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Guia do Europeu Sub-17 de 2018 – Parte I

Guia do Europeu Sub-17 de 2018 – Parte I

Conheça os destaques dos grupos A e B do torneio europeu

Mais uma vez o Alambrado te deixa por dentro do que acontece no mundo das categorias de base. Dessa vez, o passeio é pelas seleções que disputam o Europeu Sub-17 deste ano, que será disputado na Inglaterra a partir desta sexta-feira (4). São 16 times com jogadores lutando por seu primeiro brilho continental. Começamos com os grupos A e B.

GRUPO A

Inglaterra

No ano passado a Inglaterra já mostrou que sua molecada está com tudo. Campeões dos Mundiais Sub-20 e Sub-17, os ingleses têm uma geração fantástica em mãos, e querem manter esse status durante o Europeu em seus domínios. No entanto, o elenco foi totalmente renovado nesse período de um ano, e o time atual ainda precis ase provar.

A base formada pelo técnico Steve Cooper vem do Arsenal, que cedeu seis jogadores para o English Team. Entre eles está o atacante Xavier Amaechi, canhotinho habilidoso que gosta de jogar aberto na direita e finaliza bem para o gol. Ele deve repetir na seleção o entrosamento que tem com Tyreece John Jules, seu parceiro de Arsenal, grandalhão que sabe fazer gols.

Outro destaque londrino do time é o meia Faustino Anjorin, do Chelsea, que mesmo com apenas 16 anos já cavou um lugar na equipe por conta da visão de jogo privilegiada e um enorme senso coletivo. Ele foi um dos destaques dos azuis na conquista da Copa da Inglaterra Sub-18 contra o Arsenal. Na defesa, o destaque é o zagueirão Ogbeta, do Manchester City, que mostra muita firmeza e personalidade.

Israel

A seleção israelense foi uma grata surpresa na fase de classificação do Europeu Sub-17. Incluindo a primeira fase e o Elite Round, o time acumulou cinco vitórias e apenas uma derrota, para a Eslovênia, e só foi vazada nessa mesma partida. Sem participar da fase final do torneio desde a edição de 2005, o time deve investir na solidez defensiva para chegar longe.

Pensando nisso é importante ter um goleiro confiável, como é o caso de Shareef Keouf. O atleta do Maccabi Haifa mostrou um poder de colocação bastante preciso para a idade, e sua liderança é essencial para fazer o sistema defensivo funcionar. Sistema que ainda conta com o lateral Guy Hakim, importante nas transições para o ataque.

No meio, vale ficar de olho em Omri Ram, jogador bastante técnico do Maccabi Tel Aviv. É uma das chaves para alimentar os dois astros do time, que se revezam como fazedores de gols: Liel Abada, forte e oportunista, e o habilidoso camisa 10 Ofek Ovadia, Hapoel Tel Aviv, que além de ser o craque é o capitão da equipe.

Itália

O futebol italiano vive uma certa crise de identidade por conta da vexatória ausência na Copa do Mundo. Para tentar mudar o panorama dos próximos anos, a federação do país tem esperanças de bons resultados das seleções de base, e pelo menos em alguns casos essa confiança não é infundada: os italianos têm talentos jovens.

Como não poderia deixar de ser, a Azzurra continua formando bons defensores. É o caso do zagueiro Nicolo Armini, da Lazio, que se posiciona bem e não costuma dar botes errados. Ele forma uma boa dupla com Paolo Iweru, da Juventus, que costuma abafar mais os adversários no primeiro combate.

No meio-campo, o toque de classe e a versatilidade de Giuseppe Leone, também da Juventus, impressionam. Ele é peça-chave do setor, que conta também com o criativo meia Alessio Ricardi, da Roma.

No ataque, o destaque é Edoardo Vergani, da Internazionale. Bastante móvel e técnico, ele vem rendendo comparações com outro goleador que atua no futebol italiano, o argentino Paulo Dybala. Lorenzo Colombo, do Milan, é outra figura importante do setor ofensivo, jogando com velocidade e ousadia.

Suíça

Campeã do torneio em 2002 e do Mundial da categoria em 2009, com uma geração que dá bons frutos para a seleção principal até hoje, a Suíça vai tentar na Inglaterra a retomada de uma época em que era mais temida na base, depois de se ausentar da fase final do Europeu nas últimas três edições.

O time tem uma estrela bem definida: Julian Vonmoos, do Grasshoppers, artilheiro da equipe na fase qualificatória e capitão. Vonmoos é um atacante irrequieto, que dá trabalho para a defesa adversária o jogo inteiro, tanto em suas investidas com a bola no pé como em suas tentativas de roubar a bola dos zagueiros na saída. Ele também não tem medo de contato físico, trombando com os rivais sempre que necessário.

Menos brigador e mais técnico, o meia Ruwen Werthmuller é o responsável pela criação das jogadas. Atleta do Herha Berlin, Werthmuller é o único da seleção suíça que atua fora de seu país de origem. Outro jogador que vale atenção é o volante Simon Sohm, do Zurich, essencial para garantir uma boa saída de bola.

GRUPO B

Eslovênia

Com pouca tradição no Euro Sub-17, os eslovenos fazem apenas sua terceira participação na fase final do torneio. Em busca de uma campanha histórica, a classificação veio somente com uma derrota em seis jogos, para a forte seleção francesa.

A força ofensiva vem de atletas com boa técnica e porte física. Do elenco, quatro jogam no futebol italiano e já são vistos como grandes potenciais.

No ataque, Mirko Mutavci, do Maribor, atua mais pelos lados, e abre espaço para Nik Prelec, da Sampdoria. Prelec é um finalizador nato, e deve ser a grande referência ofensiva da equipe.

No meio-campo, Renato Simic, que atua na Fiorentina, Omar Kocar, meia do Dinamo Zagreb, e Tamar Svetlin, camisa 10 do Domzale, são os criadores de chances. Svetlin tem bom passe e cria muito. Ele já marcou quatro gols em 19 jogos pelas seleções de base.

Suécia

Forte defensivamente e muito organizada, a Suécia busca repetir a campanha de 2013, quando alcançou as semifinais do torneio. Para isso, a tática voltada a um 4-4-2 mais clássico deixa os atacantes livres para buscarem o gol.

O zagueiro Helmer Andersson, do Orebro, já frequentou os profissionais e está em um patamar superior aos companheiros. Forte e com bom jogo aéreo, comandou a defesa que não tomou gols nas três partidas decisivas para a classificação para o Europeu Sub-17.

No meio-campo, a dupla formada por Kevin Ackermann, do BK Hacken, e Manasse Kusu, do Norrkoping, são as grande referências técnicas. Kevin Ackermann é o grande craque do time, inclusive já tendo estreado profissionalmente.

Jack Lahne, do Brommapojkarna, é um atacante que pode atuar centralizado e pelo lado esquerdo. Forte e habilidoso, também já estreou como profissional. Ele terá que alimentar o bom centroavante Alex Timossi Andersson, que saiu do Helsingborg para o Bayern de Munique. São nove gols pelas seleções de base até o momento.

Julian Larsson, do AIK, também costuma ajudar saindo do banco. O atacante marcou tentos importantes na classificação. Por essa força, é esperado que a Suécia lidere a briga pela segunda vaga do grupo.

Noruega

A Noruega nunca chegou às quartas de final de um Europeu Sub-17. Classificar-se já foi uma evolução, tendo em vista que foi em 2012 a última participação dos noruegueses na fase decisiva da competição.

E para chegar ao torneio, contou com vitória sobre a Alemanha. E muitos gols. Foram quase 20 em seis jogos. A força do setor vem de atacantes de bom nível e um futebol atrativo.

Harald Nilsen Tangen, do Viking, foi um dos artilheiros da fase anterior do Euro Sub-17. Kornelius Hansen, do Southampton, e Holm, do RB Leipzig, são outros destaques do ataque, que empolga e deixa a seleção confiante.

Mas não é só os atacantes que possuem qualidade. No meio-campo, Oscar Aga, do Stabaek, é um camisa 10 de qualidade. Finalizador e habilidoso, costuma ser um atleta que cria demais. Com passagem pelo profissional, é candidato a craque da primeira fase, assim como Joshua Kitolano, volante do Odds BK, que costuma ser efetivo no ataque.

Portugal

Em busca do tricampeonato e da retomada do título, que veio em 2016, Portugal chega como um dos principais favoritos. Tecnicamente forte, com bons resultados no ciclo e entrosado, o time deve chegar longe mais uma vez.

Com 12 jogadores do Benfica, que talvez tenha a melhor geração da Europa, os portugueses possuem uma combinação de ouro para o título: entrosamento e qualidade técnica. Praticamente sem pontos fracos visíveis, a liderança do grupo é uma expectativa natural.

No ataque, está a grande estrela da competição: Umaro Embaló. Jogador que já despertou interesse de diversos gigantes da Europa, é uma espécie de Neymar e Mbappe português. Habilidoso, rápido, técnico e goleador, atua pelos lados, mas costuma entrar na área para marcar.

Jair Tavares, companheiro de Benfica, é outro destaque. Meio-campista técnico e de dinâmica, costuma atuar pelas pontas também. Outros jogadores que chamam atenção do Benfica são o zagueiro Francisco Saldanha e o volante Henrique Jocú.

Félix Correia, do Sporting, é um dos atacantes de velocidade que podem ser usados. A posição é a mais concorrida do elenco. Aind ano ataque, Fábio Silva, do Porto, é o único jogadores /02 do elenco. É tratado como a grande promessa do clube português.

 

Autoria: Alambrado

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