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Minhoca- Um maestro açoriano

Minhoca – Um maestro açoriano

Minhoca – Um maestro açoriano: Ao futebol fazem falta os magos da bola. Rui Costa, Kaká, Pirlo, Zidane, Aimar e outros tantos que espalharam o futebol com perfume, o futebol espetáculo, o futebol que nos arrepia e que nos faz levantar do sofá, das bancadas… o futebol no seu estado mais puro, mais ínfimo, mais belo.

É certo que, segundo a maioria dos analistas e entendidos na matéria, já não há mais espaço para o típico 10. Existem adaptações, existem jogadores, com corpo e alma de 10, que podem jogar em qualquer posição do terreno… que vão jogar sempre bem.  No futebol português ainda existem raros casos de jogadores destes. Vejamos o caso de Jonas, Brahimi, Podence, e outros tantos que ainda espalham magia no futebol nacional.

Na divisão mais abaixo, na Ledman Liga Pro, existe Minhoca.  Se tivesse um nome mais latino a dúvida seria perceber onde estaria hoje o craque micaelense . Nélson Estrela, mais conhecido por Minhoca, é um maestro, um ala com corpo e alma de 10, um jogador à antiga adaptado aos tempos modernos.

Minhoca deu nas vistas na sua primeira passagem pelo CD Santa Clara.

Recuando um pouco no tempo, a história de Minhoca é toda ela cinematógráfica ou literária, como quiserem. Minhoca cresceu a jogar no Marítimo da Calheta, na ilha de S.Miguel. Deu o salto para o União Micaelense, clube histórico dos Açores, onde lá ficou cinco temporadas. A partir daí voou para a Segunda Divisão, para o futebol profissional. E nem aí teve dificuldade em se impôr. Baixa estatura, franzino mas com muito futebol nos pés. Bastaram apenas três temporadas no CD Santa Clara para dar novo salto na carreira.

Era a vez de chegar à capital do móvel. Tendo mais ou menos minutos, Minhoca está ligado ao Super-Paços de Paulo Fonseca , tendo conseguido, a espaços mostrar o seu melhor futebol.  A verdade é que faltava uma aposta mais contínua para o micaelense poder mostrar a sua verdadeira classe. Nesta Primeira Liga, Minhoca apareceu a fogachos mas sempre que jogava mostrava o toque de bola, a visão de jogo, aquelas caraterísticas que o fazem distinguir de outros jogadores.

Apesar de não ter conseguido jogar muito, Minhoca esteve no Paços europeu.

Regresso ao Santa Clara para um projeto vencedor

Mas a história de Minhoca não podia estar completa. Aos 29 anos era necessário outro desafio na carreira do jogador. Depois de uma passagem pelo Santa Clara, onde o clube não respirava saúde financeira, o médio açoriano voltou ao clube que o projetou para o futebol português. Em busca de um sonho, em busca de um objetivo. Colocar o Santa Clara na Primeira Divisão do futebol português.

Para já, em nove jogos realizados, tem sido um dos destaques de um Santa Clara também ele em destaque. Depois de uma lesão no início da temporada, o médio tem conseguido, a pouco a pouco, mostrar a sua classe. Na retina ficam os lances contra o Belenenses, numa exibição de gala do médio e mais recentemente a jogada que cria para o golo da vitória do Santa Clara perante o V.Guimarães B.

O filme ainda vai a meio, a história não está completa. Ainda é cedo para perceber se teremos ou não final feliz. Não é cedo é para perceber a qualidade deste fantástico jogador. Aos 29 anos parece ter amadurecido cada vez mais o seu futebol. Podia ter nascido espanhol ou sul-americano e provavelmente falaríamos de Minhoca noutro contexto, noutro espaço, noutro futebol, no futebol que é o dele.

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