-- ------ Muitos Não Vão Entender #6 - Adepto Boavista FC - Bom Futebol
Bom Futebol

Muitos Não Vão Entender #6 – Adepto Boavista FC

Muitos Não Vão Entender #6 – Adepto Boavista Futebol Clube

Fim de mais uma época. A melhor desde o regresso à Primeira Liga. O Boavista garantiu de forma confortável a manutenção e conseguiu ainda a melhor pontuação e classificação da década.

Resumo da Temporada

8º Lugar e 45 pontos.

Uma posição honrosa e que deve orgulhar os Boavisteiros. Para os mais sonhadores, ficou perto a 5ª Posição e um possível regresso à Europa, mas mesmo para esses – tendo em conta o que sofremos num passado bem recente e as dificuldades que ainda ultrapassamos –  é inegável a excelente temporada. Foram anos e anos de autêntico sofrimento, daí que um pouco de tranquilidade seja já uma enorme conquista para quem tanto fez para a merecer.

Começemos pelo início – que é como quem diz – começemos pelo pior. Depois de Petit e Sanchez e após o bom registo desde a sua chegada, os adeptos depositavam esperanças em Miguel Leal para o clube dar o salto no começo de uma nova época. Mas demorou pouco até virem ao de cima as fragilidades e limitações de ML. Com um futebol pouco atrativo, com substituições tardias e medrosas, sem Iuri Medeiros para resolver partidas sozinho e com 4 derrotas em 5 possíveis, Miguel (a quem os Boavisteiros devem estar agradecidos) deu lugar a Jorge Simão. E a timidez deu lugar à ousadia. E o futebol frouxo deu lugar ao Bom Futebol.

Era Jorge Simão

Foi preciso esperar apenas 3 dias para sentir o “efeito Jorge Simão”. A equipa ganhou ambição, poder ofensivo e foi capaz de derrotar o Benfica por 2-1 no Bessa, na primeira vitória sobre um dos “3 grandes” desde o tão justo regresso.

Foi o começo perfeito da era Jorge Simão. E o tónico ideal para a equipa começar a vencer e a escalar na classificação.

Desde que Jorge Simão assumiu o comando, o caminho nem sempre foi regular, muito menos ascendente. Quando o campeonato começava a correr de feição, viveu-se uma desastrosa tarde em Vila Verde, que culminou com o afastamento precoce da Taça. E enquanto o Bessa voltava a ser fortaleza – com 5 vitórias seguidas – foram 7 as derrotas consecutivas sem fazer qualquer golo fora de casa (algumas delas, que se diga, incompreensíveis até hoje).

Mas irregular ou não, será justo dizer – novamente – que esta foi indiscutivelmente a melhor temporada desde o regresso ao primeiro escalão.

Não só pelo desfecho pontual mas, sobretudo porque o Boavista finalmente demonstrou (nem sempre, mas quase sempre) saber “jogar à bola”, sem medo, com personalidade, diante de qualquer adversário.

Se dúvidas existiam, basta rever o jogo em Braga, na penúltima jornada, onde o Boavista só não saiu vitorioso porque literalmente lhe “roubaram” a vitória.

O momento da época

Foram 34 Jornadas, das quais felizmente me posso orgulhar de ter feito parte da maioria. Sem falar das modalidades, que também merecem ser referidas num clube eclético como este.

Entre vitórias, derrotas, golos ao cair do pano e baldes de água fria, o momento da época remete-nos ao período do Natal, onde o nosso Edu não resistiu mais à sua batalha. O #Eterno29 deixou a sua marca no universo axadrezado e o Boavista tem uma estrela a brilhar cada vez que entra em campo, que viverá sempre no coração de cada boavisteiro.

De destacar também o cântico “Muitos Não Vão Entender” no final de jogos menos bons e a deslocação memorável ao Dragão. Pequenos exemplos que comprovaram ao longo de mais uma temporada que, inegavelmente, os adeptos do Boavista são especiais.

Hora de renovar

Terminada uma época, os dias parecem não passar. A jogar bem ou mal, já só esperamos pela hora de ver a bola a rolar e os mantos sagrados a correr com ela.

É altura de pensar também de pensar no futuro.

Não sendo treinador e muito menos dirigente, arriscaria dizer que, mais que qualquer contratação, seria prioritário renovar com alguns jogadores, por forma a evitar arrancar todas as épocas da estaca zero. Vagner, Rossi, David Simão, Rochinha, Renato, Yusupha, entre outros, são jogadores a ficar no Boavista. E com os ativos valorizados – fruto da boa época – era importante começar também a recuperar poder negocial, caso seja para vender.

De qualquer maneira, podemos parar com a conversa porque o jogador mais importante já renovou. É o 12º jogador. Esteve lá sempre e vai continuar a estar. E quando se fala em renovar, renova apenas energias porque o contrato, esse já é vitalício desde que se apaixonou por este clube. Não precisa de cláusula de rescisão e muito menos exige dinheiro.

Exige apenas entrega e “raça” a cada disputa de bola!

Vamos em frente, pela Bandeira!

Deixe o seu comentário

bomfutebol