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Gold Cup, campo dourado dos sonhos americanos

Gold Cup, campo dourado dos sonhos americanos.

A Gold Cup, enquanto tal, nasce em 1991, sucedendo ao Campeonato CONCACAF. É palco de sucesso mexicano (7), norte-americano (5), com o Canadá a ter um sucesso. Para os restantes, é a montra perfeita para rumarem a ligas mais fortes, particularmente a MLS e a BancomerMX, contudo os olhos europeus crescem para esta prova. O Curaçao faz a estreia absoluta e pode ser a grande surpresa da prova.

A prova continua a disputar-se a 12 selecções, em grupos de quatro, naquilo que pouco sentido faz na actualidade, com apuramentos por ‘melhores’. O equilíbrio entre as equipas nacionais secundárias já pedia a subida para 16 selecções. Com a Taça das Confederações em liça, o México leva para a edição 2017 da Gold Cup uma selecção ‘alternativa’.

São os EUA novamente a acolher a prova, dividindo-a entre Cleveland, Arlington, Denver, Frisco, Glendale, Santa Clara, Houston, Harrison, Pasadena, San Diego, Tampa, San Antonio, Nashville e Philadelphia, outra opção criticável face a tantas distâncias entre as cidades, da Costa Leste à Costa Oeste. A curta periodicidade com que os norte-americanos organizam a competição pediria uma maior proximidade, com uma edição cingida à zona leste, outra à zona oeste, no entanto é esta a ideia norte-americana, ‘nacionalizar’ a prova.

Não se pense que a pausa da Major League Soccer se estenderá pela competição afora. A principal liga norte-americana retoma encontros oficiais por alturas do término da fase de grupos da Gold Cup. As franquias MLS terão de adaptar os plantéis à ausência dos elementos em acção na prova, notando-se já alguns movimentos de mercado para fazer face a essas baixas temporais.

A CONCACAF tem ainda uma nuance bem particular no torneio. A lista provisória de 40 futebolistas estará activa durante o torneio. Porquê? – perguntar-se-ão alguns. Na transição da fase de grupos para os quartos-de-final, até 24 horas após o derradeiro encontro de cada uma na chave, as selecções poderão alterar seis elementos dos 23 finais, substituindo-os por aqueles que entraram nos 40 preliminares. Ou seja, uma lesão, um castigo, um estado de forma menos agradável ao seleccionador, o cansaço acumulado, permite esse câmbio e, em limite teórico, uma selecção poderá utilizar 29 futebolistas na competição!

Com 12 selecções e quartos-de-final apuram-se os dois primeiros de cada grupo e ainda os dois melhores terceiros, numa competição que marcará a estreia da Guiana Francesa e de Curaçao, sendo a grande surpresa a ausência do Haiti. Guadalupe e Granada também falham a fase final há três edições, enquanto a Nicarágua regressa após falhar as três anteriores. Cuba, que parecia vir evoluindo no seu futebol, com presença nas recentes três edições, também está ausente da edição 2017.

GRUPO A

Honduras

As Honduras de Jorge Luis Pinto têm um lote experimentado de futebolistas, obrigados a uma boa prestação depois de se quedarem pela fase de grupos na edição anterior. As três meias-finais consecutivas em 2009, 2011 e 2013, além de 2007, levam os ‘Catrachos’ a apresentarem credenciais para, no mínimo, chegarem à fase a eliminar.

Emilio Izaguirre é uma notória ausência do lote, já preparando a pré-temporada no Celtic.

Outra estrela que não fará parte da prova é Andy Najar, do Anderlecht, cortejado por vários emblemas europeus e que dá natural prioridade à pré-época no clube.

No Sporting Kansas City, Roger Espinoza é outro clássico ‘Catracho’ que não entrou no lote final para a Gold Cup 2017, ele que participou na de 2009 contudo falhou as seguintes.

Correntemente no ENPPI do Egipto, Mario Martínez é mais um consagrado que não faz parte da lista de Jorge Luis Pinto para a edição 2017 da Gold Cup.

A convocatória oficial das Honduras. Fonte: Twitter oficial da FENAFUTH (Federação Hondurenha de Futebol)

Uma das grandes questões prende-se com a sucessão de Valladares na baliza ‘Catracha’, estando convocados para as redes Luis López do Real España, o veterano Ricardo Canales do Vida e o ainda mais veterano Donis Escober do Olimpia. Donis Escober que é conhecido nas Honduras pela sua dupla faceta, guarda-redes e agricultor de renome.

Naturalmente, o nome que suscitará mais interesse é Anthony ‘Choco’ Lozano, recém-confirmado como reforço do Barcelona B, promovido novamente à Liga 123, segundo escalão espanhol. Aos 24 anos já passou por Espanha há seis atrás, chegando em 2011 para o Valencia Mestalla, passando por uma cedência ao Alcoyano. Em 2015, após novas duas épocas em ‘casa’ no Olimpia, volta a Espanha para alinhar cedido no Tenerife e das Canárias salta para a Catalunha numa operação que, face à idade, se assemelha mais a charme ‘culé’ para a América Central pois é pouco crível que avance rumo à primeira equipa. Ainda assim, Barcelona é Barcelona e Lozano já capta todas as atenções.

A família Figueroa marca presença nas selecções há anos e Maynor, agora no FC Dallas, permanece e deverá mesmo capitanear esta selecção ‘Catracha’ na Gold Cup 2017.

Defesa direito, que também pode alinhar como central, Felix Crisanto será um dos futebolistas a mirar o salto. Com 26 anos, Crisanto continua a alinhar no Motagua mas a titularidade na Gold Cup, com bons desempenhos, despertará certamente curiosidade nos emblemas norte-americanos.

Henry Figueroa faz lembrar os raçudos centrais sul-americanos, vai a todas, em força, por vezes exagerando na pujança e no vigor, alinha também no Motagua, tem 24 anos e é outro elemento que poderá sair da prova com cartel.

Outros nomes incluem o lateral esquerdo Alvarado, do Olimpia, o já consagrado Brayan Breckeles, actualmente no Necaxa do México, o central Allans Vargas, um dos presentes nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, central do Real España, Carlos Sanchéz do Honduras Progreso e Marcelo Pereira, central/defesa direito, 22 anos, marcador nos Olímpicos.

Olho em

As boas prestações de Marcelo nos Jogos valeram a sua associação a vários emblemas europeus, contudo permanece no Motagua.

O ‘6’ do Real España é bem mais do que médio defensivo, sabe bloquear, cortar, mas igualmente construir e surgir em zonas de finalização, Brayan Acosta dará que fazer à concorrência pela primeira posição no miolo, especialmente ao previsível titular, Mejía dos gregos do Xanthi.

Carlos Díscua será uma alternativa para o miolo criativo, já com 32 anos e a alinhar no Motagua. Alexander Lopez chamou os destaques quando aterrou em Houston para alinhar nos Dynamo, mas não se adaptou e regressou ao Olimpia três anos depois. Esteve cedido ao Al Khaleej saudita na segunda metade do ano de 2016. Sergio Peña da Real Sociedad hondurenha, Jorge Claros do Real España e Bonieck García completam o lote do meio-campo.

Para a frente Jorge Luis Pinto tem, além de ‘Choco’ Lozano, Romell Quioto, mais um futebolista ‘Catracho’ a alinhar nos Houston Dynamo, tal como Alberth Ellis.

Rony Martínez na Real Sociedad das Honduras é outro nome a ter em conta, pois golos são contabilidade de que gosta. Rumará à Segunda Liga da China após a prova, por cedência da Real Sociedad.

Tal como Sergio Peña, Ovidio Lanza realiza estreia absoluta nas Honduras nesta prova. Tem 28 anos e alinha no Juticalpa.

As Honduras chegam de alma cheia após a conquista da Centro-americana, onde bateram o Panamá na final.

Canadá

O equatoriano Zambrano assumiu o Canadá, bem longe de prestações passadas. A mudança de gerações, na sucessão aos distantes Peschisolido, Alex Bunbury, Stalteri, DeRosario, Randy Samuel, Watson, Dasovic, Onstad, Forrest ou Yallop, revela-se complicada, apesar de a própria MLS e as equipas canadianas que a integram teoricamente ser propensa a uma evolução, que não se observa.

As opções técnicas para o banco nacional podem ser questionadas e têm contribuído para este aparente retrocesso evolutivo do futebol canadiano. Desde 2009 que o Canadá não passa além da fase de grupos.

Para a baliza estão dois quase estreantes a acompanhar Milan Borjan, Maxime Crépeau do Montreal Impact e Jayson Leutwiler, nascido na Suíça, que alinha no Shrewsbury Town. O francófono Crépeau deverá ser o próximo titular das redes canadianas. Aos 23 anos, tem ainda uma margem de progressão.

Fraser Aird está sem clube e terá aqui uma boa oportunidade para continuar a mostrar-se. De raízes caribenhas, tão comuns nos desportistas canadianos, Manjrekar James é outra das caras novas desta selecção, tem 23 anos, alinha em praticamente qualquer lugar na defesa ou miolo defensivo e está na liga húngara ao serviço do Vasas. Steven Vitória, luso-canadiano, agora no Lechia Gdansk, faz a estreia na Gold Cup, ele que durante anos aspirou a alcançar a selecção principal portuguesa, acabando por aceitar finalmente o desafio de alinhar pelo Canadá. Dejan Jakovic alinha no Cosmos e, como o nome indica, tem raízes nos Balcãs. Adam Straith é outra solução para o centro da defesa, está no Edmonton.

O londrino de raízes nigerianas ruma das reservas do Brighton para alternativa a Marcel De Jong na lateral esquerda da selecção.

Samuel Piette, após a escassez de oportunidades no Deportivo, alinhou no Izarra da Segunda B espanhola e é a solução primária para a contenção, onde deverá ser acompanhado pelo ultra-veterano e capitão Bernier. Russell Teibert, 24 anos, do Whitecaps, aprimora-se para o miolo também.

Mark-Anthony Kaye, de Louisville, é um quase estreante, tal como Raheem Edwards de Toronto FC, ou Michael Petrasso do QPR. O experimentado Scott Arfield é outro dos elementos com poucas internacionalizações, mas no seu caso chega como mais-valia ao grupo.

As raízes colombianas de Osorio mostram-se a cada movimento e este é dos elementos que poderá fazer mais diferença pelo Canadá. Junior Hoilett é outro homem forte da selecção canadiana, obrigado a apresentar credenciais em face a um naipe tão jovem.

Olho em

Será o mais jovem da prova, após receber a nacionalidade canadiana, a 6 de Junho de 2017, Alphonso Davies nasceu no Gana filho de pais liberianos, a residirem no Canadá há mais de cinco anos, daí a cidadania adquirida. Nascido em 2000, Davies tem apenas 16 anos e, como natural na adolescência, é um ‘louco’ dos dribles, bem veloz, cuja qualidade técnica é superior, como se pode observar nos sintéticos do futebol americano, onde não se coíbe de brilhar.

Chegou à academia dos Whitecaps, saltou logo para a segunda equipa e já alinha na MLS, soma 22 encontros pela primeira equipa dos Whitecaps em 2017, mais de 1000 minutos. Impressionante para um menino de 16 anos, ainda lhe faltando marcar na MLS, depois de já o ter feito na Liga dos Campeões da CONCACAF.

Tosaint Ricketts deverá ser a primeira escolha no ataque, que sofre com a baixa de peso que é Cyle Larin. Larin e Davies poderão ser monstruosos no Canadá da próxima década.

Jackson-Hamel é outro dos novos nomes no Canadá, conta com dois golos em quatro chamadas. De ‘Impact’ mesmo.

Quem pode desafiar o veterano Ricketts pela titularidade no ataque é o ‘charrua’ Lucas Cavallini, a alinhar no Peñarol. Cavallini tem 24 anos, nasceu em Toronto, filho de pai argentino e mãe canadiana, acabando por rumar ao Uruguai aos 16 anos para se profissionalizar no futebol, algo que fez no Nacional, passou pelo Danubio e pelo Fenix, reforçando em 2017 o Peñarol.

Costa Rica

Será a melhor selecção da CONCACAF sem nunca ter vencido a Gold Cup. Finalista em 2002, esteve nas meias em 2003 e 2009, tirando isso, ficou nos quartos-de-final em todas as edições do século XXI.

Parte da geração dourada, que fez história com a presença no Mundial de 1990, Oscar Ramírez é o seleccionador dos ‘Ticos’.

Bryan Ruiz e Joel Campbell, ambos no Sporting CP na última temporada, continuam a ser as estrelas da selecção.

O miúdo Matarrita, que tão boa impressão tem deixado na MLS, sofreu uma lesão e é uma das baixas de última hora para a competição.

Convocatória dos ‘Ticos’ para a Gold Cup. Fonte: sítio oficial da federação costa-riquenha de futebol

Navas é uma das grandes baixas para a Gold Cup 2017, onde as redes serão guardadas por Leonel Moreira, Patrick Pemberton e Danny Carvajal, que rumará a Espanha depois da competição para reforçar os quadros do Albacete.

Johnny Acosta, Giancarlo González, Michael Umaña, Bryan Oviedo, Calvo, Gamboa, Salvatierra são rostos de continuidade para a linha defensiva, onde Kenner Gutiérrez do Alajuelense e Juan Pablo Vargas, o substituto de Matarrita, do Herediano, são as novidades.

Como tantos futebolistas, também Kenner tem uma história de sobrevivência, aqui falando a sua família sobre os sacrifícios realizados para que ele pudesse ir atrás do sonho.

Juan Pablo Vargas trocou o Alajuelense pelo Herediano há poucos meses, aqui alguns momentos do defesa esquerdino ainda com a camisola da Liga.

Para o meio-campo surgem Venegas, Wallace, Guzmán e os previstos titulares Azofeifa e Yeltsin Tejeda, um jovem médio, ainda com 25 anos, de quem esperávamos mais na carreira, actualmente na liga suíça com o Lausanne. Será interessante observar as escolhas de Ramírez pois Guzmán tem estado muito bem nos Timbers e Rodney Wallace, que passou quase incógnito pelo Arouca, está extraordinário nos New York City, claramente a desafiar Campbell pela titularidade no flanco.

Olho em

Guzmán é um médio multifacetado e pode realizar uma parelha de sonho com Yeltsin Tejeda, este par com Segura será o futuro do meio-campo ‘Tico’, mas bem podia ser já o presente.

Ulises Segura deverá deixar o Saprissa depois da Gold Cup e é o criativo do futuro dos ‘Ticos’. Aos 24 anos, é um futebolista a acompanhar.

Ariel Rodríguez está no Bangkok Glass da Tailândia e é um ‘late bloomer’ na selecção da Costa Rica. Na sua estreia pelos ‘Ticos’… um golo.

Marcos Ureña e David Ramírez serão os competidores pela posição mais avançada da equipa.

Guiana Francesa

A Guiana Francesa tem em Florent Malouda o seu máximo representante no futebol. A antiga estrela do futebol mundial nasceu no território gaulês que se estreia numa fase final de uma grande competição e faz parte do seleccionado, aproveitando este o facto de não ser um país independente, antes um território ultramarino francês, como tal a internacionalização por França não impede Malouda de alinhar agora pela sua região natal.

Os ‘Yana Dòkò’ farão história com esta presença e parte dos seleccionados alinha nos escalões secundários gauleses.

A Guiana Francesa a caminho de Nova Iorque. Fonte: France Guyane http://www.franceguyane.fr/

Petit-Homme e Lugier serão as alternativas ao titular Donovan León, do Brest, na baliza.

Os irmãos Loic e Ludovic Baal, Sloan Privat e Roy Contout são os nomes mais reconhecidos, além de Malouda.

Olho em

Primo dos irmãos Malouda, o central Rimane alinha no PSG B e à falta de conhecimento sobre a maioria dos elementos desta selecção, ficam Rimane e Loic Baal como os ainda relativamente jovens a observar com mais atenção.

GRUPO B

EUA

Com Bruce Arena de volta ao seleccionado, os EUA são claros candidatos ao triunfo, especialmente tendo em conta que o México se apresenta sem a sua ‘AA’.

A ‘Stars and Stripes’ também surge renovada, com 12 futebolistas a terem menos de 10 internacionalizações ‘AA’.

Brad Guzan deverá ser o titular da baliza, secundado por Bill Hamid dos DC United e Sean Johnson dos New York City.

O lateral esquerdo Villafaña, um californiano de pais mexicanos, estreou-se pela principal selecção em 2017 e deve arrancar à frente de Morrow, também ele novidade, na luta pela posição. Eric Lichaj deverá ser a primeira opção na direita.

https://www.youtube.com/watch?v=GgAkJdOIBs

O centro da defesa é de Mateus, versão lusófona de Matthew. Além de Omar González, outro elemento de origem mexicana a rumar à Liga Bancomer MX em 2016, no caso ao Pachuca, lutam pelo lugar Matt Miazga, Matt Hedges e Matt Besler, levando este último vantagem na experiência já ao serviço da selecção.

Graham Zusi fez carreira como ala de qualidade, ocupando mesmo espaços interiores, agora reconvertido como lateral direito, na esteira do que sucedeu, no outro lado, com DaMarcus Beasley, até pode ser ‘surpresa’ de Arena e começar como lateral, numa fase de grupos onde os norte-americanos necessitam de atacar.

Kellyn Acosta chegou para ficar e apesar dos 21 anos não surpreenderá que seja mesmo escolha inicial como pêndulo do miolo, para o qual também concorre Dax McCarty. Cristian Roldán dos Sounders faz estreia na equipa nacional. Joe Corona, Arriola, Bedoya e Rowe disputarão posições mais no flanco e na criação.

Olho em

Kenny Saief nasceu na Florida, tem raízes judaicas e alinhou por Israel em todas as camadas jovens e na selecção principal, mas apenas em amigáveis. Esteve no quadro qualificativo diante de Itália, mas não foi utilizado, acabando por aceitar este convite da ‘Stars and Stripes’.

Tem um drible canhoto curto, muito rápido, serpenteia como poucos, mas ainda lhe falta alguma maturidade na decisão. Aos 23 anos ainda pode evoluir imenso e a Bélgica deverá ser apenas uma passagem rumo a palcos maiores.

Gyasi Zardes já dispensa apresentações, mas parece ter estagnado a sua evolução. Veremos como se apresenta na Gold Cup. Juan Agudelo e Dom Dwyer fazem parte da nova geração de avançados norte-americanos, mas o realce vai, claro, para o jovem Jordan Morris, uma estrela em Seattle. É claramente um dos nomes grandes da MLS actual e ainda tem apenas 22 anos!

Panamá

O colombiano Hernan Dario Gómez é o seleccionador dos ‘Canaleros’.

O grupo ‘Canalero’. Fonte: Sítio oficial da Federação Panamiana de Futebol FEPAFUT

José Calderón, correntemente nos colombianos do Cartagena, deve ser o dono da baliza, tendo o debutante Mosquera do Tauro como suplente, a par de Álex Rodríguez do San Francisco.

De primordialmente central no Panamá a lateral nos Red Bulls, Amir Murillo está cedido pelo San Francisco à formação nova-iorquina e é uma das recentes sensações do futebol ‘canalero’. Como rival pelo lugar terá o também bem jovem Ángel Patrick, outro nome que deixou o Panamá em 2017 para rumar ao México, onde alinha no Cafetaleros. Na esquerda estará Erick Davis, que alinha na Eslováquia ao serviço do Dunajska Streda, concorrido por Ovalle, a jogar no Zamora venezuelano.

O centro da defesa é bem jovem. O mais velho é Roderick Miller, 25 anos, a jogar no histórico Atlético Nacional de Medellín, na Colômbia.  Jan Carlos Vargas tem 22 anos e alinha no Tauro, Roberto Chen do Árabe Unido tem 23, deverá ser ele o eleito para emparceirar com Miller, e Fidel Escobar esteve a alinhar no Sporting CP B em 16/17, tem igualmente 22 anos e pertence ao San Miguelito.

O ex-belenense Gabriel Goméz continua, aos 33 anos, a fazer parte da selecção e face a tanta juventude é importante para a transição. Agora alinha no Bucaramanga da Colômbia. Armando Cooper, agora no Toronto FC, é outra voz da experiência para o meio-campo, tal como Aníbal Godoy dos Earthquakes. Leslie Heraldez é debutante e faz partte dos quadros do Árabe Unido.

Miguel Camargo tem sido sucessivamente cedido pelo Chorrillo a emblemas estrangeiros, agora ao NYCFC, podendo ser um elemento desequilibrador deste Panamá. Josiel Nuñez do Plaza Amador também faz a posição de miolo ofensivo.

Edgar Yoel Bárcenas também rumou ao México em 2017. É outro nome novo, com enorme margem de progressão, nesta nacional do Panamá. Valentin Pimentel já é referenciado por emblemas exteriores e estranha-se que esteja a jogar no Panamá.

Gabriel Torres é o consagrado da frente de ataque, já com mais de 50 encontros pelos ‘Canaleros’, contudo a concorrência aperta, Abdiel Arroyo mostra-se bem no Danubio uruguaio.

Do Panamá chega mais um jovem valor a Portugal, Clarke reforçará o Boavista, assinando pelos ‘Panteras’ por três temporadas.

Olho em

Ismael Díaz tem brilhado na equipa ‘B’ do FC Porto,  o que vem exibindo na formação secundária já pedia tempo na formação principal, até pela crise ofensiva manifestada em épocas recentes. Tem cartel e interesse de vários emblemas europeus, mexicanos e da MLS. Completou 20 anos em Maio e pode converter-se num dianteiro a toda a linha ofensiva de classe mundial, desde que bem burilado e com tempo de jogo e confiança nas suas capacidades.

Martinica

Em quatro presenças a Martinica apenas por uma vez passou a fase de grupos, 2002. Assim, as expectativas dos ‘Matinino’ são de fazer uma boa prestação e procurar novo raro apuramento para a fase a eliminar.

Na baliza há qualidade com Olimpa do Platanias da Grécia. Vermignon e Chauvet jogam na Martinica.

A selecção é bastante local. Zaire, Narcissot, Vitullin, Maingé, Pastel, Jougon, Thirmon, Dondon, Parsemain, Nédra, Hérelle, Abaul, Crétinoir e Marajo alinham na ilha das Caraíbas.

Antoine Jean-Baptiste está no Villefranche gaulês, Angély no Poitiers, Audel e Arquin estão sem clube e a estrela Langil joga no Légia Varsóvia.

Olho em

Jordy Delem é médio de formação, esteve no Arles-Avignon e rumou entretanto aos EUA para jogar nos Sounders. Em 2017 foi promovido à equipa principal e Schmetzer vê-lo como lateral direito, onde vai correspondendo acima das expectativas.

Aos 24 anos ainda pode melhorar imenso, agora moldado a um lateral quando na segunda equipa alinhou na posição em que evoluiu, médio de contenção e cobertura. Pode liderar os colegas ainda em Martinica, dar-lhes maior confiança e ambição para causar surpresa, mas é pouco provável que vá além da fase de grupos.

Nicarágua

É da Costa Rica o homem que leva novamente a Nicarágua à Gold Cup, Henry Duarte. Outra selecção pouco conhecida e com o grosso do plantel ainda cingido à competição interna, mas aspirante ao contrato de sonho e ao El Dorado futebolístico.

Justo Llorente, Diedrich Téllez e Henry Maradiaga são as opções para a baliza.

Josué Quijano, Manuel Rosas, Henry Niño, Erick Téllez, Luis Copete, Bismarck Veliz, Oscar López e Cyril Errington são as opções para a linha defensiva.

Para o meio-campo estão chamados Marlon López, Daniel Cadena, Luis Galeano, Bryan García, Bismarck Montiel, Elvis Pinel, Maykel Montiel e Luis Peralta.

Olho em

Marlon ‘El Chino’ López é um médio de boa qualidade para a dimensão do futebol da Nicarágua, tem os fundamentos e aos 24 anos pode ter na Gold Cup o local perfeito para se catapultar rumo a outras ligas.

Carlos Chavarría, Juan Barrera, Eulises Pavón e Jorge García são as escolhas para o ataque.

Grupo C

México

Quatro estreantes, 13 futebolistas com menos de 10 jogos pela ‘AA’ da ‘Tri’ são as opções de Juan Carlos Osório para a Gold Cup, depois do 4.º lugar na Taça das Confederações com a ‘Prime’.

Os 23 de Osório para a Gold Cup. Fonte: Marca

Alan Pulido lesionou-se e foi substituído por Erick Torres. ‘Cubo’ alinha e brilha agora nos Dynamo de Houston.

Para a baliza surge a veterania extrema com José Corona e Moises Muñoz. Acompanha-os um debutante, Miguel Fraga, de 29 anos!

Luis ‘Chaca’ Rodríguez tem aqui a oportunidade para mostrar-se como alternativa defensiva para a ‘Tri’.

‘Dedos’ López é alternativa para a direita.

Para a esquerda estará Luis Reyes.

Alejandro Mayorga esteve com os sub20 e salta agora para a ‘AA’ como alternativa à esquerda defensiva.

Hugo Ayala traz experiência ao centro da defesa. A acompanhá-lo estarão o promissor César Montes, Jair Pereira, já com 30 anos mais somente uma chamada à ‘Tri’, Hedgardo Marín, que também pode jogar na esquerda, e o ainda adolescente Edson Álvarez, capaz de jogar em qualquer zona da rectaguarda.

Jesus ‘El Chuy’ Molina e Jesus Dueñas dão travo de experiência ao pêndulo do meio-campo, tal como Jorge Hernández e Elias Hernández, enquanto a irreverência chega de Érick Gutiérrez e Obelin Pineda.

Olho em

Rodolfo Pizarro é um criativo puro, ainda à moda antiga, cola-se à bola em demasiada mas a qualidade é inegável e a capacidade de desequilibrar também. Pode ser a arma secreta de Osório para tentar novo título na Gold Cup.

Jesús Gallardo é mais um nome para destruir opositores, veloz, com chegada, não se consegue fixar na extrema, adora movimentos interiores e fazer as redes abanarem. Sabe passar de forma decisiva e é um dínamo nos festejos, mobilizador da equipa atrás de si. Ángel Sepúlveda é outra opção para o flanco ofensivo.

Martin Barragán é a escolha para o centro do ataque.

El Salvador

O terceiro seleccionador colombiano na Gold Cup 2017 é Eduardo Lara, ao leme de El Salvador. Outra selecção com o grosso do plantel a alinhar em casa.

Daniel Arroyo e Benji Villalobos alinham na América Central, enquanto o outro guardião, Derby Carrillo, está nos islandeses do IBV.

Milton Molina, Roberto Domínguez, Henry Romero, Iván Mancía, Alexander Larín, Bryan Tamacas e Ruben Marroquín são as opções na defesa.

No meio-campo as opções recaem em Richard Menjívar, Darwin Cerén, Andrés Flores e Junior Burgos, todos a alinharem nos EUA, Denis Pineda do Santa Clara, Gerson Mayen, Narciso Orellana, Óscar Cerén e Victor García.

Olho em

Gerson Mayen dribla, finaliza, assiste, é um ‘diabrete’. Nasceu em Los Angeles e fez-se profissional no defunto Chivas USA, esteve a jogar na Florida, primeiro em Fort Lauderdale, depois no Miami FC. Em 2012 rumou à terra ancestral e em 2013, depois de alinhar pelo EUA nas selecções jovens, aceitou o convite para a ‘Selecta’ dos ‘Cuscatlecos’. Já tem 28 anos, todavia é futebolista para dar novo salto e experimentar uma liga europeia.

No ataque há Nelson Bonilla, que também já passou por Portugal, Rodolfo Zelaya, Harold Alas e Irvin Herrera

Curaçao

Muito se fala sobre os talentos americanos da Holanda. O Suriname, tivesse todos os seus ‘filhos’, seria candidato a campeão do mundo nos anos 90 e início deste século.

Esta estreia vai ser custosa para Hugo Vieira, que já tem uma parceria tão boa com Quenten Martinus, que deixará temporariamente a J1 League para defender as cores caribenhas nesta estreia na Gold Cup.

Olho em

Gino van Kessel revelou-se extraordinário na escondida liga eslovaca, mas a passagem para a vizinha checa, onde é campeão no Slávia, fica aquém do antecipado, tal como a ida até à Polónia. De qualquer forma, é um futebolista capaz de mudar um jogo sozinho. Dependendo das escolhas do seleccionador, pode realizar uma boa parrceira com Martinus na frente de ataque, bem móvel.

Eloy Room do Vitesse será a natural escolha para a baliza.  Os locais Jarzinho Peter e Rowendy Sumter surgem como alternativas a Room.

Shanon Carmelia, Cuco Martina, Jurien Gaari, Quentin Jakoba, Doriano Kortstam, Ayrton Statie, Gillian Justiana, Dustley Mulder e Darryl Lachman são as escolhas para a linha defensiva.

https://www.youtube.com/watch?v=d1K_CpFEKNY

Ashar Bernardus é um dos poucos homens a alinhar no Curaçao, estará disponível para o miolo. Michael Maria, Kemy Agustien, Jarchinio Antonia, Gevaro Nepomuceno do Marítimo e o excelente Leandro Bacuna são as restantes soluções para o meio-campo de Curaçao.

Rangelo Janga, ‘substituto’ de Van Kessel no Trencin, Elson Hooi e Feliciano Zschusschen surgem como escolhas para o ataque.

Curaçao tem o potencial para ser a grande surpresa da edição 2017 da Gold Cup. Grande parte dos convocados tem formação e experiência Eredivisie, contudo surgem sempre questões nestas selecções ‘recentes’, ‘montadas’, notando-se uma ausência de colectividade, tão importante para o sucesso.

Caso exista noção de colectivo, cuidado com Curaçao!

Jamaica

Os ‘Reggae Boyz’ apresentam-se com 10 locais, também trabalhando na renovação.

Andre Blake é garante na baliza, onde tem como alternativas Dwayne Miller, será uma forte rivalidade pela titularidade, com o debutante Damion Hyatt como terceiro guardião.

Rosario Harriott, Ladale Richie, Damion Lowe, Sergio Campbell, Alvas Powell, Oniel Fisher, Jermaine Taylor e o excitante Kemar Lawrence fazem o lote de disponíveis para a defesa jamaicana.

Ewan Grandison, Michael Binns, Ricardo Morris, Je-Vaughn Watson, Owayne Gordon e o miúdo Kevon Lambert serão opções para o meio-campo.

Olho em

Kevon Lambert tem apenas 20 anos ainda, mas tudo aponta para que dê um salto do Montego Bay United para outros palcos. É difícil prever se terá espaço já na primeira equipa, mas se Whitmore lhe der tempo de jogo pode ser a sensação da Gold Cup 2017.

 

Dever Orgill, Darren Mattocks, Cory Burke, Shamar Nicholson, Jermaine Johnson e Romario Williams oferecem todo o género de escolhas para a linha ofensiva, centro e flancos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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