de Sundhage. Fonte: Sítio oficial da Federação Sueca de Futebol

A renovação vai existindo, mas tarda, sendo que esta deverá ser a derradeira competição para várias das presentes.

Na baliza estará a veterana Lindahl, agora no Chelsea, Carlen do Pitea e Lundberg do Eskilstunda United.

Sembrandt do Montpellier, Berglund do PSG, Nilla Fischer do Wolfsburg, Jessica Samuelsson, Magdalena Eriksson e Jonna Andersson do Linkoping e Hanna Glas do Eskilstuna United fazem o lote de defesas.

Dahlkvist e Spetsmark do Orebro, a agora ‘médio’ no Manchester City Kosovare Asllani, Josefine Johansson do Pitea, Folkesson do Rosengard, Caroline Seger do OL, Olivia Schough do Eskilstuna United e Elin Rubensson do Kopparbergs oferecem soluções diversas a Sundhage no miolo sueco, muita qualidade a explorar.

Lotta Schelin, de regresso à Suécia depois de vencer tudo com o Olympique Lyon, agora a alinhar no Rosengard, lidera o ataque, onde ainda estarão a fantástica Stina Blackstenius, agora no Montpellier, a exuberante Fridolina Rolfo do Bayern, Hammarlund do Kopparbergs e Mimmi Larsson do Eskilstuna United.

Itália

Perdeu nos quartos-de-final dos recentes Europeus diante da futura campeã Alemanha, o que diz algo da Itália, embora o final da carreira de Patrizia Panico, a grande goleadora transalpina, seja uma tarefa árdua de ultrapassar, num grupo onde estarão obrigadas a bater a algoz Alemanha ou a forte Suécia para poderem avançar rumo à fase a eliminar.

Melania Gabbiadini, irmã de Manolo Gabbiadini, é a corrente estrela máxima e capitã das ‘Azzurre’, orientadas pela antiga estrela do futebol masculino Cabrini, campeão do mundo em 1982 com Itália.

Apesar de alguma evolução da liga italiana, falta a experiência em campeonatos mais fortes, como o alemão ou francês, para que as italianas dêem um salto competitivo. Será uma surpresa se conseguirem deixar pelo caminho Suécia ou Alemanha para se apurarem para os quartos.

Laura Giuliani é a excepção e alinha na Bundesliga, guardando as redes do Freiburg. Marchitelli joga no Brescia e Katja Schroffenegger regressou ao seu Sudtirol depois de quatro anos a defender na Alemanha.

Bartoli e Linari, Fiorentina, Di Criscio, Verona, Sara Gama e Salvai, Brescia, e Tucceri, San Zaccaria, perfazem o lote de defesas seleccionadas por Cabrini.

Fonte: FIGC

Bonansea, Cernoia e Rosucci, Brescia, Carissimi e Guagni, Fiorentina, Fusetti, Como, Galli e Giugliano, Verona, Iannella, Cuneo, e Stracchi, Mozzanica, são as opções de meio-campo.

A foto do conjunto ‘Azzurre’. Fonte: Sítio oficial da Federação Italiana de Futebol FIGC

Para o ataque, a acompanhar Gabbiadini, que representa o Verona, estão Mauro da Fiorentina, Girelli e Sabatino, ambas do Brescia.

Rússia

Desde 1995 que não passam a fazer de grupos, o que não se aguarda também em 2017, onde dificilmente a selecção russa escapará à última posição nesta chave.

A antiga médio da selecção Elena Fomina é a seleccionadora.

O plantel que estará no Europeu 2017. Fonte: Sítio oficial da União Russa de Futebol rfs.ru

A talentosa Tatyana Scherbak do Kuban partilha a luta pela baliza com Julia Grischenko do CSKA Moscovo e Alena Beliaeva do Chertanovo.

Belomyttseva, Sheykina e Makarenko, Ryazan, Kozhnikova e Ziyastinova do CSKA, Morozova do Chertanovo e Shkoda do Kuban são as opções para a retaguarda.

Chernomyrdina do Chertanovo, Cholovyaga, Sochneva e Smirnova do CSKA, Fedorova do Ryazan, Pozdeeva do Zvezda Perm e Gasanova, Morozova e Solodkaya do Kuban compõem o naipe de centrocampistas.

Para o ataque Danilova do Ryazan, Pantyukhina do Zvezda Perm, Karpova e Kiskonen do Chertanovo são as soluções.

Grupo C:

França

À França continua a faltar um título de grande valia na selecção para se confirmar como a potência que a nível de clubes, Olympique Lyon acima dos restantes, tem demonstrado, a rivalizar com as formações alemãs.

O grupo é acessível e as gaulesas estão obrigadas a vencê-lo.

O antigo médio Echouafni é o seleccionador e terá como objectivo não somente ganhar o Grupo C, mas também transportar as francesas para além dos quartos-de-final, que nunca ultrapassaram antes.

Fonte: Sítio Oficial da Federação Francesa de Futebol FFF.fr

Fonte: Sítio Oficial da Federação Francesa de Futebol FFF.fr

Fonte: Sítio Oficial da Federação Francesa de Futebol FFF.fr

Nota para o Juvisy que a partir da próxima temporada, 17/18, será Paris FC, associando-se a agremiação feminina dos arredores de Paris ao histórico clube parisiense.

Islândia

A formação do Árctico surpreendeu em 2013 com os quartos-de-final e pode aspirar a idêntico feito, contudo a disputa pelo 2.º lugar atrás de França prevê-se muito renhida entre islandesas, suíças e austríacas.

As convocadas de Freyr Alexandersson. Fonte: Sítio oficial da Federação Islandesa de Futebol ksi.is

A Iceland Air realizou um excelente spot de antecipação da presença islandesa no Europeu da Holanda. em versão islandesa e inglesa.

Agla María Albertsdottir, nascida em 1999, é a benjamim do Europeu, contudo já conta com quatro chamadas à principal selecção da Islândia e que pode deixar o Stjarnan e rumar ao Velho Continente depois desta montra.

Existem diversas futebolistas a alinharem no estrangeiro e algumas outras, em caso de bom desempenho e vontade de experimentar outras paragens, poderão deixar o arquipélago pós-Europeu.

Uma das mais mediatizadas, ou não jogasse em terras de ‘Tio Sam’, é Dagny Brynjarsdottir.

Áustria

Apesar de debutante numa fase final, o facto de ter quase toda a selecção a alinhar na Bundesliga alemã dá alguma vantagem às austríacas, mas tal terá de ser provado nos relvados.

A foto de ‘família’ das austríacas para o Europeu holandês, abaixo exibida.

 

Thalhammer chamou para a baliza Carolin Grossinger do Bergheim, Jasmin Pfeiler do Altenmarkt e Manuela Zinsberger do Bayern.

As defesas incluem Marina Georgieva do Turbine Potsdam, Virginia Kirchberger do Duisburg, Katharina Schiechtl do Werder Bremen, o par Viktoria Schnaderbeck e Carina Wenninger do Bayern, Sophie Maierhofer que, depois de um ano no Bremen, rumou ao futebol universitário norte-americano na Universidade do Kansas e a ‘local’ Katharina Naschenweng do Sturm Graz.

Para o miolo afiguram-se como opções Verena Aschauer do Sand, Barbara Dunst do Duisburg, Sarah Puntigam do Freiburg e Sarah Zadrazil do Turbine Potsdam, todas da liga alemã, além de Jasmin Eder e Nadine Prohaska do SKN St. Polten e Jennifer Klein do Neulengbach.

No ataque estão disponíveis Nicola Illa do 1899 Hoffenheim, Nina Burger e Laura Feiersinger do Sand, Lisa Makas do Duisburg, a que se somam as locais Stefanie Enzinger, Sturm Graz, e Viktoria Pinther St. Polten.

Suíça

A antiga internacional alemã Martina Voss tem ao seu dispor um leque de excelente qualidade neste grupo suíço, apesar de também ser uma estreante absoluta em fases finais.

As principais futebolistas da selecção helvética são referências nos clubes onde alinham, várias delas na mais forte liga do mundo, a alemã.

As nomeadas suíças. Fonte: Sítio oficial da Federação Suíça de Futebol, football.ch

Thalmann do italiano Verona deverá ser a titular da baliza, sendo alternativas Stenia Michel do Basileia e Friedli do FC Zurique.

A Suíça é uma das equipas nacionais que faz da sua estreia uma real ocasião, com canção dedicada, onde se incluem as jovens seleccionadas, num bom som de Verão, verdadeiramente apropriado para o Europeu, com primeira voz de Rachel Rinast, uma das defesas, germano-helvética, que dobra a carreira de futebolista no Bayer Leverkusen com um incursão no universo musical.

Além disso, cada uma das convocadas dá uma curta ‘bio’ aqui enquadrada.

Martina Moser, Crnogorcevic, Ramona Bachmann secundam a primeira estrela Lara Dickenmann.

Estranhamente, nenhuma das companheiras de Mónica Mendes no Neunkrich, o campeão adiante de FC Zurique e Basileia, está presente nesta convocatória.

Grupo D:

Inglaterra

O encontro da selecção inglesa com o futuro rei. Fonte: Sítio oficial da Federação inglesa de Futebol thefa.com

Mark Sampson conseguiu levar as ‘Lionesses’ até às meias-finais do último Mundial, sendo que as inglesas foram finalistas vencidas em 2009, no entanto ficaram-se pela fase de grupos em 2013. Nesta edição 2017 são claras favoritas a vencerem o Grupo D, uma parceria ibero-britânica.

Não faltam histórias de vida nestas jogadoras, que terão para a baliza Karen Bardsley do Manchester City, Siobhan Chamberlain agora no Liverpool e Carly Telford do Chelsea.

O sangue lusitano está presente nas inglesas através de Lucy Bronze, um dos pilares defensivos da equipa.  Também para a defesa estarão disponíveis as suas colegas no City Demi Stokes e Steph Houghton, Jo Potter do Reading, Casey Stoney e Alex Greenwood do Liverpool, Laura Bassett do Notts County e a consagrada Alex Scott do Arsenal.

David James, ‘controverso’ na baliza inglesa, vai-se mostrando uma estrela televisiva, sendo ele o anfitrião desta série de vídeos patrocinados pela Continental.

Para o meio-campo Jill Scott e Isobel Christiansen, do City, a irrequieta Jordan Nobbs do Arsenal, a visionária Jade Moore do Reading, Karen Carney e Mille Bright do Chelsea.

Nikita Parris tem companhia de peso para o ataque. à dianteira do City juntam-se as reconhecidas Ellen White do Birmingham e Toni Duggan, recém-transferida para o Barcelona, Jodie Taylor do Arsenal, a lutadora Fara Wiliams, companheira de Taylor, e a jóia Fran Kirby, por quem o Chelsea terá batido o recorde de transferências feminino no mercado inglês quando a recrutou ao Reading em 2015.

Escócia

A selecção escocesa é mais uma estreante em fases finais do Europeu e terá dificuldades em superar a vizinha Inglaterra e a perigosa Espanha, não sendo de esperar que vá além da fase de grupos.

A sueca Anna Signeul é a seleccionadora

Duas guarda-redes da melhor formação feminina escocesa, o Glasgow City, Gemma Fay e Lee Alexander, juntam-se a Shannon Lynn das suecas do Vittsjo GIK.

Na defesa estarão Joelle Murray, Rachel McLauchlan e Kirsty Smith do Hibernian, Frankie Brown das inglesas do Bristol City, Vaila Barsley das suecas do Eskilstuna United, Ifeoma Dieke, igualmente a alinhar na Suécia ao serviço do Viitsjo GIK, Sophie Howard nas alemãs do 1899 Hoffenheim e no Pacífico está Rachel Corsie, a defender as cores das Seattle Reign.

Para o miolo as escocesas surgem com Hayley Lauder, Jo Love, Leanne Ross e Leanne Crichton do Glasgow City, Erin Cuthbert do Chelsea, Lisa Evans do Bayern, Caroline Weir do Liverpool e Chloe Arthur do Bristol City.

Foi por golos como este que Erin rumou do Glasgow City para Londres.

Lisa Evans vinca espaço na Baviera.

Para a frente há Lana Clelland, a alinhar nas italianas do Tavagnacco, Fiona Brown das suecas do Eskilstuna United, Christie Murray das inglesas Doncaster Rovers Belles e Jane Ross do Manchester City.

A Vauxhall tem realizado alguns vídeos com as selecções inglesa e escocesa.

Espanha

A purga foi tema de capa na selecção espanhola. A imposição por parte de várias consagradas de uma mudança no comando técnico deixou marcas e a chamada para o Europeu 2017 deixou de fora várias estrelas, a maior das quais a principal figura do futebol feminino espanhol, a galega Verónica Boquete.

Jorge Vilda não pode dizer que convocou as melhores disponíveis quando deixa de fora aquela que ainda é a melhor jogadora espanhola da actualidade. Sonia Bermúdez é outra baixa notada, percebendo-se que o núcleo forte que impôs a saída de Quereda, seleccionador durante 27 anos da equipa feminina, foi ‘queimado’ pela RFEF.

Apesar dessas ausências, a Espanha continua a ter uma forte selecção, com triunfos nas camadas jovens, a crescerem no campeonato e são a par de Inglaterra favoritas ao apuramento para os quartos-de-final.

A foto oficial é sempre razão de divertimento e foi assim que se alinharam para tal.

Esta é a convocatória espanhola

As 23 de Espanha. Fonte: Sítio oficial das Selecções Espanholas. sefutbol.com

Torrecilla, Corredora, Sampedro, Hermoso e, claro, Alexia Putellas são as figuras mais desta equipa nacional, motivada para fazer história.

Portugal

Depois de um apuramento de altos e baixos, Portugal conseguiu entrar no play-off e eliminou a Roménia para conquistar uma histórica estreia numa fase final sénior feminina.

As dúvidas em torno das opções de Francisco Neto permanecem. Deixar de fora a melhor marcadora do campeonato português, Solange Carvalhas, e aquela que é quase unanimemente considerada a melhor lateral esquerda de Portugal, Joana Marchão, sem ter uma opção de base para esse lugar, levanta naturalmente questões sobre as suas escolhas, mas Neto entra e fica na história pelo feito de 2017.

A lista sofreu uma baixa de peso de última hora, Jéssica Silva lesionou-se nesta sexta-feira 14 e é substituída por Diana Gomes. ‘Cai’ uma das estrelas do futebol feminino português.

A foto oficial de Portugal. Fonte: Sítio oficial da Federação Portuguesa de Futebol www.fpf.pt

Para a baliza estão Patrícia Morais, do Sporting CP, Jamila Marreiros do Futebol Benfica e Rute Costa do Sporting Braga.

O Sporting CP que fez nova investida no mercado e tem agora as ‘alemãs’ Ana Cristina Leite e Carole Costa, que se unem a Tatiana Pinto, Fátima Pinto, Diana Silva e Ana Borges. Matilde Fidalgo também troca neste defeso de clube, deixando o ‘seu’ ‘Fófó’ de sempre para reforçar as ‘leoas’.

Do Sporting Braga, além de Rute, estão a estrela do relvado, da areia e das quadras Mélissa Antunes, Sílvia Rebelo, Andreia Norton, Vanessa Marques Malho, a madeirense Laura Luís, também recrutada à liga alemã, e a pêndulo do miolo luso, Dô Silva, igualmente de volta a Portugal após alguns anos de liga alemã.

Raquel Infante, agora no Levante, onde terá companhia de Jéssica Silva, Mónica Mendes, campeã na Suíça pelo Neunkirch, Carolina Mendes, a alinhar nas islandesas do Grindavik, a luso-brasileira Suzane Pires, ainda no Santos mas que deverá rumar a Portugal pois o marido é um dos reforços do Nacional Madeira para a nova época, a luso-norte-americana Amanda da Costa, das Boston Breakers, e a capitã Cláudia Neto, no Linkoping, completam o lote de convocadas, a que se juntou novamente a adolescente Diana Gomes, representante do Valadares Gaia.

São 99 equipas representadas neste lote de presenças no Europeu 2017, de 18 países. Bayern Munique, Wolfsburgo, 13, Barcelona e Olympique Lyon, 12, e Montpellier, 11, são os clubes com mais futebolistas presentes.

As gaulesas do Montpellier dividem as suas chamadas por oito selecções diversas, para sete de Bayern e Wolfsburgo. Brescia, Sporting CP, Olympique Lyon, Barcelona, Atlético Madrid, Anderlecht são as formações que têm mais futebolistas cedidas a uma selecção apenas, oito, do país onde competem.

Este é o Europeu Feminino das redes sociais, praticamente todas as selecções apresentaram-se automaticamente com #hashtags, grande parte das futebolistas são bastante activas social-virtualmente e têm elas próprias as suas páginas e perfis onde interagem com os seguidores, mas a própria UEFA criou a hashtag #WEURO2017 .

Para os aficionados do coleccionismo, a Panini repete uma colecção de futebol feminino, atitude mais do que sensata depois do extraordinário sucesso da colecção do Mundial alemão de 2011. Desta feita Portugal também entra nas ‘cromices’.

O Álbum de cromos da prova. Fonte: Stickerpoint

 

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