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FC Porto: Análise ao AS Mónaco – ProScout

FC Porto: Análise ao AS Mónaco – ProScout

A equipa do AS MONACO, dos ex-portistas Radamel Falcao e João Moutinho, recebe no seu estádio o FC Porto para o segundo jogo do grupo G da Liga dos Campeões

Com sete jornadas disputadas na Ligue 1, o Monaco encontra-se no 2º lugar com 18 pontos, a apenas 1 ponto do líder Paris SG.

No centro da defesa pontificam os centrais Glik e Jemerson jogadores muito experientes, fortes nos duelos aéreos e individuais. São jogadores que controlam muito bem todos os momentos do jogo defensivo, e com boa capacidade para saírem a jogar com a bola controlada.

Pelos corredores laterais Sidibe e Jorge aliam as suas excelentes capacidades defensivas a uma excelente qualidade ofensiva através de constantes subidas pelos seus respectivos corredores.

Na linha média possuem individualidades com capacidade para dominar o jogo e a bola do ponto de vista ofensivo, e no momento defensivo são jogadores agressivos conseguindo muitos roubos de bola.

No ataque destacamos Radamel Falcao, um jogador de área que se move como poucos, aproveitando muito  bem os espaços livres, entre defesas e nas costas destes.

ORGANIZAÇÃO OFENSIVA (1ª Fase)

Num primeiro momento de construção a equipa organiza-se em 1-2-4-3-1, com os centrais abertos, os laterais projetados na linha dos médios e na frente de ataque Rony Lopes e Ghezzal partem de zonas interiores, com Falcao entre os centrais e Jovetic na procura dos espaços livres entre a minha média e defensivas adversárias.

As saídas são em posse através do passe curto e seguro, com a bola a ser circulada pelos defesas centrais e com Fabinho posicionado mais em zona central para ser solução por dentro ou mesmo para uma possível saída a 3. A ligação faz-se com passe para os laterais, diretamente de Jemerson que tem capacidade para conduzir e atrair para depois soltar no lateral esquerdo, ou no extremo que procura zonas interiores. Do lado direito a solução passa pela projeção do lateral e pelo reposicionamento do médio Tielemans que se desloca para a zona livre deixada pelo lateral. Glik com maiores dificuldades de conduzir encontra em Tielemans uma solução de passe segura.

 

ORGANIZAÇÃO OFENSIVA (2ª Fase)

Numa segunda fase de construção verificamos uma maior aposta pelas saídas pelo lado esquerdo, com Jemerson a conduzir, como já referimos anteriormente, atraindo a si um adversário, para depois libertar no lateral esquerdo que se encontra numa posição bem profunda e larga. Neste momento do jogo Rony Lopes encontra-se em espaço interior e é também uma solução de passe para Jemerson, ligando depois jogo com o lateral ou com os avançados. Jovetic procura as ligações posicionando-se por forma a que a equipa adopte um posicionamento em triângulo, permitindo múltiplas soluções de passe, preferencialmente por dentro. Nesta fase do jogo Falcao começa a posicionar-se em função da posição da bola. Por princípio procura as costas do 2º defesa central (o que está mais afastado da bola).

 

Outra das soluções ofensivas são as variações do centro do jogo, através dos passes longos, principalmente para Ghezzal, que se encontra mais aberto que Rony Lopes.

O objectivo é claro, atrair de um lado para permitir que apareçam jogadores em melhores condições para desequilibrar no 1×1, ou mesmo criar superioridade numérica com a subida do lateral. Além das variações do centro de jogo, o passe longo para os pontas de lança são outra opção de saída, no entanto menos utilizadas e servem para procurar criar incertezas defensivas nos adversários.

Nesta 2ª fase de construção colocam 4, 5 jogadores na linha da bola ou à frente da linha da bola, em organização ofensiva, mantendo uma estrutura fixa que lhes permitem estar bem preparados para as perdas de bola.

 

TRANSIÇÃO OFENSIVA

No momento defensivo a equipa do AS Monaco, mantém uma estrutura bem compacta, com os extremos bem por dentro e Jovetic numa posição mais recuada em relação a Falcao, funcionando como apoio frontal. No momento em que ganham a bola optam pelo passe seguro e curto, com os extremos por dentro, Jovetic e Falcao em apoio frontal e os laterais a projectarem-se e a alargar o campo para serem solução.

 

 

ORGANIZAÇÃO DEFENSIVA

Em organização defensiva a equipa estrutura-se em 1-4-4-2.

Jovetic nesta fase junta-se ao ponta de lança, procurando pressionar a saída de bola curta dos adversários. Quando a bola entra no seu meio campo ele baixa no terreno para manter o triângulo defensivo e ser solução para a transição. Falcao é um ponta de lança que tenta aproveitar todas os maus passes e recepções defeituosas dos adversários. Se a bola é enviada para o GR ele está encarregue de o pressionar obrigando ao passe longo.

Com o bloco médio/baixo são uma equipa muito compacta, adoptando uma zona pressing, condicionando o jogo dos adversários para os corredores, onde aí são muito agressivos. Os espaços são a grande referencia de marcação. Fecham muito bem os espaços como equipa, colocando os adversários sobre constantes constrangimentos de espaço e tempo. Conseguem manter um escalonamento permanente das diferentes linhas e assim conseguir ter um sistema eficaz de coberturas.

 

TRANSIÇÃO DEFENSIVA

No momento da perda da bola a reação é rápida e no menor espaço de tempo possível, dificultando as saídas da pressão dos adversários. A equipa tem jogadores mentalmente preparados para esta fase do jogo, principalmente os defesas, e os dois médios. Como conseguem manter uma estrutura preparada para as transições dos adversários dificilmente são apanhados em inferioridade numérica, mesmo quando o adversário consegue sair com a bola controlada da primeira linha de pressão.

 

 

 

BOLAS PARADAS –  CANTOS CONTRA

Nos esquemas tácticos defensivos (cantos contra) optam por uma marcação mista, colocando três jogador ao primeiro poste na pequena área. Cinco jogadores fazem marcações HxH e colocam mais dois jogadores na entrada da área para as segundas bolas. No meio campo fica um jogador preparado para as transições .

 

 

CANTOS A FAVOR

Nas situações de cantos a favor atacam com 5 jogadores que se colocam fora da pequena área. No momento da marcação dois jogadores atacam o 1º poste para onde a bola é enviada, três atacam a zona entre a pequena área e a marca de grande penalidade.

 

BOLAS PARADAS – LIVRES LATERAIS CONTRA

Nos livres laterais defensivos, o bloco da defesa é constituída por 7 jogadores que optam por um posicionamento em cima da linha da grande área.

 

BOLAS PARADAS – LIVRES LATERAIS  A FAVOR

Nos livres laterais ofensivos atacam com 5 jogadores, colocando um jogador na entrada da área para as segundas bolas, e na marcação do livre estão dois jogadores. Como se pode ver pela figura os movimentos são de ataque ao 1º poste com dois jogadores e dois atacam o 2º poste, ficando Falcao no centro atacando a zona da marca de grande penalidade.

Autoria: José Ribeiro (ProScout)

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