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Fazes Falta – Adepto do Vitória Sport Clube

Fazes Falta – Adepto do Vitória Sport Clube

Esta semana tinha prometido via rede social um artigo sobre Doss, sobre Hacksaw Ridge, sobre o quanto custa ver os Vitorianos dividido e apenas querer ver a sua união, mas os pensamentos da noite, ao qual deitamos as nossas cabeças sobre a almofada, levaram-me a outro lugar, a outra pessoa e é sobre ela que vou escrever hoje.

Na passada Segunda Feira, dia 19 de Março, vi o quão especial somos, mais uma vez. Ali não houve diferença nas listas, A ou B, havia aquele ambiente de dia do Pai. O meu, era o Vitoriano que podia ser, não teve oportunidade de pisar tantos campos como eu, mas ainda teve a oportunidade de festejar a Taça de Portugal que obtivemos frente ao Benfica. Recordo-me desse momento, que marcou sem dúvida, o princípio do seu fim, já que um mês e meio depois seria-lhe diagnosticado um cancro, que lhe iria vencer passados 10 meses. Naquela tarde, dois adeptos do Vitória Sport Clube, celebravam na Zona Sul do País, numa vila, em que os 3 Clubes predominam, a conquista da Taça, apitavamos o carro sozinhos e os “Sportinguistas” acenavam porque o seu Clube rival havia perdido.

A todos os Pais

Não sabia nem eu nem ele, que estaríamos no principio de algo que nos iria separar, ele para a curva do céu e eu ficaria por cá a homenagear o seu nome. Lembro-me da despedida, onde lhe deixei, naquele caixão uma das únicas coisas que tinha pertencentes ao nosso símbolo na altura, um amuleto do Vitória, que coloquei ao seu peito, em jeito de até já e estaremos sempre juntos. Escorrem-me as lágrimas no rosto, ao escrever este texto, este pequeno artigo dedicado a ti Pai, porque me educaste de forma modesta, mas sempre me deste a conhecer o nosso Clube, dentro do que podias, porque foste um Pai Vitoriano, um Pai presente que me deu 24 anos fantásticos, claro que digo como outras pessoas, és o melhor Pai do mundo, serás sempre recordado, mas sei que nem sempre foi fácil e tu querias ir ver o Vitória comigo e colocavas isso à frente de outras coisas que seriam bem mais importantes, para que eu pudesse um dia, passar de geração em geração este amor.

O meu Pai, era um simples Vitoriano, no estádio utilizava apenas um cachecol e como íamos aos jogos foras, muitas vezes, ia disfarçado sem nada à mostra para não haver confusões. Tudo o que fazia nesse sentido era proteger-me. Hoje Pai, o Vitória vai andando, aos poucos, numa fase bastante inconstante, mas sei, que um dia, irei homenagear-te seja no Jamor, ou no Toural. Sei, tenho a certeza, o nosso Clube pode não estar a praticar um Bom Futebol esta época, mas tenho a certeza que nos iremos reerguer todos juntos, e pelo que dizem Pai, está escrito nos pergaminhos, que um dia veremos o nosso Vitória campeão.

Fazes falta meu Pai, fazes-me falta! A todos os que perderam os seus Pais, que não os tiveram, ou que os têm, aproveitem bem para que os vossos Pais vos transmitam os valores de Vitoriano e de amar um Clube como o nosso, porque está no sangue que o Conquistador é aquele que por mais mau que as coisas possam estar, estaremos sempre lá na bancada ou na bancada do céu para apoiar o nosso Clube!

Porque Vitória, só há um e Pai também, estaremos para sempre, JUNTOS.

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