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Barcelona, o fim de uma era na Catalunha?

O fim de uma era na Catalunha? FONTE: El País

Barcelona, o fim de uma era na Catalunha?

Estará o Barcelona a atravessar o fim de uma era de ouro, agravada agora com a saída de Neymar? Os próximos anos darão a resposta, mas uma certeza ficou do primeiro jogo oficial, é urgente substituir o astro brasileiro.

O Barcelona dominou o futebol espanhol nos últimos anos. Começou com Rijkaard ao leme mas foi com Pep Guardiola que atingiu o seu expoente máximo. A herança de Pep ficou e continuou a valer muitos sucessos. Messi, Xavi, Iniesta foram as estrelas maiores do Tiki-Taka, e mesmo sem o tão famoso estilo de jogo, as vitórias continuaram a sorrir graças à MSN (Messi, Suarez e Neymar). Agora, órfãos de Neymar, o Barça tem pela frente um enorme desafio, contrariar um Real Madrid que, sob o comando de Zidane, parece absolutamente imbatível.

Antes de falar de Neymar, é preciso pôr algo em perspectiva, o menor fulgor de elementos que foram decisivos no passado. Iniesta tem 33 anos e está a caminhar para o epílogo. Piqué também parece ter conhecido melhores dias. Mascherano também já não vai para novo e nem é primeira opção. Até Jordi Alba parece longe do seu melhor e tem sofrido várias baixas que certamente lhe afectaram o rendimento. E a política de aposta na cantera não está a garantir os craques que tornaram este Barcelona numa referência mundial. Sergi Roberto, Denis Suarez, Rafinha (que está na porta de saída), Deloufeu, Samper, entre outros, não garantem, nem de perto nem de longe, um décimo da qualidade dos seus antecessores, pelo que o caminho tem que ser outro e ou rapidamente o Barcelona o percebe, ou uma travessia no deserto pode estar próxima, até porque o próprio Messi não durará para sempre.

A derrota frente ao Real Madrid por 1-3 em pleno Nou Camp, na primeira mão da Supertaça espanhola, na última noite de domingo, pôs a nú ainda mais esta realidade, naquele que foi o primeiro jogo oficial pós-Neymar. E a conclusão que se tira, para além de outras lacunas acima mencionadas, é a urgência de encontrar quem o substitua. Coutinho e Dembelé parecem ser os nomes escolhidos por Valverde e numa primeira análise poderão ser soluções interessantes, ao contrário de Dybala, cujo nome também foi falado, mas cujas características me parecem incompatíveis com Messi. Se fosse para substituir Messi… já seria outra conversa, mas isso não será para já.

O Coutinho poderá ser uma mescla de Iniesta, pela classe com que trata a bola e visão de jogo, e Neymar, pela qualidade técnica, drible (ainda que Neymar a este nível só haja um) e capacidade finalizadora. Já Dembelé, ainda muito jovem, adiciona velocidade e repentismo que parecem uma miragem sem Neymar. O Barcelona substituiria um astro por dois, ainda que nenhum seja Neymar, e ganharia mais soluções e maior diversidade de jogo, em especial a nível interior com a adição do brasileiro do Liverpool.

A oficialização do brasileiro Paulinho é também indicadora do novo caminho que Valverde quer para este Barcelona. O médio proveniente da China é um transportador de jogo, muito vertical e que aparece muito em momentos de finalização, algo que falta a este meio-campo catalão, cuja capacidade para chegar ao golo é muito reduzida. Valverde quer certamente cortar em definitivo com o passado e tornar a posse que caracterizava o Barça em objetividade. Menos rendilhado e mais olhos na baliza, um pouco à imagem do Real Madrid, que cada vez que recupera a bola apenas vê a baliza adversária. Nisso o Real parece bastante superior, mas com a transformação do Barcelona, o tempo poderá fazer dos catalães novamente a força maior do futebol espanhol. Para já parece uma miragem, mas com Messi tudo é possível.

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