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Muitos Não Vão Entender #7 – Adepto do Boavista

Muitos Não Vão Entender #7

Depois de uns tempos sem escrever após o final da época 2017/2018, é com todo o prazer que regresso novamente às rubricas para o Bom Futebol acerca do Boavista Futebol Clube, numa altura em que a bola já rola novamente.

Pré-Época e Transferências

É o período mais difícil do ano para qualquer adepto.

O Boavista terminou a sua 4.ª temporada consecutiva na primeira divisão com um máximo de pontos e de classificação e após os festejos de mais uma época concluída com o objetivo cumprido, seguiram-se largas semanas de espera para ver novamente o manto axadrezado em campo.

O Mundial ainda deu para esquecer um pouco as saudades – e nós boavisteiros nem nos podemos queixar, com o xadrez da croácia a fazer um brilharete – mas o sentimento só passou mesmo quando se chegou ao estádio e se viu as caras do costume, prontas para uma nova guerra.

A pré-época, essa dá sempre um “cheirinho” do que aí vem, mas o sofrimento é incomparável aquele de ver os pontos a contar. Sobretudo para adeptos como nós, que sabem que cada um deles é precioso.

Sim. Que saudades de sofrer!

O mercado de transferências também traz consigo uma mistura de sentimentos.

Aliada à vontade de conhecer quem são as caras novas do plantel, está o medo de perder peças importante e ver partir jogadores dos quais se guardam boas memórias.

Desta vez, dissemos adeus a atletas como Vagner, Rossi, Henrique, Mesquita e Renato Santos, aos quais fica um último agradecimento por terem honrado o símbolo enquanto cá estiveram.

Se relativamente às contratações só o tempo ditará o seu sucesso, importa referir – até ver – as manutenções de David Simão, Rochinha, Yusupha e, sobretudo, do treinador Jorge Simão.

O sabor da Vitória

Quis o calendário que a nova caminhada da pantera começasse exatamente no mesmo sítio da temporada passada.

Num campeonato desigual, onde os 0 pontos com que partem todas as equipas é o único factor de equilíbrio, o Boavista (clube com o orçamento mais baixo da Primeira Liga, importa referir) procurava arrancar com uma vitória em Portimão, em contraste com a estreia do ano anterior – onde saiu derrotado por 2-1.

Depois da invasão do ano anterior e na melhor altura do ano para rumar ao Sul, a vontade de começar a época a dar show na bancada não podia ser maior, mas num autêntico balde de água fria para alguns (eu que o diga) o jogo foi marcado para Segunda-Feira.

Nota:

É incompreensível que uma Liga queira estádios cheios e tenha atitudes destas para com os adeptos.

Triste futebol português, que é controlado pelas SportTV’s e nem tem a decência de ter em conta a distância geográfica entre as equipas…

Apesar de tudo, a data não impediu os boavisteiros de marcar presença de forma massiva no Algarve e empurrar a equipa para a primeira vitória da época.

Num jogo de nervos, valeu a eficácia axadrezada e o golaço de David Simão de levantar o estádio.

0-2. Os primeiros 3 pontos estavam conseguidos.

O sabor da Derrota

Após um arranque positivo, era hora de nos estrearmos em casa frente ao Benfica, tentando repetir o feito do ano passado (vitória por 2-1).

Independentemente do resultado, o dia estava ganho por poder voltar a ver o Bessa com a movimentação de um dia de jogo (uma movimentação até em demasia, por tudo o que implica jogar com um dos 3 que bem sabemos…)

A partida poderia ter tido outra história caso Falcone tivesse feito golo logo aos 2 minutos, mas acertou na malha lateral, na melhor – e talvez única – oportunidade que tivemos.

A partir daí, o Benfica dominou mas o Boavista soube manter-se minimamente organizado, até sofrer golo no primeiro erro defensivo da noite.

Demasiado permissivo (fez apenas 12 faltas), o Boavista acabaria por sofrer, já nos segundos 45 minutos, mais um golo fruto de novo erro defensivo, terminando o jogo com um justo 0-2.

Uma exibição apagada e um resultado negativo mas compreensível, dado a diferença de orçamentos entre as equipas.

Erros costumam pagar-se caro.

E contra equipas como o adversário, são fatais.

Não foi dia do Boavista se agigantar perante um dos “grandes”.

E o sabor do Empate

Com 3 pontos em 2 jogos, o Boavista deslocava-se agora a Santa Maria da Feira, para defrontar um surpreendente Feirense que, em caso de vitória, ficaria isolado na liderança do campeonato.

Num Domingo perfeito para “ir à bola”, os Panteras Negras encheram por completo a bancada destinada e deram um festival do princípio ao fim do jogo.

Dentro de campo, o Boavista foi a vencer para o intervalo, mas Rui Costa – o árbitro da partida – decidiu tornar-se o protagonista da tarde, expulsando Jorge Simão e Alfredo do banco, expulsando também Idris aos 53’ por palavras (seria uma decisão compreensível se os critérios fossem iguais independentemente dos jogadores e das camisolas) e validando um grande golo de Edinho aos 60’, pena que escandalosamente precedido de falta.

Nota:

Sou a favor da introdução do VAR, convém é usá-lo sempre e não quando dá jeito, ou os beneficiados irão ser aqueles que já menos precisam de ajudas…

Até ao final, o Boavista aguentou o empate com tudo o que tinha, com a baliza protegida por um gigante Helton Leite e pelos milhares de boavisteiros que não se calaram na bancada.

Como diria Jorge Simão mais tarde: “Um empate com sabor a vitória, que infelizmente só vale um ponto”.

Perdidos na ilha

Antes da primeira paragem do campeonato, o mágico xadrez deslocou-se aos Açores, para defrontar o recém-promovido Santa Clara.

Infelizmente, tal como frente ao Portimonense, não pude fazer a minha parte, e e fiquei a ver pela TV.

Nota: O preço de uma viagem para os Açores não é propriamente barata, muito menos a uma semana do jogo.

Seria interessante – e fica mais uma ideia para a Liga – definir os horários dos jogos que envolvam equipas das ilhas com alguma antecedência.

Digo eu. Se o objetivo for mesmo encher estádios..

Com os olhos no ecrã, o espírito no meio do Atlântico e o coração a bater a mil (porque de fora se sofre ainda mais…) assisti a uma exibição menos conseguida do mágico xadrez, que culminou com a segunda derrota no campeonato.

Num jogo emotivo, o Boavista até dominou estatisticamente, mas sentiu algumas dificuldades a jogar contra o vento na 1.ª parte.

A perder 1-0 desde os 20, Falcone empatou antes do intervalo e assumiu-se como o possível goleador que tem faltado ao xadrez desde o regresso.

Na 2.ª metade, esperava-se um Boavista a vir motivado dos balneários, mas foi o Santa Clara a colocar-se rapidamente de novo em vantagem, numa desconcentracão defensiva.

Poucos minutos depois, num grande golo de livre, os açoreanos fizeram o 3-1 e complicaram – e muito – a tarefa das panteras.

A correr atrás do prejuízo, o Boavista ainda reduziu por Talocha e esteve perto do terceiro, mas não conseguiu chegar ao empate e foi mesmo o Santa Clara a matar o jogo na última jogada.

Dá a impressão de, tal como na Feira, o primeiro e último golo do adversário serem precedidos de irregularidades, mas não serve de desculpa para o justo desaire.

Paragem de Campeonato

Findadas as 4 Jornadas iniciais, o campeonato pára pela primeira vez.

Um momento que, na minha opinião, pode ser bom para Jorge Simão.

O Boavista soma 4 pontos em 4 jogos, mais um do que por esta altura na época passada.

Importa referir que das 4 partidas, apenas uma foi disputada em casa e frente ao Vice-Campeão da prova.

Saliento que o Boavista ainda não pôde contar com jogadores que podem vir a ser importantes como Yusupha e Matheus Índio e teve Idris castigado nesta Ronda 4.

Não sendo fenomenal este início, não me parece ser preocupante.

É agora hora de Jorge Simão corrigir o que de menos bom houve nestas partidas iniciais, assimilar algumas rotinas e dinâmicas (dá a sensação que a dupla de centrais ainda não está totalmente adaptada ao futebol Europeu) e caso assim considere, preparar algumas alterações no 11.

Quanto a nós, adeptos, é hora de esquecermos a derrota nos Açores e afinarmos as gargantas para daqui a 3 semanas, em casa, fazermos do nosso Bessa uma fortaleza frente ao Chaves e regressarmos às vitórias!

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