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Guia do Mundial Sub-17 de 2017 – Parte III – Alambrado

Takefusa Kubo - Mundial Sub-17

Confira quem são os destaques dos grupos E e F.

Depois de falar sobre as seleções que compõem os quatro primeiros grupos do Mundial Sub-17 da Índia nas partes I e II do nosso guia especial, chega a hora de falar das duas chaves restantes, que reúnem duas forças europeias postulantes ao título, além de seleções das Américas que devem correr por fora. Leia a análise dos grupos E e F:

Grupo E

França

Com faro de gol, Gouiri tenta levar a França longe.

Com faro de gol, Gouiri tenta levar a França longe.

A França só se classificou para o Mundial depois de passar pelos apuros da repescagem europeia, mas não se engane. O time que chega à Índia para tentar seu segundo título pode ir longe no torneio simplesmente por contar com uma das maiores promessas dessa geração: o centroavante Amine Gouiri, do Lyon.

Artilheiro do último Europeu Sub-17 com oito gols em quatro jogos, ele é o típico atacante que dá trabalho à defesa rival o tempo todo, seja aproveitando-se do porte físico ou do oportunismo dentro da área. Comparado com astros do futebol francês como Benzema e Griezmann, pode usar o Mundial Sub-17 como afirmação para o resto do planeta bola.

Yacine Adli, meia-atacante do PSG, deverá ser o responsável por alimentar o jovem craque francês. Jogador alto e de boa técnica, é o maestro do time e pode desequilibrar com um passe preciso. Pelas pontas, a arma principal é o caçula Willem Geubbels, do Lyon, que costuma atazanar seus marcadores quando entra no segundo tempo.

Japão

O baixinho Kubo lida com o estrelato desde muito cedo.

O baixinho Kubo lida com o estrelato desde muito cedo.

O Japão chega ao Mundial com um time repleto de jogadores que já fizeram sua estreia no profissional, mesmo que de maneira precoce. E se o quesito é brilhar desde cedo, os japoneses podem se orgulhar de ter um dos maiores prodígios do torneio, o atacante Takefusa Kubo, cria da base do Barcelona que acabou retornando ao seu país por conta de infrações do clube catalão.

Por certo você já ouviu falar de Kubo, mas não custa relembrar que por conta da habilidade e da extrema categoria, o “Messi japonês” estreou profissionalmente com apenas 15 anos de idade, e é tido desde cedo como uma das grandes promessas do futebol mundial. Mas ele não brilha sozinho na seleção nipônica.

No meio de campo, o volante Rei Hirakawa, jogador completo e muito maduro para a idade, é um dos destaques do time, que conta ainda com o ótimo meia Shimpei Fukuoka, de muita mobilidade e dinamismo. Deve ser o suficiente para levar o time pelo menos até a segunda fase.

Honduras

Os hondurenhos vão para a Índia sabendo bem de suas limitações. Um time sem nomes de peso, mas que deve se basear na aplicação tática do esquema 3-5-2 montado pelo técnico José Valladares. Quando pressionada por seleções de maior porte ofensivo, Honduras tende a se encolher e buscar a sorte nos contra-ataques.

Com a bola nos pés, a ordem é clara, com ligações diretas o tempo todo à dupla de ataque. Carlos Mejía, goleador da equipe durante a campanha de classificação, é veloz e se movimenta mais fora da área, enquanto Patrick Palacios, titular do Real España, é mais fixo e aposta no oportunismo. Já no setor defensivo, Alexander Bahr, que atua nos EUA, é o jogador mais seguro do time.

Nova Caledónia

Para algumas seleções, apenas participar do Mundial Sub-17 acaba sendo a glória máxima. E é difícil acreditar que a Nova Caledónia vá muito além disso. Classificada graças ao baixíssimo nível das eliminatórias da Oceania, a seleção passou no sufoco pelos seus rivais vizinhos, e ainda tomou 7×0 da Nova Zelândia na final continental.

Para piorar a situação, o time estreia em Mundiais sem seu artilheiro, o atacante Paul Gope-Fenepej, lesionado. Assim, sobram poucos nomes para observar a competição, com destaque apenas para o lateral Bernard Iwa, responsável por boa parte das ações ofensivas, e o meia Jekob Jeno, comandante da equipe dentro de campo.

Grupo F

México

A habilidade de jogadores como Diego Lainez pode colocar o México na briga.

A habilidade de jogadores como Diego Lainez pode colocar o México na briga.

Campeão em 2011, vice em 2013 e semifinalista em 2015. O retrospecto recente do México em Mundiais Sub-17 dá mostras da força e tradição dos mexicanos no torneio, e na edição deste ano não deve ser diferente. Mais uma vez, a equipe chega com um time forte, com bons destaques individuais.

A esperança maior vem do quadrado ofensivo, cujo principal vértice é o meia-atacante Diego Lainez, do América-MEX, que compensa a baixa estatura com habilidade e velocidade fora dos padrões. Outro azougue é Jairo Torres, que, jogando pelas pontas, ganhou o prêmio de melhor jogador nas Eliminatórias do Mundial pela Concacaf.

Daniel Lopez, do Tijuana, e Roberto de la Rosa, do Pachuca, são os outros componentes do setor ofensivo que promete bagunçar as defesas neste Mundial. Atrás, o Luis Olivas é o responsável por transmitir a segurança para que o resto do time abuse do ataque.

Inglaterra

Sancho é um dos grandes candidatos a craque do Mundial.

Sancho é um dos grandes candidatos a craque do Mundial.

Já faz algum tempo que a Inglaterra vem se destacando na base, e o Mundial Sub-20 de 2016 foi mais uma prova disso. Agora, na categoria abaixo, os britânicos esperam mostrar que estão bem servidos por vários anos, e o que não falta para isso é potencial.

Foram vários os destaques do time na campanha do vice-campeonato europeu sub-17. Nas pontas a equipe conta com dois jogadores de extremo talento: Jadon Sancho, recentemente contratado pelo Borussia Dortmund e eleito o melhor jogador do Europeu, e Phil Foden, do Manchester City. Velozes e capazes de chegar à área, os dois concentram a maioria das ações ofensivas.

O ótimo meio-campo tem várias boas opções como os colegas de Chelsea George McEachran e Callum Hudson-Odoi, que se complementam e oferecem segurança e ritmo ao time. Angel Gomes, do Manchester United, é um excelente organizador, com qualidade no passe para deixar o centroavante Rhian Brewster, do Liverpool, na cara do gol. Mais atrás, a dupla de zaga do Chelsea, formada por Marc Guehi e Jonathan Panzo, não costuma dar bobeira, e o lateral esquerdo Sessegnon é pura explosão física.

Iraque

O Iraque vai para o Mundial carregando a honra do título no torneio qualificatório asiático, algo que representaria boas chances de uma classificação para a segunda fase, até que foram conhecidos seus difíceis adversários no temido Grupo F. Mas pelo menos os iraquianos tem alguém em quem depositar sua confiança.

Mohammed Dawood, atacante do Al Naft, conduz a bola com velocidade e costuma marcar gols. Muitos. Ele anotou seis dos nove tentos iraquianos na campanha do torneio da AFC, conquistando tanto a Bola como a Chuteira de Ouro da competição, mostrando-se essencial no caminho para o título.

Além dele, o lateral Munthade Mohammed costuma levar perigo na bola parada, e o meia Ridha é umbom articulador. Para conseguir algo a mais no Mundial, será essencial que o goleiro Ali Ibadi mantenha a boa forma mostrada na fase de classificação.

Chile

O Chile conseguiu a classificação para o Mundial com uma campanha surpreendente no Sul-Americano Sub-17, que resultou no vice-campeonato. A surpresa veio por conta do grande desempenho coletivo da equipe, em detrimento de qualquer grande brilho individual, mas na Índia a principal estrela chilena tentará mostrar o que não conseguiu durante a eliminatória.

Trata-se do meia-atacante Branco Provoste, do Colo-Colo, reponsável pela armação das jogadas e dono dos melhores arroubos de habilidade na equipe chilena. Provoste estreou pelo time principal do Colo-Colo com apenas 16 anos, e agora tenta mostrar que sua fama precoce não veio à toa.

Além dele, o bom lateral-esquerdo Yerco Oyanedel, da Universidad Católica, é uma boa opção para as jogadas aéreas, e assim como seu oposto, o lateral-direito Gastón Zuñiga, autor de dois gols no Sul-Americano.

Autoria: Alambrado

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