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Palmeiras… Em Cinco Anos do Inferno ao Olimpo!

Palmeiras… Em Cinco Anos do Inferno ao Olimpo!

Um Clube Pleno de Pergaminhos!

Os italianos desempenharam um papel importante no desenvolvimento do Brasil. Os fluxos migratórios de transalpinos em busca de condições melhores deixaram raízes no país irmão, facilmente percepcionáveis até pela onomástica de terras de Vera Cruz.

Além disso, muitas instituições e clubes foram formados pelos emigrantes do “país da bota”, como em 1914, o Palestra Itália, que haveria de ser, fruto das conotações negativas relacionadas com o país liderado por Mussolini, geradas pelo fascismo e pela II Guerra Mundial, renomeado de Palmeiras.

Palmeiras, esse que já foi 9 vezes campeão brasileiro, tendo conquistado a América do Sul, através da Libertadores, em 1999, o que simboliza um dos clubes brasileiros mais bem sucedidos e cujo último título conquistado em 2016 materializou a entrada do clube na senda da modernidade e no roteiro dos grandes clubes mundiais.

Todavia, Ainda Há Pouco, os Tempos Eram Árduos!

Porém, há cinco anos atrás, em 2013, nem o mais optimista adepto da torcida poderia adivinhar um cenário tão verde.

Com efeito, foi nesta data, que o, então, presidente do clube, Paulo Nobre proferiu uma frase bombástica ” Não tenho dinheiro nem para comprar jogadores”! O clube vivia, pois, uma crise financeira, que aliada a uma crise de resultados desportivos, augurava um mar de tormentas e de dificuldades. Aliás, nesse ano, no Brasileirão, os verdes de São Paulo quase foram relegados para a Série B, num sinal claro de incapacidade e imperícia de gestão!

A Disponibilidade e Determinação de um Homem!

Não obstante o cenário assustador, o dirigente farregaçou as mangas e pugnou até à exaustão, até tornar o clube num exemplo modelar de gestão e num dos mais ricos do Brasil.

Para isso começou por negociar o gigantesco passivo do clube, usando para isso a sua fortuna pessoal ao investir nos cofres do clube cerca de 70 milhões de euros, provenientes da sua fortuna pessoal. Na verdade, esta essa a única saída para lidar com as dívidas de curto prazo, sem estrangular o clube através de um empréstimo bancário, que fruto dos juros a pagar, seria certamente a sua certidão de óbito!

Tal levou ao baixar da dívida e consequentemente a um maior desafogo financeiro que permitiu, lentamente, uma maior concentração de recursos no aspecto desportivo.

Uma Mulher Com Um Papel Determinante!

Costuma-se dizer que atrás de um grande homem, estará sempre uma grande mulher! Neste caso, atrás de um colossal clube está uma mulher determinada e com muitos recursos financeiros. Falamos de Leila Pereira, empresária proprietária da CREFISA e da Faculdade das Américas, que aceitou, através dessas sociedades, patrocinar o clube com uma verba recorde de, cerca, de 30 milhões de euros. Uma quantia recorde no país!

Tal desafogo possibilitou que o clube tivesse tempo e espaço para diversificar a procura de novos parceiros; parceiros esses que aceitaram tomar parte no apoio ao clube, injectando capitais relevantes, e tornando os montantes pagos por Leila, em apenas, 18% do orçamento total do clube.

O restante é coberto, com grande ênfase, pelos direitos televisivos (33%) e pela calorosa torcida (29%).

Um Estádio Moderno!

Está provado que o desenvolvimento do clube é mais eficaz quanto mais as suas instalações sejam modernas. E isso é válido na Europa, na Oceânia, ou na América do Sul.

Com o advento do Mundial 2014, o clube deixou o velhinho Palestra Itália para ir ocupar o Allianz Park. Trata-se de um estádio moderno, cujo naming foi vendido à multinacional de seguros, o que gerou uma mais valia considerável ao clube.

Além disso, o clube cedeu a administração do estádio à própria construtora por um período de 30 anos, reservando para si todas as receitas de bilheteira.

As Consequências São Óbvias…

Fruto de tais actos, o clube haveria de dar a volta à situação financeira de 2013.

A equipa ganharia estabilidade para se preocupar em ter êxito desportivo, conseguindo mesmo o título de campeão brasileiro em 2016, num jogo dramaticamente histórico. Além do título conseguido, esse jogo seria a despedida do mundo dos vivos da quase totalidade do elenco da Chapecoense, que horas depois embarcaria para a morte no avião da Lamia.

Ainda que na época passada a equipa, não obstante a qualidade do seu plantel pudesse augurar outro êxito no Brasileirão, não o haveria de almejar, deixando essa honra para um competente equipa do Corinthians!

Porém, no presente ano, ainda que tenha vendido o central colombiano Mina por 11,8 milhões de euros, num negócio que ainda encheu mais os cofres dos verdes, a verdade é que o investimento em nomes como Lucas Lima, antiga estrela do Santos, Everton ou Gustavo Scarpa, promete voltar a relançar a equipa rumo ao título.

A estes acescem nomes como a estrela Dudu, o talento Tchê-Tchê, o goleador colombiano Miguel Borja, os experientes Edu Dracena e Michel Bastos, num cocktail capaz de voltar a conquistar o Brasil…e quem sabe toda a América do Sul!

Autoria: Vasco André Rodrigues (A Economia do Golo)

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