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Nutrição no Futebol

Nutrição no Futebol

O Futebol é o desporto mais popular no mundo, praticado por homens e mulheres das mais variadas faixas etárias. Muita da paixão que este desporto suscita nos seus adeptos advém da incerteza que caracteriza uma partida de futebol. Existem diversos factores que contribuem para a performance e sucesso desportivo de um futebolista, entre eles aspectos técnicos, tácticos, físicos e mentais.

A nutrição apenas tem um pequeno papel no meio das características genéticas, do treino e da motivação de um atleta, mas numa competição cada vez mais difícil, onde os clubes apresentam capacidades e estruturas cada vez mais semelhantes, a nutrição pode fazer a vital diferença entre uma vitória e uma derrota . Por outro lado, além de maximizar a sua performance, um futebolista pode permanecer saudável e evitar lesões através da adopção de hábitos alimentares adequados.

Incoerências na Alimentação Infantil

Hoje em dia o mundo passa por sérios problemas relativos à saúde. Entre eles, em destaque, e com razão, para uma doença que aumenta ano após ano e atinge cada vez mais populações – a obesidade. Em particular o excesso de peso na infância tem crescido a velocidade cruzeiro o  que tem preocupado famílias, educadores e todos os que lidam com os mais pequenos.  Todos sabem que obesidade, por definição, é excesso de peso para uma determinada estatura – ou comprimento, em crianças pequenas. Sim, sem duvida alguma…

Não se trata de um simples problema estético, embora seja um aspecto relevante. O “gordinho” é dotado de muitos apelidos e alvo de bullying . Não consegue acompanhar outras crianças em actividades físicas. Torna-se lento e cansa-se mais facilmente. Não convidado nem bem aceite em nenhuma equipa desportiva, ou mesmo recreativa.É discriminado. Tende então a afastar-se dos outros.  Com o passar do tempo, escolhe actividades que não exijam esforço, torna-se sedentário, o que só aumenta o problema. Obesidade e sedentarismo, isto é, ficar parado, inactivo, andam de mãos dadas. Um agrava o outro.

Como é que se chega a este ponto?

O que temos de perguntar é por que as coisas chegaram até este ponto. Muitas respostas já se dá, mas as perguntas são muito mais numerosas. O que ainda é intrigante para quem  trabalha com este grupo é a coexistência da obesidade com o ” Sr.,Dr.,Professor, Mister, o meu filho não come…”

Esta queixa de “não comer” é  comum ser ignorada. É extremamente frequente e acompanhada de grande angustia e nervosismo por parte dos pais, principalmente da mãe e avó, que se sentem frustradas, culpadas e também amedrontadas com o “não come”. Vai ficar doente… Vai ficar com anemia… não vai engordar nem crescer… Não sei o que fazer… Já fiz de tudo para ele comer…  Como pode o “não come” numa determinada fase da infância conviver com o índice da obesidade, se um dos determinantes desta é comer muito e comer mal?  Não deixa de ser uma grande contradição. Mas é a realidade e existe uma estreita relação entre as duas coisas. Podemos em muitos casos afirmar que uma é uma das raízes que causaram a outra.

O alerta deve ser feito para que haja necessariamente uma mudança radical na maneira de encarar a alimentação na infância. A família – leia-se mãe, avó, vizinha, tia – não se pode ficar em  conceitos já ultrapassados. Acreditando-se que quanto mais se come, mais forte o menino fica… mais bonito… mais resistente às infecções. As refeições são sempre super dimensionadas, os alimentos calóricos predominam, e constantemente  se insiste para comer: ” só mais esta, vá…, se não comeres está não gostas de mim ”

Qualquer coisa é resolvido com uma bolachinha  um biscoitinho… “um miminho para distrair.”  E assim a humanidade vai aprendendo desde cedo que comida resolve tudo… comida é remédio para enfrentar situações de dificuldade. Comida é o passaporte para a felicidade geral. Mais tarde, a comida acompanha horas infindáveis de televisão, jogos de computador e playstation. Come-se sem se aperceber que está a comer.

O AEIOU da nutrição saudável

Por ter sido um dos “gordinhos ” do futebol de outra hora, em que o mais forte era arrumado para a baliza e descriminado por toda a estrutura. Hoje enquanto treinador de futebol de formação tento estar atento a todos os pormenores dos meus atletas, orientando e ensinando o “beabá” da nutrição saudável:

  • Nunca treinar em jejum, ou com intervalo maior de quatro horas entre a última refeição e o treino;
  • Evitar alimentos gordurosos as  refeições que antecede o treino, como por exemplo, fritos, carnes gordas,  leite, queijos;
  • Evitar excesso de fibras antes do treino, como refeição à base de frutas, verduras e cereais integrais;
  • Hidratação é essencial. O corpo só pede água quando ela já acabou. A sede é sinal de desidratação;
  • As bebidas isotônicas  são indicadas após treinos e competições para repor as perdas de sais e líquidos.

Durante os campeonatos, a intensidade da prática desportiva é muito maior, assim, deve-se priorizar ainda mais a alimentação tomando os cuidados de manter a energia armazenada nos músculos e na recuperação deste.

Se a criança for adequadamente ensinada, nada lhe será proibido… ela terá acesso a tudo o que faz parte da sua infância, sem comprometer a alimentação, nem o peso, nem a saúde, actual e principalmente futura.

 

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