-- ------ Golo de uma vida - Costinha em 2004 - Bom Futebol
Bom Futebol

Golo de uma vida – Costinha em 2004

Golo de uma vida – Costinha em 2004

São momentos como este que mudam a história do futebol. A Europa do futebol nunca mais seria a mesma após este lance, considerado como um dos momentos mais marcantes da Champions League e, apesar de já ter mais de 13 anos, ainda muito fresco na memória de muita gente.

Para a eternidade

Minuto 90, Old Trafford. No “Teatro de Sonhos”, o Manchester United vencia o Futebol Clube do Porto por 1-0 e tinha a vantagem na eliminatória, usufruindo do golo fora marcado na derrota no Dragão. O FC Porto tinha conquistado um livre directo frontal, que traria muito perigo à baliza à guarda de Tim Howard. Benny aponta diretamente à baliza, sendo que a bola estava ligeiramente descaída para o lado esquerdo da baliza inglesa. O remate saiu para o lado oposto, com Howard, no centro da baliza, a defender a bola para a frente, indo, no seu voo, de encontro com o poste.

Costinha, o herói (ou vilão, dependendo a perspectiva) desta estória, estava no pelotão de jogadores à entrada da grande área. O’Shea, seu marcador neste lance, não acompanhou o médio português que, quando recebeu a bola devolvida pelo gigante norte-americano, não se fez de rogado e, de forma um tanto ao quanto atabalhoada, rematou para o fundo das redes, com Howard ainda a tentar compensar a defesa incompleta.

O famoso sprint

Poucos se lembrarão que Costinha correu até aos adeptos portistas de braços abertos, qual Pedro Pauleta, seguido de um uppercut no ar, até ser engolido por camisolas azuis e brancas, neste momento já indistinguíveis. De bem mais longe, vinha um jovem treinador a correr desenfreadamente, festejando como se já tivesse ganho a Champions League naquele exacto momento. Para os que acharam que seria pura arrogância, ficou mais tarde provado que provavelmente era inabalável confiança.

David tinha derrubado Golias com uma “pedra” no último minuto, para marcar o trilho até à final onde o Mónaco, a outra equipa e talvez uma das mais injustiçadas equipas da história da Champions, que teve o “azar” de aparecer o mesmo ano que este Futebol Clube do Porto, não teve arte nem engenho contra os dragões. A partir daqui, vários trilharam caminhos brilhantes, mas o mais brilhante terá sido do jovem treinador e do seu sprint, curiosamente perdoado pela a maior parte dos “Red Devils” que anseiam, este ano, um novo sprint pela linhas de Old Trafford.

 

 

Deixe o seu comentário

bomfutebol