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Muitos Não Vão Entender #8 – Adepto do Boavista FC

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Muitos Não Vão Entender #8 – Adepto do Boavista FC

Foi preciso esperar 3 semanas para ver o Boavista de novo em ação. Contudo, o regresso não correu como esperado e o xadrez averbou nova derrota, desta vez no Bessa.

Um regresso amargo à competição

A derrota nos Açores ficou “entalada” a todos os boavisteiros e, devido à pausa de campeonato e eliminação precoce na Taça da Liga, foi necessário esperar 3 semanas para voltar a ver o xadrez a jogar. Era natural portanto, a vontade de corrigir a exibição frente ao Santa Clara e sobretudo, a esperança de conquistar pontos.

A jogar – finalmente – em casa, tudo parecia encaminhado para um final de Sexta-Feira positivo, mas infelizmente o Boavista acabou por ser vitima da injustiça e imprevisibilidade do futebol, que o torna tão belo ou, neste caso, trágico.

As Panteras fizeram indiscutivelmente a melhor exibição da temporada, e mesmo sem ainda deslumbrar, mostraram-se claramente de garras mais afiadas que o Chaves, que pode agradecer a todos os “Deuses do Futebol” por sair do Bessa com 3 pontos.

Daniel Ramos é um treinador competente (havia-o provado dias antes no Dragão) mas fico com a ideia que só conseguiu vir ao Bessa fazer exatamente o que queria porque teve a sorte do seu lado. Os transmontanos mantiveram-se sempre organizados e defenderam bem, mas não criaram praticamente perigo nenhum para a baliza de Helton Leite.
Se um penalty “caído do céu” colocou o Boavista em desvantagem, o 0-2 fruto de 3 ressaltos é caso para perguntar aos tais Deuses “amigos, os que estão na Terra já nos mandaram para a segunda, também vocês para nos fazer sofrer?”

Nem deu para o empate

O Boavista – de forma contida – estava a ser melhor que o adversário, mas o resultado em nada traduzia essa superioridade.

Era hora de Jorge Simão mexer na equipa, arriscar e “partir para cima” do adversário.

Dito e feito, o treinador axadrezado abdicou de Idris e fez entrar Rafael Costa, ganhando obviamente a equipa mais dinâmica ofensiva.

3 minutos depois (aos 59´) a mudança já se sentia no marcador, com Rochinha a reduzir para 1-2.

Na meia hora que se seguiu, assistiu-se a uma partida de um só sentido, com o Boavista a atacar como podia e o Chaves a defender da mesma forma.

Para desalento dos indefetíveis que estavam no Bessa, o empate não chegou, somando o Boavista nova derrota e o quarto jogo sem vencer.

Reflexão sobre o passado

O Boavista amealhou 4 pontos em 5 jogos. Um registo negativo, não há como esconder.

O final deste último jogo pautou-se pela diferença de postura entre adeptos boavisteiros. Tendo formas diferentes de amar o clube – sendo inegável que todos o amamos – enquanto que uns demonstraram união com a equipa e aplaudiram o esforço, outros expressaram o seu descontentamento por estar a viver esta série de jogo mais negativa.

Vamos por partes.

Em primeiro lugar, apesar de ter a minha própria personalidade e postura, consigo entender ambas as reações, até porque um passado bem recente deu provas que ambas as “fórmulas” resultam. Basta voltar à época passada e ver no que colmatou o “apertão” em Vila Verde, mas também no que resultou a solidariedade na Vila das Aves (para quem não se recorda, na primeira fomos vencer de seguida 0-3 ao Estoril, na segunda vencemos o rival Vitória SC em casa).

Não querendo parecer demasiado relaxado, acho que importa diferenciar negativo de preocupante. E incutir pressão extra em detrimento do conforto, numa fase tão inicial da época, antes de mais uma deslocação difícil, e logo após um jogo onde – na minha opinião – atitude não faltou, não me pareceu o mais certo.

Contudo, só o tempo o dirá. E que ninguém duvide da intenção de quem o fez.

Estamos a falar de futebol. Estamos a falar de sentimentos por vezes incontroláveis.

A exigência é importante, a compreensão também.

Mas mais importante é não haver dúvidas da parte de quem veste o nosso manto: quando entrarem em campo, estamos sempre com vocês.

Invasão aos Arcos!

4 pontos em 5 jogos. Dos 5, apenas 2 se jogaram no Bessa, tendo sido um frente ao Benfica.

O início foi difícil, como aliás, tem sido habitual desde o nosso regresso.

Precisamente por esta altura no ano passado, Jorge Simão tomava o lugar de Miguel Leal, um homem que colocava trincos em campo quando a equipa estava a perder.

Dias depois vencia o Benfica e partia para uma época de altos e baixos, mas a melhor desde o regresso ao nosso lugar por direito.

Jorge Simão não é perfeito, mas é lutador e ambicioso.

Tem decisões questionáveis como todos (A entrada de Sparagna no 11 pecou por tardia, as saídas de Carraça e Idris, entre outros, talvez também estejam a pecar) mas é o meu treinador e já provou ter perfil para tal, tendo o meu apoio no tempo que lá estiver – que espero eu, seja longo.

Neste último jogo perdemos, mas viu-se futebol. Viu-se um Boavista que dificilmente terá tanto azar como teve, ao longo da época. E que dificilmente passará dificuldades se tiver esta postura (e se passar, lá estaremos para as derrubar).

Há coisas a melhorar e faltam possíveis jogadores-chave. (Edu e Obiora recuperaram recentemente de lesões. Gabriel, Yusupha e Matheus Índio ainda estão indisponíveis. Koneh, felizmente pode seguir com a sua carreira, e também poderá ser opção).

Mas acima de tudo, falta uma vitória. É por ela que vamos à luta!

Ainda agora começou. A deslocação do ano passado ficou para a história. O jogo vai ser difícil, mas com o nosso apoio torna-se mais fácil.

Nunca mais é Sábado? Invasão a Vila do Conde!

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