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Muitos não vão entender… – Adepto do Boavista

Muitos não vão entender… – Adepto do Boavista

Em menos de uma semana, o Boavista venceu na receção ao Marítimo por 2-1 e caiu com estrondo na Vila das Aves por 3-0, diante do último classificado do campeontato.

 

Boavista 2 vs 1 Marítimo

Depois de uma deslocação a Vila do Conde que terminou com uma exibição melhor que o resultado, os Boavisteiros puderam voltar a sorrir com uma vitória.

Apesar da série de jogos dos insulares sem vencer, o jogo frente a um adversário acima na tabela não se avizinhava fácil e a primeira parte em nada ajudou.

O Boavista entrou praticamente a perder, a jogar menos do que tem vindo a habituar e pouco melhorou até ao final dos primeiros 45 minutos, chegando ao empate por mero acaso, num resultado bastante satisfatório para o que havia demonstrado antes da ida aos balneários.

A maldição dos Penaltys

Ser Boavisteiro é estar habituado a sofrer mais um bocadinho que os outros…

São 4 penaltis a favor esta temporada e outros tantos desperdiçados. Felizmente 2 deles foram convertidos em golo na recarga.

Depois de Ruiz e Fábio Espinho (2x) e depois de uma semana atribulada a nível pessoal (votos de rápidas melhoras para o seu irmão) foi David Simão a voltar a falhar. Não critico a escolha do homem a “bater”, porque mais que ninguém ele gostaria de fazer um golo naquela noite, mas o que é certo é que os Boavisteiros já aprenderam que apenas poderão explodir de alegria quando virem a bola no fundo das redes. E no que toca às grandes penalidades, ou a bola não chega lá, ou é preciso sofrer uns segundinhos extra para a ver lá dentro.

Voltando ao jogo..

Uma segunda parte completamente diferente. E que segunda parte!

O Boavista, embalado pelos adeptos que gostavam do que viam, encostou o Marítimo “às cordas” e fez de tudo para chegar ao golo, sendo premiado aos 80, fazendo o Bessa explodir de emoção e manter-se em êxtase até ao cântico final, que cada vez mais adeptos e jogadores já sentem como uma “imagem de marca”.

Concluo a análise com o autor do golo: Yusupha.

Sem dúvida merece um parágrafo inteiro. Deu um “cheirinho” do seu grande potencial antes de se lesionar em Tondela e agora recuperado e regressado à titularidade, correspondeu por completo, fazendo ainda um golaço decisivo. Filho de Biri Biri – lenda do Sevilla e melhor jogador da história de Gâmbia – Yusupha tem 24 anos e talento que se farta. Rápido, raçudo, bate todos os recordes de faltas sofridas, jogo após jogo, pois não há outra forma de o travar. Um “jogador à Boavista”!

Aves 3 vs 0 Boavista

Pessoalmente, uma Terça diferente.

Acordar em Amesterdão, apanhar um voo às 16h e seguir quase de avião direto para a Vila das Aves para ver o meu clube ser goleado é algo que “muitos não vão entender”, ainda mais se disser que não me arrependo de nada do que fiz.

Amar um clube é amar as suas conquistas, mas acima de tudo estar presente sempre que possível, independentemente do resultado e “estádio que for”.

Falando do jogo: Um resultado para esquecer e a pior exibição da era Jorge Simão. Sem o outro Simão, é certo, mas foi muito pouco o futebol apresentado e muito injusto para as centenas de Panteras que estiveram em tão bom número para um dia de semana na Vila das Aves.

O Boavista entrou novamente a perder – 3 jogos consecutivos a sofrer um golo nos primeiros 15 minutos – e pouco reagiu, sofrendo ainda o segundo no pior momento possível.

Tudo correu mal, mas tudo por culpa própria. Os segundos 45 minutos foram ligeiramente melhores, mas longe daquilo que temos vindo a ficar habituados e o caricato 3º golo do Aves matou um jogo que estava morto.

A equipa da casa mudara de treinador, sabia da importância do jogo e demonstrou em campo não só mais qualidade, mas acima de tudo mais atitude, vencendo praticamente todas as batalhas e segundas bolas.

Um jogo que apenas faz relembrar Vila Verde, tal a incapacidade apresentada e que achávamos já ser uma lição do passado e aprendida. Esperemos que tenha sido desta e que a união em nada abalada, sirva de alento.

A Bandeira

Tendo acompanhado o Boavista no melhor e no pior, tenho impressão que já vi de tudo no Desporto, mas volta e meia este clube é capaz de me surpreender de formas inimagináveis.

A história da bandeira que impediu o VAR de tomar uma decisão está a correr mundo e já me proporcionou uma quantas gargalhadas, mas traz com ela uma infeliz realidade.

Sendo bastante crítico no que toca a arbitragens e a VAR´s – deixo isso para uma rubrica focada apenas nessa temática – desta vez a questão nem é essa. Estamos a falar da Primeira Liga do desporto-rei em Portugal. E numa altura em que a SportTV se prepara para lançar mais um programa, onde as análises vão incidir nos 3 jogos do costume – jogos esses com mais câmaras – é irónico que isto aconteça, porque certamente no Clássico desta última Quarta seria impensável, tantos foram os ângulos utilizados nos milhares de lances debatidos durante e após o jogo.

Crescimento Sustentado

Vamos acreditar que o deslize na Vila das Aves foi apenas e só isso mesmo: um deslize.

Depois de 2 épocas importantíssimas onde o Boavista se conseguiu “aguentar” na Primeira Liga, Miguel Leal foi importante para dar mais algum conforto, terminando a 3ª época num fantástico 9º Lugar com 43 pontos, deixando-nos tranquilizados quanto aos “fantasmas da descida” desde bem cedo.

Apesar de ser um treinador competente, Miguel teve um fundamental Iuri Medeiros no seu plantel, e provou ter um perfil muito defensivo, medroso, repetitivo e tardio. Pouco indicado para um Boavista que prentendia crescer ainda mais nesta época.

Jorge Simão foi uma aposta claramente ganha! Um treinador de discurso e atitude ambiciosa, ciente da responsabilidade que é treinar o Boavista. Apanhou a equipa com 3 pontos em 5 Jornadas, e derrotou desde logo o Benfica, somando agora 27 pontos à 21ª Jornada, algo extraordinário.

Não é desmedido pensar na Europa, da mesma forma que não é desmedido sonhar. Mas não seria correto definir novos objetivos, quando o principal – manutenção e crescimento sustentado – tem sido conseguido ano após ano.

Definamos como objetivo encarar cada jogo como uma final. Definamos ultrapassar o 9º Lugar e os 43 pontos da época passada, sem fazer disso um drama.

E como adeptos, definamos criticar e defender o xadrez. Definamos estar presentes sempre que possível nos bons e nos maus momentos. Definamos cantar na vitória e na derrota durante e no final de cada jogo.

Definamos ir ao Bessa este Domingo, e derrotar o Vitória. Definamos em conjunto, chegar aos 30 pontos frente a um rival e, como tantas vezes na história, terminar a época à frente deles na classificação.

Até Domingo!

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