-- ------ Milagre em Munique: a grande vitória do poderoso Hamburgo - Alambrado
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Milagre em Munique: a grande vitória do poderoso Hamburgo – Alambrado

Milagre em Munique: a grande vitória do poderoso Hamburgo

Relembre a partida entre Bayern de Munique e Hamburgo, válida pelo Campeonato alemão de 1982-83

Na década de 80, o futebol alemão viu o duelo interessante entre Bayern de Munique e Hamburgo pela hegemonia da época. Em âmbito local, ambos mostraram seus talentos. O Bayern conquistou seis títulos, a maioria na metade final da década. Já o Hamburgo levou duas vezes o Campeonato, sendo um bicampeonato em 1981-82 e 1982-83.

Na Europa, Hamburgo levou vantagem. A conquista da Liga dos Campeões da temporada 1982-83 sobre a Juventus foi a única da Alemanha nos anos 80. Título que elevou ainda mais o patamar daquela equipe histórica.

Craques como Felix Magath e Von Heesen, além do sempre goleador Horst Hrubesch, ditavam o ritmo do Hamburgo no Campeonato Alemão 1981-82. Isso sem contar o histórico treinador austríaco Ernst Happel. Do outro lado, um Bayern de Munique dos astros Paul Breitner, Rummenigge e Dieter Hoeneß.

Partida de imensa importância

Na vigésima nona rodada do Campeonato daquela temporada, Bayern de Munique e Hamburgo ficaram frente a frente no estádio Olímpico da cidade. A vantagem dos visitantes era de três pontos sobre o Bayern. Ou seja, a vitória era fundamental para os donos da casa para colar no líder. O Colônia, outro pretendente ao título, tinha os mesmos 37 pontos da equipe de Munique.

Em uma tarde de muito calor e com um público extraordinário, poucos sabiam que o jogo entraria na história da competição. No primeiro turno, o Hamburgo havia goleada por 4 a 1 o Bayern. A expectativa era de boa partida. E isso se confirmou. Até porque o primeiro tempo já demonstrou que a partida seria de ótimo nível.

Logo aos 23 minutos da primeira etapa, Dieter Hoeneß mostrava o cartão de visitas do poderoso Bayern, que defendia o título. Em escanteio cobrado pela direita, ele subiu mais alto que a defesa e marcou 1 a 0 para os mandantes.

Nove minutos depois, o meio-campista Jimmy Hartwig empatava, também de cabeça – jogada forte das duas equipes. O jogo continuava movimentado. Prova disso, quatro minutos depois do empate, o bom zagueiro Udo Horsmann marcou com estilo, em chute de direita.

Era quase difícil o jogo continuar no mesmo ritmo do primeiro tempo. A movimentação intensa das duas equipes, além da entrega física, seriam difíceis de serem repetidas na etapa complementar. Ledo engano.

Segunda etapa: a virada

A partida continuou muito boa. O alto nível técnico prevalecia. De um lado, Magath ditando o ritmo. Do outro, Breitner sempre tentava o passe mais refinado. Aos 19 minutos, novamente o atacante Dieter Hoeneß marcaria. De novo de cabeça, após falha do ótimo goleiro alemão Uli Stein.

Provavelmente os torcedores do Bayern já contavam com a vitória, Restava ao Hamburgo atacar. Será que viria a vingança pela goleada sofrida no primeiro turno? A partida ainda acontecia.

Eis que, faltando 20 minutos, Thomas Von Heesen carrega a bola desde o meio-campo e, em um lance pura técnica, marca o segundo do Hamburgo. Golaço. O meio-campista logo depois ajudaria ainda mais o time. Era uma espécie de maestro.

O milagre em Munique

Seis minutos após o empate, apareceria o gigante Hrubesch. O artilheiro do Campeonato Alemão daquela temporada, marcando 27 gols, mostraria porque era o principal inimigo dos defensores. Aos 31 minutos, aproveitou jogada de Bastrup marcar o gol de empate.

O baque dos vermelhos era visível. E o “Milagre de Munique” continuou. Aos 45 minutos, Hrubesch dava o golpe mais doloroso no Bayern de Munique. Em cobrança de falta, o cabeceador nato fazia das suas.

4 a 3 e vitória do Hamburgo. Um dos trunfos mais emblemáticos da história do clube. Êxito que levou o time ao título do Campeonato Alemão rodadas depois. Base que um ano depois conquistaria a Europa e faria história como melhor Hamburgo de todos os tempos.

 

Autor: Alambrado

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