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Joga quem é melhor ou quem está melhor?

Joga quem é melhor ou quem está melhor?

Numa era em que a análise futebolística evoluiu para o detalhe clínico, existem diferentes opiniões e formas de pensar em relação à gestão do grupo de trabalho: há quem prefira uma equipa de especialistas, isto é, jogadores “especialistas” na sua posição, com pouca flexibilidade para atuar noutros lugares; por outro lado, há quem prefira a visão de polivalência, onde o jogador deve ser capaz de atuar de diferentes formas em diferentes posições. Noutra perspetiva, existe quem ache que deve jogar aquele que é teoricamente melhor ou mais experiente, independentemente do momento de forma ou da qualidade do trabalhado apresentado durante a semana, e aquele que premeia o rendimento e a entrega do atleta mais do que a sua qualidade teórica ou (falta de) experiência.

Obviamente que esta matéria é sempre abstrata, suscetível de mil e uma abordagens. Contudo, é interessante compreender de que forma é que a escolha desta mesma abordagem influencia a constância de rendimento de uma equipa. Sim, porque há quem utilize jogadores com uma importância elevada no seio da equipa, por exemplo, num encontro de maior responsabilidade, em detrimento de um jogador que tenha apresentado maior qualidade nos tempos mais recentes, fruto do receio da aposta neste segundo acabe por ter influência negativa no resultado.

Meritocracia

Claro que cada jogo solicita uma preparação diferente, nem que seja apenas ligeiramente. E, concordo também, que nem sempre o jogador com melhor rendimento atual deva ser a opção face às características que o próximo jogo e adversário apresentem. Ainda assim, parece-me completamente vantajoso para uma gestão de grupo otimizada que se dê primazia à questão do nível da performance atual do atleta, de forma que a meritocracia seja o principal método de decisão e não o estatuto. Quem está melhor deve jogar mais! Esta deve ser a regra, com as claras exceções faladas anteriormente, quando se pretende estabelecer um alto nível de rendimento coletivo e uma manutenção dos graus de confiança elevados.

Os resultados tendem a aparecer quando existe bom senso e justiça na definição da equipa. O treinador deve ser capaz de retirar o melhor sumo dos seus recursos-humanos (jogadores) e motivá-los para que o seu foco seja o maior possível. Assim, os jogadores estarão mais perto do seu melhor nível e mais fortes para enfrentar o desafio estabelecido.

 

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