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Liverpool: mais do que o trio ofensivo

Salah Firmino Mané

Liverpool: mais do que o trio ofensivo

O Liverpool chega a uma final Europeia 13 anos após a sua última aparição. Com um futebol de ataque vertiginoso, os comandados de Klopp são finalistas com todo o mérito, apresentando performances estrondosas, principalmente no capítulo ofensivo. Sendo o último terço, mais precisamente o trio de ataque Mané, Salah e Firmino, o principal aspeto diferenciador dos Reds, existe outra vertente no seu jogo que foi fundamental no sucesso alcançado.

Falo da capacidade de pressão da equipa do Rock ‘n roll. Muito se diz daquilo que produz na frente de ataque, mas na análise que deve ser executada ao estilo de jogo deste Liverpool é fundamental ter-se em conta a forma como a equipa executa a pressão, impedindo que adversário saia confortavelmente com bola. Apesar da sua linha defensiva apresentar dificuldades notórias e alguma incapacidade de compactação entre o bloco do meio-campo, Klopp implementou nos seus pupilos uma atitude de reação à perda e de pressão que em muito beneficiam o seu estilo vertical. Esta capacidade foi clara, principalmente, nos confrontos frente ao City de Guardiola e na primeira mão da meia-final, frente à Roma.

Para isto, o técnico alemão utiliza jogadores de cariz mais pressionante, como são Milner, que corre tanto e bem que até cansa ver, Henderson, e mesmo Wijnaldum e Chamberlain, que apesar de serem mais evoluídos em termos de construção, dão um contributo precioso na altura de importunar o adversário. Os seus extremos também não se inibem no primeiro processo defensivo, e são os primeiros a criar o momento de pressão, ideal para recuperar a bola o mais perto da baliza adversária possível, limitando as opções de passe e, muitas vezes, recuperando a bola com a defesa fora de posição, o que lhes confere mais probabilidade de sucesso na hora de finalizar.

As maiores dificuldades da equipa de Anfield denotam-se quando o oponente consegue atravessar esta linha de pressão. Aí, o espaço torna-se maior para que sejam exploradas diferentes soluções. Com as dificuldades em coordenar a transição defensiva, a compactação acima referida é um ponto que pode ser aproveitado pelo adversário.

Numa final europeia a um jogo, tudo pode acontecer. O Real Madrid é uma equipa de detalhes, nos grandes momentos, mas padece de alguns problemas no que diz respeito à estabilidade defensiva. Se os britânicos forem capazes de forçar o erro e alimentar com frequência o seu tridente letal, podem ter aqui uma chance de voltar ao topo da Europa.

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