Kai Havertz pede passagem
Diferentemente de outros anos (2012, por exemplo), a seleção alemã que alcançou as semifinais do Europeu sub-17 em 2016 não contou com demasiada qualidade no último terço do campo. Porém, isto não impediu que a jovem Mannschaft fosse atrativa em termos ofensivos: ademais da intenção de dominar a posse de bola elaborando seus ataques desde a base, os interiores Kai Havertz e Arne Maier somaram a dose de técnica e genialidade para que a equipe treinada por Meikel Schönweitz fosse fluída em sua circulação em terreno contrário. Neste sentido, ficou bastante claro que Havertz alcançaria a elite do futebol nacional. O inesperado foi que a aparição de Kai no time principal do Bayer Leverkusen demorasse tão pouco tempo para acontecer.
Com 17 anos e 126 dias, Kai Havertz se tornou o estreante mais jovem do Bayer Leverkusen na história do Campeonato Alemão.
Após se destacar no torneio juvenil em maio, em setembro o jogador canhoto se sentou no banco de reservas do conjunto dirigido por Roger Schmidt pela primeira vez, realizando sua estreia na Bundesliga em 15 de outubro. Desde então, Kai Havertz não parou de ganhar protagonismo no clube Farmacêutico: realizou seu primeiro jogo como titular, debutou na fase de grupos da Liga dos Campeões, criou seus primeiros gols no futebol profissional e já soma quase 600 minutos com o Leverkusen. Neste sentido, é possível que a melhor atuação do mediapunta de 17 anos tenha acontecido no passado final de semana. Em uma equipe em crise, Havertz recebeu a oportunidade de ser titular contra o Eintracht Frankfurt e não decepcionou. Pelo contrário.
Na goleada por 3-0 do conjunto da BayArena, o jovem somou 72 intervenções ao longo dos 90 minutos, criou uma brutal jogada no primeiro gol marcado pelo atacante mexicano Javier “Chicharito” Hernández e, o mais importante, melhorou ao mesmo tempo que deu continuidade cada um dos ataques do Leverkusen nos quais participou, fazendo com que o time ganhasse presença e continuidade em campo rival. Bastante versátil, Kai pode atuar como interior, extremo ou mediapunta, algo que certamente ficará menos indefinido com o passar do tempo. Entretanto, neste momento é impossível não comparar a elegância, inteligência, qualidade técnica, capacidade de condução e último passe, jogo entre linhas e pausa com a bola de Havertz com as qualidades de Mesut Özil.
Autoria: CentroCampismo
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