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UEFA WOMEN CHAMPIONS LEAGUE – Inédita final francesa a caminho

2005 marcou a única final da Liga dos Campeões feminina disputada por clubes do mesmo país, a Alemanha, que ameaçou noutras temporadas, contudo nunca o voltou a concretizar. Naquela que será apenas a terceira final continental sem formações alemãs presentes, confirma-se o crescimento e a força do par gaulês e Olympique Lyon, campeão em título, três vezes vencedor e cinco finalista, e Paris-SG, finalista de 2015, mostraram o poder nos encontros de ida e o debute de uma final gaulesa em Cardiff está prestes a ser real

As jovens do Olympique Lyon voltam a ser favoritas à conquista da Liga dos Campeões. Fonte: twitter oficial do Olympique Lyonnais

As campeãs europeias em título, Olympique Lyon, deslocaram-se à Academia ‘Citizen’ e saíram de lá com um triunfo por 1-3, levando para França uma margem confortável para atingir a sexta final do historial feminino do clube.

A nipónica Kumagai, numa grande penalidade logo a abrir o encontro, deu avanço às visitantes.

A formação da casa, por intermédio da avançada sueca de origem kosovar, Kosovare Asllani, igualou aos 10 minutos de jogo. No entanto, a rodagem do OL fez-se notar e ainda antes dos 20 minutos as campeãs gaulesas e continentais adiantavam-se novamente, agora pela fantástica Maroszan, uma magiar de nascimento que cresceu na Alemanha e é uma das figuras germânicas da actualidade.

Festejo de um dos golos no relvado. Fonte: Associated Press

Não menos qualidade tem Eugènie Le Sommer, que concluiu o 1-3 aos 68 minutos, dando total conforto à formação orientada por Prècheur.

A união é visível na equipa do OL. Fonte: twitter oficial do Olympique Lyonnais

Desfecho idêntico ao inglês ocorreu no Mini Estadi do Barcelona, em busca da sua primeira final no feminino, batidas as catalãs pelo PSG por 1-3, num recorde de assistência para um jogo feminino no segundo campo do Barcelona, 10352 adeptos nas bancadas.

Marie-Laure Delie deu o mote para o triunfo parisiense em Barcelona. Fonte: ESPN

As parisienses continuam a ambicionar troféus, batidas constantemente em França pelo OL e também sem conquistarem ainda o ceptro continental – chegaram à final em 2015.

Marie-Laure Delie e a brasileira Cristiane colocaram a equipa da ‘Cidade-Luz’ na dianteira por 0-2 ao intervalo. Estava difícil para as ‘culés’ neste sonho de final para uma equipa de Espanha.

O resumo oficial do encontro, partilhado pelo FC Barcelona

A capitã costa-riquenha Shirley Cruz colocou mais um prego, o terceiro, no sonho catalão e o melhor que o Barcelona conseguiu foi reduzir para 1-3 por intermédio de Bárbara Latorre, no clube desde 2015 e que foi companheira de várias portuguesas, no Prainsa Saragoça/Transportes Alcaine, onde se estreou como sénior, partilhou balneário com Ana Borges, Jamila Marreiros e Cláudia Neto, passou depois para o Espanyol, aí alinhando com Sónia Matias.

As imagens vídeo editadas pela El Desmarque Tv

A qualidade das jovens do Barcelona não conseguiu contrariar a experiência das parisienses. Experiência é mesmo a pedra de toque nestes duelos para a final, quer a equipa inglesa do Manchester City, quer as campeãs espanholas do Barcelona têm qualidade, continuam a crescer, mas ainda lhes falta a tarimba, o hábito de estar nas decisões.

Autor: António Valente Cardoso

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